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domingo, 1 de dezembro de 2019
quarta-feira, 26 de julho de 2017
Futuro Cais dos Pescadores de S. Jacinto em fase de estudo
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| São Jacinto visto do Forte da Barra |
«A Câmara Municipal de Aveiro está a desenvolver o novo projecto do Cais dos Pescadores para São Jacinto, abandonando o antigo projecto (por incompatibilidade do dimensionamento das estruturas face às condições existentes no local, uma vez que foi feito sem avaliação geotécnica).», li no Porto de Aveiro. Nessa linha, está a decorrer uma campanha de sondagens, com a finalidade de se avaliar «a qualidade dos solos com o objectivo de fornecer as informações necessárias para a empresa Consulmar terminar o projecto». Seguir-se-á «o lançamento do respectivo concurso público para a obra durante o mês de Setembro.»
Li aqui
sábado, 13 de agosto de 2016
São Jacinto tão perto e sempre tão longe
A Gafanha da Nazaré já esteve ligada a São Jacinto. Aliás, o primeiro cruzeiro de toda a Gafanha, «de que há memória histórica», diz o Padre Resende, «deveria ter existido em 1584, “perto da ermida de Nossa Senhora das Areias” em São Jacinto». Acrescenta aquele estudioso que «consideramos São Jacinto, por muitos motivos, pertencente à região da Gafanha. Era-o realmente antes da abertura da barra em 1808».
Quando posso, olho normalmente com alguma nostalgia para São Jacinto sem saber porquê. Esta foto, que hoje partilho, faz parte desse imaginário. Contemplo o casario à distância e sou levado a pensar que, apesar de parecer tão perto, a freguesia de São Jacinto fica sempre tão longe de nós.
quinta-feira, 3 de julho de 2014
PRAIA DE SÃO JACINTO COM BANDEIRA AZUL
Embora não seja um frequentador da Praia de São Jacinto, por razões que assentam nas dificuldades de acesso para quem reside no outro lado da Ria, gostei de saber que a praia daquela ridente freguesia do concelho de Aveiro vai ter hasteada, a partir de hoje, a Bandeira Azul, símbolo da qualidade ambiental do areal e espaços adjacentes. Inequivocamente, tal galardão será uma mais-valia para a terra e suas gentes, mas também para quem puder passar por lá, simples visitantes e turistas.
Ligam-me a São Jacinto laços afetivos dos tempos que por lá passei como professor, de que guardo boas recordações. Por tudo isso, os meus sinceros parabéns.
sábado, 26 de abril de 2014
S. JACINTO SEM FERRY
S. Jacinto vai ficar privado da ligação por ferry, a partir da próxima segunda-feira, por motivo da necessidade de manutenção daquela embarcação. Isto mesmo foi anunciado hoje pelo Diário de Aveiro, que informa ainda que o ferry deverá retomar o serviço no início do próximo mês de junho.
S. Jacinto, que pertence ao concelho de Aveiro, tem sempre nos seus horizontes este problema da sua ligação à sede do município. Há décadas alvitrou-se a hipótese da construção de uma ponte, semelhante à da Varela, que liga Murtosa à Torreira, mas os políticos de então não tiveram coragem para se bater por ela. Contudo, a ideia pode ressuscitar. Ou será mesmo inviável?
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
São Jacinto celebra aniversário
Freguesia chega aos 59 anos com queixas sobre a “saúde”, mas com promessas de normalização das relações com a “mãe” Câmara Municipal de Aveiro (CMA)
«S. Jacinto assinalou, ontem, o 59.º aniversário da criação daquela freguesia. Entre queixas sobre o abandono a que se sentiu votada “nos últimos oito anos”, escutou Ribau Esteves garantir “tempos de mudança positiva” nas relações entre aquela freguesia e a CMA.
Ao Diário de Aveiro, António Costeira referiu que “a freguesia não está muito saudável, mas está à medida dos dias que vivemos actualmente, com muitas dificuldades, mas com a responsabilidade e o interesse em tentar melhorar”.»
Li no Diário de Aveiro
Nota: Ao ler esta notícia, como leio, normalmente, o que a São Jacinto diz respeito, logo me lembrei dos bons momentos que lá passei como professor, durante dois anos. Mas também me lembrei de uma conferência proferida por Mons. João Gonçalves Gaspar, em 2003, nas comemorações do quinquagésimo aniversário da criação da paróquia, primeiro passo ou passo importante para a criação da freguesia, que ocorreu em 16 de fevereiro de 1955, por decreto governamental n.º 40.065.
Aqui ofereço ao povo e amigos de São Jacinto fotocópia do decreto da criação da paróquia, assinado por D. João Evangelista de Lima Vidal, Bispo de Aveiro, em 3 de Fevereiro de 1953. E ainda uma fotocópia das assinaturas dos membros da Comissão "Pró - São Jacinto".
Nota: Imagens e referências retiradas da conferência proferida por Mons. João Gaspar em São Jacinto, a que tive o prazer de assistir.
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
São Jacinto
Uma curta visita
para matar saudades
para matar saudades
Passei há dias por São Jacinto para matar saudades dos tempos em que lá trabalhei e onde conheci e convivi com gente trabalhadora e muito simpática. Eram tempos de muito trabalho nos Estaleiros de São Jacinto, mais conhecido por Estaleiros do Roeder, nome do seu fundador e grande industrial de visão de futuro. Os estaleiros eram um grande empregador da região, mas também lá estava a Aviação Naval, que entretanto se virou para a Força Aérea. Houve uma seca do bacalhau e muitos homens e rapazes dedicavam-se à pesca, atividade que ainda se mantém. Estaleiros e seca deixaram tristes e abandonados vestígios, mas o povo se São Jacinto precisava de muito mais para sobreviver com trabalho digno, sem ter que se deslocar, que as viagens são caras.
Andei pelas ruas, passei por lugares mais centrais, apreciei a serenidade da terra separada da sede do concelho (Aveiro) pela ria, que nunca se vislumbrou vontade férrea de construir uma ponte, à semelhança da Ponte da Varela, que liga Murtosa à Torreira. Mas isso é outra história. Dizia-se, há anos, que era preciso manter a praia com toda a sua virgindade, de braço dado com a virgindade da Reserva Natural da Mata de São Jacinto.
Vi muitas pessoas. Nas mais velhas tentei adivinhar nomes de eventuais alunos de há 50 anos. Com medo de errar, não fiz perguntas, mas as feições até me pareciam de gente que me era familiar. Alguns cafés fecharam (dizia-me um transeunte que a ASAE foi a causadora). Num deles, onde almoçava, as caldeiradas não faltavam, com peixe fresco a saltar da laguna. Nunca me cansei desse prato. E recordei o dia em que me armei em esperto quando quis comprar na lota ao ar livre e à beira-ria um lote de pescado. Saiu-me caro. Mas uma senhora, que me conhecia, perguntou-me, baixinho: «Quer levar mais peixe?» Eu respondi que sim e então ela entrou na lengalenga, com conhecimento das regras. Comprou-me o dobro do peixe pelo mesmo preço. Por que motivo me armei em esperto?
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
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