terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Travessa na Gafanha da Nazaré

 Travessa S. Domingos



Na Gafanha dadaencontra-se a travessa que tem por patrono S. Domingos (de Gusmão). Nascido em Caleruega (Castela, Espanha), por volta de 1170, tornou-se sacerdote, aos 24 anos. Depois de anos de pregação junto dos pagãos, em 1215, durante o IV Concílio de Latrão, em Roma, Domingos apresentou ao Papa Honório III o pedido para criar uma ordem de pregadores, com o nome de “Ordem dos Frades Pregadores”, mais conhecida por Ordem dos Dominicanos, aprovada por esse Papa em 22 de dezembro de 1217. São Domingos faleceu no dia 6 de agosto de 1221, no Convento de Bolonha. 13 anos depois, Gregório IX proclamou-o Santo. 

C.F.

Natureza bonita

 

A natureza é mesmo bonita. Flores do nosso quintal.

domingo, 8 de fevereiro de 2026

PÁRA E PENSA: As dez heresias do catolicismo actual. 1

Crónica Semanal de Anselmo Borges
Professor de Filosofia

O ilustre teólogo José I. González Faus morreu vai fazer um ano no próximo dia 6 de Março. Era um bom amigo, e quero recordá-lo, voltando ao seu livro: Herejías del catolicismo actual, traduzido para português com o título As dez heresias do catolicismo actual.
Heresia vem do grego háiresis, com o significado de parcialidade. Ora, pode acontecer que uma parcialidade se absolutize de tal modo que já não deixa espaço para elementos imprescindíveis da identidade cristã. É neste sentido que ele, um dos teólogos mais sólidos e cristãos que conheci, escreveu este livro intenso, para desmontar as dez heresias que inconscientemente foram tomando conta da teologia e da vida, arruinando a identidade cristã. Será o nosso guia também nas duas próximas semanas.

sábado, 31 de janeiro de 2026

PÁRA E PENSA: Na continuação do Papa Francisco

Crónica de Anselmo Borges

O Papa Leão XIV já declarou várias vezes que quer seguir a herança do Papa Francisco e, por isso, quer continuar a sinodalidade, que, como diz até o étimo, quer dizer caminhar juntos.
Sim, pensando de modo consequente, verdadeiramente o caminho só pode ser esse, o sinodal. Evidentemente, quando se pensa na Igreja cristã, a mensagem é que tem de ser o núcleo, e a mensagem é: a fé em Jesus e no seu Evangelho, o Deus-Amor, Pai-Mãe, com todas as consequências: agir com a dignidade de filhos e filhas e amarmo-nos todos como irmãos e irmãs... E o caminho é juntos.
Evidentemente, é de igual modo claro que, onde há muita gente, muitos e muitas, e espalhados por toda a Terra, se impõe um mínimo de organização, que tem de ser meio e não fim, pois tem de estar ao serviço da mensagem. Não foi o que, como se lê no Evangelho segundo São Mateus, Jesus quis dizer a Pedro, louvando-o porque proclamou que ele é o Messias, mas chamando-o Satanás, porque pensou que a salvação vinha mediante o poder? Que diria Jesus hoje das Paróquias, das Dioceses e sobretudo do Vaticano, da sua pompa, das suas vestes, das suas mitras, das suas intrigas, escândalos, privilégios...? E não era sobretudo da Cúria que se queixava Francisco? Dizia acidamente: “É mais difícil reformar a Cúria do que limpar a esfinge do Egipto com uma escova de dentes”.