sábado, 4 de julho de 2020

Os irmãos Serafins

José Maria e Manuel 

Em maré de recordações, evoco hoje os irmãos Serafins, o José Maria e o Manuel, de cuja amizade me orgulho e com quem já não converso há uns tempos. Gente boa, como se diz na Gafanha, cruzei-me com ambos em circunstâncias diversas, apreciando neles qualidades de fidelidade a princípios sãos, abertos ao diálogo, simpáticos por natureza, conversadores sem fastio, amigos dos seus amigos e solidários com toda a gente. 
Os irmãos Serafins cultivam o gosto e a arte pela música, atuando sempre que solicitados, quer ao serviço da comunidade, em geral, quer de diversas instituições, em particular. Este prazer pela música traduz uma sensibilidade enorme, já que, tanto quanto sei, são autodidatas. O Manuel tem ainda uma paixão especial pelo colecionismo de antiguidades que seleciona com saber e apurada atenção. 
Vem esta referência a propósito de ter encontrado, neste tempo de confinamento, a foto que partilho aqui e agora. O confinamento, aliás, tem de ser aproveitado sadiamente. 
Um abraço para o José Maria e para o Manuel, com votos de muita saúde e otimismo. 

F. M. 

Tolentino Mendonça no "Jornal de Letras"

Cardeal Tolentino de Mendonça 
e José Carlos Seabra Pereira 
no “Jornal de Letras”




O cardeal José Tolentino de Mendonça, primeiro diretor do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, é a figura de capa da mais recente edição do “Jornal de Letras” (JL), que lhe dedica oito páginas, a que se acrescenta o destaque dado ao atual responsável, José Carlos Seabra Pereira.
«A qualidade e repercussão da intervenção de José Tolentino de Mendonça na comemoração do 10 de Junho, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, e a sua distinção como o Prémio Europeu Helena Vaz da Silva, vieram de novo chamar a atenção para uma rara personalidade da cultura e da literatura, do pensamento e da Igreja em Portugal», acentua, no editorial, o diretor do quinzenário.
Nenhuma das vertentes que caracteriza o arquivista e bibliotecário da Santa Sé se sobrepõe, «antes mutuamente se enriquecendo e completando, constituindo um todo harmónico, fortalecido e valorizado pela forma de ser e de estar da pessoa, do cidadão», assinala José Carlos Vasconcelos, que conclui com um excerto das «belíssimas palavras» proferidas, no mosteiro dos Jerónimos, no Dia de Portugal.
«Toda a sua vida tem sido navegação», aponta o título do texto redigido pelo cardeal-patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, que salienta: «O acolhimento de que goza, nos vários leitores e auditórios, confessionais ou não, advém-lhe certamente da forma, que é apurada e luminosa. Mas principalmente da maneira como ouve, da interrogação que induz e do horizonte que abre. Cultura é cultivo, sementeira, para um fruto que virá depois, surpreendente».

Ler mais no no site da Pastoral da Cultura

Desconfinar a Igreja. 2

Crónica de Anselmo Borges 


Igreja de saída

1. Quem está interessado na Igreja, seja por razões de fé, religiosas, ou simplesmente históricas, é com certeza assaltado pela pergunta: o que se passa? De facto, os dados estão aí, clamorosos. Concretamente na Europa e em países como a França, a Espanha, os Países Baixos, a própria Irlanda, para não falar na República Checa, onde 80% dos habitantes se confessam ateus, a prática religiosa cai vertiginosamente, sobretudo entre os jovens, sendo dramática de ano para ano a diminuição do número de baptismos, de casamentos..., os seminários esvaziam-se, o clero envelhece... 
O que se passa? Há razões exteriores à Igreja e outras de que ela própria é responsável. Vivemos numa sociedade que vive da imediatidade e do prazer, num consumismo devorador, que afastou do seu horizonte as perguntas essenciais, metafísico-religiosas, menosprezando a questão do sentido, do sentido último, esperando fundamentalmente respostas da tecnociência e das novas tecnologias. Mergulhados no mundo da imanência, a transcendência desaparece. 
Mas as responsabilidades da própria Igreja não podem ser ignoradas. Como é patente a quem não queira fugir à verdade e à lucidez. A fé viva começa sempre com uma experiência de encontro. Jesus fez uma experiência avassaladora de Deus como Pai-Mãe, amor incondicional.

sexta-feira, 3 de julho de 2020

A pestilência lagunar de 1755

Senos da Fonseca
«O actual estado pandémico, esta mortandade todos os dias antevista e logo amanhã, dolorosamente assumida, esta permanente vizinhança com o vírus letal, para nós se.... ou para um qualquer próximo, a impotência para dominar a onda invasora viral, não pode deixar de trazer à colação, e relembrar, a pestilência lagunar de 1755. 
Provavelmente, as comunidades hoje alapadas à beira da Laguna, desconhecerão o então sucedido, com uma dimensão trágica, proporcional, muito superior ao actual ataque covidiano. 
Vamos pois, em breves palavras, rememorá-la no essencial.» Começa assim o texto que Senos da Fonseca escreveu no seu blogue, que foi transcrito pela revista BORDO LIVRE do Clube de Oficiais da Marinha Mercante. É óbvio que a “pestilência lagunar de 1755” não será conhecida de muitos portugueses, em geral, e de muitos aveirenses, em particular, mas é facto que dizimou imensa gente, deixando dramáticos rastos na história regional, com registos dolorosos... 
Aconselho, pois, a leitura do texto de Senos da Fonseca no seu blogue TERRALAMPADA. 

Oração de Jesus: Eu Te bendigo, ó Pai

Reflexão de Georgino Rocha 
para o Domingo XIV do Tempo Comum

(foto da rede global)
"Temos de encontrar novas linguagens; 
este tempo é um laboratório."

Jesus percorre aldeias e cidades para ensinar e pregar reino de Deus. Está no início da missão. Que sentimentos e sonhos alimentaria! Os ouvintes reagem de modos diferentes: Uns, como as crianças que se divertem na praça pública, como povo infantil; outros, como fariseus rígidos nas suas convicções e intolerantes; outros ainda, como um “resto” fiel, aberto à novidade de Deus e confiante na realização das promessas feitas.
Perante esta diversidade, Jesus não se lamenta nem reage com aspereza, mas adverte com seriedade e faz uma oração de bênção a Deus Pai, exclamando: “Eu Te bendigo, ó Pai…”, oração que apresenta uma leitura da situação e abre horizontes de esperança para o futuro enraizado no presente. Mt 11, 25-30. Oração que vamos meditar, procurando lançar a sua luz no tempo de pandemia que vivemos.
“Eu Te bendigo, ó Pai” porque deste a conhecer o teu projecto de amor a todos e queres realizá-lo com a cooperação de cada um; confirmaste esta decisão de muitos modos ao longo da história, mas agora por meio da missão que me confiaste e, a partir de mim, àqueles que escolhi – os meus discípulos e seus sucessores; abençoaste a minha preferência pelos pequeninos do reino, pelos mansos e humildes de coração.

quinta-feira, 2 de julho de 2020

Praia no fim de semana

Na praia do Farol. Foto de uma história com graça 

Tudo indica que vamos ter um fim de semana à moda do Verão, com temperaturas a condizer e sem chuva. Será um convite à descontração nas praias portugueses, de Norte a Sul, sem esquecer as praias fluviais um pouco por todo o lado. Portugal é rico em praias, já toda a gente sabe, pelo que nos podemos orgulhar disso, aproveitando os benefícios que resultam de uma vida ao ar livre. 
Não sendo muito dado a praias, de vez em quando também as visito. 
Todos sabemos que as regras impostas pela presente pandemia têm de ser cumpridas e aconselhadas aos mais descuidados. Isto de aconselhar é importante, mas o mais frutuoso será o bom exemplo de cada um. Então, daqui vão os meus votos de bom fim de semana, com ou sem praia.


A pureza da flor para este dia



Uma flor, de cores suaves, é sempre uma forma de nos prepararmos para aceitar um novo dia com todas as emoções que surgem de mansinho. As boas dão-nos vida; as menos boas serão um desafio à nossa imaginação para a luta do dia a dia.

quarta-feira, 1 de julho de 2020

Quantos são os nossos antepassados?

Veja que interessante, 
a quantidade dos nossos antepassados:


Pais: 2
Avós: 4
Bisavós: 8
Trisavós: 16
Tetravós: 32
Pentavós: 64
Hexavós: 128
Heptavós: 256
Octavós: 512
Eneavós: 1024
Decavós: 2048

Num total de 11 gerações, 4094 ancestrais. Isto tudo em, aproximadamente, 300 anos antes de nascermos! Se somarmos 20 gerações, nosso ancestrais somam mais de 1 milhão de pessoas!
Pare por um instante e pense!

De onde vieram?
Quantas lutas travaram?
Por quanta fome passaram?
Quantas guerras viveram?
Por quantas vicissitudes todos nossos antepassados sobreviveram?
Por outro lado, quanto amor, força, alegrias e estímulos nos legaram?
Quanto de sua força para sobreviver, cada um deles teve dentro de si para que, hoje, nós estejamos aqui, vivos?
Nós só existimos graças a tudo o que cada um deles passou.
Portanto, curve-se e reverencie seus antepassados!
Tenha gratidão a todos os nossos ancestrais, pois, sem eles, cada um de nós não teria a felicidade de conhecer a VIDA!

(Autor desconhecido)

Li aqui 

AMÁLIA

Se fosse viva, completaria hoje 100 anos. Nasceu, efetivamente, em 1 de Julho de 1920, mas foi registada no Fundão em 23 do mesmo mês e ano. Faleceu em 6 de Outubro de 1999 em Lisboa e está sepultada no Panteão Nacional, ocupando um lugar para a posteridade, ao lado de outros que, como ela, dignificaram a cultura portuguesa.
Considerada a Rainha do Fado, Amália Rodrigues está na memória de muitos portugueses, bem como de povos das mais diversas nacionalidades, para quem cantou nos múltiplos espetáculos em que participou. 
A sua extraordinária voz, à qual associou um estilo expressivo e único, espalhou pelo mundo alguns dos maiores poetas portugueses, nomeadamente, Camões, David Mourão-Ferreira, Pedro Homem de Mello, Ary dos Santos, Alexandre O'Neill e Manuel Alegre. E o fado, canção típica de Lisboa, foi ouvido e entendido em castelhano, galego, francês, italiano e inglês. 
Evoco-a hoje com esta breve nota, depois de ouvir uns CD em sua memória. 

F. M.

NOTA: Foto da rede global

terça-feira, 30 de junho de 2020

A festa dos Grandes Veleiros



Com a pandemia, limitadora das nossas liberdades para bem de todos, em toda a parte do mundo, não haverá tão cedo uma festa como a que nos foi proporcionada com a estadia dos Grandes Veleiros no Porto de Aveiro, mesmo ao lado das portas dos gafanhões. Vistosos, enfeitados, com a alegria contagiante dos marinheiros e abertos para visitas, os Veleiros deixaram marcas no rol das nossas boas recordações.