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terça-feira, 3 de outubro de 2023

Pablo Neruda - UNIDADE


UNIDADE

Há algo denso, unido, sentado no fundo,
a repetir seu número, seu sinal idêntico.
Como se nota que as pedras tocaram o tempo,
em sua fina matéria há um olor a idade,
e à água que traz o mar, de sal e sonho.

Rodeia-me uma mesma coisa, um movimento único:
o peso do mineral, da luz, do mel,
colam-se ao som da palavra noite:
a tinta do trigo, do marfim, do pranto,
as coisas de couro, de madeira, de lã,
envelhecidas, debotadas, uniformes,
unem-se em meu redor como paredes.

Trabalho surdamente, a girar sobre mim mesmo,
como o corvo sobre a morte, o corvo de luto.
Penso, isolado na extensão das estações,
central, cercado por uma geografia silenciosa:
uma temperatura parcial cai do céu,
um extremo império de confusas unidades
reúne-se a cercar-me.

PABLO NERUDA (1904-1973)

In "ROSA DO MUNDO - 2001 poemas para o futuro"

Nota: À falta de tema, por cansaço ou outros  motivos, a POESIA  tem sempre lugar.

domingo, 28 de junho de 2020

Poesia


"A história provou a capacidade demolidora da poesia 
e nela me refugio incondicionalmente"

Pablo Neruda (1904-1973), poeta

Publicado hoje no PÚBLICO, 
em Escrito na Pedra

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

As flores e a primavera

«Podes cortar todas as flores mas não podes 
impedir a Primavera de aparecer.»

Pablo Neruda

Em Fátima, rezei por ti

Jorge Pires Ferreira,  Diocese de Aveiro Quando era criança, guardei durante anos um bocado de sobreiro envernizado com um bocado de latão ...