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Ampliação do molhe norte — 25 de junho de 1981

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“Na sede da Junta Autónoma do Porto de Aveiro, foi assinado o contrato das obras do porto de Aveiro – 1.ª fase – em que se incluiu o prolongamento do molhe norte, a construção de um novo cais comercial e a regularização hidráulica do canal de navegação (Correio do Vouga, 3-7-1981) – J.”
"Calendário Histórico de Aveiro”  de António Christo e João Gonçalves Gaspar
NOTA: Depois da abertura da Barra, em 3 de abril de 1808, sempre houve necessidade de a melhorar para facilitar, com segurança máxima, a entrada e saída de navios, sobretudo de grande porte. O assoreamento tornou-se uma constante e as correntes marítimas atacavam, em especial nas marés vivas do inverno, as praias do Farol e as demais que se prolongam a caminho da Vagueira, para as proteger. Em 1981 iniciou-se o prolongamento do molhe norte, 1.ª fase, lado de S. Jacinto. Depois prosseguiu..

Maria Teresa Horta — Ninguém me castra a poesia

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Ninguém me castra a poesia se debruça e me põe vendas censura aquilo que escrevo nem me assombra os poemas
Ninguém me paga os versos nem amordaça as palavras na invenção de voar por entre o sonho e as letras
Ninguém me cala na sombra deitando fogo aos meus livros me ameaça no medo ou me destrói e algema
Ninguém me aquieta a escrita na criação de si mesma nem assassina a musa que dentro de mim se inventa
Maria Teresa Horta, “Resistência”, in “Poesis”, D. Quixote, 2017
Por sugestão do Caderno Economia do EXPRESSO

Bento Domingues — Francolino Gonçalves, Um investigador original

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1. Carolina Michaëlis de Vasconcelos (1851-1925) diz que, no período medieval, “a literatura portuguesa, em matéria de traduções bíblicas, é de uma pobreza desesperada”. Esta afirmação tem sido repetida, mas nunca desmentida. A primeira tradução da Bíblia, a partir de hebraico e do grego, foi realizada por João Ferreira d’Almeida, que tinha passado, aos 14 anos, do catolicismo ao protestantismo (Igreja Reformada Holandesa). A sua tradução foi publicada e corrigida entre os séculos XVII e XVIII. José Nunes Carreira sintetizou a história da Exegese Bíblica em Portugal [1] nos seus momentos altos e baixos. Frei Francolino Gonçalves foi um dos seus momentos mais importantes. Fez parte dos grandes investigadores da famosa Escola Bíblica de Jerusalém (EBJ), a responsável, desde os finais do séc. XIX, pelo estudo científico da Bíblia, no campo católico. Para dar a conhecer as dificuldades desse grande salto, aconselhou que fosse editada, em Portugal, uma obra incontornável do seu fundador, …

A UA explica... como podem as florestas resistir aos incêndios?

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A história repete-se todos os anos. Sobem as temperaturas e o tema dos incêndios regressa às capas dos jornais e às aberturas dos noticiários. Desaparece o verde que dá colorido às nossas paisagens e as cinzas tomam conta das nossas matas. A pergunta fica a pairar no ar. Pode a nossa floresta resistir a tantos incêndios? Pode. Como? O professor Jan Jacob Keizer, no Departamento de Ambiente e Ordenamento, avança com algumas pistas para podermos contornar este flagelo.

Tolentino Mendonça: Deixa-me dar-te o verão

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O verão é feito de coisas que não precisam de nome
um passeio de automóvel pela costa
o tempo incalculável de uma presença
o sofrimento que nos faz contar
um por um os peixes do tanque
e abandoná-los depressa
às suas voltas escuras.
José Tolentino Mendonça
In "A Noite Abre Meus Olhos"

Pergunta Henrique Raposo: Como é que Deus permite isto?

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«Como é que se articula a evidente imperfeição da cidade dos homens com a ideia de um Deus misericordioso? Ou seja, como é que Deus permite desgraças como a de Pedrógão Grande? Se Deus nos ama, porque é que permite que uma família de quatro morra sufocada e queimada num Renault ou num Opel numa estrada à vinda da praia? Como é que Deus permite uma aflição assim? Como é que Deus permite que um pai veja o seu bebé morrer queimado? Como é que Deus permite que o corpo de um bebé se funda com o alcatrão? Como? É o drama de Job e Eclesiastes, dois dos grandes romances da Bíblia.»
Para ler tudo aqui 

ANTÓNIO CAPÃO — PROMOTOR DA CULTURA POPULAR

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Texto de Cardoso Ferreira 

«António Capão foi, desde muito novo, um defensor da preservação e valorização da cultura popular, dedicando muito do seu saber e tempo a essa tarefa, o que fez dele um profundo conhecedor das tradições, dos usos e costumes e da etnografia da região, tanto da Bairrada como também de Aveiro.Dos utensílios agrícolas e de uso rural, até aos moinhos, passando pelos teares e pelos jogos infantojuvenis de outros tempos, tudo isso foi pesquisado e registado por António Capão em textos que publicou em livros e na imprensa.»
Publicado na Comissão Diocesana da Cultura 

FRANCISCO NÃO TEM RAZÃO? (2)

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Crónica de Anselmo Borges no DN

1.Não é exactamente o mesmo o mundo visto do lado dos vencedores e o mundo visto do lado dos vencidos. Afinal, a história que conhecemos e lemos é em princípio a história dos vencedores, até porque são os vencedores, sabem escrever e puseram por escrito os seus feitos e glórias; os vencidos são os vencidos, desapareceram e, mesmo que quisessem narrar o seu lado da história, não sabiam ou não podiam escrever. Não é exactamente o mesmo o mundo visto a partir do centro do poder e o mundo que se vê a partir das periferias. Não é exactamente o mesmo o mundo visto lá do alto da janela mais famosa do mundo, que é a janela do Palácio Apostólico no Vaticano donde os Papas dão a bênção urbi et orbi, e o mundo que se vê a partir de um apartamento modesto da Casa de Santa Marta. Não é exactamente o mesmo o mundo que se vê a partir do Deus omnipotente, significando omnipotência Poder enquanto dominação e não Força infinita de criar, e o mundo que se vê quando se vê…

DECRETO REAL DA CRIAÇÃO DA FREGUESIA

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“Tendo subido à Minha Real Presença a representação em que muitos habitantes do logar da Gafanha, freguesia d’O Salvador, de Ilhavo, no concelho d’esta denominação, distrito administrativo de Aveiro, e diocese de Coimbra, pedem a creação de uma freguesia no referido logar da Gafanha, tendo ali a sua séde; Considerando que se mostra do processo ser a providencia reclamada de grande conveniencia para o bem espiritual dos requerentes, sem prejuizo para a conservação d’aquella freguesia; Considerando que no dito logar da Gafanha, segundo as informações havidas, ha pessoal suffeciente para o exercicio dos cargos parochiaes; Considerando que é justo arbitrar a congrua do parocho da nova freguesia em cem mil reis, de derrama annualmente; Considerando que na circunscripção parochial deve attender-se a commodidade dos povos; Conformando-me com os pareceres das superiores auctoridades, ecclesiastica e administrativa, e com a consulta do Supremo Tribunal Administrativo; e Usando da auctorização…

TENDE CONFIANÇA. NÃO TEMAIS

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Reflexão de Georgino Rocha

A missão confiada por Jesus aos discípulos comporta muitos riscos. E os ouvintes não demoram a reagir. Surge toda a espécie de atitudes: abandono, descrédito, difamação, perseguição, morte. Mateus que narra o discurso missionário deixa perceber o ambiente em que viviam as comunidades cristãs hostilizadas pelos judeus. E a previsão anunciada é já comprovada pelos factos. O texto será possivelmente dos anos 70. E mantém toda a actualidade. Não faltam situações a testemunhá-lo. “Não tenhais medo dos homens”, repete a narrativa hoje proclamada na liturgia. E aduz várias razões, das quais se salientam as seguintes: toda a verdade virá a ser conhecida e nada ficará oculto; os segredos de todas as espécies serão desvendados em público; a temível morte do corpo não é o pior, mas a perdição definitiva da vida plena a que estamos chamados; a certeza confiante e serena de que Deus é Pai solícito que sempre vela por nós, a afirmação clara de Jesus que garante estar sem…

UM DIA DIFERENTE...…

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Crónica de viagens de Maria Donzília Almeida

“A maravilha em preservar sempre viva criança interior é que podemos abandonar, sempre que necessário, o cárcere da vida adulta!”

Valeria Nunes de Almeida e Almeida







Este ano, o Dia Mundial da Criança teve um sabor diferente. Sobretudo para um grupo de meninos já crescidinhos, a que eu, carinhosamente, chamo JovenSeniores. E, já que há uma segunda infância, regressámos à nossa meninice. Neste dia, por todo o lado se organizam visitas de estudo, que antigamente se chamavam passeios da escola. A componente pedagógica sempre presente. Assim, é frequente ver-se por esse país fora, bandos de “passarinhos”, de chapeuzinhos todos iguais, sob a supervisão dos educadores. Vão inculcando, empiricamente, as regras da cidadania, numa educação cívica, que deve começar no berço. Lá diz o povo “De pequenino, se torce o pepino!” Com a irreverência própria das crianças, lá foi o grupinho aos cuidados do prof. João, com destino a Guimarães. Mas, as traquinices …

FOGOS FLORESTAIS — ESTARÁ TUDO DITO?

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Nestes últimos dias, já vi, li e ouvi tanto sobre a causa dos fogos florestais que até fiquei baralhado. As contradições são tão evidentes que nem ouso tomar posição sobre o assunto. Sou leigo na matéria e daí não sairei, mas gostaria de saber mais sobre o tema. Continuarei, no entanto, a procurar o esclarecimento, porque os fogos florestais, que são uma constante entre nós, precisam mesmo de ser erradicados das nossas matas.  Neste ínterim, li um texto interessante, que aqui partilho. Foi escrito por Henrique P. Santos,  que, ao que suponho, percebe disto. Pode ser lido aqui

GAFANHA DA NAZARÉ VAI TER ESPAÇO DO CIDADÃO

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A Câmara Municipal de Ílhavo vai disponibilizar à população da Gafanha da Nazaré um novo espaço de atendimento, o Espaço do Cidadão, reforçando desta forma a Rede Municipal de Atendimento Digital Assistido no Município de Ílhavo, que passará a contar com dois espaços: o EdC de Ílhavo e o EdC da Gafanha da Nazaré. Esta novo espaço vai funcionar na Junta de Freguesia, abrindo portas na próxima segunda-feira, 26 de junho. São mais de setenta serviços que o munícipe encontra num só espaço, podendo, por exemplo, solicitar a revalidação da Carta de Condução, 2.ª via e substituição, entregar despesas da ADSE, efetuar a alteração de morada no Cartão de Cidadão, solicitar o Cartão Europeu de Seguro de Doença, fazer o pedido de chave móvel digital, entre outros. Neste espaço são, assim, disponibilizados serviços da ADSE, do SEF - Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, da CGA - Caixa Geral de Aposentações, do IMT e da AMA. Com abertura marcada para as 11h00 da próxima segunda-feira, o Espaço do …

DIA MUNDIAL DO YOGA

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Crónica de Maria Donzília Almeida 

"O fraco nunca perdoa.  O perdão é a característica do forte"
Mahatma Gandhi 

Quando viaja pelo oriente, qualquer ocidental se deixa, facilmente, impregnar pelo misticismo da civilização hindu. Um país mágico onde se sente a presença de mestres espirituais como Mahatma Gandhi e Krishnamurti, onde a atmosfera rescende a especiarias, onde a vista se deslumbra com o colorido dos saris, onde o culto religioso abrange formas tão diversificadas, como o hinduísmo, budismo e islamismo, deixa a sua marca no visitante mais distraído.  A minha atração pela prática do yoga surgiu na idade imortalizada por Balzac, em “A Mulher de Trinta Anos”, mas foi na idade madura, de passagem pela Índia, que a sedução foi total.  A palavra yoga deriva do sânscrito e é um conceito que se refere às tradicionais disciplinas físicas e mentais originárias da Índia. A palavra está associada às práticas meditativas tanto do budismo como do hinduísmo. Neste, o conceito refere…

O DRAMA CONTINUA NO CENTRO DO PAÍS

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O drama continua no centro do país. Todos os anos é isto… Mas desta feito o drama é muito maior. Dezenas de vidas foram ceifadas sem dó nem piedade pelo inferno de fogo.  É muito triste, mas não se vislumbra solução. Tenho para mim, e digo-o com muita mágoa, que depois dos funerais e do rescaldo a vida volta à normalidade. Diz-se que vão ser apuradas as causas, elaborados relatórios, feitos estudos e projetado  o tão propagado planeamento florestal. Pode ser, mas fico com o meu ceticismo, em relação à questão dos incêndios numa das maiores manchas verdes da Europa.  Para meditarmos em tudo isto, sugiro a leitura de algumas crónicas editadas aqui.

ILHA TERCEIRA — FORTE DE S. SEBASTIÃO

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Crónica de Júlio Cirino


O Forte de S. Sebastião está localizado no Porto de Pipas e começou a ser construído em meados do Séc. XVI. Dada a sua posição estratégica, foi cobiçado por corsários de várias nacionalidades: franceses, ingleses, argelinos e espanhóis. Por exemplo, em 1581, os terceirenses, ao serviço de D. António Prior do Crato, resistiram galhardamente às investidas da armada de Filipe II, na qual a metralha do Forte de S. Sebastião teve importância preponderante para a debandada da esquadra espanhola na Batalha da Salga. Na famosa carta de 1582, Ciprião de Figueiredo, corregedor dos Açores, mostra bem o pensar dessa gente: “antes morrer livres que em paz sujeitos”. Porém, em 1583, os espanhóis voltaram a investir, desta vez sob o comando de D. Álvaro de Bazan. Após uma luta ardorosa e sangrenta, conseguiram apossar-se da última parcela de território português.  Mas não foi fácil! Apesar de os invasores já pisarem solo terceirense, numa tentativa extrema de se defenderem, …

FESTIVAL DE FOLCLORE DA GAFANHA DA NAZARÉ

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O XXXIV Festival de Folclore da Gafanha da Nazaré vai realizar-se no dia 8 de julho próximo, no Jardim 31 de Agosto, contando com a participação de quatro ranchos, que se juntam ao Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré (GEGN), organizador deste evento dedicado aos amantes da etnografia, em geral, e do folclore, em particular. A receção aos ranchos e entidades vai ter lugar às 17 horas, seguindo-se a visita à Casa Gafanhoa, onde decorrerá a cerimónia de boas vindas e entrega de lembranças. Os membros e dirigentes dos ranchos visitantes, do GEGN e entidades oficiais participarão num jantar, iniciando-se logo depois o desfile e a abertura oficial do festival. O festival propriamente dito começará às 22 horas. Participam no XXXIV Festival de Folclore da Gafanha da Nazaré os seguintes Ranchos: Rancho de Santa Maria de Touguinha, Vila do Conde; Rancho Folclórico de Cabeça Veada, Porto de Mós; Rancho Folclórico “Os camponeses" de Malpique, Constância; Rancho Folclórico Rosas do Lena, …

VERÃO — TEMPO DE VIVER E DE SONHAR

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Hoje, de madrugada, chegou o verão. Ainda bem que chegou porque estava a fazer falta, não obstante o calor carregar em si as ameaças dos fogos florestais. Este ano, uns dias antes do verão, aconteceu entre nós o que todo o mundo já sabe. As tragédias nesta quadra de tempos escaldantes são, infelizmente, habituais em Portugal. De todos os portugueses se espera a solidariedade para acudir a tantos que perderam tudo. Que em horas de imensos supérfluos nos lembremos deles com os nossos contributos possíveis, de acordo com as capacidades de cada um.
De estações que não honram o seu carisma estamos nós fartos. Agora, com o verão, até vamos ter oportunidades de vestir roupas mais ligeiras. E os mais idosos, que é o meu caso, rejubilam com o prazer de gozar um tempo saboroso. Um tempo que permita uns passeios, uma busca de ares que reconfortem o corpo e a alma, um sentido de amplitude que a liberdade de sair de casa suscita em toda a gente.  Na minha idade, e não só, o verão é calor, luminos…

ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS

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Crónica de Maria Donzília Almeida 

O país está de luto. Há um sentimento de consternação geral, perante a tragédia que se abateu em Pedrógão Grande. Houve, ontem, até, uma amiga que manifestou o seu repúdio, por alguém que atirou foguetes, nesta zona, no momento dramático que o país atravessa. A alegria de um/s não deve sobrepor-se à tristeza de todos. O Fb também tem esta vertente. A comunicação social não para de fazer a atualização permanente da evolução do incêndio e do trabalho incansável dos bombeiros. Muito já se disse sobre esta calamidade, numa atribuição de culpas mútuas, que sempre acontece por estas ocasiões.  O luto nacional de três dias, decretado pelo governo, é uma manifestação de pesar, não uma declaração de intenções, ou uma assunção de medidas a tomar no futuro. Sem culpar a, b, ou c, que não é o meu propósito, lembro aqui, a sabedoria popular que diz “Mais vale prevenir que remediar. No fundo, não de forma direta, todos temos a nossa quota-parte de responsabilidade…

CASA DA MÚSICA DA GAFANHA DA NAZARÉ ABERTA A NOVOS DESAFIOS

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No domingo, 18 de junho, foi inaugurada na Gafanha da Nazaré a Casa da Música, apesar da tragédia dos fogos florestais que chocou o nosso país. Um minuto de silêncio e a bênção das pessoas que hão de utilizar esta casa da cultura pelo nosso Bispo, D. António Moiteiro, seguidos de um Pai Nosso pelas vítimas e famílias da tragédia de Pedrógão Grande, proposto pelo prelado aveirense, antecederam as intervenções do autarca ilhavense e dos representantes das associações que passam a usufruiu da Casa da Música. «Estamos a inaugurar algo que há muito tempo ambicionávamos» disse o Presidente da Câmara Municipal de Ílhavo (CMI), Fernando Caçoilo. Trata-se de um espaço amplo e moderno destinado a três associações: a Cooperativa de Consumo Gafanhense, a Filarmónica Gafanhense e o Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré (GEGN).  Fernando Caçoilo agradeceu a disponibilidade e abertura dos parceiros que passam agora a ter instalações condignas para o desenvolvimento das suas atividades, mas recordo…

ADVERTÊNCIA DA MÃE NATUREZA

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A surpresa caiu sobre Pedrogão Grande e zonas próximas. A tragédia desfigurou a realidade e semeou o pânico. Há mortos a lamentar e feridos a cuidar. Há bens reduzidos a cinzas e casas a escombros. E surge a inquestionável verificação: a mãe natureza faz ouvir a sua voz a chamar a atenção de que está a ser maltratada e as suas forças se podem descontrolar. A trovoada seca, a ser esta a causa próxima do que aconteceu, ilustra bem este descontrole. E o agravamento está em curso se os humanos não se prevenirem e mudarem de atitudes e hábitos. Os bispos portugueses têm vindo a alertar a consciência pública para este perigo iminente. Veja-se a propósito a nota pastoral de Abril último que tem por título “Cuidar da casa comum – prevenir e evitar os incêndios”. Portugal “tem sido de tal modo assolado por incêndios que estes se tornaram um autêntico flagelo com proporções quase incontroláveis”. Unidos a todos os voluntários que prestam cuidados às pessoas atingidas pelos fogos, aos combaten…

O ECUMENISMO DAS MULHERES

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Crónica de Frei Bento Domingues no DN

1. Nos finais dos anos 60 do século passado, num curso de cristologia, dediquei algumas aulas a investigar, com os alunos, o contraste entre a atitude de Jesus em relação às mulheres e a sua permanente ausência nas grandes decisões de orientação da Igreja. As mulheres não tinham podido votar os documentos do concílio ecuménico Vaticano II, como também nunca tinham tido voz activa em nenhum outro Concílio. Um estudante, no debate, argumentou que, por isso, era um abuso falar de concílios ecuménicos, porque lhes faltou sempre a voz e o voto das mulheres cristãs. Esse facto era mais grave do que a ausência das Igrejas ortodoxas e protestantes no Vaticano II. Mesmo sem entrar agora nessa discussão, é preciso ir à raiz de toda a problemática actual na Igreja, sobre o acesso das mulheres aos ministérios ordenados, sobretudo depois da decisão de João Paulo II destinada a abolir, e para sempre, qualquer debate a esse respeito. Invocou para o efeito a sua…

POESIA DE TOLENTINO MENDONÇA PARA ESTE TEMPO

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Existem palavras por nós ignoradas vivem ao lado das que mais usamos e nunca sabemos quando uma delas em fuga com a calibração precisa surgirá para transtornar a neutralidade
a língua arrasta a noite ancestral um vento de neve cheio de folhas mortas a idade que possuímos em segredo sem que nenhuma documentação civil  a detecte
as línguas são portas que se abrem rangendo para coisas que não existem
José Tolentino Mendonça.
“Bocca della Veritá.
In “Teoria da Fronteira”
Assírio & Alvim, maio de 2017

Nota: Proposta do caderno Economia do EXPRESSO

À SOMBRA DO PRIOR SARDO FOI CELEBRADO O DIA DA COMUNIDADE

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Realizou-se hoje, sábado, 15 de junho, no Jardim 31 de Agosto, o Dia da Comunidade Paroquial, junto à estátua do Prior Sardo, fundador e dinamizador da paróquia de Nossa Senhora da Nazaré. A Eucaristia, fonte da nossa fé, foi presidida pelo nosso prior, Padre César Fernandes, que à homilia deixou um apelo, no sentido de todos assumirmos a tarefa da evangelização, que não é exclusiva «dos bispos e dos padres».  Mais de 500 pessoas participaram no Dia da Comunidade, apesar de o sol escaldante se fazer sentir, número que excedeu as expetativas, talvez por ser o Jardim 31 de Agosto o verdadeiro centro cívico da Gafanha da Nazaré. Os trabalhos de organização estiveram a cargo dos Conselhos Económico e Pastoral e contaram com a colaboração sempre disponível do Agrupamento n.º 588 do CNE, todos dinamizados pelo prior César Fernandes, que no final da missa agradeceu os contributos dos que trabalharam com afinco, para que tudo corresse bem. E depois da Eucaristia veio o convívio com bifanas, …

PAPA FRANCISCO — ÂNCORAS DA REFORMA DA IGREJA

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Reflexão  de Georgino Rocha

O Papa Francisco é um ítalo-argentino, engenheiro de formação, jesuíta por vocação e franciscano por opção. O contexto em que vive antes de ser escolhido para a cadeira de Pedro em Roma, leva-o a enfrentar enormes desafios que enriquecem a sua dotada personalidade, credenciando-o para o desempenho de missões de “risco”. O estilo que transparece da sua presença e intervenções em público marca indelevelmente todos os que se preocupam com a humanidade e a criação, com a Igreja e sua missão na sociedade. A mensagem decorre transparente, como a água cristalina, e revela o sentido profundo do que está a acontecer como “rosto” histórico do amor de Deus misericordioso. Os contactos pessoais e os encontros de ocasião criam uma rede de comunicações que o fazem próximo e amigo. O seu estilo de vida irradia a alegria da fé que ilumina a caminhada em que se vê envolvido e que, de algum modo, protagoniza. Tendo em conta o que de mais saliente se pode captar, a partir da …