Hoje, passaram pela minha rua para montar mais um poste. Não de madeira, como antigamente, mas de cimento armado, para substituir um mais idoso. Na era das altas tecnologias, os cabos elétricos, telefónicos e de parabólicas constituem uma rede que desfeia o ambiente. Se quisermos registar imagens de qualquer edifício, temos de fazer uma ginástica enorme para evitarmos os fios que se cruzam de todos os lados. Há, decerto, artistas que tiram partido dessa realidade, mas cá para mim não há nada como um céu livre de fios e cabos que baloiçam ao sabor das ventanias. Um dia, alguém há de descobrir um processo para os substituir de vez.
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quinta-feira, 22 de janeiro de 2015
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