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terça-feira, 19 de maio de 2020

CONFINAMENTO


Falhei no confinamento. No princípio, fiquei confuso sem saber que fazer. Pensei num diário, que não vingou. Tentei e atirei ensaios para a reciclagem. Para não cair na tentação, limpei o que lá estava. Olhando para trás, vislumbrei recordações carregadas em período de exceção: pessoas, gestos, visões de cidades, do mar, da ria, de jardins e caminhos... senti vontade de transgredir, notei olhares magoados, dramas, ameaças, medos. E nas conversas, sem hora marcada, planeei que haveria de fugir do nada. Viajei pelo meu interior, sozinho ou acompanhado. E na viagem lá estavam horizontes escondidos, e quis voltar onde já estive, e imaginei futuros sem horas da saída, e quis saber quando recomeçar, e percebi que estou a caminho. 

F. M.

sábado, 2 de maio de 2020

IDOSOS – O BOM SENSO PREVALECEU

Aqui fica  um retrato do que faremos quando vier o sol 
Segundo as informações e recomendações do Primeiro Ministro António Costa para a nova fase do confinamento, relacionado com o COVID-19, os idosos não ficam enclausurados à força. Estabelecer um horário para os mais velhos, como eu, poderem sair de casa, sós ou acompanhados, não foi por diante, como andava a ser propalado. Afinal, o bom senso prevaleceu e os idosos, que são responsáveis, continuarão a usufruir dos direitos e deveres de toda a gente de bem.  Eles saberão, com as suas famílias ou sem eles, escolher as horas mais recomendáveis para sair, visitar amigos, ir ao café ou às compras, passar por uma livraria para escolher um livro, arejar o espírito, apreciar a natureza, olhar, no meu caso, a nossa laguna e o nosso mar. E encher os pulmões de ar puro e o coração das belezas da vida. 
Um aplauso para o bom senso do Governo. 

Fernando Martins

sexta-feira, 1 de maio de 2020

CONFINAMENTO - NATUREZA




Estou confinado entre as paredes da minha casa e os muros do meu quintal. E quando estou ansioso, nos momentos em que me imagino fora de casa, livremente, para contemplar as paisagens possíveis e respirar os ares da maresia e do arvoredo, puros porque sempre renovados, procuro a natureza que me envolve em casa e fora dela.