Diocese de Aveiro
Quando era criança, guardei durante anos um bocado de sobreiro envernizado com um bocado de latão representando Nossa Senhora e os Pastorinhos e a legenda “Em Fátima, rezei por ti”. Se fosse hoje, talvez escondesse num canto tal oferta de um familiar. Aquele objeto, enquanto peça artística, corresponde ao mau gosto que enche tantas lojas de lembranças e recordações, como tão bem criticou Frei Bento Domingues. E muitos outros. Mas, para mim, na mesa de cabeceira, foi a certeza de que aquele familiar tinha rezado por mim, num tempo que que ir a Fátima era coisa que se fazia de cinco em cinco anos e levava o dia todo, mesmo para quem vivia apenas a pouco mais de cem quilómetros de Fátima, como é o caso de quem está na região de Aveiro. Só havia autoestradas à entrada de Lisboa e Porto.


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