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segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Belém de Judá transferiu-se para a Gafanha da Nazaré


Cortejo dos Reis
Foi no Domingo
6 de janeiro

Menino Jesus ao colo de sua mãe. S. José completa o quadro
Pastores vão adorar o Menino
Os presentes oferecidos com alegria
Um Rei Mago beija o Menino

Cantoras
“Belém de Judá transferiu-se para a Gafanha da Nazaré”, afirmou o nosso prior, Pe. Cesár Fernandes, no culminar do mais que centenário Cortejo dos Reis, na hora da adoração do Menino, na igreja matriz, no domingo, 6 de janeiro, liturgicamente dedicado à Epifania do Senhor. Adiantou que o Menino Jesus recebeu os presentes dos Reis Magos, que representam todos os povos da terra, entre “cânticos da tradição de todos nós”, mas ainda dos pastores, figurantes e demais participantes.
O nosso prior agradeceu o envolvimento de todos, manifestando a sua gratidão pelos que tiveram o cuidado de se apresentar com os trajes dos seus avós e bisavós. “Não deixeis perder esta tradição que é um misto de religiosidade popular e de fé”, sendo imperativo dos gafanhões “transmiti-la aos vindouros”, disse.

O Cortejo dos Reis seguiu o trajeto habitual, desde Remelha até à igreja matriz, passando por todos os lugares da nossa paróquia, rumo à adoração do Menino que, ao colo de sua Mãe, sob o olhar terno de São José, ouviu as preces de pastores,  magos e povo, entre cânticos natalícios que vêm dos nossos antepassados. 
Durante o percurso, foram apresentados autos alusivos à quadra, fechando com o mais famoso, no palácio de Herodes, o qual ouviu dos sábios do seu reino que o novo Rei estaria a chegar. E dos magos ficou a saber que, segundo os profetas, a nova estrela da humanidade, o Salvador, já estaria entre nós.
Manifestando o desejo de também o adorar, Herodes não deixou de proclamar, falando para si e para os seus próximos: “Ai dele, se me cai nas mãos; esta coroa é minha e só minha e o simples desejo em possuí-la custar-lhe-á a cabeça”.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Cortejo dos Reis — Festa de generosidade e alegria

Próximo domingo
8 de janeiro 

No cortejo não podia faltar a sagrada família com o Menino sorridente

Músicos e cantores, apesar da chuva

Nem as  crianças faltaram com tempo agreste


E a juventude também não faltou

No próximo dia 8 de janeiro, os gafanhões vão ter o privilégio de participar, novamente, no mais que centenário Cortejo dos Reis, manifestando a sua alegria pela caminhada que a todos conduz ao Menino Deus. E para essa alegria ser mais expressiva, ninguém recusará um presente, por mais simples que seja, na hora da adoração, que terá lugar na chegada à nossa igreja matriz, por entre cânticos de louvar e de ternura. É assim desde que a comunidade cristã da Gafanha da Nazaré se uniu para, em conjunto, todos os seus membros testemunharem, daquela maneira, a fé herdada dos seus e nossos antepassados.
O cortejo inicia-se no lugar de Remelha, mas a aparição do Anjo, que convida os presentes a porem-se a caminho para adorar o Menino, só acontecerá algum tempo depois, junto à Pastelaria Primavera. E a caminhada, ao som dos cânticos natalícios, recomeça, rumo à nossa igreja matriz.
Os participantes apresentam-se vestidos com trajes representativos de outras épocas e profissões, ora cantando ora pedindo a quem assiste um contributo para o Menino, e a todos anima a vontade de encher as sacas de moedas que a boa vontade dos gafanhões nunca recusará. Alguns, em grupos de quatro jovens ou adolescentes, seguram nas extremidades de uma colcha convidando quem está a olhar a tirar do bolso umas moedas que, multiplicadas por um bom número, dá uma boas notas.
Pelo caminho, há sítios estratégicos onde são representados outros autos de Natal, que culminam no palco principal, junto à igreja, para que todos ouçam o Rei Herodes que esconde as suas artimanhas, no diálogo com os Reis Magos, para mandar matar o Menino Deus, com medo que Ele lhe roube o trono. Os Reis Magos, astutos, trocaram-lhe as voltas e nunca mais apareceram para indicar a Herodes onde estava o anunciado Salvador do povo de Israel.
O momento culminante, desejado por todos os participantes, é a entrada na igreja. Portas fechadas, Reis Magos, pastores, cantoras à frente, tudo a postos, e a um sinal a porta é aberta e todos entram no templo, ao som das mais lindas melodias desta época. Mais um auto com os pastores e Magos a adorarem o Deus Menino e logo depois o nosso prior, Padre César, com o Menino acalentado nas suas mãos, oferece-O a quem quiser beijá-Lo.
Segue-se o leilão no salão Mãe do Redentor.
O rendimento do Cortejo dos Reis reverte para a requalificação que foi operada nos templos da paróquia.

Fernando Martins 

NOTA: As fotos são do meu arquivo

domingo, 17 de janeiro de 2016

Cortejo dos Reis: Desafio à nossa persistência e à nossa fé



«A nossa igreja transformou-se na tenda que Deus quis habitar entre nós». Isto mesmo afirmou o nosso prior, Padre César Fernandes, antes de dar o Menino a beijar, no encerramento do Cortejo dos Reis deste ano. Afinal, o cortejo traz até ao presente a peregrinação que os Reis Magos e seus séquitos fizeram, há mais de dois mil anos, em busca do Menino, guiados pela estrela de Belém, para O adorarem como filho de Deus.  
O Padre César deu os parabéns a todo o povo da Gafanha da Nazaré por «manter viva esta tradição tão bonita», salientando que a recebemos dos nossos antepassados. «Esta tradição — sublinhou — está muito arreigada nas nossas gentes, e temos, por isso, de a transmitir aos vindouros», tão pura e genuína como a herdámos.
O nosso prior frisou que o Cortejo dos Reis é «a manifestação natalícia que mais se impôs», garantindo que «tem raízes profundas na nossa terra», envolvendo toda a comunidade.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Cortejo dos Reis — Domingo, 17 de janeiro

Pastor vai adorar o Menino na igreja matriz
Vai realizar-se no domingo, 17 de janeiro, o Cortejo dos Reis. Com atraso, porque o tempo não o permitiu na passada semana. Desta feita, estou com fé de que vamos ter a festa dos Reis, porque pedi ao Deus-Menino que desse uma ajudinha. 
Ao contrário do que os mais pessimistas possam pensar, o nosso povo não perdeu o entusiasmo e tudo decorrerá como previsto, porque a nossa comunidade merece tudo. Então, boa participação para todos.

No meu blogue Memórias Soltas evoquei uma participação no Cortejo com o meu irmão. Eu teria uns oito anos e ele cinco. Com as prendas ao ombro, que naquele tempo não havia carrinhas para facilitar a vida aos participantes, caminhámos de Remelha até à igreja. Esfalfados, corremos para casa. Podem ler a minha recordação aqui 

sábado, 9 de janeiro de 2016

Cortejo dos Reis adiado

Reis ou magos no palácio de Herodes
O Cortejo dos Reis, agendado para amanhã, foi adiado para o dia 17 deste mês. O mau tempo, notoriamente agreste, com chuva, frio e vento, a isso obrigou. A festa, que é sempre o Cortejo dos Reis, precisa de ambiente minimamente aceitável. Vamos acreditar que no dia 17 de janeiro vai estar bom tempo. O Menino Jesus providenciará nesse sentido.

domingo, 4 de janeiro de 2015

Cortejo dos Reis, a festa de sempre

A nossa igreja passou a ser a Gruta de Belém

Abram-se as portas da igreja
Querem os pastores entrar
Para beijar o Menino
Qu’é Ele quem nos vem salvar

Virgem  Maria, Menino Jesus e S. José

Ao som do cântico “Abram-se as portas da igreja”, pastores, os primeiros a adorar o Menino na gruta de Belém, Reis Magos e seus séquitos, cantores, músicos e povo enchem a centenária igreja da Gafanha da Nazaré para beijar e adorar o filho da Virgem Maria, o nosso Salvador.
Há presentes para Nossa Senhora, que um pastor proclama como rainha. «A pequenez dos nossos dons é suprida pela boa vontade com que os trazemos», diz ele. E a pastora, dirigindo-se a Maria, oferece-lhe um cordeirinho de olhos doces, puro como o sorriso dos lábios da Virgem. E os Reis ofertam Oiro, Mirra e Incenso, próprio de um Príncipe, de um Homem e de Deus.
Nossa Senhora aceita em nome de seu filho adorado, com lágrimas de gratidão, os presentes que depuseram no seu regaço. E afirma: «Deus, que vos olha e lê nos vossos corações a fé que vos guiou, vos premiará como mereceis.»
O nosso prior, Padre Francisco Melo, frisou que Jesus é «a verdadeira estrela que nos ilumina e guia, que veio ao nosso encontro para ser a nossa paz». «A nossa igreja passou a ser para todos a gruta de Belém, onde podemos adorar o Deus-Menino; um Deus que se deixa tocar pelos nossos lábios e pelo nosso coração». E acrescentou: «É este Deus em que nós acreditamos que queremos dar ao mundo; um Deus que não é de guerras, nem de violências, nem de divisões.»

sábado, 3 de janeiro de 2015

Cortejo dos Reis

Amanhã, domingo

Cena do Cortejo (foto do meu arquivo)


A Gafanha da Nazaré vai viver amanhã o Cortejo dos Reis, uma tradição secular que tem merecido a adesão do povo, crente e até não crente ou indiferente às questões da fé. É curioso este fenómeno que bem conheço e que está enraizado no coração de todos os gafanhões e ainda dos que adotaram esta terra como sua. Talvez os sociólogos e outros analistas sociais possam explicar tudo isto.
No fundo, o Cortejo, organizado desde sempre pela comunidade católica, representa a caminhada dos Reis Magos com seus séquitos, bem como dos pastores e do povo em geral, ao encontro do Deus-Menino acabado de nascer.
Durante o percurso, apresentam-se autos alusivos à natividade, nunca faltando a alegria de quantos acreditam no Menino que será, afinal, o Salvador anunciado pelos profetas, que quis dar um sinal de humanidade, humildade e  proximidade  a todos os homens e mulheres de boa vontade. Um Deus que se fez homem, que cresceu e viveu como qualquer um de nós e que morreu, crucificado, para nossa salvação.
No final do Cortejo, acontece o ansiado  encontro de todos os que, guiados pela estrela, desejaram beijar e adorar o Menino. Momento profundamente expressivo, direi mesmo marcante, para os que têm fé ou para os que, não a tendo, descobrem que o nascimento do Menino-Deus pode ser o primeiro passo para uma nova caminhada, para uma nova humanidade.

Fernando Martins


segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Cortejo dos Reis: Festa centenária a manter


Carro enfeitado com presentes
Apesar da chuva, a festa saiu à rua 
para adorar o Menino

A chuva estragou a festa do Cortejo dos Reis, mas a caminhada dos Reis Magos e seus séquitos, com pastores e povo para adorarem o Menino-Deus, aconteceu no domingo, 12 de dezembro, como havia sido programada. Este ano, com a Aparição do Anjo para anunciar o nascimento do nosso Salvador na igreja de S. Pedro, na Cale da Vila.
Seguindo trajeto habitual, a partir dali, com muita gente munida do seu guarda-chuva e outros resguardos, que o frio também marcou presença, os autos do costume foram apresentados, com o último, no palácio de Herodes, junto à igreja matriz. Depois, foi o momento alto da festa, com a cerimónia da adoração do Menino. Reis Magos à frente com os seus séquitos e pastores com a sua expressividade natural junto ao presépio, todos beijaram o nosso Salvador, ao som de lindíssimos cânticos natalinos, alguns dos quais vêm do tempo dos nossos avós. O leilão dos presentes oferecidos ao Menino realizou-se no salão Mãe do Redentor, com o despique da praxe, para entusiasmar os eventuais compradores. 

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

A festa do Menino Jesus anima a nossa comunidade


Cortejo dos Reis — 12 de janeiro 


O nosso Menino Jesus


A festa do Menino Jesus vai realizar-se na nossa paróquia no dia 12 de janeiro, um pouco depois do que era habitual, por razões compreensíveis, que se prendem com a programação da unidade pastoral constituída pelas paróquias das Gafanhas da Nazaré, Encarnação e Carmo. Este ano, por isso, os cortejos foram agendados para os dias 5 de Janeiro (Encarnação), 12 (Nazaré) e 19 (Carmo).
Seja em que dia for, porém, a festa do Cortejo dos Reis, que tem por tema de fundo o nascimento do nosso Salvador, é sempre uma bela expressão da religiosidade do nosso povo, alicerçada no espírito comunitário que desde o início da ocupação dunar tem perdurado.
O Menino Jesus, pela candura que irradia, merece bem este cortejo e tudo quanto o envolve, nomeadamente, os autos que lhe estão associados, os cânticos natalinos, a alegria vivenciada por todos os participantes e as prendas que são, indubitavelmente, uma expressão de amor e de carinho. 
O Cortejo dos Reis apresenta-se, este ano, com uma inovação, já que a partida, com o anúncio do Anjo de que nasceu o Salvador, não será em Remelha mas na Igreja da Cale da Vila, que tem por patrono São Pedro, pelas 8.30 horas. Tudo o mais continuará como dantes. Os preparativos já começaram, com a organização dos mais diversos grupos que hão de apresentar-se com os seus carros enfeitados, carregados de presentes, e com o ensaio de músicas e cantares para animar o povo. E para além dos grupos, não faltarão os jovens de todas as idades que, vestidos à moda antiga, marcarão uma presença significativa, ou não merecesse o Menino tudo isto e muito mais.


quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Cortejo dos Reis - 2013

Textos (Fernando Martins) 
e fotos (Custódia Bola e Vítor Sardo) dedicados, 
em especial, aos gafanhões espalhados pelo mundo





Enquanto houver meninas e meninos e quem os estimule a viver as festas paroquiais, o Cortejo dos Reis não morrerá, antes sairá reforçado, ano após ano. Exemplo disso é este grupo que, já cansado da caminhada, recorre a um carro cheio de presentes para o Menino-Deus.



Os escuteiros são presença assídua no cortejo como noutras iniciativas paroquiais, diocesanas e cívicas. Eles têm, ainda, a noção pedagógica das suas participações. Neste caso, optaram pela tração humana, puxando com garra, de bicicleta, o carro das ofertas.




Os pastores são peça importantíssima de um qualquer cortejo da época natalícia. Não foram eles os primeiros, na noite fria do nascimento de Jesus, a chegar à gruta para adorar o Menino, acalentado no colo de Sua Santíssima Mãe?





O nosso Corte dos Reis nunca poderia sobreviver se lhe faltasse o testemunho de gente de todas as idades. Aqui se apresenta a Dona Alice, que é uma pessoa de idade e um exemplo a seguir. Todos os anos, desde nova, faz o percurso a pé e consegue encher a latinha de dinheiro, para oferecer ao Deus-Menino!


O Rei Herodes sempre foi o “mau da fita” no Cortejo dos Reis. Não era ele um déspota, sem coração, capaz dos maiores horrores? E não queria que os magos lhe dessem notícia do lugar onde estaria o anunciado rei dos judeus para o ir adorar? Queria matá-l’O, mas enganou-se. Os magos perceberam a perfídia do tirano.



Aqui vão os Reis Magos a fechar o cortejo. Partiram de longe com os seus séquitos para adorar o nosso Salvador. E peregrinaram com alegria, guiados pela estrela de Belém, com músicos e cantores, mas também com o povo que alimentava a mesma certeza, para oferecerem ao Menino-Deus o que tinham: Ouro, incenso, mirra, cordeiros e tudo o mais que puderam juntar. O nosso Salvador não merecia tudo isto?




O ponto mais alto do nosso Cortejo dos Reis é, sem dúvida, a enternecedora cerimónia da adoração do Menino-Deus. Os Reis e seus séquitos, com o povo, ao som de lindas melodias, que vêm do tempo dos nossos avós, beijam o Salvador acabado de nascer, a Luz do Mundo para uma sociedade nova. E depois vem o leilão dos presentes oferecidos com muito amor.

Notas

No Cortejo distinguiram-se, pela sua empenhada envolvência, o Agrupamento de Escuteiros, a Catequese, a Obra da Providência, o Movimento de Schoenstatt, diversos lugares da paróquia, grupos espontâneos e muitas pessoas a título individual.
Durante o percurso foram apresentados sete autos: O anúncio do Anjo, o Encontro dos Reis, o Encontro dos Pastores, a Fonte de Elias, O Rei Herodes e, a fechar, na igreja matriz, o Beijar do Menino. Os autos envolveram diretamente 24 atores e o grupo dos cantores e músicos foi constituído por 40 pessoas.


segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Cortejo dos Reis na Gafanha da Nazaré — 6 de janeiro


Nova Luz da Humanidade 

Reis de 2012

O Cortejo dos Reis, mais que centenária festa popular da paróquia de Nossa Senhora da Nazaré, vai animar a nossa terra no próximo dia 6 de janeiro. Dissemos mais que centenária, pois a sua origem remonta a tempos anteriores à criação da freguesia, que ocorreu em 1910. Sabe-se que nos primórdios não se realizava o cortejo tal como hoje, já que as pessoas, pessoalmente ou em grupo, se encaminhavam no dia aprazado para junto da antiga capela, existente na Chave, que serviu de matriz até à abertura ao culto da nossa atual igreja, o que aconteceu a 14 de janeiro de 1912. Aí havia cerimónias próprias da época litúrgica, enquadrando-se nelas, segundo relatos orais dos nossos avós, algumas cenas de teatro religioso, posteriormente ampliadas e melhoradas. 
Os tempos e hábitos evoluíram e com eles foi-se alicerçando o Cortejo dos Reis, integrando-se no trajeto os autos natalícios bem conhecidos e muito apreciados pelo povo, ano após ano, sem cansaço nem desinteresse. Em cada cena de cada auto, não falta quem assista, e os mais velhos, de tanto verem e ouvirem o que dizem os atores, conseguem saber de cor algo do que se faz e se proclama.

José Maria Serafim (ver nota ao fundo)
É certo e sabido que os habituais participantes continuarão a marcar presença, expressiva e significativa, não vá dar-se o caso de esmorecer o entusiasmo que os nossos antepassados nos deixaram! E com o seu exemplo, familiares, conhecidos, amigos e vizinhos hão de incorporar-se no cortejo, não apenas para participar pelo participar, mas sobretudo para ficarem a saber como é, o que se sente e vive, porque importa receber e interiorizar o espírito da festa, para o poder legar aos vindouros. 
Como manda a tradição, a estrela de Belém indicará o caminho a partir de Remelha até à nossa igreja. É certo que ela desaparece quase no fim do cortejo, mas todos acabarão por descobri-la pouco depois, ou não seja ela a Nova Luz da Humanidade, o próprio Deus-Menino.

Uma rainha no meio dos presentes

O povo, com os seus presentes, vai entrando na festa durante o percurso. Vive os autos natalícios, pede contributos para o Menino Jesus, canta e dança, e, no final, depois de registar e recusar as manhas do Rei Herodes, que queria, traiçoeiramente, liquidar o filho da Virgem Maria, tido por muitos como Rei dos Judeus, entra na igreja matriz para beijar a Nova Luz do Mundo, o Deus-Menino, entoando os cânticos mais belos, sempre enternecedores.

Fernando Martins

Nota: O José Maria Serafim Lourenço, amigo de sempre, tem sido um assíduo animador do nosso Cortejo dos Reis. No ano passado ainda participou, mas as pernas já não lhe permitiam grandes caminhadas, tal como me confessou. Participava sempre com seu irmão Manuel Serafim, também um amigo que muito estimo. O José Maria confessou-me há dias que este ano não poderá marcar presença com o seu banjo As pernas não lhe poderão dar esse prazer. Por isso, pelo seu esforço e exemplo de tantos anos, aqui fica a minha homenagem. E se ele me desmentisse?

FM

domingo, 8 de janeiro de 2012

Cortejo dos Reis na Gafanha da Nazaré


Os reis

Muita animação, trajes mais cuidados, 
autos e melodias habituais 

Com uma participação de 60 anos no Cortejo dos Reis, Milu Sardo mostra a alegria de mais uma vez marcar presença, ativa e empenhada, nesta festa do povo da Gafanha da Nazaré, que hoje se realizou. Começou, menina, por influência do pai, Manuel Soares Sardo, já falecido, um grande animador do Cortejo e outras festas da nossa paróquia, nas quais punha em prática a sua arte de carpinteiro e de outros saberes. 
Milu garante que continuará a participar «enquanto tiver vida e saúde», porque ficou com esse «bichinho» para sempre. Como catequista não deixará de motivar as crianças para esta vivência de raízes seculares na comunidade da Gafanha da Nazaré. E sublinha que as crianças da catequese apresentaram, desta vez, um carrinho que representava o presépio.

Milu Sardo

Voltando ao seu pai, recorda que ele foi toda a vida uma «pessoa dedicada à Igreja, procurando fazer coisas que pudessem ser úteis». Para o Cortejo dos Reis, Manuel Sardo fez cinco barcos (moliceiro, saleiro, dóri e outros), maquetes da igreja matriz antiga e do farol, uma marinha com o seu monte de sal e uma padaria, «onde íamos todos a vender pão e que ainda hoje se pôde ver no Cortejo». 
Neste domingo sereno, luminoso e sem vento nem frio, o Cortejo dos Reis seguiu o tradicional percurso, desde Remelha até à igreja matriz, passando pela Cale da Vila, Chave, Bebedouro, Marinha Velha e Cambeia.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

ADORAÇÃO DOS PASTORES



De Gerard Van Honthorst
Para nos recordarmos do nosso Cortejo dos Reis, domingo, 8 de Janeiro, todo o dia. A participação de toda a comunidade é fundamental. Pelo convívio, pela alegria e pela partilha. Mais ainda: pela aproximação e ligação ao Verbo Divino que se fez carne e habitou entre nós

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Cortejo dos Reis: 8 de janeiro

Carro com presentes (Foto do meu arquivo)


A festa conta com a participação 
de todos os paroquianos 

No próximo dia 8 de janeiro, primeiro domingo depois do dia 6, Dia de Reis, vai realizar-se o nosso tradicional Cortejo dos Reis, que se espera venha a registar a participação de todos os paroquianos de todas as idades. Os que emigraram e estão longe podem, se assim o desejarem, estudar formas de marcar presença, em espírito ou pela ajuda pecuniária. 
O cortejo começa no lugar de Remelha, no extremo sul da Cale da Vila, com o aparecimento do anjo, que anuncia aos pastores o nascimento do divino Salvador, convidando-os a visitá-L'O nas humildes palhinhas do presépio de Belém, como havia sido prometido pelos profetas.  Em resposta a esse convite, os pastores iniciam a marcha, passando pelos diversos lugares da freguesia, até à igreja matriz, onde terá lugar a cerimónia do encontro e Beijar do Menino, ao som de cânticos que estão no ouvido de muitos conterrâneos. Pelo caminho, serão apresentados outros autos de Natal, a que o povo assiste com natural curiosidade e ternura. 

domingo, 9 de janeiro de 2011

Gafanha da Nazaré: Cortejo dos Reis com ares de renovação

A Sagrada Família com o Anjo


Realizou-se hoje na Gafanha da Nazaré o Cortejo dos Reis, de tradição secular. Desta feita, com ares de renovação, que os tempos são outros. Mais exigência, sob o ponto de vista artístico. Ainda bem, para não se sentir qualquer tipo de desânimo.

Padres Francisco e Pedro José


Em jeito de agradecimento pela participação de tanta gente, o nosso Prior, Padre Francisco Melo, valorizou o espírito de renovação, sentido na forma como os autos foram representados, mas também no modo como alguns “quadros” foram cuidadosamente preparados. Tudo, referiu, «para que esta tradição se mantenha; tradição que é de alegria, de cor, de festa, de encontro, mas também de liberdade, porque não houve inscrições nem foi preciso pagar para as pessoas participarem; hoje todos fomos Reis, porque viemos ao encontro do Deus-Menino com as nossas ofertas».

A chefe Custódia

A chefe Custódia e 80 escuteiros do agrupamento 588 do CNE trabalharam o tema “Mulheres da Seca e Pescadores da década de 40 do século passado». Apresentaram-se a rigor, porque consideraram importante divulgar imagens que tendem a diluir-se. As chefes e as escuteiras mostraram as mulheres da seca; os chefes e os escuteiros exibiram os pescadores. «Eu acho que foi muito bom apostar-se na renovação do Cortejo dos Reis e,  como São Pedro ajudou, houve muita participação e muitas prendas para o Menino», garantiu-nos.

Margarida Vilarinho com seu pai, Manuel Alberto


O Manuel Alberto participa nesta festa há 50 anos. E disse: «é com paixão que vivo estes momentos.» Sabe todos os papéis dos autos de cor e nos ensaios chama sempre a atenção para a necessidade de «estarem atentos, porque pode ser preciso substituir algum que falte por doença ou outro motivo».
Recordou que um dia recebeu os Reis Magos da varanda da casa da D. Conceição Vilarinho, atual residência da D. Ester Morais, anexa à igreja matriz. Foi uma maneira de ultrapassar uma dificuldade surgida pela morte de Manuel Fidalgo Filipe (o Perrana). Os papéis desapareceram e tivemos de improvisar com a ajuda do Padre Domingos. Depois tudo se resolveu.
O Manuel Alberto explicou que, quando aparece alguém com vontade de viver esta experiência, ensina-lhe  o que tem a dizer, «exigindo  o melhor, porque nem todos nascem para atores». E garantiu: «quando um dia eu não puder, não falta quem possa substituir-me.»


O carro do moinho, com quadra e sacas

A Ascensão Rocha estava num grupo da Marinha Velha que apresentou uma cena dos Moinhos do Tio Conde (pai e filho). Houve alguma investigação para se apurar o possível da realidade. Fizeram sacas para o milho e para a farinha, que «as meninas levavam à cabeça», e até fizeram umas quadras para ensinar algumas tradições.
Lembrou que os lavradores levavam o milho e outros cereais ao moinho, trazendo em troca a farinha, descontando em peso o correspondente ao trabalho do moleiro. Quando não havia vento, não havia farinha. Então deixavam o cereal e procuravam a farinha mais tarde. Quem não tivesse cereais podia comprar a farinha. Ainda ouvi histórias da boroa, mas isso fica para outro dia.

Rei Herodes ostenta a sua coroa

Assisti ao auto “Palácio de Herodes”, onde o rei sanguinário recebeu os Reis Magos. Bem ensaiados, trajes cuidados, som muito bom. E como sempre a simpatia do povo da nossa terra.
Depois foi a cerimónia do “Beijar o Menino”, com Reis Magos, com as suas ofertas (ouro, incenso e mirra), pastores e o povo. Os cânticos bonitos que passam de geração em geração. E, se não me engano, o Rei Herodes andava por ali disfarçado.
O leilão das ofertas foi durante a tarde.

Fernando Martins

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Cortejo dos Reis: domingo, 9 de janeiro

Humberto Rocha, à direita, regista o Cortejo

No domingo, 9, teremos mais um Cortejo dos Reis, antiga tradição que aposta, e bem, na renovação. Tudo se conjuga para que isso aconteça, embora seja difícil atingir grandes melhorias de um dia para o outro. Devagar se vai ao longe, diz o velho ditado. O importante é que as pessoas participem, dando o seu melhor nessa perspetiva. E não faltará quem continue a registar para a posteridade o que nas ruas da Gafanha da Nazaré vai viver-se no domingo. Como também é hábito, o Humberto Rocha, médico e apaixonado pelas coisas da nossa terra e da nossa gente, lá estará a filmar o que mais o sensibiliza. Deve ter uma excelente coleção dos mais variados eventos gafanhões, de há muitos anos a esta parte.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Gafanha da Nazaré: Cortejo do Reis à procura de renovação

(Foto do meu arquivo - 2009)


Como manda a tradição, o Cortejo dos Reis vai realizar-se no próximo dia 9 de Janeiro, este ano sob o signo da renovação.
Foi constituído um grupo dinamizador, com o objectivo de se revitalizar a mais antiga tradição da comunidade paroquial, que tem envolvido, ao longo de muitas décadas, o povo da nossa terra. Pretende-se implementar mais dignidade nesta festa, aproveitando ao máximo o que foi mantido e resguardado por muitos paroquianos.
O guarda-roupa dos figurantes e actores dos autos está a ser renovado, as músicas e cânticos estão a ser ensaiados e tudo se conjuga para que o próximo Cortejo dos Reis se apresente com um aspecto mais arejado, suscitando mais interesse e muito mais participação.
À Catequese foi recomendado que trouxesse para a rua, nesse dia, «Os Reis dos nossos Avós», rebuscando nas arcas trajes verdadeiramente antigos, preferencialmente dos nossos bisavós, ou outros confeccionados a partir de fotografias de tempos idos.
O Cortejo vai ter início mais cedo, às 8.30 horas, para culminar na igreja matriz, por volta do meio-dia, com o Beijar do Menino.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Cortejo de Reis na Gafanha da Encarnação





De registar o ar intimidatório
dos soldados romanos

Realizou-se este domingo, dia 10 de Janeiro, mais um cortejo de Reis, cumprindo-se assim a tradição, que perfaz hoje um século.
Com condições meteorológicas adversas, chuva e frio de rachar, nada fez demover dos seus intentos, as inúmeras pessoas que integraram o desfile.
Com paragens em locais estratégicos da nossa vila, o espectáculo iniciou a sua actuação, no extremo sul da Gafanha da Encarnação, com a representação do auto dos reis. Com a sua origem no teatro das moralidades da Idade Média, temos aqui a recriação de cenas bíblicas relacionadas com o acontecimento histórico que acabámos de festejar — o nascimento de Jesus. A Anunciação do Anjo a Maria, a fuga para o Egipto, o temor do rei Herodes perante o nascimento de um rei que o pudesse destronar, etc, foram cenas que os actores amadores dramatizaram perante a audiência fiel de todos os anos.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Hoje é dia de Cortejos dos Reis nas Gafanhas da Nazaré e Encarnação


No Palácio de Herodes (foto de arquivo)


As comunidades católicas das Gafanhas da Nazaré e Encarnação andam hoje envolvidas com os seus Cortejos dos Reis, respeitando tradições e devoção ao Menino Deus nascido a 25 de Dezembro. Depois dos cortejos, realizados mesmo debaixo de inverno, haverá os leilões das ofertas. Não poderei estar, que o tempo não mo permite, mas não serei gafanhão totalmente ausente destas manifestações da fé de um povo. Que tudo corra bem, apesar de tudo, são os meus votos.