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domingo, 10 de fevereiro de 2019

Júlio Dinis: Em Aveiro há trigueiras como em parte nenhuma






NOTA: 

1. Arquivo do Distrito de Aveiro; 

2. Nas horas vagas, as tais que sobram do quotidiano da minha vida, gosto de visitar escritos antigos. Desta feita, volto à passagem de Júlio Dinis por Aveiro, para sublinhar que o escritor simpatizou com as trigueiras aveirenses. Diz ele: "em Aveiro há trigueiras como em parte nenhuma." Tem razão, sim senhor!

domingo, 30 de dezembro de 2018

Passagem por Aveiro em ambiente festivo


Resolvemos fazer hoje uma visita a Aveiro. A ideia resumia-se a caminhar um pouco, tomar café, apreciar o ambiente e regressar a casa a tempo da sesta. Dia bonito com sol a brilhar, sem vento nem chuva. Uma tarde primaveril, a meu ver. Muita gente. Tanta, que nem possibilidades tivemos de arranjar lugar, com calma, para tomar café. As imagens que publico dão para ver que foi agradável deambular pela urbe.


As castanhas, quentes e boas, nem as provei. Por mais que fizesse sinais à Lita para que entrasse no negócio, ela nada percebeu e ficámos a imaginar o sabor das castanhas a sair do assador. Fica para a próxima, que o tempo delas ainda não acabou.


Os moliceiros ou aparentados andavam numa fona, como se dizia antigamente. Reparei que alguns já se apresentam mais asseados por dentro e por fora com os tradicionais painéis da proa e da ré a mostrarem a brejeirice da praxe. Quando puder voltarei ao tema dos painéis, para memória futura.


 Não há festa sem foguetes, dizia-me há anos um amigo marcado pelas tradições minhotas. E é verdade. Contudo, os foguetes também fazem parte da alegria das nossas gentes. Atualmente, tanto quanto sei, alguns foguetes já não precisam das canas. Há outras formas de eles subirem e estralejarem. Perigosos no verão? É verdade. Mas no inverno até aquecem!

Pessoal não faltava e o Forum estava a abarrotar. Sem cadeiras e mesas para tomar café, sair para as ruas da cidade foi a melhor solução. Ainda passámos pela Bertrand, porque tinha uns trocos para receber, mas achei por bem não comprar qualquer livro. Ainda tenho muito que ler do meu aniversário e do Natal. Fica para a próxima.


Quando passamos pela Rua Direita, há um ponto de paragem relacionado com a amizade e com a arte da Maria João Cravo. A loja tem por título "Pássaro de Seda",  nome que faz todo o sentido porque os artigos que tem à venda, de sua lavra e doutros, são um convite aos sonhos de voar e de viajar à cata de trabalhos  de outras eras, recriados com saber e bom gosto.


A Av. Dr. Lourenço Peixinho, outrora a sala de visitas de Aveiro, estava a abarrotar. Carros para um lado e para o outro, com gente a encher os passeios, fizeram recordar outros tempos. Com a família, tantos domingos por ali passeámos sem canseiras. Agora, cada um vai para o seu lado, que todos têm as suas vidas. Mas eu e a Lita compreendemos isso. E sabe-nos  bem evocar esses momentos em que  cada um escolhia as últimas modas...

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

AVEIRO em poucos minutos

Palmeira com vida

Restos mortais de uma palmeira

Do outro lado do canal

Para crianças e não só

Hoje, em tempo de frio e chuva, fomos até ao Rossio, presentemente tão badalado a propósito da sua eventual ou apregoada reformulação, assunto que deixo à consideração dos aveirenses. Saí do carro e fui registar algumas fotos, tendo na memória uma rápida reportagem que fiz, há anos, para o jornal Solidariedade, órgão da atual CNIS (Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade). Na altura, as palmeiras do Rossio tinham sido “vestidas” por idosos de instituições de Aveiro.
Olhei desolado para os restos mortais de algumas palmeiras; as que sobreviveram, as que resistiram à peste mortal, são umas heroínas. Deus queira que sobrevivam para podermos, por elas, recordar a harmonia com que todas nos brindavam. 

Fernando Martins

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Os moliceiros e o turismo

Moliceiros enquadrados pela ponte da Dobadora


No domingo passei por Aveiro, ponto de passagem natural para tomar rumo. Quis arejar com a Lita e lá fomos, não ao deus-dará, mas à cata de tempo livre para conversar, que a vida não pode ser só trabalho. Registei esta imagem dos moliceiros ou aparentados carregados de pessoal, obviamente turistas, que chegam, porventura, com ânsias de conhecer os canais da ria. E pelos olhares, ficamos com a sensação de que gostaram. A nossa região é, indubitavelmente, rica em belezas naturais e merece por isso quem olhe para ela com olhos de ver. A ideia dos moliceiros ou aparentados envolvidos no turismo não tem muitos anos e, pelo que vejo, o sucesso está à vista. Haverá outras formas de explorar, no bom sentido, a laguna com os seus canais? Certamente haverá. Os especialistas no assunto podem puxar pela cabeça. E todos ficaremos a ganhar.

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Aveiro é uma das mais bonitas cidades portuguesas





No “GUIA Expresso CIDADES”, publicado no passado sábado, Aveiro merece honras de publicação, com imagens a que já nos habituámos do canal com moliceiro a navegar, em passeio turístico, e da Costa Nova com os palheiros de riscas coloridas, desta feita com olho futebolístico, isto é, Benfica, Sporting e Porto, da esquerda para a direita, para não haver confusão. Mais imagens de ciclistas com marinha de sal a laborar  para inglês ver, ovos moles, Farol da Barra, ostras e passagem de Vhils pela estação, onde deixou a sua expressiva arte. 
Como sugestão para descobrir, o guia apresenta a Reserva Natural das Dunas de S. Jacinto. E no texto ainda diz algo sobre a BUGA para utilização gratuita, sublinhando os “Elegantes edifícios de Arte Nova”, canais urbanos e os bairros históricos, “onde a herança das tradições se mistura com os olhares curiosos dos turistas”. Entre outros pormenores, refere a tentação dos ovos moles, os sabores de antigamente e do peixe fresco… frisando que  “Aveiro é uma das mais bonitas cidades portuguesas”. Nós já sabíamos, mas é bom que alguém, que venha de fora, proclame esta verdade num jornal de referência, como é o Expresso.

Nota: Fotos do meu arquivo

sábado, 16 de junho de 2018

Aveiro: Rossio com ares de festa






Passei hoje pelo Rossio, de que se tem falado bastante, ultimamente. Há planos, tanto quanto é público, para reconverter aquele espaço, decerto para o transformar numa sala de visitas da cidade. Penso que o objetivo fundamental passa, necessariamente, por isso. Ora, ao ver a animação que há por ali, mesmo nas costas de João Afonso de Aveiro — Um dos homens de D. João II que desvendaram os segredos da terra e do mar no caminho das Índias —, julgo que os projetos de reformulação do Rossio precisam  de ser muito bem equacionados para o escolhido permitir convívios destes. 
O Rossio estava cheio de gente, com caravanas de comes e bebes, com prevalência para os petiscos regionais, muitos com sabor a maresia. Mas os ovos moles também eram saboreados com explicações de uma aveirense. Os destinatários (casal espanhol) das suas palavras ficaram a saber que os ovos moles naquela hora da prova eram feitos num “forno a lenha”. Nunca ouvi tal, mas estamos continuamente a aprender! 
Lá estavam os palcos para os festejos musicais e outros, ecrãs para se ver, com certeza, o futebol do mundial, áreas reservadas com mesas e cadeiras convidativas às conversas amenas ou mais acaloradas, ao jeito do que se vê nas TV, porque há sempre quem concorde com a grande penalidade e, naturalmente, quem discorde. O ar livre convida aos gritos de vitória, mesmo que seja um empate, como foi o caso de ontem, no jogo com a Espanha. Eu sei que todas as conversas, faladas e escritas, envolveram o melhor do mundo. 
Ao lado, os moliceiros, alguns mascarados por haver sinais de cultura chinesa, com imensa gente a dar as ininterruptas voltinhas pelos canais. “Segurem a menina” — recomendava um marinheiro a propósito da miúda que saltitava de contente por entrar no moliceiro. 
E junto aos Arcos, na praça Joaquim Melo Freitas, lá estava uma artista chinesa, sorridente enquanto cantava e depois quando agradecia as palmas. A música era, obviamente, gravada. 
Eu prometi à Lita que um dia destes também teríamos de ir à festa do Rossio. Apareçam para uma curta cavaqueira, enquanto se saboreiam uns petisquinhos. Não devem colidir com as dietas das pessoas mais maduras, admito eu. 

Fernando Martins

sábado, 9 de junho de 2018

Aveiro: Ponte Laços de Amizade




No canal,  junto ao Forum,  há uma ponte com nome curioso, no mínimo. Chama-se "Ponte Laços de  Amizade - Poema a Aveiro" e liga aquele espaço comercial ao outro lado. As proteções laterais da ponte estão cheias de fitas assinadas, que traduzem, decerto, a ideia de que as grandes amizades tanto são espontâneas como resultam de pontes que estabelecem ligações de proximidade, que  perduram pela vida fora. Gostei de ver, sim senhor. Mas não pude conhecer as motivações que levaram ao batismo desta ponte, com data de 10-12-2016.

Requalificação da Av. Lourenço Peixinho é uma urgência



«Para além do Rossio, outra zona central da cidade que esteve em discussão na reunião de Câmara de ontem foi a Avenida Dr. Lourenço Peixinho, onde a coligação PSD/CDS que governa a edilidade também pretende intervir. A sétima versão do estudo prévio foi apresentada em traços gerais por Ribau Esteves. De acordo com a descrição do autarca, a nova versão do documento mantém os dois passeios laterais mas com o dobro da largura (cinco metros cada) e com uma linha de árvores em cada um, à custa do separador central, que ficará apenas com um metro. Haverá duas faixas de rodagem em cada sentido, uma das quais será reservada a transportes públicos e bicicletas. Cada uma das margens da principal artéria da cidade terá ainda estacionamento longitudinal.»


Nota: Com o tempo, tudo passa. O que ontem era moda, vai hoje para o caixote do lixo. Sou do tempo em que a Av. Lourenço Peixinho era a sala de visitas de Aveiro, Tudo para ali confluía e tudo ali se celebrava. O comércio da moda concentrava-se naquela avenida e era por ela que passeávamos. Também tomávamos café a apreciar o trânsito de veículos e pessoas. E ao domingo era certo e sabido que lanchávamos num dos cafés ou pastelarias da avenida com a família. 
Depois vieram as grandes superfícies com o Forum à cabeça e tudo se alterou. A sala de visitas mudou-se de armas e bagagens para ambientes mais atrativos e a velha avenida envelheceu. Cá para nós, contudo, ainda será possível rejuvenescê-la. Não voltará aos tempos de ouro, mas poderá ser uma alternativa válida às grandes superfícies. 

segunda-feira, 12 de março de 2018

FOTO COM HISTÓRIA: LOTA DE AVEIRO

Lota, Porto de Pesca, Aveiro - 1959

Os arquivos históricos, de entidades oficiais ou particulares e mesmo de cidadãos, têm o mérito, quando partilhados, de nos ajudarem a descobrir o viver de outras eras. Tenho para mim que não faltará quem seja  capaz de identificar algumas destas pessoas. 

Nota: Foto publicada pela Comunidade Portuária

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

IMPORTA CONHECER A HISTÓRIA DOS OVOS-MOLES


«A Confraria dos Ovos Moles de Aveiro acaba de lançar um apelo à comunidade aveirense no sentido desta ceder vários tipos de documentação relacionada com os ovos-moles. “O objectivo é reunir a maior quantidade possível de informação que ajude no esclarecimento da história deste doce de Aveiro, com vista à publicação de um livro”, esclareceu Sérgio Ribau ao Diário de Aveiro.»


NOTA: Ora aqui está uma excelente ideia para os aveirenses, e não só, descobrirem as muitas receitas da confeção dos ovos-moles de Aveiro. Sim! Eu sei, e todos sabemos, que há diversas receitas deste tradicional doce que tem apreciadores em todo o país e até no estrangeiro. 
No Natal  e Ano Novo falou-se dessa variedade de receitas, sendo unânime a ideia de que os ovos-moles diferem de pastelaria para pastelaria. Estávamos habituados a comer os saborosos doces de uma determinada casa, mas desta vez o responsável pela compra atrasou-se e já não lhe aceitaram a encomenda. E todos notaram a diferença. E que tal um concurso? 

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

“DESCOBRIR AVEIRO”

De Suzana Caldeira (textos) 
e Suzana Nobre (ilustrações)


«Com textos de Suzana Caldeira e ilustrações de Suzana Nobre, este livro partilha sítios e pormenores da cidade de Aveiro que de outro modo poderiam passar despercebidos. Focado no Bairro da Beira-Mar este é o número 1 da recém-criada coleção: “Descobrir Aveiro”, em que cada livro tratará um Bairro ou Temática especifica do distrito de Aveiro.
É um projeto de autoedição, em que as autoras assumiram todas as etapas do projeto criativo e assumindo sós todo o custo e risco de edição.
Este livro é dedicado à cidade de Aveiro: leve, ilustrado e de fácil leitura fala da cidade, do seu património, da cultura e das tradições, desenvolvido por duas pessoas não naturais de Aveiro, que se apaixonaram pela cidade.
O prefácio é de José Carlos Mota, docente no Departamento de Ciências Sociais, Políticas e do Território da Universidade de Aveiro que descreve o livro como “um trabalho de enorme qualidade a merecer louvor e apoio”.»

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segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Andanças por Aveiro - 2


Aveiro é uma cidade bonita vista dos mais diversos lugares. De cada ângulo, por mais insólito que seja, é possível apreciar panoramas singulares e dificilmente imaginados  por quem vive ou visita a cidade dos canais. Estes amantes de paisagens amplas e diferentes escolheram, realmente, um telhado central. Rodando, veem a cidade e arredores na sua plenitude. Eu se pudesse fazia o mesmo.


O canal central de Aveiro tem presentemente um movimento como nunca vi. Os moliceiros ou aparentados não param com viagens que se multiplicam, porque não faltam turistas interessados em conhecer outros canais, outros recantos,  cada um com as suas curiosidades. 





As flores ficam sempre bem em qualquer sítio. A  Lita chamou a minha atenção para os "vasos" que as apresentam a quem passa. Nada mais nada menos que alcatruzes dos poços de rega que já desapareceram das nossas paisagens agrárias. O  inútil tornou-se útil. Ainda bem.


Os moliceiros já oferecem cicerones nas viagens pelos canais. Parto do princípio que estão preparados para isso. Se não é verdade, está mal. É que podem vender gato por lebre. E  turista enganado pode ser turista perdido.



Cortaram a cabeça a este cisne. Gostam? Eu não gosto nada.






segunda-feira, 6 de novembro de 2017

“100 Anos de Usos e Costumes em Extinção”


«No espaço da Comunidade Portuária de Aveiro, transmitido quinzenalmente na Rádio Voz da Ria, o destaque vai, nesta edição, para o trabalho de um escultor de Aveiro.
Ao longo das últimas duas décadas, Afonso Henrique retratou os usos e costumes antigos do País, através de 80 figuras típicas, trabalhadas em grés policromado.
“100 Anos de Usos e Costumes em Extinção” é o título da mostra que o escultor quer expor de Norte a Sul de Portugal.»

Ouvir entrevista na Rádio Voz da Ria,  divulgada pela Comunidade Portuária de Aveiro

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Andanças por Aveiro - 1


Nesta quadra, as castanhas assadas, quentes e boas, ali no olho da cidade, têm um sabor especial. Desta feita não me estreei, mas apetite não faltava. Estrangeiros miraram e remiraram o assador e aceitaram o desafio de saborear as nossas castanhas assadas com rigor e arte.




A casa Major Pessoa, hoje museu em todos os seus recantos, salas e saletas, merece uma visita com olhos bem abertos. Já lá fui diversas vezes, mas nunca me canso de apreciar a temática da arte nova, bem representada na cidade dos canais. Se puder, não deixe de a visitar.



O Fórum Aveiro é, presentemente, uma sala de visitas da urbe aveirense. No centro da cidade, torna-se passagem obrigatória para todos os moradores e visitantes, Há meses, passou por obras de melhoramentos muito significativos. Há zonas convidativas ao descanso. Ler um jornal ou um livro, e degustar um café quentinho, porque algum frio já obriga, traduz-se num prazer que apetece repetir.

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Paulo Rocha — Turismo, rotundas e esplanadas



«Portugal tem, no entanto, que oferecer mais do que rotundas e esplanadas. Quem nos visita e se encanta pelo sol e pela alimentação deve levar na bagagem motivos para regressar, não só pelo acolhimento que acontece e as saudades dos petiscos, mas também, e sobretudo, pela capacidade de oferta cultural, de entretenimento e de humanismo que cidadãos e instituições forem capazes de fazer. Assim, depois de criar todos os circuitos por cidades e aldeias, de construir os vários abrigos e montar todas as esplanadas, é necessário criar ofertas qualificadas para cada turista no âmbito no âmbito da cultura, do lazer, do mar, dos rios, das barragens, dos parques naturais, das matas qualificadas, dos monumentos património mundial e de tantos outros recantos que permanecem escondidos de quem visita Portugal e podem ser um fator decisivo para que voltem pela segunda, terceira ou quarta vez…»

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sábado, 8 de julho de 2017

Georgino Rocha — Facto Marcante, Hora de Esperança


A Cúria diocesana vive uma hora marcante na sua missão pastoral. A nomeação do novo Vigário Geral, P. Manuel Joaquim Estêvão da Rocha, pelo nosso Bispo, Dom António Moiteiro, constitui o seu rosto mais visível e, ao mesmo tempo, o pulsar do seu novo ritmo. Tudo acontece num instante: leitura do decreto de nomeação, profissão de fé, assinatura. E o selo do abraço a confirmar o assumir das novas funções.
Para este instante se encaminha o processo de auscultação ao presbitério que o Senhor Bispo decidiu tornar indicativa. Para este instante se polariza a oração de tantos amigos da Igreja diocesana, uma vez aberto o caminho de escolha pelo pedido de cessação de funções do senhor Vigário Geral, Monsenhor João Gaspar e do Pró-Vigário Geral, P. Georgino Rocha.
Este facto marcante faz-me revisitar o tempo em que exerci esta e outras funções como cooperador próximo dos Bispos da Diocese. Pude reencontrar a memória agradecida de rostos amigos em tantas paróquias e comunidades religiosas, movimentos e secretariados, instâncias diocesanas e nacionais. Pude rever gestos de atenção solícita de Dom Manuel de Almeida Trindade, de Dom António Marcelino, de Dom António Francisco e de Dom António Moiteiro. Pude sentir, mais uma vez, o sorriso brilhante de tantos colegas que, do seio de Deus, me acenam e iluminam. Pude acolher de novo, como em súplica insistente, a voz de quem sofre e não vê saída airosa para a sua situação, de quem quer caminhar na vida, mas anda à procura de sentido que valha a pena, de quem não pactua com uma sociedade “líquida” e não dispõe de um ponto firme nem de apoio inabalável para a sua fé, as suas lutas e canseiras, de quem sonha com uma família estável, mas a realidade “fala” mais alto e não cessa de surpreender.
A nomeação do novo Vigário Geral ocorre ainda no ano pastoral dedicado à esperança, integrado no triénio da misericórdia que nos propusemos viver com alegria. É o momento de reganhar a esperança que nos é proposta, tendo já como horizonte próximo a caridade operativa. Esta feliz coincidência não será certamente fortuita, mas providencial, pois como reza o lema original da nossa Diocese: “Amar a Deus é servir”. E servir por amor é certamente a melhor expressão do culto a Deus, da liturgia do Senhor e da acção do Espírito Santo que, por meio da Igreja, incessantemente nos renova e cuida da casa comum da nossa humanidade.
Que Maria, a Senhora da Misericórdia, e Santa Joana, a amiga dos pobres e a defensora da liberdade de consciência, velem com solicitude pela nossa Igreja diocesana em saída missionária e alcancem de Deus uma especial bênção para o novo Vigário Geral no desempenho das suas funções.
P. Georgino Rocha