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domingo, 16 de agosto de 2020

Câmara de Ílhavo prepara livro de receitas de bacalhau



«No dia em que começaria a edição deste ano do Festival do Bacalhau (12 de agosto), entretanto cancelada, a Câmara Municipal de Ílhavo regista o avanço de um projeto que mantém o fiel amigo no centro das atenções, nesta altura do ano. Isto porque está em desenvolvimento um livro de receitas de bacalhau e, hoje, chega ao fim um mês de gravações em vídeo da confeção de pratos e petiscos de bacalhau, preparados pelas 14 associações, que todos os anos participam no Festival do Bacalhau.
Este projeto, que inclui o livro de receitas e a coleção de 14 vídeos, está a ser realizado em parceria com as 15 associações, que são responsáveis pelos espaços de restauração do evento (restaurantes, bares e padarias), com bacalhau fornecido pelas sete empresas oficiais da edição de 2019.» 

Fonte: CMI 

NOTA: Ora aqui está uma iniciativa interessante sobre receitas de bacalhau... Diz-se que há imensas maneiras de preparar a degustação do "fiel amigo". Pois a nossa autarquia concelhia não se ficou pela conversa e vai avançar com mais umas tantas receitas que serão, obviamente, diferentes, por isto ou por aquilo, ou seja, bem ao gosto das instituições que costumam participar no Festival do Bacalhau. Depois veremos... 

sábado, 18 de janeiro de 2020

O bacalhau tradicional já merece uma comenda

No PÚBLICO
Texto de José Augusto Moreira



«Não é saudosismo, mas antes uma questão de qualidade e sabor. Para ser bom e ter aquele gosto que identifica a tradição portuguesa, o bacalhau tem as suas regras. “Quer-se bem seco. De cor amarela palha. Deve ter a forma de uma asa e o tradicional corte em três bicos que mostra que a cabeça lhe foi retirada mal foi pescado”, como nestas páginas explicou David Lopes Ramos, naquela sua inconfundível pedagogia do bem comer.
Não é saudosismo, mas antes uma questão de qualidade e sabor. Para ser bom e ter aquele gosto que identifica a tradição portuguesa, o bacalhau tem as suas regras. “Quer-se bem seco. De cor amarela palha. Deve ter a forma de uma asa e o tradicional corte em três bicos que mostra que a cabeça lhe foi retirada mal foi pescado”, como nestas páginas explicou David Lopes Ramos, naquela sua inconfundível pedagogia do bem comer

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sábado, 22 de dezembro de 2018

Bom bacalhau na ceia da consoada



Por tradição ancestral, o bacalhau vai estar na mesa de muitos portugueses na próxima noite de consoada, 24 de dezembro. Não faltarão os doces próprios de cada região e outros petiscos, mas o fiel amigo faz jus ao seu apelido, ou não fosse ele, há bons anos, um peixe de pobres, sobretudo o miúdo e corrente. A partir daí, os mais crescidos, graúdos e especiais marcavam presença apenas nas mesas mais fartas.
Escolher o bacalhau para uma boa ceia de natal nem sempre está ao alcance de qualquer apreciador, mas as gentes com raízes nas Gafanhas, Ílhavo e arredores têm obrigação de conhecer umas dicas, não vá dar-se o caso de se comer gato por lebre.
Um gafanhão, António (Tony) Ribau, é especialista do assunto e dá uns conselhos, que a jornalista  Maria José Santana publicou no suplemento Fugas, do PÚBLICO.
Como aperitivo para ler a reportagem daquela jornalista, podem começar pelo texto que segue:

“O nosso vem da Noruega e é pescado por navios russos”, desvenda Tony Ribau. Chega aos Cais dos Bacalhoeiros, na Gafanha da Nazaré, Ílhavo, inteiro (à excepção da cabeça) e congelado. “É aqui que o escalamos, salgamos e secamos”, nota, sem deixar de lamentar que o antigo processo de secagem do bacalhau a céu aberto tenha sido proibido. “No fundo, quando se diz que o bacalhau tem cura tradicional portuguesa não é bem verdade, pois o peixe já não é colocado no exterior”, adverte o empresário, para o qual não restam quaisquer dúvidas: “O bacalhau ficava com outro sabor quando ficava ‘ao tempo’”.

Ler reportagem aqui 

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Bacalhau de cura tradicional

Seca antiga do bacalhau

Soube, há dias, que a ASAE (Autoridade de Segurança Alimentar e Económica) apreendeu bacalhau na Gafanha da Nazaré que estava a secar, ao sol e vento, segundo a tradição de há séculos. Ao que julgo saber, aquela autoridade, que garante a qualidade do que se consome em Portugal, para bem de nós todos, agiu em conformidade com as leis comunitárias.
Antes de mais, confesso que aprecio e respeito a intervenção da ASAE que age em nossa defesa. Mas há casos e casos.
Em Portugal, para só falar daquilo que sei de concreto, come-se bacalhau seco ao sol e vento há séculos, e, que se saiba, nunca morreu ninguém por isso. Fundamentalmente, porque o bacalhau de cura tradicional, antes de ir para a panela, tem de passar por várias águas para perder o sal. É o processo da demolha que, para além de reduzir, significativamente, o teor do sal, também elimina impurezas deixadas pelo vento.
Ora, se os produtos que comemos não podem estar expostos ao sol, como não proíbe a ASAE as couves e outros legumes, bem como ervas aromáticas e frutas? É óbvio que não proíbe, porque é de bom senso admitir que todos os produtos são bem lavados, em várias águas, antes de serem consumidos.
O que me parece é que os nossos políticos e demais especialistas envolvidos nas negociações nas comissões da UE não souberam defender, neste caso, os nossos interesses. Não será de repensar o caso? O bacalhau de cura tradicional não será mesmo o mais saboroso?

Fernando Martins

NOTA: Depois dos comentários que o meu escrito suscitou, importa esclarecer:
1. A ASAE tem a obrigação e o direito de zelar pela nossa saúde; Mal de nós se assim não fosse;
2. Sei que a secagem do bacalhau em estufa,  iniciada, ao que sei, no país, na EPA (Empresa de Pesca de Aveiro), há décadas, nasceu por razões económicas. Em estufa, a secagem era mais rápida e em maior quantidade,  e,  porventura,  mais económica, por necessitar de menos mão de obra;
3. O que eu defendo é o direito de uma empresa poder produzir, se assim o entender, bacalhau seco de cura tradicional.

19h45, deste mesmo dia.

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Câmara de Ílhavo solidária com Pedrógão Grande





Não podendo passar ao lado da catástrofe dos incêndios que se abateram no nosso país, com as consequências dramáticas de todos conhecidas, nomeadamente na região de Pedrogão Grande, a Câmara Municipal de Ílhavo acaba de doar o bacalhau para um jantar de Natal promovido pela Associação de Vítimas do Incêndio de Pedrógão Grande e destinado a um universo de 200 pessoas dos concelhos atingidos pelos incêndios. Este jantar terá lugar em Castanheira de Pera no dia 25 de dezembro e nele deverá participar o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. A autarquia ilhavense faz jus à sua qualidade de Capital do Bacalhau. Trata-se de um gesto que me apraz registar. 

Fonte: CMI

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Museu Marítimo de Ílhavo — Homens e Navios do Bacalhau


Graças às novas tecnologias da comunicação, já temos à nossa disposição, em qualquer parte do mundo, a possibilidade de consultar, à distância de um clique, muito do que diz respeito a Homens e Navios do Bacalhau. O mesmo se diga de outras áreas. Hoje, ajudo quem consulta ou passa pelo meu blogue a pesquisar o que se refere a navios e homens da pesca do bacalhau . Veja aqui.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Gastronomia: Tosta rústica de bacalhau e maçã


Penso que os petiscos em tempo de verão têm um sabor especial. Não quero dizer que o percam nas outras estações do ano, mas cá para mim o verão é porventura mais propício ao convívio e à confraternização. Daí a ideia de publicar neste meu espaço um bom petisco que poderá servir como ponto de partida para à volta da mesa se conversar enquanto se come e bebe algo diferente. A sugestão aqui fica, com votos de bom apetite e melhor proveito. 



Ingredientes (4 pax): 
Pada de Vale de Ílhavo (2 uni)
Bacalhau fumado (1 emb./aprox.200g)
Maçã golden (250g)
Espinafres (300g)
Manteiga (qb)
Ovos (4 uni)
Limão (1 uni)

Preparação

Em meia pada de Vale de Ílhavo, faça um corte longitudinal.
Com o miolo para baixo, coloque num sauté antiaderente e deixe tostar ligeiramente.
Descasque as maçãs, corte em gomos e reserve em água, com um pouco de sumo de limão (para que não oxidem).
Escalfe os ovos e reserve.
Num sauté antiaderente, salteie ligeiramente as maças com manteiga e um pouco de sumo de limão.
À parte, salteie também os espinafres com um fio de azeite.
Para a montagem, coloque a tosta com o miolo para cima, disponha a maçã, de seguida os espinafres e o bacalhau fumado e termine com o ovo escalfado. 

Bom apetite!

Receita apresentada pelo Chef Udine Peixe, no âmbito do “Showcooking para Miúdos” do Festival do Bacalhau 2016.

NOTA: Publicado na agenda "Viver em..." da CMI

domingo, 14 de maio de 2017

“O meu Bacalhau é melhor que o teu”


Estando garantido que o Festival do Bacalhau se vai realizar entre 9 e 13 de agosto, no Jardim Oudinot, no Forte da Barra, Gafanha da Nazaré, onde se tornou, realmente, mais badalado, a Câmara Municipal de Ílhavo aprovou as normas de participação no Concurso Gastronómico “O meu Bacalhau é melhor que o teu”. Trata-se de um concurso que estimula a criatividade a nível da culinária, sendo certo também que enriquece, ano a ano, a qualidade gastronómica. É que, no âmbito dos comes e bebes, com qualidade e novos sabores, os pratos repetitivos podem tornar-se cansativos, por ser sempre o mesmo. Pessoalmente, gosto de variar, dando prazeres diferentes ao palato, sem esquecer a apresentação, já que o homem é o único animal, porque  racional, naturalmente, que come com olhos.
A autarquia esclarece que o concurso é realizado «em parceria com EFTA – Escola de Formação Profissional em Turismo de Aveiro», destinando-se «a público não profissional». Há que ter em conta que a proteína do prato principal deve ter por base o «Bacalhau de Cura Tradicional Portuguesa e/ou um ou mais dos seus derivados». 
As candidaturas têm de ser presentes até 30 de junho, sendo este o período em que «os candidatos deverão submeter as suas receitas através do envio do formulário de inscrição, acompanhado de um vídeo de mostra da elaboração da receita».
Boa sorte a todos os participantes para que os consumidores continuem a apreciar devidamente o bacalhau, para nós ou para muitos o rei dos peixes.

Nota: Foto e demais informações da CMI

Ver normas do concurso aqui

quinta-feira, 9 de março de 2017

Dia Nacional do Bacalhau — 5 de junho?

Proposta da Associação 
dos Industriais de Bacalhau 


Porto de Aveiro: Lugres e Seca do Bacalhau

A notícia veio a lume de diversas fontes. A Associação dos Industriais de Bacalhau (AIB) formalizou na Assembleia da República a proposta de instituição do Dia Nacional do Bacalhau a 5 de junho. Pretende-se, com esta iniciativa, homenagear «a epopeia lusa da pesca do bacalhau», com a autoridade que vem do facto do “Fiel Amigo” representar, desde há séculos, uma mais-valia na dimensão «socioeconómica e gastronómica» do nosso país. 
A iniciativa nasceu de visão da empresa Riberalves, a qual recebeu, à partida, o apoio incondicional do Museu Marítimo de Ílhavo, ou não fosse o município ilhavense a capital do bacalhau.
E porquê o 5 de junho? Simplesmente, mas com todo o sentido, por ter acontecido nesse dia, do ano 1942, a tragédia do afundamento do lugre Maria da Glória, torpedeado por um submarino alemão durante a II Guerra Mundial, apesar da posição neutral de Portugal no conflito, neutralidade assinalada pela cor branca da frota portuguesa. É, por esse motivo, uma homenagem justa às 36 vítimas mortais e seus familiares, alguns deles do nosso concelho. 
Acresce o facto de Portugal ser o país do mundo que mais bacalhau consome per capita, tendo-se especializado na cura tradicional e nas artes de pesca, para além do volumoso negócio que proporciona.

quinta-feira, 30 de junho de 2016

“O meu Bacalhau é melhor que o teu”


“O meu Bacalhau é melhor que o teu” é tema de um concurso que vem com motivação do próximo Festival do Bacalhau, que se vai realizar em agosto no Jardim Oudinot, porventura a mais bela sala de visitas do nosso município, mas também a mais ampla e expressiva zona de lazer da Ria de Aveiro.
O concurso, promovido pela autarquia ilhavense, conta com a parceria da EFTA – Escola de Formação Profissional de Turismo de Aveiro, e tem por objetivos, entre outros, «promover o consumo do bacalhau e dos seus derivados, de cura tradicional portuguesa, junto da população em geral», mas também «a cultura em torno do bacalhau, na vertente do conhecimento tanto das técnicas de culinária tradicionais como da inovação na sua confeção». Ainda pretende «fomentar a troca de experiências e conhecimentos entre os participantes e divulgar e posicionar o Município de Ílhavo enquanto a Capital Portuguesa do Bacalhau».
As candidaturas terão de ser apresentadas de 29 de junho a 15 de julho, sendo este o período em que «os candidatos deverão submeter a suas receitas através do envio do formulário de inscrição, acompanhado de um vídeo de mostra da elaboração da receita».

Normas de Participação e Formulário de Inscrição, bem como demais informações, disponíveis em www.cm-ilhavo.pt

sábado, 28 de maio de 2016

Notas do meu Diário: Uma tarde no sótão

Dedico este apontamento aos confrades 
da Confraria Gastronómica do Bacalhau



De vez em quando dá-me para isto: fujo da trivial normalidade e meto-me no sótão. Fecho os olhos, passo pelas brasas, ouço o silêncio, leio e pego algo que está para ali esquecido, como que em sono eterno. 
Hoje peguei na revista ILUSTRÇÃO, 1928, e deparei com publicidade daquela época. Interessante. Dá que pensar nas mudanças que entretanto se operaram até aos nossos dias. Esta publicidade, que partilho e dedico aos confrades da Confraria Gastronómica do Bacalhau, desta nossa terra que um dia foi batizada com o nome justo e pomposo de Capital do Bacalhau, terá tido a sua utilidade. 
Apresenta um quadro, como podem ver, em que sobressai uma máquina a petróleo que eu conheci perfeitamente, porque em minha casa até havia duas, uma mais barulhenta e outra mais silenciosa, e por baixo lá vem em “Opiniões Insuspeitas” , a recomendação que aos confrades diz respeito:

O bacalhau: 

“Um fogão d’estes da Vacuum, 
Com pressão em alto grau,
Atesto p’la minha honra
Que até estende o bacalhau!”

Meus caros confrades… E se experimentassem? 
Bom domingo para todos, com ou sem bacalhau preparado desta maneira. 

Nota: Desculpem a foto do telemóvel, mas o digitalizador está lá em baixo...

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Bacalhau à Regional


Ingredientes:

4 fatias de pão (200g)
800g de bacalhau
600g de batata doce
1dl de azeite
200g de cebola
60g de tomate pelado
1,5dl de vinho branco
Pimenta ou piripiri q.b.
Sal
Óleo para fritar
Farinha de trigo q.b.
Maionese q.b.
400g brócolos

Preparação:

Comece por fatiar o pão, torre-o e reserve.
Passe o bacalhau por farinha e leve a corar em óleo quente. Descasque as batatas e corte-as às rodelas (meia-lua).
Frite e reserve em papel absorvente.
Para o molho, leve ao lume a cebola às rodelas finas, o alho e o tomate picado. Regue com vinho branco e tempere a gosto.
De seguida, emprate, colocando o bacalhau coberto com uma fina camada de maionese ao centro do prato.
Coloque o pão torrado, disponha as baratas fritas e, por último, regue com o molho e leve ao forno (180ºC) cerca de 10 a 15 minutos.
Sirva acompanhado de brócolos cozidos ou salada de tomate.

Bom apetite!

Receita gentilmente cedida pelo Rancho Regional da Casa do Povo de Ílhavo, Associação participante no Concurso Gastronómico do Festival do Bacalhau 2015.

sábado, 9 de abril de 2016

Gastronomia: “Prato à Casa Gafanhoa”

Bom apetite


Ingredientes:

1 posta de bacalhau 
4 batatas 
120g de feijão verde 
1 cebola 
2 dentes de alho 
Vinho Branco 
Pimento verde 
Pimento vermelho 
Louro 
Azeite 
Polpa de tomate

Preparação:

Passe a posta de bacalhau previamente demolhada pela farinha, frite em azeite e retire. 
Aproveite a fritura e coloque a cebola às rodelas, o alho picado, os pimentos às tiras, o louro, a polpa de tomate e, por fim, o vinho branco. 
Regue a posta de bacalhau com o molho e leve ao forno a gratinar. Sirva com batata cozida e feijão verde. 
Decore a gosto.

Receita gentilmente cedida pelo Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré, Associação participante no Concurso Gastronómico do Festival do Bacalhau 2015.

Fonte: Agenda "Viver em..." da CMI


segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

A consoada

Bacalhau com todos

«É comum, por exemplo, que os emigrantes adotem no dia a dia a dieta alimentar dos países para onde se deslocaram. Mas há momentos (sobretudo os mais marcantes: um aniversário, uma festividade…) em que só o sabor das origens lhes dá o sabor da alegria.» Isto foi escrito por José Tolentino Mendonça, poeta, biblista, académico e padre no seu livro “A Mística do Instante — O tempo e a promessa”.
Partindo desta verdade, podemos dizer que na noite de consoada tudo isto se confirma, porquanto não serão as iguarias doutras terras (e mesmo as nossas, profundamente alteradas ou adulteradas pela indústria alimentar) que nos trazem o sabor da alegria natalícia. Por mim falo: Se houvesse mesa farta de tudo e mais alguma coisa, sem o “fiel amigo” com todos, as rabanadas e os bilharacos não seria consoada natalina. 

terça-feira, 12 de agosto de 2014

FESTIVAL DO BACALHAU ABRE PORTAS AMANHÃ

JARDIM OUDINOT - GAFANHA DA NAZARÉ


O Festival do Bacalhau abre portas amanhã, quarta-feira, pelas 17.30 horas, prolongando-se até domingo. Espera-se que muitas dezenas de milhares ou mesmo centenas de milhares de visitantes animem o Jardim Oudinot, Gafanha da Nazaré, numa inequívoca manifestação de apoio a esta festa em boa hora lançada pela Câmara Municipal de Ílhavo.
Sei que muitos não terão possibilidades de degustar o apetitoso fiel amigo, mas estou em crer que a grande maioria poderá petiscar uma carita frita, uma pantanisca ou um bolinho de bacalhau.
O Festival, pela programação que tem vindo a ser divulgada com apetites para todos os gostos, vai ser um êxito, mormente nestes tempos de crises que impossibilitam a vivência de férias que muitos gostariam de ter.
Como manda a tradição, passarei por lá para ver como passam as modas, mas também para apoiar, ao menos simbolicamente, quantos tornam possível este Festival que atrai gentes de todos os quadrantes.

Foto cedida pela CMI

Consultar o site da CMI: cm-ilhavo.pt

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quinta-feira, 22 de maio de 2014

O FESTIVAL DO BACALHAU JÁ ESTÁ NA FORJA


O Festival do Bacalhau já está na forja para ser moldado à medida dos desejos e gostos dos amigos dedicados do Fiel Amigo. Vai ser, mais uma vez, um mar de gente no Jardim Oudinot para degustar um prato que nunca enjoa, antes se apresenta sempre apetecível. É preciso reservar nas nossas agendas o período de 13 a 17 de agosto. 

Ler mais aqui

terça-feira, 25 de março de 2014

“365 DIAS COM O FIEL AMIGO”

Um livro de Manuel Olívio Rocha





Manuel Olívio Rocha


“365 DIAS COM O FIEL AMIGO” é um livro de Manuel Olívio da Rocha, que vem na senda de outros que costuma publicar pelo Natal, para oferecer à família e a alguns amigos. Trata-se de uma coleção de trabalhos a que ele chama cadernos, sendo este o n.º 25. São edições familiares que não estão à venda, mas podiam estar. 
Este caderno, chamemos-lhe assim no respeito pela opção do autor, foi dedicado ao Fiel Amigo, nome popular de batismo dado ao bacalhau, por há anos se adequar à bolsa das famílias mais pobres. Hoje, com as alterações que a vida levou, o Fiel Amigo está predominantemente, na mesa dos mais abastados, sobretudo os tipos graúdo e especial. Mas voltemos ao livro do meu conterrâneo, familiar e amigo Olívio.
A cada dia do ano, o autor brindou-nos com nacos saborosos da história do bacalhau. Sublinha ele a abrir que «o bacalhau é fundamental da cozinha na noite de Consoada». E adianta: «Sentados comodamente, busquemos algumas raízes do nosso viver e do nosso ser — e lá encontraremos o bacalhau, como fiel amigo que ao longo dos séculos pautou o ritmo das pessoas, da região e até do País. Desde há muito, muito tempo!»
O livro, o tal caderno, tem várias leituras, lembrando o autor que, «Cada um de nós, tem maneira própria de pegar e abordar o livro», este como qualquer outro. Pode ser lido de uma ponta à outra, tudo seguido; pode ser lido por temas; pode ser lido de forma errática. E conclui, aconselhando cada leitor a seguir o seu instinto. 
Cada dia do ano tem o seu quê de interessante e importante:

+ História da pesca do bacalhau: datas, factos, figuras;
+ O peixe bacalhau, desde que nasce até chegar ao nosso prato;
+ A pesca do bacalhau, passando pelos mares até à salga no convés;
+ O barco, desde as origens aos modernos arrastões;
+ As secas e tudo aquilo que em “terra” contribuía para se ter bacalhau;
+ Figuras que marcaram o universo do bacalhau;
+ Gastronomia, onde o bacalhau é rei.

Em nota, Manuel Olívio refere que, «ao longo do ano, abrindo cada uma das semanas, sempre no mesmo espaço encontrar-se-á o mesmo assunto».

Na semana em que estamos, entre 23 e 29 de março, no livro “365 DIAS COM O FIEL AMIGO”, podemos ler “Os predadores do bacalhau”, “O dóri e a sua palamenta”, “Palhabote”, “Acessos ao Porto de Aveiro”, “Ria de Aveiro”, “Bacalhau de cebolada” e, ainda, retalhos de 1588 (Os ingleses e o mau tempo derrotam a “Invencível armada” filipina; 1600 (Aveiro era uma das povoações marítimas de Portugal, proporcionalmente mais rica em gente, comércio e indústria…); Século XVI (Os pescadores de Aveiro “não curavam o peixe nas praias vizinhas ao lugar da pesca, como outros, conservavam-no a bordo e depois vinham curá-lo e secá-lo aqui”).
Como facilmente se pode deduzir, este trabalho do Olívio bem merecia ser conhecido das nossas gentes. É pena, portanto, que fique limitado a um reduzido número de pessoas.

Fernando Martins

segunda-feira, 11 de março de 2013

Portugal de costas voltadas para o mar

Cais bacalhoeiro

Esta foto que hoje publico é para nos fazer pensar um bocadinho. O Porto de Pesca Longínqua de Aveiro, sediado na Gafanha da Nazaré, era o mais completo do país, com os cais, nos períodos de defeso ou de descarga e nas horas da partida, sempre cheios de navios e de gente. Os navios eram símbolo de trabalho, de riqueza, de progresso, pese embora a vida dura que os marítimos protagonizavam. Depois, as secas do bacalhau, indústrias e comércio conexos davam uma preciosa ajuda à economia nacional. A Gafanha da Nazaré muito beneficiou de todo esse movimento.
Depois veio a CEE que deu origem à UE e a partir daí, por artes de acordos assinados, impostos e friamente seguidos pelos nossos políticos, tudo se desmoronou, como um baralho de cartas. Portugal de costas voltadas para o mar já não é Portugal. É apenas um país com a sua alma diluída numa Europa sem alma.

FM

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Dóris com leme?





A propósito do livro de Álvaro Garrido, "Portugal no Mar - Homens que foram ao bacalhau", António Angeja escreve:

«Vi no site «PORTOS DE PORTUGAL» e depois no «O ILHAVENSE», junto de um texto sobre o livro «HOMENS QUE FORAM AO BACALHAU», uma réplica de um dory com LEME... e, francamente, nunca tive conhecimento que os ditos barcos no bacalhau tivessem leme... Os pescadores usavam um remo para guiarem o barco quando navegavam com velas...
Junto envio a réplica com leme e duas outras corretas...
Infelizmente parece já ninguém tem cuidado com aquilo que publica...»

Ler aqui