Mostrar mensagens com a etiqueta Rosita Facica. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Rosita Facica. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 26 de agosto de 2025

Rosita Facica

A minha querida mãe


O meu parente e amigo Manuel Olívio da Rocha teve gentileza de homenagear a minha querida mãe, Rosa da Rocha, nascida em 23 de Fevereiro de 1910 e falecida em 15 de Maio de 1994, com 84 anos. E diz:

"Ti Rosita:

Parece que a estou a ver com o seu sorriso e os olhos vigilantes. Os rapazes íamos visitar o seu mais velho, mas era você que nos abria a porta.
Com o rodar dos anos, fomos dando conta de que, como o seu Armando andava no bacalhau, ali, na vossa casa, tudo passava por si; afinal o que sucedia em muitas das famílias da nossa terra, onde as mães organizavam, dirigiam e mandavam e todos lhes obedeciam!
Acredite que, como todos os rapazes, muito a admirava o


Obrigado, Olívio, pela tua amizade.

Fernando Martins

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022

A minha mãe nasceu neste dia

A minha saudosa mãe nasceu neste dia e mês do ano 1910 e faleceu em 15 de maio de 1994. Tinha, pois, 84 anos e sempre viveu com lucidez, embora tivesse enfrentado trabalhos e doenças que soube vencer com coragem e determinação. Filha de Manuel José Francisco da Rocha e de Custódia de Jesus, era por temperamento uma Facica. A propósito deste apelido, diz a Lita que herdei dela o hábito de “ter sempre razão”. Se calhar, é verdade.
Por ser de baixa estatura, ficou na vida conhecida por Rosita Facica.
Ora a minha mãe, como decerto todas as mães, deixou nos filhos, eu e o meu irmão Armando, o Menino, em casa, e o Grilo, na sociedade gafanhoa, essa maneira de estar na vida. Mas tenho para mim que aquele hábito herdado de minha mãe e dos seus antepassados se foi atenuando pela educação recebida, e hoje, francamente, penso que não sou assim.
Recordo a minha querida mãe neste dia que ela e nós celebrávamos, não com pompa e circunstância, mas com a naturalidade de uma família remediada. Nunca faltava o bolo tipo pão de ló que ela sabia fazer com maestria, aletria e pouco mais. Não havia, na minha infância e juventude, o hábito de dar prendas. Isso veio mais tarde com a sociedade de consumo que entretanto nasceu e foi crescendo.
Que Deus a tenha aconchegada no seu seu regaço maternal.

Fernando 

domingo, 3 de maio de 2020

A MINHA MÃE - ROSITA FACICA

Celebra-se hoje, primeiro domingo de maio, o Dia da Mãe, razão mais do que suficiente para lembrar, com que saudade!, a minha Mãe, conhecida, cá na Gafanha da Nazaré, mas não só, por Rosita Facica. Rosita Facica foi, desde que me conheço, uma forma carinhosa de tratar uma pessoa. O apelido veio da família dos Franciscos da Rocha, oriundos de terras de Vagos. 
A minha mãe teve cinco filhos. Faleceram na infância três e criou dois: Eu, Fernando, e o meu irmão, também já falecido, Armando. 
Nesta data, desde há muito, todos os filhos costumam lembrar e honrar as suas mães, vivas ou já no seio maternal de Deus, onde, segundo a fé dos católicos, intercedem por nós. A minha saudosa mãe está há muito nesse “lugar” privilegiado de vida sem fim e sem dor. Lembro-me dela todos os dias como dos meus filhos e netos me lembro, cada um com a sua vida. 
Na minha memória, vejo constantemente o desbobinar de um filme projetado numa tela postada na parede da minha consciência. E é nessa tela que revivo os trabalhos e canseiras da minha mãe Rosita Facica, sempre com a palavra “pai” na ponta da língua para não esquecermos que ele andava sobre as ondas do mar. Esta expressão — ondas do mar — fazia parte indelével das orações em família, antes do deitar: Pelas que labutam sobre as ondas do mar, um Pai Nosso e uma Ave Maria. 
Para além do amor ao trabalho e às tarefas do dia a dia, da minha mãe herdei ainda o gosto pela verdade, pela humildade, pela poupança, pela atenção aos mais pobres, pelo respeito por nós próprios e pelos demais, pela honradez sem hesitar. 
Mulher de fé, abriu-me a razão ao transcendente, desde menino, quando durante a missa, em latim, sentado no soalho da igreja matriz, ela me segredava a forma de viver cristãmente. O que sou e como sou veio muito da minha saudosa mãe Rosita.

Fernando Martins

Publicação em destaque

PELA POSITIVA CHEGOU AO FIM

 Saudações especiais para todos os amigos leitores. Terei de seguir outros caminhos porque parar é morrer. Fernando Martins

Os meus blogues

Seguidores