sábado, 30 de julho de 2005

“O COMÉRCIO DO PORTO” suspende publicação

Posted by Picasa
Quando soube que a empresa proprietária de “O COMÉRCIO DO PORTO” suspendeu hoje a sua publicação, bem como a de “A Capital”, não pude deixar de sentir alguma mágoa. Não que fosse seu habitual leitor, nos últimos anos, mas por reconhecer que se perde um matutino que sempre foi, desde 1854, um arauto dos valores e dos interesses do Centro e Norte do país, em especial. Recordo, com alguma saudade, os tempos em que ajudei o Daniel Rodrigues, presentemente o decano dos jornalistas aveirenses, a tornar conhecido aquele diário nas Gafanhas, na década de 60 do século passado, comprometendo-me, então, a fornecer-lhe material noticioso desta região e a colaborar em algumas reportagens. Desde essa altura, “O COMÉRCIO DO PORTO” passou também, pela acção daquele jornalista, que entretanto assumira a chefia da Delegação de Aveiro, a lutar pelos interesses das Gafanhas, principalmente da Gafanha da Nazaré, que tinha, na fase de lançamento nestas terras, um único leitor diário. Não houve, depois, qualquer projecto ou reivindicação justa que não tivesse o apoio incondicional daquele jornal, em especial a caminhada para uma certa emancipação e a consequente elevação da Gafanha da Nazaré a vila, em 1969. Alegrias e tristezas dos gafanhões, vitórias ou derrotas sociais e políticas, instituições e associações, desporto ou empresas, iniciativas da Igreja Católica e de Escolas, de tudo um pouco “O COMÉRCIO DO PORTO” foi dando nota aos seus leitores, numa azáfama diária de que fui testemunha, e sempre graças à disponibilidade amiga do Daniel Rodrigues. Por isso, é com tristeza que vejo acabar um jornal a que estive ligado tanto tempo e que merecia melhor sorte, até porque nos últimos anos se apresentava com muita dignidade e com algum esforço de permanente renovação. Mas também tenho pena que 72 funcionários fiquem no desemprego, alguns com bastantes anos de preocupações para que aquele diário não perdesse o comboio da renovação e da adaptação às novas exigências jornalísticas e dos seus leitores. As forças vivas do Norte e Centro, sobretudo, que tantas vezes se uniram para lutar por projectos úteis e por instituições com tradições ímpares, deixaram morrer “O COMÉRCIO DO PORTO”. Foi pena. Fernando Martins

Para viver em paz

Conselhos morais Ouve, vê e cala, e viverás vida folgada: tua porta cerrarás, teu vizinho louvarás; quanto podes não farás, quanto sabes não dirás, quanto vês não julgarás, quanto ouves não crerás, se queres viver em paz. Seis coisas sempre vê, quando falares, te mando: de quem falas, onde e quê, e a quem, como e quando. D. João Manuel (séc. XV)

POSTAL ILUSTRADO

Posted by Picasa Painéis cerâmicos
Quem já se quedou, durante uns simples minutos, pelo menos, defronte dos painéis cerâmicos que embelezam a cidade de Aveiro? Façam isso e verão que não será perder tempo. Muito pelo contrário!

sexta-feira, 29 de julho de 2005

VERÃO: Oportunidade para o turismo religioso

Posted by Picasa Aveiro: Museu de Santa Joana A religiosidade popular acompanha sempre a Igreja Católica
Num momento em que está cada vez mais saturado o mercado do chamado turismo “sol e praia” parece existir um interesse renovado pelas práticas turísticas que atendem à marca do religioso, envolvendo o conhecimento do património construído, das culturas locais e regionais, com as suas festas e romarias tão típicas do Verão.
A religiosidade popular (conjunto de práticas simbólicas de raiz popular) é um facto que acompanha a vida da Igreja Católica (aqui escolhida na sua qualidade de religião mais representativa no nosso país) e que a acompanhou durante todos os séculos. Trata-se de expressões, gestos, atitudes, que expressam uma relação pessoal com Deus: beija-se a cruz, percorre-se a Via Sacra, participa-se numa peregrinação, ajoelha-se diante do túmulo de um mártir ou um santo, conservam-se restos do seu corpo ou dos seus vestidos. No caso português é esta religiosidade que, sob uma aparente unidade enraizada no catolicismo, manifesta mais fielmente a pluralidade da sociedade portuguesa na vivência do sagrado.
Habitualmente a religiosidade popular afirma-se em contraposição à oficial, sendo entendida por muitos como uma forma híbrida, isto é formas inadequadas de entender e praticar a religião oficial. Em Portugal, por exemplo, as crenças populares incluem, ainda hoje, um conjunto de crenças e gestos mágicos oriundos do paganismo celta.
É difícil precisar onde foram os portugueses encontrar este “imaginário”, este “fantástico”, este culto do sagrado, com uma estruturação rigorosa de espaço e do tempo e onde avultavam as grandes festas da Primavera e do Outono. É neste contexto de assimilação das crenças e antigos ritos pagãos, que se perpetuaram ao longo dos séculos na tradição oral, que se deve buscar a origem da maior parte dos ritos e crenças que definem a religiosidade popular.
As festas populares, manifestações colectivas, as crenças e ritos de devoção particular são as grandes marcas da religiosidade popular no nosso país. Nas festividades populares, com ou sem relação com o ritual oficial e, muitas vezes, com origem em cultos naturalísticos, é possível encontrar manifestações particulares, por vezes, com carácter mágico.
(Para ler mais, clique aqui)

Diocese de Aveiro: Jovens em férias missionárias

Missões, cá vamos nós!
Os jovens da diocese que vão viver uma experiência missionária durante o Verão estão de partida. Aliás, três já partiram em direcção ao Brasil, mais concretamente para Belém do Pará. O restante grupo viajará dentro de dias para Maputo, Moçambique, e depois será repartido por várias regiões desse país sul-africano.Num dos últimos sábados antes da partida, os “jovens missionários” reuniram-se no Centro Universitário para acertarem alguns pormenores e partilharem as actividades de animação missionária que desenvolveram em várias paróquias a propósito da experiência missionária que vão viver.
A Sónia é uma das jovens que vai para Moçambique. Em Lombomeão (Vagos), onde vive, participou num sarau missionário feito de testemunhos, uma encenação e uma apresentação multimédia sobre “Tanta coisa para fazer e tão pouco tempo”. “Eu disse ‘Vou partir’ e bateram-me palmas”, relata, impressionada com a sensibilidade e generosidade das pessoas que, num lugar pequeno, ofereceram mais de trezentos euros para as missões, na missa do domingo seguinte. Iniciativas similares ocorrerem em Covão do Lobo, de onde provém o jovem Víctor Miranda.
Na paróquia de Esgueira, que em Abril realizara um festival juvenil de música, dança e teatro sobre a missão, a sensibilização missionária centrou-se agora num encontro que reuniu jovens do 11o (ano do Crisma) e 12º anos e na “missa dos jovens” de sábado à tarde. Kátya e Catherine, as duas jovens desta paróquia que vão para Moçambique, referem que tiveram bom feed-back. “‘Vão e venham para nos contar’ – foi o que nos pediram, na missa”, diz Kátya. Catherine acrescenta: “Os miúdos ficaram muito entusiasmados. Pode ser que venham de lá mais missionários”.
Maria Machado não é da diocese de Aveiro, mas integra o grupo. Vive em S. João da Madeira (diocese do Porto), mas conheceu as experiências missionárias e o SDAM (Secretariado de Diocesano de Animação Missionária), que as promove, por frequentar a Universidade de Aveiro. Na sua terra, além de uma Eucaristia na véspera do dia do Corpo de Deus e um sarau missionário, houve um grupo que se voluntarioue recolheu fundos pelas empresas da região. Resultado: mais de dois mil euros para ajudar as missões.
(Para ler mais, clique aqui)

Pintura da Nadir Afonso

Posted by Picasa Áurea purpúrea Óleo sobre tela, sem data. 98x95,5 cm Colecção Fundação Nadir Afonso

REGATA DOS MOLICEIROS

Posted by Picasa MOLICEIROS unem a Torreira a Aveiro
Queremos lembrar que amanhã, sábado, 30 de Julho, se realiza mais uma edição da tradicional Regata dos Moliceiros, entre a Torreira e Aveiro. É uma oportunidade única para participar ou acompanhar esta corrida de Barcos Moliceiros e um momento de excepcional beleza.Este ano, o programa tem novos aspectos que pretendem trazer mais participação a esta festa dos Amigos da Ria e do Barco Moliceiro.
Participa na celebração religiosa e traz o teu barco à “cerimónia da Bênção das Embarcações”, vem degustar uma boa sardinhada ao almoço e um porco no espeto ao lanche, vem participar no foto-safari. Com início, amanhã, às 9.30 horas, na praia da Ria “Monte Branco”, meia milha a sul do café “Guedes”, na Torreira, vem fazer a tua inscrição e traz muitos amigos.
O convite da Associação dos Amigos da Ria e do Barco Moliceiro aqui fica, com votos de boa viagem.

quinta-feira, 28 de julho de 2005

Neste mar à minha frente...

Posted by Picasa Frederik Hendrik Kaemmerer Neste mar à minha frente / O sol repousa e os nossos olhos dormem... E este calor que dimana da terra e nos confunde com ela, Nos aquece as pernas de encontro à areia, numa vida exterior Com mais sangue que a nossa e, sobretudo, cheia Duma inconsciência que se não parece com nada, Esta respiração pausada como as ondas, de trás para diante Fazendo, lentas, e desfazendo A mesma curva, humaníssima e sensível, Faz-me escrever, devagar, e com letra de menino pequeno Sobre o chão acamado, esta palavra. AMOR. António Pedro (Foto e texto, In site da Comissão Episcopal da Cultura)

BENTO XVI: 100 dias à conquista da Igreja

Pontificado de continuidade cria expectativas positivas
Cumpriram-se 100 dias sobre a eleição de Bento XVI, a 19 de Abril, tempo mais que suficiente para que o Papa, que muitos classificavam como distante e frio, tenha sabido ganhar o carinho dos católicos.
As constantes referências a João Paulo II, o seu predecessor, ajudam a criar esse clima de simpatia, reforçado pela decisão de dispensar o período de espera de cinco anos para que se iniciasse o processo de beatificação. “Be-ne-de-tto!” é o grito que mais se tem ouvido nos seus encontros com os peregrinos, seja na Praça de São Pedro, seja na região alpina do Vale de Aosta, onde passa as suas férias até amanhã.
Estes dias deixaram claras as linhas mestras da acção de Bento XVI, que herda o pesado legado de João Paulo II, com os seus mais de 26 anos de pontificado. Numa atitude de continuidade, o Papa alemão tem apostado no ecumenismo, no diálogo inter-religioso e na construção da paz e da justiça como os seus principais compromissos.
Paz e unidade são, sem sombra de dúvida, as duas ideias chaves deste início de magistério do Papa Ratzinger, um homem que não abandonou a sua determinação na luta contra o relativismo “de um mundo ocidental cansado da sua própria cultura” (preocupação bem visível nos constantes apelos em defesa das raízes cristãs da Europa), mas que se apresenta mais capaz de fazer sínteses do que quando desempenhava funções como prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.
(Para ler mais, clique aqui)

Olha essas velhas árvores

Posted by Picasa Olha essas velhas árvores, mais belas Do que as árvores novas, mais amigas: Tanto mais belas quanto mais antigas, Vencedoras da idade e das procelas... Olavo Bilac

RIO VOUGA: Uma sugestão de passeio

 

  À PROCURA DO NOSSO RIO


Hoje,  proponho um passeio que tanto pode ser perto como longe. Sugiro que se parta à descoberta do nosso Rio Vouga, com paisagens deslumbrantes a desafiarem uma fuga ao stresse. Perto ou longe, ele está sempre à nossa espera para ser admirado e contemplado, sobretudo por olhos pouco habituados à natureza pura, que um rio como o Vouga ainda pode oferecer, por aqui e por ali.
Saia de casa sem meta à vista, para além do rio, e aprecie as belezas das margens do Vouga, que chega a Aveiro à procura do mar, onde quer dormir tranquilamente e tornar-se infinito. Ouça o marulhar cantante das cascatas e sinta o rio, ora apressado ora dorminhoco, à espera de ser mais cantado em prosa ou verso ou registado com cores de artista.
Leve máquina fotográfica, para mais tarde recordar, um caderno para registar um poema que o Vouga lhe possa inspirar, olhos para ver e a alma para ficar inebriada. Vá e não fique sempre agarrado à praia. Há muito mais que ver por aí.

Fernando Martins


Um poema de António Correia de Oliveira

RIO VOUGA

Rios do meu País, línguas de prata, 
Misteriosas bocas de verdura 
Onde sorri a graça das estrelas: 
Convosco falo eu que sei a língua 
Dessa íntima saudade, que é a vossa, 
Por ser a desta terra em que nascestes. ~
Mas só um, de entre vós, fala comigo: 
Só um sabe o meu mal, e o vai chorando 
Por entre as vivas fráguas que lho lembram. 
Só um, vendo cair as minhas lágrimas, 
As recolheu em si, piedosamente, 
Para as dar a beber aos arvoredos. 
E tardou seu andar, só para que elas 
Estrangeiras paisagens amargosas 
Não vissem, nem corressem pelos mares: 
Mas bebidas, assim, pelas raízes 
Florescessem na Terra dos Amores, 
E fossem parte dela eternamente.
Rios do meu País, milagres de água, 
Fundos olhos de moiras prisioneiras 
Entre sombrias árvores, olhando, 
Só um de vós viu já abrir meu peito: 
E, de falar comigo, sabe a lágrimas, 
Enrouqueceu a sua voz profunda, 
És tu, Vouga sagrado!
És tu, ó rio ~ Português de nascença, e até à morte, 
Figura da nossa alma derradeira. 

In Antologia

PORTO DE AVEIRO

Posted by Picasa Portal do Porto de Aveiro apresentado a José Sócrates
O novo Portal do Porto de Aveiro foi seleccionado como um dos projectos de excelência do Programa Aveiro Digital, integrando o grupo de projectos a serem apresentados ao Primeiro-Ministro José Sócrates, este sábado.Depois de adiamentos originados pela agenda de José Sócrates, o chefe do executivo assiste, no próximo sábado, dia 30, no Teatro Aveirense, à apresentação do novo Programa Nacional para a Sociedade da Informação. A cerimónia, com início previsto para as 10.30 horas, contará ainda com a presença do Ministro para a Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Mariano Gago.
O novo PORTAL pode ser apreciado em PORTO DE AVEIRO.

quarta-feira, 27 de julho de 2005

Um pensamento

A fé é uma ânsia,
a esperança é uma ambição,
a caridade é puro amor.

Coelho Neto

"Arte Religiosa e Património Cultural"

Mais um livro de Mons. João Gonçalves Gaspar

Acaba de me chegar às mãos a segunda edição, revista e ampliada, de “Arte Religiosa e Património Cultural”, um livro de Mons. João Gonçalves Gaspar. Trata-se de uma obra que reflecte os conhecimentos do autor sobre um tema nem sempre muito bem compreendido e abordado por quem está ligado à Arte Sacra e ao património cultural, em especial de matriz religiosa. Por isso, este livro, de apenas 48 páginas, merece ser lido por todos os membros do clero, mas também pelos demais agentes de pastoral e pelos arquitectos, engenheiros, artistas e decoradores de templos, na certeza de que ali poderão colher preciosos ensinamentos. 
Mons. João Gaspar, no respeito absoluto pelas orientações da Igreja sobre estas matérias, escreve sobre projectos, disposição do templo e sua finalidade, lugar dos fiéis, presbitério, altar, ambão, fonte baptismal, reserva eucarística, espaço penitencial, imagens e bens preciosos, sem deixar de indicar a bibliografia correspondente. 
Há ilustrações sobre ampliações de igrejas, construções novas, fachadas e imagens, que poderão servir como motivos de reflexão, para se não ofender a Arte Sacra e para se respeitarem as orientações estabelecidas pela Igreja Católica. 
D. António Marcelino lembra, num texto a abrir a obra, que “A arte, pela sua função, significado e valor, tem lugar importante na celebração eucarística e na vida da Igreja. Ela é, neste campo e ao mesmo tempo, expressão poética que deve procurar coerência com o rito que se celebra e com louvor a Deus pelo reconhecimento dos seus dons; que assume ainda o seu verdadeiro sentido ao participar, de modo escrupuloso, na manifestação dos seus sinais sagrados com a sua qualidade de adaptação e de medida adequada”. 
O Bispo de Aveiro recorda ainda que a história mostra o cuidado da Igreja “na edificação dos lugares de culto, na beleza e nobreza das alfaias litúrgicas, na qualidade do canto, na dignidade referencial dos gestos e expressões de quem preside à celebração e no sentido de comunhão visível de quem nela participa”. 

Fernando Martins

Recado aos gafanhões espalhados pelo mundo

Posted by Picasa Entrada da barra Fico à espera dos vossos contactos
Soube, há dias, que alguns emigrantes gafanhões espalhados pelo mundo enviam, aos seus familiares e amigos, referências ao meu blogue, como sinal de simpatia e de saudades pela sua e minha terra. É sempre agradável saber que sou lido e comentado longe da Gafanha da Nazaré, por gente que de certo me conhece bem. A todos o meu muito obrigado, com desejos, muitos sinceros, de que estejam felizes, embora com o pensamento no torrão natal. Há bastante tempo que trazia na ideia a vontade de a todos me dirigir, no sentido de provocar uma maior aproximação e de lhes pedir que me sugiram qualquer referência à Gafanha da Nazaré, e não só. Quando alguém me lembra ou propõe um tema, haverá sempre, de minha parte, dentro do possível, a preocupação de ser agradável, pois estou no ciberespaço para isso. Aqui deixo então o desafio de me escreverem, em especial por via e.mail (rochamartins@hotmail.com), para eu aqui fazer eco dos vossos sentimentos e emoções, das vossos gostos e saudades, numa procura de todos contribuirmos para um mundo mais fraterno. E para matar saudades, aqui fica uma foto da entrada da barra, com o Farol à vista. Fico à espera. Fernando Martins

Economistas publicam manifesto

O risco de fantasias

Treze economistas portugueses contestam hoje num manifesto publicado no Diário de Notícias a eventual concretização de grandes obras públicas, que «poderá ser desastrosa» para Portugal, um país que «vive uma profunda crise». Apesar de os economistas nunca especificarem a que grandes obras públicas se referem no manifesto, o Governo de José Sócrates anunciou recentemente que vai concretizar os projectos do novo aeroporto internacional na Ota e do comboio de Alta Velocidade TGV, avaliados em mais de 25 mil milhões de euros. O grupo de economistas, alguns dos quais estiveram com José Sócrates nas Novas Fronteiras, questiona no manifesto a qualidade do investimento público, escreve o DN. O manifesto é subscrito pelo presidente da Vodafone, António Carrapatoso, o ex-secretário de Estado do Tesouro e Finanças, António Nogueira Leite, o professores catedráticos Augusto Mateus e Fátima Barros, o presidente da RSE Portugal, Fernando Ribeiro Mendes, e o advogado e fiscalista, Henrique Medina Carreira.

(Para ler comentários, clique EXPRESSO)

Um artigo de Laurinda Alves, no Correio do Vouga

O valor da fidelidade
Alain Etchegoyen, filósofo francês, acaba de publicar um livro sobre a força da fidelidade (“La force de la fidélité dans un monde infidèle”, editions Anne Carrière), onde fala de uma ideia nova.
Interrogado pela revista Psychologies sobre a novidade de uma questão tão antiga como o próprio homem, o filósofo declarou que o facto de ter passado a ser uma escolha faz toda a diferença.
Etchegoyen explica: “A fidelidade não só deixou de nos ser imposta como, pelo contrário, hoje em dia tudo nos convida à infidelidade: a Internet e os encontros facilitados, o Viagra, o individualismo, a aceleração do tempo, a mobilidade geográfica, enfim, tudo apela ao desejo e à satisfação imediata”.
A fidelidade é e será sempre uma decisão pessoal mas, num mundo onde é tão fácil ser infiel, importa perceber onde reside o seu valor e a sua força.
Permanecer fiel a si próprio e aos outros é extraordinariamente difícil. Assumir compromissos, criar laços, estabelecer critérios e viver com prioridades nem sequer apetece mas, na realidade, é a única estratégia que nos permite viver com verdade e coerência.
Talvez para muitos, a verdade e a coerência não sejam valores em alta mas assunto que, para mim, são decisivos. Gosto de amizade com verdade, amo a coerência nas pessoas e valorizo a constância nas relações. Neste sentido, concordo inteiramente com Alain Etchegoyen quando diz que “a fidelidade é essencial para a construção da nossa identidade e ser fiel também é permanecer igual a si próprio ao longo do tempo”.
A fidelidade está, acima de tudo, ligada ao compromisso. Seja numa relação amorosa, de amizade ou outras, o compromisso só é possível se houver muita vontade e verdade. Podia acrescentar ainda a liberdade mas, para não criar equívocos, sublinho que se trata de liberdade interior para decidir, em consciência, o que é melhor para mim, e não da liberdade para fazer hoje uma coisa e amanhã o seu contrário. Aliás, em matéria de relações afectivas esta liberdade de agir confunde-se muitas vezes com leviandade e daí a necessidade de perceber do que falamos quando falamos em liberdade.
Voltando à fidelidade, é interessante ler o que escreve Etchegoyen a este propósito: “A fidelidade protege-nos de nós mesmos e dos nossos excessos; a fidelidade (a nossa e a do outro) é uma vitória do narcisismo na medida em que reforça e assegura o nosso próprio valor; a fidelidade dever ser ‘negociada’ por cada casal pois todos têm circunstâncias e caraceterísticas diferentes.”
Estes três pressupostos são radicalmente importantes para perceber a substância da fidelidade e para tomar consciência de que qualquer forma de traição ao outro começa sempre por ser uma traição a nós próprios.
Todo o livro de Alain Etchegoyen é muito realista e provocador no sentido mais clássico do termo. Provoca a discussão e eleva o pensamento e, neste sentido, revela a sua condição de filósofo.

terça-feira, 26 de julho de 2005

Uma opinião de Marcelo Rebelo de Sousa, no DN

Posted by Picasa Marcelo Rebelo de Sousa (Foto do DN) "Que raio de ideia"
As presidenciais estiveram esta semana no centro das atenções com a definição de novas potenciais candidaturas. Hoje regressei e muita gente me fez chegar logo "Que raio de ideia"... Mas no fundo bastava ter alguma informação e conhecer a natureza humana - eu ando nisto, a fazer comentários, há 33 anos - e, que diabo, hei-de conhecer minimamente a natureza dos examinados e comentados. As presidenciais são objectivamente importantes. As pessoas começam a dizer que as autárquicas é que são, mas no nosso sistema de governo as presidenciais foram sempre importantes e, numa situação de crise, obviamente são mais. O papel do presidente não é o de um rei parlamentar ou do presidente italiano. O que é que se passou? O PCP já tinha dado a entender que tinha o seu candidato. Eu tenho para mim - mas não tenho informação nenhuma - que é Carlos Carvalhas o nome pensado; o Bloco de Esquerda insiste em ter um candidato. Em qualquer caso, o PS percebeu que devia unificar a esquerda e portanto mexeram-se os três candidatos a candidatos esta semana. Pelo que eu vi, lendo retrospectivamente, Manuel Alegre disse-se disponível, ainda teve uns apoiozinhos de sampaístas - de Alberto Martins e de Vera Jardim -, mas foi mais forte a vontade de Mário Soares. Diogo Freitas do Amaral mexeu-se, a meu ver numa entrevista infelicíssima, eu sei que ele caiu em Bruxelas e que está com uma vértebra fracturada, não sei se foi antes se foi depois da entrevista.
(Para ler o texto na íntegra, clique aqui)

Divorciados na Igreja

Posted by Picasa Papa Bento XVI Papa estuda situação dos divorciados na Igreja
A questão da participação dos divorciados na vida da Igreja esteve ontem em cima da mesa, num encontro que Bento XVI manteve, à porta fechada, com o Clero de Vale de Aosta, região dos Alpes italianos, onde está a passar férias.
Na igreja paroquial de Introd, onde se encontravam cerca de 140 padres e diáconos, teve lugar um diálogo especial com o Papa, numa sequência de perguntas e respostas que passaram pelos temas dos jovens e da catequese, da família e da pastoral prisional, com o anúncio de um novo documento do Conselho Pontifício Justiça e Paz sobre este último tema.
A resposta que dominou o encontro, contudo, foi a relacionada com o problema dos divorciados que voltaram a casar. “Mesmo se não podem receber a comunhão, não estão excluídos do amor da Igreja, nem do amor de Cristo”, respondeu Bento XVI. As declarações do Papa, recolhidas pela Rádio Vaticano, foram no sentido de uma acção da Igreja que mostre “respeito pelo indissolubilidade do sacramento do matrimónio e, ao mesmo tempo, amor por estas pessoas que sofrem”.
Bento XVI lembrou que, ainda como prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, tinha começado a aprofundar este tema, consultando diversas conferências episcopais do mundo.
O problema, como sublinhou o Papa, é “complexo”, tratando-se de perceber se a pessoa em questão tinha consciência do verdadeiro sentido do casamento celebrado na Igreja. “De qualquer forma, é necessário tratar sempre estes casos com grande humanidade e espírito de acolhimento”, concluiu.
Fonte: Ecclesia

Um artigo de António Rego, na Ecclesia

Posted by Picasa António Rego As nossas terras
Terra de emigração, cais de saída durante muitas décadas, escoamento cruel das nossas melhores energias e afectos, quase mendigos de estranja, rapidamente sub-alugámos aquilo que melhor iludia o sonho e justificava o salto. Eis-nos, agora, a vigiar as nossas fronteiras para que outros não ousem o que nós ousámos, nem nos perturbem como eventualmente perturbámos os outros. Irónica esta troca de tabuleiro, terreno demarcado de defesa acérrima quando nos pertence, e de coragem de invasão quando entramos em terra estrangeira.
Cada estrangeiro que entra em Portugal como imigrante, representa dez portugueses que fizeram e fazem exactamente o mesmo noutros países. Ou seja, somos pelo menos, dez vezes mais invasores que invadidos. Esta é a verdade que precisa ser olhada com justiça mas também em tom de humanidade que nenhuma lei expressa. É verdade que vivemos outros tempos, que os portugueses nunca lançaram bombas onde quer que fosse que, como emigrantes, somos um povo pacífico, digno e trabalhador como primeira definição. Mas não se pode apagar a história das permutas económicas, sociais e culturais que os fenómenos migratórios provocam. Possivelmente são o sintoma mais visível da expressão que alguns julgam pusilânime: primeiro a pessoa, depois a pátria. Aqui, diga-se, ninguém como a Igreja – perita em humanidade – faz da teoria e da prática uma única realidade. Nos tempos de vacas gordas ou magras, num “Egipto” governado por faraó ou por José, filho do velho Jacob.
Faz-nos bem subir a um miradouro e ver a terra para além do nosso quintal. E a história para além das nossas histórias. E no Verão, recapitulamos estes contactos duplos com gente da nossa terra... e de outras terras que vivem na nossa.

DIA DOS AVÓS

Posted by Picasa
Procuremos estar hoje
um pouco mais com os nossos avós
Celebra-se hoje o Dia dos Avós. Será para muitos um Dia como outro qualquer; para alguns, e espero que para a maioria, será um motivo para olharem, com mais ternura, para os seus avós. Para muitos outros, este será um Dia para recordarem os seus avós, que, cumprindo a sua missão na Terra, de amor, de trabalho e de dedicação à família, voltaram para Deus, segundo a fé dos crentes. Há dias ouvi e li que é nas férias que certas famílias mais abandonam os seus idosos. Partem para gozarem dias de descanso, algures longe dos seus locais de trabalho e de inquietações, e esquecem-se dos seus familiares mais velhos, como se eles fossem “coisas” sem interesse e sem sentimentos. Sempre senti que os avós continuam a ser, enquanto vivos, um papel preponderante na sociedade, já que são livros abertos cheios de saberes de experiência feitos. Livros abertos e sempre disponíveis para nos ensinarem e para nos enriquecerem a todos os níveis, sobretudo espiritualmente. Ouvi-los, em especial, é ajudá-los a reviver vidas cheias de trabalho, de canseiras, de lutas e de sofrimentos, que eles partilham connosco, normalmente com tanta expressividade. Por isso, neste Dia dos Avós, apetece-me sugerir aos meus leitores que, para além das flores e das lembranças que decerto lhes vão oferecer, tenham algum tempo para os ouvir e para lhes dizerem e para lhes mostrarem que os amam. Eu sei que a vida nos obriga a ritmos de trabalho que nos dispersam e nos levam, por vezes, a esquecer os que nos estão mais próximos. Mas também é verdade que haverá sempre uns momentos que nos permitem sentir que temos a obrigação de amar os nossos avós, como membros indispensáveis de qualquer família que se preze. Os nossos avós, como outros familiares, são, com certeza, para além da fonte de saberes, um extraordinário repositório de valores que enformam a nossa vida. Quem não recorda, com saudade, os avós que já nos deixaram e os testemunhos que nos legaram e que ainda hoje preservamos? Por isso, deixemos, neste dia, um pouco o que nos preocupa e procuremos estar com os nossos avós, especialmente para os ouvir. E se eles já foram para Deus, dediquemos-lhes uma simples mas sentida oração. Deus não deixará de nos atender. Fernando Martins

COLÓQUIO EUROPEU DE PARÓQUIAS

Posted by Picasa Igreja plural não deve temer um futuro pluralista
Reunidos de 17 a 22 de Julho em Erfurt, capital da Turíngia, no interior da Alemanha Orienta ainda há 15 anos dominada por um regime fechado e totalitário, representantes de paróquias da maioria dos países europeus – entre os quais 13 portugueses de 5 dioceses - reuniram-se na 23ª edição do Colóquio Europeu de Paróquias. O documento do Concílio Vaticano II “Gaudium et Spes” serviu de base e o grande tema foi “Com alegria e esperança num futuro pluralista”.
“A Igreja não pode manifestar melhor a sua solidariedade e amor para com a família humana na qual está inserida, do que estabelecendo com ela diálogo sobre os vários problemas, aportando a luz do Evangelho e pondo à disposição do género humano as energias salvadoras que a Igreja, conduzida pelo Espírito Santo, recebe do seu fundador.” GS 3).
Partindo da Gaudium et Spes (A Igreja no mundo Contemporâneo), cujo 40º Aniversário quisemos celebrar, os 220 participantes do Colóquio, oriundos de 17 países Europeus entre os quais a Polónia, A República Checa, a Eslováquia, a Eslovénia, a Hungria, a Roménia, Ucrânia, Lituânia, Rússia, além de todos os países da Europa Ocidental, orientados pelos peritos permanentes e ainda Franz-Georg Friemel – Professor de Teologia em Erfurt, procuraram tomar consciência da realidade do mundo contemporâneo, suas alegrias e preocupações, numa sociedade pluralista e globalizada.
A leitura teológico-social destas realidades, apresentada pelos peritos, levou os participantes a entender, à luz da doutrina da Igreja, causas e consequências e a interrogar-se sobre o lugar das paróquias e dos cristãos no devir da sociedade. Definidos critérios de actuação, tendo feito experiência de contactos com pessoas de origens diferentes nos grupos de trabalho, tendo tomado contacto com paróquias que viveram décadas sob o regime comunista, tendo participado na oração ecuménica numa Comunidade luterana de Erfurt, perguntar-se-á: Que elementos novos se colheram de todas estas experiências? Que se impõe mudar na nossa acção eclesial?
(Para ler todo o documento, clique ECCLESIA)

segunda-feira, 25 de julho de 2005

Renascença: rádio católica de fronteira

Presidente do Conselho de Gerência olha os canais da Rádio Renascença e aponta projectos do Grupo
Agência Ecclesia - Com que atitude assumiu a liderança do Grupo Renascença?
Cón. João Aguiar Campos – Primeiro com surpresa. Não fazia parte do meu projecto de vida abandonar a Arquidiocese de Braga nem o Diário do Minho, onde entrei há 8 anos (depois de uma passagem pela RR). Surpresa porque me obrigava a deixar o jornal e surpresa porque, fundamentalmente, não me via a presidir a um Conselho de Gerência num Grupo com a responsabilidade que este comporta. Ainda uma outra surpresa, essa pessoal em razão da idade: costumo dizer que para a vim para Lisboa em contra-ciclo. Estou às portas dos 56 anos e, nessa altura, quem está nas cidades e é da aldeia, normalmente procura ao berço e eu dei comigo a pensar: “é agora que sais de mais perto do berço e vais para Lisboa, readaptando-te à vida da cidade…”Depois, pensei que em Igreja temos realmente de responder às surpresas dos desafios que se nos deparam… Depois de algumas reticências… disse sim.
AE – Foi um sim missionário?
JAC – De certeza que foi um sim missionário. Faço algum sacrifício pessoal, mas sobretudo atendendo à minha vida familiar: tenho os pais idosos, o meu pai já ultrapassou os 90 anos de idade, graças a Deus, a minha mãe para lá caminha, as saúdes, nesta idade, não são as melhores, e os pais têm sempre (principalmente quando não há filhas na famílias, mas 6 rapazes) a expectativa que, se têm um padre, ele porventura seja o mais disponível para acorrer às dificuldades de cada dia. E esse entrave afectivo demorou algum tempo a resolver e necessitou de alguma diplomacia familiar.
(Para ler toda a entrevista, clique ECCLESIA)

Um artigo de João César das Neves, no DN

Em verdade, em verdade vos digo
Que se pode ainda dizer que comova este tempo? Numa época que já ouviu tudo, que já disse tudo, que tolera tudo, é difícil existir algo que a desperte. A não ser, talvez "Eu vim a este mundo para proceder a um juízo: de modo que os que não vêem vejam, e os que vêem fiquem cegos" (Jo 9, 39).
Vem isto a propósito da estreia recente do filme Evangelho segundo S. João de Philip Saville. Nos 110 anos de História do Cinema houve muitas adaptações da vida de Cristo, a primeira logo em 1897 pelo pioneiro Louis Lumière. Mas nunca ninguém tentara este feito uma apresentação exclusiva e completa do Quarto Evangelho.
Perante a provocação eminente que é o Novo Testamento, o impulso para elaborar, interpretar e comentar é grande. Os realizadores, dos devotos aos blasfemos, acabam sempre por dar uma visão pessoal, que tantas vezes se impõe ao texto. Isto é evidente até pelo facto de a maioria enveredar por uma combinação dos quatro relatos, seleccionando episódios. Apenas dois filmes clássicos se limitaram a um dos livros Il Vangelo secondo Matteo de Pier Paolo Pasolini (1964) e Jesus the Film de John Krish e Peter Sykes (1979), centrado em Lucas. Mas o texto de João, com os longos discursos, foi sempre considerado demasiado místico e retórico para adaptação.
(Ler todo o artigo em DN)

Vaticano pede turismo solidário e para todos

O secretário do Conselho Pontifício para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes (CPPMI) defendeu que o turismo tem de ser “social, sustentável e solidário”
:
Num artigo escrito para a edição dominical do Osservatore Romano, D. Agostino Marchetto afirma que a oferta turística não se deve orientar “só para os que têm maiores recursos económicos”.
Retomando as ideias centrais da mensagem para o Dia Mundial do Turismo, enviada na semana passada em nome de Bento XVI pelo Cardeal Angelo Sodano, Secretário de Estado Vaticano, o Arcebispo Marchetto assegura que o apelo a um “turismo popular e economicamente sustentável” nasce da “opção da Igreja pela caridade”.“Tem de se conseguir que um número cada vez maior de pessoas, também nos países pobres, tenha acesso ao uso dos meios de transporte para gozar de um pouco de tempo de descanso, como disse o Papa nas suas férias no Vale de Aosta”, escreve secretário do CPPMI.
“Quando propomos um turismo social, queremos olhar em primeiro lugar ao bem comum tanto dos que acolhem os turistas como dos próprios turistas, e assim se vai realizando o sonho de um turismo sem fronteiras, que poderá contribuir paraa criar um futuro melhor para a humanidade”, acrescenta.
Na Mensagem para o Dia Mundial do Turismo, que se celebrará a 27 de Setembro de 2005, Bento XVI defendeu que o sonho de um turismo “sem fronteiras” deve ajudar a criar “um futuro melhor para a humanidade”, sublinhando as exigências éticas que devem estar por detrás desta actividade.
“É importante que todos os que têm responsabilidade neste âmbito (o turismo) – políticos e legisladores, homens de governo e do mundo financeiro – se empenhem em favorecer o encontro pacífico entre as populações, garantindo segurança e facilidade de comunicação”, pode ler-se no documento.
As questões de ética têm merecido atenção especial por parte do Vaticano. No último Congresso Mundial sobre a Pastoral do Turismo, organizado pelo Conselho Pontifício para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes, os participantes manifestaram o desejo de que “os Governos procedam a dar mais ajuda no que concerne à formação moral e humana das pessoas empenhadas no turismo, tendo também em conta as necessidades pastorais”. Um dos instrumentos apresentados para este fim foi o Código Ético Mundial para o Turismo, que a Organização Mundial do Turismo (OMT) provou e que já inspirou a legislação de alguns países.
O Código destaca a contribuição do turismo para o entendimento e o respeito mútuo entre as pessoas e as sociedades. Actividade associada ao descanso, à diversão, à cultura e à natureza, o turismo “deve conceber-se e praticar-se como um meio privilegiado para o desenvolvimento individual e colectivo”, sublinha o documento. Por último, ainda sobre a aplicação dos princípios enunciados no Código, apresenta-se a proposta de um “Comité Mundial de Ética do Turismo”.
Fonte: ECCLESIA

Aveiro: Universidade lidera investigação

Posted by Picasa Aveiro: Um aspecto da UA
O “PÚBLICO” divulga hoje o ranking das Universidades, a partir de um estudo do ex-reitor da Universidade Nova Luís Sousa Lobo. E por ele se fica a saber o que não será novidade para muita gente: A Universidade de Aveiro (UA) lidera o ranking ao nível da produção científica internacional, mostrando grandes desníveis entre instituições. A UA, sublinha o estudo, está claramente à frente no número de artigos científicos publicados por cada docente de carreira (cerca de 1,5 por ano), seguindo-se as Universidades do Algarve, do Porto e Técnica de Lisboa (com cerca de 0,8 artigos por docente por ano em revistas internacionais). O autor do estudo adiantou ao “PÚBLICO” que o ranking agora divulgado permitirá, a prazo, “comparar departamentos homólogos e conhecer o seu trabalho com mais precisão”. Claro que não hão-de faltar protestos de outras Universidades, mas a verdade é que os artigos científicos divulgados internacionalmente não enganam ninguém: foram publicados 612 trabalhos por 399 docentes. Os nossos parabéns. F.M.

PRAIA DA BARRA: VIII Festival Nacional de Folclore

Posted by Picasa Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré (Foto de arquivo)
No próximo dia 6 de Agosto, sábado, vai realizar-se, na Praia da Barra, o VIII Festival Nacional de Folclore, com organização do Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré. O programa começa às 16 horas com a recepção aos Grupos e Ranchos participantes, seguindo-se uma visita à Casa Gafanhoa e a cerimónia de boas-vindas, com entrega de lembranças. O festival começa às 21.30 horas, com desfile e exibição dos Grupos e Ranchos convidados. Para além do grupo anfitrião (Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré), participam o Rancho Folclórico da Casa do Povo de Angeja; o Rancho Folclórico de Mira-Serra, Louções, Turquel, Alcobaça; o Grupo Cultural “Os Medruenses”, de Santa Marta de Penaguião; e o Rancho Folclórico de Vilar do Paraíso, Vila Nova de Gaia.

domingo, 24 de julho de 2005

Efeméride aveirense: Conservatório de Música

1985: A portaria ministerial nº 500/85, publicada nesta data embora assinada em 9 de Junho passado, criou oficialmente, com efeitos a partir de 1 de Outubro futuro, o Conservatório de Música de Aveiro de Calouste Gulbenkian, por conversão do estabelecimento de ensino particular com a designação de Conservatório Regional de Aveiro de Calouste Gulbenkian (Diário da República, I Série, nº 168, 24-7-1985.
Fonte: Calendário Histórico de Aveiro

Um pensamento

Abri os olhos para ver, mas fechai-os para reflectir. João XXIII

Um poema de Armindo Rodrigues

LIBERDADE Ser livre é querer ir e ter um rumo e ir sem medo, mesmo que sejam vãos os passos. É pensar e logo transformar o fumo do pensamento em braços. É não ter pão nem vinho, só ver portas fechadas e pessoas hostis e arrancar teimosamente do caminho sonhos de sol com fúrias de raiz. É estar atado, amordaçado, em sangue, exausto e, mesmo assim, só de pensar gritar gritar e só de pensar ir ir e chegar ao fim. IN “Os poemas da minha vida”, selecção de Mário Soares

Verão missionário: uma história de sucesso

Mais de dois mil portugueses já passaram pelos projectos de voluntariado missionário
Ano após ano, coincidindo com a chegada do Verão, centenas de jovens partem para países lusófonos, oferecendo o seu tempo de férias ao serviço de projectos de voluntariado missionário, que ajudam algumas das populações mais pobres do mundo.
O Voluntariado Missionário em Portugal, desde o seu início em 1986 até à actualidade, já viu partir 1968 pessoas, o que equivale a uma média de aproximadamente 110 voluntários por ano, segundo o levantamento efectuado pela Fundação Evangelização e Culturas (FEC).
Em 2005, o número de voluntários que parte em missões de curta duração (até dois meses) chega aos 207, com 150 mulheres e 57 homens. Estes dados confirmam a tendência dos últimos anos: em termos de distinção por género, 64% dos voluntários que já partiram são mulheres e 36% são homens.
A maior parte dos Voluntários (1494 Voluntários), a que corresponde 75% do total, parte em missões de curta duração. Em projectos superiores a 11 meses, estiveram 345 Voluntários (correspondente a 18% dos Voluntários enviados). Os restantes 129 Voluntários estiveram no terreno em missões entre 3 a 10 meses (7% do total). Desde Novembro do ano passado, várias de jovens prepararam-se para uma experiência de voluntariado ao longo de diversas sessões de formação de carácter genérico, promovidas pela FEC em conjunto com os Institutos Missionários ad Gentes (IMAG).
O Voluntariado Missionário é assim uma realidade que já ganhou o seu espaço na vida da Igreja, apesar de não ser conhecida em todas as Dioceses.
Os leigos inserem-se em projectos de assistência, promoção social e evangelização. Moçambique(103) é, este ano, o país que concentra um maior número de grupos, dada a epidemia do vírus de Marburg em Angola (20). Brasil e São Tomé e Príncipe (22 cada), Cabo Verde (21), Guiné-Bissau (14) e Timor Leste (5) são os outros países que acolhem os leigos missionários. Ao longo das últimas duas décadas, já passaram por Moçambique 665 voluntários, número seguido por Cabo Verde (com 388 Voluntários) e Angola (com 336 Voluntários).
(Para ler mais, clique ECCLESIA)

Um artigo de Helena Sacadura Cabral, no DN

Três questões essenciais
Um jovem de grande lucidez dizia-me, há dias, a sorrir, que uma parte da cura da sua depressão se ficara a dever ao facto de ter deixado de ler jornais nacionais e de assistir aos telejornais. Recomendação que, aliás, lhe fora feita pelo médico assistente.
No último fim-de-semana, ao ler os periódicos ditos de referência, não pude deixar de me lembrar desta conversa, a propósito de três temas neles abordados. Um respeitava à percentagem assustadora de reprovações a Português e Matemática. O outro referia-se à "possibilidade", in extremis, de um colapso da União Económica e Monetária (UEM), admitida pelo HSBC - o segundo banco a nível mundial -, caso não sejam feitas reformas económicas e institucionais que "melhorem drasticamente" o funcionamento da moeda única. Finalmente, o terceiro abordava o tema da responsabilidade cívica dos portugueses na actual situação do País. Não há dúvida de que quando um problema de reprovações toma esta dimensão é porque as suas causas não podem ser da exclusiva responsabilidade dos alunos. Elas terão de ter outras razões. Nomeadamente no conteúdo e na forma de ensino. Isto é, no sistema educativo. Estas matérias tornaram-se "casos" quase dramáticos. É urgente perceber o que se passa e adoptar medidas. Se tal não acontece, corremos o risco de virar um país de débeis mentais. Há anos, a rejeição respeitava, maioritariamente, à Matemática. No presente, ela estendeu-se, também, à língua pátria. Assistir à progressão da doença, sem administrar tratamento, releva da pura negligência. Quanto ao colapso da UEM, o relatório refere que, se antes, tal hipótese não se punha, hoje, ela já "não é inconcebível". E acrescenta que poderá ser apenas uma questão de tempo, até a Alemanha e a Holanda serem arrastadas para a deflação e a Itália se ver condenada a sucessivas entradas e saídas da recessão. O que, segundo aqueles especialistas, aponta para três cenários possíveis aplicação de reformas; tentação governamental de proteger as indústrias nacionais; ruptura da UEM, provocada pela insustentabilidade da situação económica. O tempo dirá da razão de tal estudo. Mas que ele retrata o que muitos de nós sentimos, ninguém tenha dúvidas!
No que à responsabilidade civil respeita, Manuela Ferreira Leite tem toda a razão, quando diz que "nesta nossa sociedade mediática estamos a conformar-nos a viver de anúncios". De facto, tudo se anuncia sem a mínima preocupação de concretização. E, quem pergunte o óbvio, arrisca-se, de imediato, a ser abafado. Para não falar já de outros meios, mais aliciantes, de estimular o silêncio.
Há quatro meses que somos semanalmente bombardeados com programas de investimento, sem qualquer garantia de que os mesmos sejam realizados, por quem e quando. Fala-se do aeroporto da Ota e do TGV, por exemplo. O primeiro está longe de reunir consenso e a discussão pública desse projecto é uma obrigação de todos nós. O esforço financeiro exigido está por conhecer, o modelo de financiamento também e a contribuição económica para o desenvolvimento do País está por avaliar. Quanto ao segundo - mesmo aceitando que se trate, numa lógica europeia, de não deixar Lisboa fora da ligação entre as grandes cidades -, é preciso que se explique, sem rodeios, que o projecto não será rentável e que terá, para cada um de nós, uma parcela de sacrifício, que importa conhecer. Ou seja, estamos a assumir encargos que, face ao estado das contas públicas e a uma situação internacional pouco clara, podem vir a representar um garrote para as gerações futuras. Será uma irresponsabilidade cívica e ética não discutir e avaliar o peso orçamental de todos estes projectos nos próximos anos. Porque se o não fizermos, se o não exigirmos, o eng. Sócrates poderá não abdicar do seu futuro, mas corre o sério risco de comprometer o dos nossos netos. Que, um dia, nos questionarão pelo seu presente!
Assim, é um dever de cada português não se demitir de ser ouvido nas opções que mais irão pesar no seu cômputo familiar. E é uma obrigação dos governantes e do Presidente da República fazer com que haja uma discussão pública alargada sobre os meios e os encargos que estas escolhas irão envolver.

Arquivo do blogue

Arquivo do blogue

ETIQUETAS