sábado, 11 de novembro de 2023

São Martinho - Um homem atento aos pobres

O Dia de São Martinho é celebrado em 11 de novembro. Trata-se de uma festa de outono, com o frio que justifica a lenda ou tradição. Conta-se que São Martinho, num dia de frio, partilhou a sua capa com um mendigo com quem se cruzou.
Não sei se já se comiam castanhas assadas naquela época, século 4.º, mas a verdade é que a moda pegou. Tempo de castanhas, seria fácil imaginar o pessoal a juntar-se à volta da fogueira enquanto assava e comia castanhas assadas, regadas com um vinho da época. 
É oportuno lembrar que os castanheiros já existem desde o princípio do mundo com marcas do homem e da mulher.

Bom apetite para as castanhas assadas. mas não esqueçam o gesto de São Martinho, que partilhou .a sua capa com um mendigo.

sexta-feira, 10 de novembro de 2023

O dinheiro fará tudo?


"Aquele que acreditar 
que o dinheiro fará tudo 
pode bem ser suspeito 
de fazer tudo por dinheiro"

Benjamin Franklin, 
escritor

Em Escrito na Pedra
Público de hoje

APA vai requalificar zona do Forte

Obra esperada há muito

A Administração do Porto de Aveiro (APA) lançou um concurso público para a elaboração do ‘Projeto de Requalificação do Forte da Barra’, uma intervenção que vai abranger a zona envolvente do edificado que irá ser reconvertido com fins hoteleiros no âmbito de uma concessão já assinada.

Notícia da APA

O futuro do Mar Português


A Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar veio regulamentar as zonas económicas exclusivas (ZEE). O fim do acesso aos bancos de pesca canadianos coincidiu com a abertura das potencialidades da exploração sustentável da ZEE nacional. Portugal obteve uma das maiores ZEE europeias, tutelando os recursos marítimos numa área de 1.660.456km2 , 18 vezes maior do que o seu território terrestre. Poderão também acrescer os recursos dos fundos marinhos numa área de 2.165.995km2 no caso do sucesso da extensão da sua plataforma continental.

quinta-feira, 9 de novembro de 2023

MMI - Dia Aberto

 

Domingo, dia 12 de novembro, é Dia Aberto, a entrada é gratuita no Museu Marítimo de Ílhavo, Navio-Museu Santo André e Centro de Religiosidade Marítima. É sempre assim ao segundo domingo de cada mês.

Como é sabido, há muita gente na nossa região que não tem por hábito visitar os museus. E alguns, de forma natural, até me têm dito que nunca ou raramente o fizeram.

Há anos, estava eu de férias algures, quando recebi uma mensagem do Norte de Portugal, que dizia mais ou menos isto: "No próximo fim-de-semana, vamos à sua terra numa excursão. Que nos aconselha a ver?" E eu lá os elucidei.

Hora da chegada


Quantas vezes na minha vida de menino e jovem participei numa cena semelhante! A alegria do abraço do meu pai, Armando Grilo, que evoco hoje com imensa ternura e saudade.

Uma súplica...


A chuva e o frio ainda antes do inverno obrigam-me a pedir ao Sol que, depois de mergulhar no mar, regresse com o seu calor tão desejado nesta altura.

quarta-feira, 8 de novembro de 2023

Que hei de dizer?


Umas horitas fora de casa, em hospital e outros assuntos, com o ramerrão da vida a ocupar-me, ruas e ruelas, lojas e gente por todo o lado, o costume. Chego a casa, descanso normal. Acordo, abro a TV e ouço um estrondo: António Costa pediu a demissão. Quem havia de dizer. 
António Costa, porventura o nosso político com mais experiência e bem conhecido na Europa, e não só, demite-se do Governo. Há em curso investigações. Depois, ou fica livre por nada se provar, ou terá de prestar contas à Justiça e ao País. 
O problema é que, até tudo se averiguar, muita água vai  passar pela nossa Ponte da Cambeia.

NATAL já vem a caminho


 O Natal é sempre um desafio à nossa imaginação e criatividade para o celebrar. O comércio, sabendo disso, antecipa-se a falar dele. E nós, sem imaginação, deixamos passar a carruagem e não fazemos nada. 

segunda-feira, 6 de novembro de 2023

CURIOSIDADES — Os anhos da Gafanha

«Os anhos da Gafanha são muito apreciados, pelo sabor agradavel e especial da carne.
Não ha alli arvores fructiferas nem vinhas, porque a camada de terra productiva, pela sua pequena profundidade, lhes não permite crescimento.
São denominados gafanhões os habitantes da Gafanha, a seu typo physionomico denuncia feicão árabe, os homens são robustos e de boas fórmas, e as mulheres de mediana estatura, mas cheias e vigorosas. São de caracter expansivo e indole benevola. É raridade o casamento de um gafanhão, homem ou mulher, fora da colonia, que talvez por isso conserva immutavel a sua feição primitiva. Cada nova casa edificada é signal de que um novo casal se estabeleceu. Há alli duas capelIas, modestas, mas decentes, edificadas e consagradas ao culto, à custa da colonia.
Em junho do anno passado vivia, e talvez viva ainda, a matriarcha d'aquelIa povoação. Chamavam-lhe a tia Joanna e parecIa que, embebecida no fumo do seu cachimbo, se deslembrava da conta do tempo abrangido pelos seus 90 janeiros. É a idade que nos disseram deveria ter.»

Guerra Leal

Nota: De um texto de  António Gomes da Rocha Madail publicado na revista “Aveiro e o seu Distrito”, n.º 2 de 1966,

domingo, 5 de novembro de 2023

Os velhos são fontes de saberes?

Com o tempo que temos só em casa é que me sinto bem e seguro. Contudo, fico melhor se recebo a visita de familiares. Foi o caso de hoje.
A família, sobretudo, e os amigos são uma riqueza indesmentível. As conversas dão ânimo, e com elas muito aprendemos, mas também damos a nossa achega a quem nos rodeia. Nessas alturas, aliás, partilhamos conhecimentos e ficamos mais ricos, sobretudo se soubermos ouvir.
Hoje foi um dia desses. Todos mais novos, com saberes variados próprios dos tempos atuais, das escolas e das famílias, enriquecidos por uma comunicação social multifacetada e em permanente atualização, direi melhor, em direto. Dizem que os velhos são fontes de saberes. Talvez, porém, nem sempre.
Estamos a assistir a um triste e lamentável espetáculo, a guerra devastadora no Médio Oriente, onde todos os beligerantes acabam por perder. Mortes em número incalculável e destruição total de aldeias, vilas e cidades. E de quem será a culpa? De todos. Falar de reconstrução será impensável?

F. M.

Se me Aparto de ti, Deus da Bondade


Se me aparto de ti, Deus da bondade,
Que ausência tão cruel! Como é possível
Que me leve a um abismo tão terrível
O pendor infeliz da humanidade!

Conforta-me, Senhor, que esta saudade
Me despedaça o coração sensível;
Se a teus olhos na cruz sou desprezível,
Não olhes para a minha iniquidade!

À suave esperança me entregaste,
E o preço de teu sangue precioso
Me afiança que não me abandonaste.

Se, justo, castigar-me te é forçoso,
lembra-te que te amei, e me criaste
para habitar contigo o Céu lustroso!

Marquesa de Alorna, 

in "Rosa do Mundo"


Nota: Uma certa nostalgia convidou-me a ler poesia. O livro "Rosa do Mundo" —  1919 páginas, 2001 poemas para o futuro — merece uns serões para deleite de quem gosta de refletir. 

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