quinta-feira, 12 de março de 2026

Alçada Baptista — Uma história

Quando, por volta de 1960, se descobriu petróleo em Angola, o ministro do Ultramar de então correu pressuroso à Presidência do Conselho com a novidade:
— Senhor Presidente, há petróleo em Angola.
Salazar olhou-o, desconfiado:
— O quê! Tens a certeza?
O Ministro entusiasmado, dizia que sim, que sim, que as reservas permitiriam uma exploração rentável, que as ramas eram de qualidade.
Salazar suspirou contrafeito:
— Só me faltava mais esta!

In A cor dos dias 

NOTA:  Reler Alçada Baptista é um prazer.

Bibliotecas

Livraria Lello - Porto

Tive uma vida muito ligada aos Livros e Bibliotecas. Para além das tarefas que lhe estavam associadas, nomeadamente a divulgação e animação, ficou a paixão pela leitura e pelos livros como objetos apaixonantes. Ainda hoje, já vão muitos anos, persistem esses dois amores.
Com o acesso público e aberto aos livros, revistas e jornais digitalizados, ficarão as bibliotecas reduzidas a uma espécie de lugar exótico do passado? Estou em crer que sim, mas ainda haverá lugar para estudiosos e curiosos, julgo eu…

quarta-feira, 11 de março de 2026

Marcelo Rebelo de Sousa

O Prof. Marcelo foi o nosso Presidente da República durante dois mandatos, dez anos. Na minha modesta opinião, cumpriu dignamente a missão, que não posso nem devo analisar, porque não estou à altura disso. Sei, no entanto, que não falta quem se atreva a criticá-lo, porque há gente para tudo.
Li que tenciona renunciar a direitos económicos próprios das funções que exerceu, mas está garantido, que não ficará indiferente ao mundo que o rodeia. E continuará a dormir pouco, como é da sua natureza.
Os meus desejos é que seja feliz. O Prof. Marcelo bem o merece.

terça-feira, 10 de março de 2026

sábado, 7 de março de 2026

PÁRA E PENSA — As mulheres na Igreja

Crónica semanal de Anselmo Borges

1. Retorno ao tema, pois é de actualidade candente e amanhã, 8 de Março, é o Dia Internacional da Mulher; faço-o, solidarizando-me com todos os que lutam contra a misoginia da Igreja — atendendo à data, nomeadamente muitas associações de mulheres apresentaram protestos —, e retomando o que já aqui escrevi em 2011: “As mulheres têm motivo para estar zangadas com a Igreja, que as discrimina. Jesus, porém, não só não as discriminou como foi um autêntico revolucionário na sua dignificação, até ao escândalo.”

Veja-se a estranheza dos discípulos ao encontrar Jesus com a samaritana, que tinha tudo contra ela: mulher, estrangeira, herética, com o sexto marido, mas foi a ela que se revelou como o Messias. Condenou a desigualdade de tratamento de homens e mulheres quanto ao divórcio. Fez-se acompanhar — coisa inédita e mesmo escandalosa na época — por discípulos e discípulas. Acabou com o tabu da impureza ritual. Estabeleceu relações de verdadeira amizade com algumas. Maria Madalena constitui um caso especial nessa amizade: ela acompanhou-o desde o início até à morte e foi ela que primeiro intuiu e fez a experiência avassaladora de fé de que o Jesus crucificado não foi entregue à morte para sempre, pois é o Vivente em Deus, está vivo em Deus para sempre como esperança e desafio para todos os que crêem nele, a ponto de Santo Tomás de Aquino e outros, apesar da sua misoginia, a declararem a “Apóstola dos Apóstolos”, precisamente por causa do seu papel fundamental na convocação dos outros discípulos para a fé na Ressurreição: na morte, não caímos no nada, pois entramos na plenitude da vida em Deus, Deus de vivos e não de mortos. Aliás, já São Paulo, na Carta aos Romanos, pede que saúdem Júnia, “Apóstola exímia”.

quinta-feira, 5 de março de 2026

E a guerra continua!

 

A guerra continua e escaqueira tudo, mas os homens e mulheres dos nossos tempos, como dos tempos anteriores, ainda não compreenderam o valor da paz e do amor.

NOTA: Foto das redes sociais.

À descoberta da Gafanha da Nazaré



Para que não caia no esquecimento, aqui deixo uma recomendação que considero importante. Este Roteiro Turístico foi iniciativa do Departamente de Línguas do Agrupamento de Escolas da Gafanha da Nazaré, com coordenação Helena Maia Silva. A pesquisa e redação foram de Aida Fernandes, Helena Maia Silva e João Alberto Roque. A edição é de Junho de 2016.

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