sábado, 13 de abril de 2019

Praia da Barra à espera do verão

O farol com toda a sua imponência

Passadiço à espera de gente

Esplanada ainda sem ninguém

Sem crianças a brincar
Ontem, passámos pela nossa Praia da Barra. Manhã luminosa e amena estava mesmo convidativa e percebemos isso. Gente a gozar o prenúncio de tempo estival. Paredão-sul bem frequentado. Alguns rostos conhecidos e surfistas nas ondas sem frio... Bom fim de semana.

sexta-feira, 12 de abril de 2019

Georgino Rocha: De Jerusalém para o mundo


JESUS APRESENTA-SE MONTADO NUM JUMENTO



Jesus sabe que a sua vida corre perigo e pressente que os últimos dias estão a chegar. A paixão por dar a conhecer a novidade do Reino de Deus, de que é portador/realizador, leva-o a ser criativo, a inventar maneiras, ainda que apoiando-se em citações e reminiscências dos profetas. A paixão por despertar a consciência ensonada dos responsáveis políticos e religiosos impele-o a empreender novas ousadias, a enfrentar armadilhas fatais. A paixão por desvendar ao povo humilde a verdade do que está a acontecer leva-o a apresentar-se montado num jumento na cidade de Jerusalém. Esta realidade constitui o pórtico da Semana Santa que, hoje, se entreabre com a bênção e procissão dos Ramos e a proclamação da narração da Paixão segundo Lucas (Lc 22, 14 - 21, 56).
Jesus está nas imediações do monte das Oliveiras, na aldeia de Betfagé, vindo de Betânia, terra do amigo Lázaro e sua família. Sonha com uma nova oportunidade e quer criar um facto histórico de grande alcance simbólico. Chama dois discípulos e diz-lhes: “Ide à povoação que está em frente e, logo à entrada, vereis um jumentinho preso…Soltai-o e trazei-o” (Lc 19, 30). Eles assim fizeram.
E o sonho converte-se em realidade. Entregam o animal a Jesus, preparam a montada, estendendo pelo dorso capas de protecção. Jesus sobe e começa a procissão rumo a Jerusalém, cidade do Templo que está ao alcance da vista. Os acompanhantes e outros peregrinos vão-se incorporando e o barulho aumenta. Capas estendidas, ramos de verdura agitados, gritos de hossana e outras aclamações são sinais da sua alegria e do seu entusiasmo. Cena, agora, evocada nas famílias e comunidades cristãs, a testemunhar a robustez da convicção religiosa e da fé católica numa sociedade que se afirma laicizada e, em que grupos aguerridos, teimam em impor a sua ideologia intolerante.

quinta-feira, 11 de abril de 2019

Otília Bola: Taizé é uma experiência fantástica

Otília Bola

Otília Bola, nossa conterrânea e docente no Agrupamento de Escolas de Vagos, onde leciona matemática e ciências naturais, participou recentemente numa peregrinação a Taizé, comunidade ecuménica com um dom especial para promover uma espiritualidade que convida à transformação interior que nos eleva a Deus, num ambiente de partilha com os irmãos de qualquer crença religiosa. “Ao ouvir tantos testemunhos, andava curiosa”, disse. 
O encontro decorreu na primeira semana de março, onde se concentraram mais de dois mil jovens de diversas regiões de Portugal, França, Alemanha, Estados Unidos e Coreia. 
O convite, “que há muito ansiava”, veio de uma aluna e a decisão foi rápida. Ouvida a família, marido e dois filhos, inscreveu-se, entusiasmada, integrando-se no grupo organizado no âmbito do agrupamento. E a curiosidade acicatou-lhe a interrogação: “O que tinha Taizé de especial para que toda a gente ali se sentisse tão tranquila, num ambiente de silêncio, de oração e reflexão, longe de todos os luxos que a sociedade hoje oferece?” E a resposta, porventura inexplicável para muitos, sentiu-a a Otília quando, na despedida, no regresso, depois da última oração, viu “tantos jovens que choravam emocionados, por tudo o que viveram durante aquela semana”. 
Mais de dois mil jovens de diversas confissões religiosas viveram silêncios impressionantes, entoaram cânticos inspiradores da alegria e conviveram num espírito de partilha e de fraterna cumplicidade. E uma jovem de 18 anos garantiu à Otília: “Eu vim a Taizé procurar horizontes para o meu futuro.”

quarta-feira, 10 de abril de 2019

"Santuário - um Lugar de Graças"

Santuário de Schoenstatt 
No próximo sábado, dia 13 de abril de 2019, integrado na Missão "40 Anos de um Lugar de Graças", terá lugar no Santuário de Schoenstatt da Diocese de Aveiro,  Colónia Agrícola da Gafanha da Nazaré, entre as 17h00 e as 18h30, uma palestra intitulada "Santuário - um Lugar de Graças". O palestrante será o P. José Melo, diretor nacional do Movimento Apostólico de Schoenstatt. A entrada é livre e todos estão convidados a participar.

Bianca Bizarro representa Ílhavo num Concurso de Leitura

Escola Secundária da Gafanha da Nazaré (foto do meu arquivo)
Depois de apurada na primeira e segunda fase do Concurso Ílhavo a Ler+, no escalão de alunos do ensino secundário, a aluna Bianca Vidreiro Bizarro, do 10.A, irá representar o concelho de Ílhavo no Concurso Intermunicipal de Leitura. 
O evento, promovido pela Rede de Bibliotecas da Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro, decorrerá no dia 4 de maio, em Aveiro.

Caminhada: O que nos liga


«No próximo dia 25 de abril, o Grupo de Voluntariado Comunitário de Ílhavo da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) promove a Caminhada "O que nos Liga".Caminhada
A concentração dos participantes será às 9h00 no Relvado da Costa Nova, onde decorrerá uma aula de zumba, dinamizada pela professora Ana Gaspar, a anteceder a partida.
A inscrição na caminhada é de 5 euros (que reverte a favor da LPCC) e inclui uma t-shirt e água, e pode ser realizada junto dos voluntários do Grupo de Voluntariado Comunitários, através dos contatos 965038298; 966776111; bem como nos locais com a indicação "Inscreva-se aqui" e, ainda, nas juntas de freguesia.
Os participantes interessados poderão inscrever-se para o almoço, com um custo adicional. Este realiza-se no fim da caminhada, no Relvado da Costa Nova.
A ação visa a sensibilização para a adoção de estilos de vida saudáveis, a promoção da saúde e prevenção do cancro.
A Caminhada "O que nos Liga" tem o apoio da Câmara Municipal de Ílhavo.»

Ler mais aqui 

Ataque de coração: Recuperação feita em casa

Investigação com assinatura da ESSUA



«Depois da alta hospitalar, o processo de reabilitação cardíaca, incluindo a componente de exercício físico, após um enfarte agudo do miocárdio pode ser feita em casa e com excelentes resultados. As conclusões de uma investigação com participação da Escola Superior de Saúde da Universidade de Aveiro (ESSUA) confirmam isso mesmo e corroboram os resultados de vários estudos internacionais. O trabalho quer dar uma resposta domiciliária à maioria dos doentes que depois da alta se afastam dos programas de reabilitação dos centros hospitalares.»

Ver mais em UA

terça-feira, 9 de abril de 2019

Poluição na Ria de Aveiro


Apesar de tanto se falar e combater a poluição em todos os ambientes, a verdade é que há sempre quem teime em ofender a natureza. A GNR anunciou ter identificado uma empresa da Gafanha da Nazaré a lançar resíduos de construção civil na Ria de Aveiro, concretamente numa marinha. Esta notícia não pode deixar de ferir a sensibilidade de tantos que lutam contra a poluição neste  recanto paradisíaco que é a laguna aveirense. É óbvio que estes crimes não podem cair no esquecimento. 

segunda-feira, 8 de abril de 2019

Moinho de Maré na antiga Capitania do Porto de Aveiro

Um pouco de história

Capitania antiga

"Em 1830, José Ferreira Pinto Basto, fundador da Fábrica de Porcelanas da vista Alegre, comprou o ilhote do canal do Cojo, reconstruindo o edifício e reactivando o moinho de marés para servir de apoio à fábrica de porcelanas. Para isso foi necessário desaterrar uma parte do ilhote a fim de formar uma caldeira. As obras do edifício foram entregues a Joaquim José de Oliveira, que manterá as pequenas abobadas formando vãos em arco, onde as rodas activavam as mós colocadas no amplo salão interior do edifício."

Nota: Com a devida vénia, transcrevi da Associação dos Portos de Portugal

domingo, 7 de abril de 2019

Anselmo Borges: O ícone de uma chaimite na Assembleia da República

Anselmo Borges

"Se fôssemos todos éticos, moralmente bons,
não era necessária a política. Mas não somos."


O texto que aí fica reproduz as palavras que proferi, na Assembleia da República, na passada Sexta-Feira, dia 4, na abertura da Exposição “Cinquenta Anos a Fazer P.Arte”, de António Colaço. 

Estudante em Roma, fui à Basílica de São Pedro muitas, muitas vezes, só para ver a Pietà. De um bloco de mármore, Miguel Ângelo arrancou a Pietà, que nos comove, e, imóveis, olhamos e olhamos... e contemplamos... o que lá está: a dor, a compaixão de uma mãe com o filho morto nos braços, toda a ternura compassiva do mundo, e mais e mais... E nunca nos cansamos de olhar... Aquele mármore é sempre mais do que mármore... Foi transfigurado, transfigurou-se. 
Em Amesterdão, contemplei as célebres Botas de van Gogh. Ninguém as pode calçar. Para que servem? Mas são as botas mais caras do mundo. O que está lá? Todos os caminhos dos homens e das mulheres... as suas dores e sofrimentos, os seus sonhos e esperanças... in-finitamente. 
O artista, grávido de mundos, vê o que outros não vêem e ensina a ver o que se vê, sempre mais do aquilo que se vê. A arte é símbolo: uma presença que aponta para lá, sempre mais para lá, para uma ausência presente, para a transcendência... na coincidência.

Religião na sociedade portuguesa

Bento Domingues

"Ainda não dispomos de uma História, 
que se possa considerar científica, 
da Igreja em Portugal. É estranho."

1. A chamada modernidade triunfante – libertação da tutela religiosa – reforça-se, dia a dia, em alguns domínios, mas amplia, noutros, o regime da nossa mais profunda incerteza vital. Quando se desencanta dos seus próprios encantamentos, de modo diferente segundo os espaços culturais, torna-se menos arrogante e mais atenta à significação, às interrogações e apelos sobre o sentido da vida impregnada de mistério. 
É verdade que, na Europa, as instituições religiosas perderam o antigo poder de enquadramento social e cultural. Mas a religiosidade difusa está mais presente do que se julga. Cada pessoa passou a ter mais possibilidades de escolha e descoberta do que as impostas pela hierarquia eclesiástica em regime de cristandade [1]. 
As aldeias já não são o suporte tradicional da religião. Em alguns lados, o clero, escasso e mal preparado para a mudança, reforça o clericalismo, combatido pelo Papa Francisco, mediante o abuso pecuniário com os sacramentos e vai perdendo a sua diminuta população mais jovem. Em algumas localidades torna-se o agente mais eficaz de desertificação religiosa institucional. 
Nos grandes meios de comunicação social, os temas preferidos dos noticiários dedicados à religião são a pedofilia dos eclesiásticos de colarinho e de mitra, no âmbito católico, e o terrorismo, no mundo muçulmano. Noticiam a excepção que não pode ser mais perversa. 

2. Segundo as estatísticas, 80% da população portuguesa apresenta-se como católica. Apesar disso, ainda não dispomos de uma História, que se possa considerar científica, da Igreja em Portugal. É estranho.

Obrigado, amigo sol!


Ontem, sábado, não faltaram notícias com garantias de chuva e vento forte. Aproximei-me da janela para ver o tempo carrancudo, mas num instante, o sol, a caminho do oceano, onde passa a noite, deu um ar da sua graça e furou a tempestade para me dar alguma tranquilidade. Obrigado, amigo sol, pela tua simpatia!

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