segunda-feira, 27 de abril de 2026

Monumento ao Barco Moliceiro

Foi hoje publicado em Diário da República o anúncio do Concurso Público de Conceção de Monumento Artístico “Barco Moliceiro: Arte da Carpintaria Naval da Região de Aveiro” Património Cultural Imaterial da Humanidade Unesco, 2025, promovido pela Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro.

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domingo, 26 de abril de 2026

Pára e Pensa - O clamor por Deus e a esperança final

Crónica Semanal de Anselmo Borges
 

1. Quem põe em dúvida que vivemos tempos temíveis, brutais, de horrores sem fim? Ele há as guerras, aquelas de que se fala e as outras de que se não fala — por exemplo a do Sudão —, multiplicando os seus campos de destruição e ruinas, e os montões de cadáveres crescem e crescem e crescem... E as crianças — tantas até raptadas são — a gritar e as mulheres violadas, e a fome não deixa de aumentar: todos os dias pelo menos 8.000 crianças morrem por causa da fome. E são milhões de milhões de euros que se gastam em novos armamentos. Os prepotentes esmagam os povos e os direitos das maiorias, e, vivendo nós hoje em total interligação e interdependência, quase todos no mundo acabam por ser vítimas dessa prepotência. E lá andam todos numa correria vertiginosa, todos ou quase todos a dedar nas redes, e quem se lembra que brain rot (apodrecimento do cérebro, cérebro apodrecido) foi o termo considerado como a palavra do ano pela Universidade de Oxford em 2024?...

sábado, 25 de abril de 2026

25 de Abril - Cantata da Paz

Um poema de Sophia de Mello Breyner Andresen



Vemos, ouvimos e lemos
Não podemos ignorar
Vemos, ouvimos e lemos
Não podemos ignorar


Vemos, ouvimos e lemos
Relatórios da fome
O caminho da injustiça
A linguagem do terror


A bomba de Hiroshima
Vergonha de nós todos
Reduziu a cinzas
A carne das crianças


D'África e Vietname
Sobe a lamentação
Dos povos destruídos
Dos povos destroçados


Nada pode apagar
O concerto dos gritos
O nosso tempo é
Pecado organizado

quinta-feira, 23 de abril de 2026

Ruas da nossa terra - São Mateus


Na Gafanha da Nazaré, encontra-se a rua cujo topónimo presta homenagem ao apóstolo e evangelista São Mateus, cujo dia é celebrado pela Igreja Católica a 21 de setembro.
A tradição refere que São Mateus morreu na Etiópia, mártir. As suas relíquias encontram-se na cripta da Catedral de Salerno, na região de Campânia, no sul de Itália.

Cardoso Ferreira, 
no Correio do Vouga

Dia Mundial do Escutismo


O Dia Mundial do Escutismo celebra-se a 23 de abril em vários países, coincidindo com o dia de Dia de São Jorge. Esta data tem um significado especial para o movimento escutista, já que São Jorge é reconhecido como o seu patrono.
Segundo a tradição, São Jorge destacou-se pela coragem ao enfrentar um dragão, tornando-se um símbolo de bravura, honra e fé — valores que inspiram o escutismo em todo o mundo.

sábado, 18 de abril de 2026

SENHORA DA NAZARÉ - Oferta Google

 

O Google brinda-me, de vez em quando,   com arranjos, que agradeço.

A Páscoa: não à opressão e à morte

Crónica semanal de Anselmo Borges


Nota introdutória: Na semana passada, não houve crónica. A razão é simples: estive internado no hospital. Aí, paramos mesmo e, queiramos ou não, somos obrigados a pensar. Quero agradecer, de coração, a tantos e tantas que, tendo sabido, quiseram manifestar a sua solidariedade. Nestas circunstâncias, conhecemos verdadeiramente os amigos reais: “precisa de alguma coisa?; em que posso ajudar?; já sabe: se precisar de alguma coisa, é só dizer; disponha, por favor...”. E a gente sabe que é verdade.

E aí fica a crónica prevista:

O famoso filósofo Johann Gottlieb Fichte tem um texto com perguntas que todo o ser humano, minimamente atento à vida, alguma vez fez, pois são perguntas que ele transporta consigo, melhor, que ele é. 
O filósofo alemão escreveu que o ser humano não deixará facilmente de resistir a uma vida que consista em “eu comer e beber para apenas logo a seguir voltar a ter fome e sede e poder de novo comer e beber até que se abra debaixo dos meus pés o sepulcro que me devore e seja eu próprio alimento que brota do solo”; como poderei aceitar a ideia de que tudo gira à volta de “gerar seres semelhantes a mim para que também eles comam e bebam e morram e deixem atrás de si outros seres que façam o mesmo que eu fiz? Para quê este círculo que gira sem cessar à volta de si?... Para quê este horror, que incessantemente se devora a si mesmo, para de novo poder gerar-se, gerando-se, para poder de novo devorar -
-se?” Também Ernst Bloch, o filósofo ateu religioso, com quem tive o privilégio de conversar, escreveu que o Homem nunca há-de contentar-se com o cadáver.
Há aquelas perguntas in-finitas: Quem sou? Para onde vou? Onde estarei quando cá já não estiver?