Nasci em 1942, em plena II Guerra Mundial, na aldeia da Raseira, freguesia de Liceia, que pertence ao concelho de Montemor-o-Velho. Na altura, a Raseira tinha 50 ou 60 habitantes. Agora tem 10 ou 20. Éramos cinco irmãos e estávamos numa zona pobre, que tinha de produzir da terra quase tudo o que consumia. O meu pai era carpinteiro e por vezes tínhamos alguns tostões para comprar algo mais. O mar ficava a 20 quilómetros, na Figueira da Foz, mas era como se fosse no fim do mundo. Não havia eletricidade nem gás. Água, era a da fonte para beber e do poço para regar. Embora Portugal não tivesse entrado na II Guerra Mundial, sofríamos os racionamentos. As pessoas tinham de ter um pinhal para ter lenha, uma terra de arroz, um olival, uma terra com nabos, couves e batatas... Em casa tinham alguns animais: galinhas para dar ovos – não se comia galinha – e o porco que se matava antes do Natal.
Mostrar mensagens com a etiqueta Manuel Serra. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Manuel Serra. Mostrar todas as mensagens
quarta-feira, 7 de dezembro de 2016
Subscrever:
Mensagens (Atom)
Faleceu Senos da Fonseca
SAUDADES DE MIM MENINO Ai barcas, ai barcas Tão triste é vosso negror, Por onde ides navegar? Que espreita O olho que levais na proa? Ai amo...
-
A Lita é, por natureza, generosa. Aqui está ela a contribuir para a artista de rua, em Aveiro, junto aos arcos.
-
Hoje já ganhei o dia "Beber quatro cafés por dia pode ajudar pessoas com mais de 60 anos a manter força, energia e mobilidade, reduzind...
