O Papa Leão XIV já declarou várias vezes que quer seguir a herança do Papa Francisco e, por isso, quer continuar a sinodalidade, que, como diz até o étimo, quer dizer caminhar juntos.
Sim, pensando de modo consequente, verdadeiramente o caminho só pode ser esse, o sinodal. Evidentemente, quando se pensa na Igreja cristã, a mensagem é que tem de ser o núcleo, e a mensagem é: a fé em Jesus e no seu Evangelho, o Deus-Amor, Pai-Mãe, com todas as consequências: agir com a dignidade de filhos e filhas e amarmo-nos todos como irmãos e irmãs... E o caminho é juntos.
Evidentemente, é de igual modo claro que, onde há muita gente, muitos e muitas, e espalhados por toda a Terra, se impõe um mínimo de organização, que tem de ser meio e não fim, pois tem de estar ao serviço da mensagem. Não foi o que, como se lê no Evangelho segundo São Mateus, Jesus quis dizer a Pedro, louvando-o porque proclamou que ele é o Messias, mas chamando-o Satanás, porque pensou que a salvação vinha mediante o poder? Que diria Jesus hoje das Paróquias, das Dioceses e sobretudo do Vaticano, da sua pompa, das suas vestes, das suas mitras, das suas intrigas, escândalos, privilégios...? E não era sobretudo da Cúria que se queixava Francisco? Dizia acidamente: “É mais difícil reformar a Cúria do que limpar a esfinge do Egipto com uma escova de dentes”.

