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segunda-feira, 25 de junho de 2018

Novas tecnologias na comunicação social


Tenho andado ligado à comunicação social escrita, e não só, desde muito novo. Sou de tempo dos jornais feitos com os tipógrafos a alinharem as palavras e as frases, letra a letra, com uma rapidez impressionante, saltando da caixa alta para a baixa e vice-versa. E quando era preciso substituir uma palavra ou frase havia, de vez em quando, um esgar crítico, ao jeito de quem queria perguntar: — Mas este indivíduo não podia ter visto o lapso antes? 
Depois, as tecnologias foram avançando, até que, com a informática, tudo começou a tornar-se mais simples. E por fim (nunca será o fim…) os jornais impressos começaram a tornar-se obsoletos, porque a comunicação social online começou a dar ao mundo, em cima da hora, todo o que é notícia, boa e má, numa visão imediata dos jornalistas e dos editores, notícias essas que a todo o momento podem ser, e são, reeditadas. 
Os jornais de papel passaram à história, quer queiramos quer não, por nem tempo haver para os ler. Quando muito, alguns, porventura os mais idosos, ainda os aceitam aos fins de semana. E não é verdade que as notícias nos vão chegando ao telemóvel, minuto a minuto, com notificações? 
O mais antigo jornal de Portugal continental, o Diário de Notícias, vai iniciar no próximo domingo, dia 1 de julho, uma nova fase da sua vida. Terá uma edição em papel, aos domingos, e, nos demais dias da semana, somente terá edições online. 
Com estes avanços, importa saber escolher as propostas adequadas às nossas sensibilidades e opções. 

Fernando Martins

domingo, 28 de maio de 2017

É PRECISO DETER A ESPIRAL DO MEDO


Celebra-se hoje, domingo da Ascensão do Senhor, o 51.º Dia Mundial das Comunicações Sociais, tendo por tema, proposto pelo Papa Francisco, «“Não tenhas medo, que Eu estou contigo” (Is 43, 5). Comunicar esperança e confiança, no nosso tempo». Boa e oportuna proposta que nos deve levar, em plena consciência, a assumir o nosso papel de comunicadores, numa sociedade repleta de contrastes e de desbragadas ofensas à dignidade humana. Também, diga-se de passagem, de expressivas formas de transmitir o belo, o bom e o bem, no sentido da humanização dos nossos quotidianos.
«Gostaria que esta mensagem pudesse chegar como um encorajamento a todos aqueles que diariamente, seja no âmbito profissional seja nas relações pessoais, "moem" tantas informações para oferecer um pão fragrante e bom a quantos se alimentam dos frutos da sua comunicação», diz o Papa, na sua mensagem para este dia, em geral, e para o nosso tempo, em particular. E acrescenta: «Creio que há necessidade de romper o círculo vicioso da angústia e deter a espiral do medo, resultante do hábito de se fixar a atenção nas “notícias más”.» 
Entre muitos outros considerandos, o Papa diz que, para nós, cristãos, «os óculos adequados para decifrar a realidade só podem ser os da boa notícia: partir da Boa Notícia por excelência, ou seja, o «Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus». 
E na parte final da sua mensagem, o Papa Francisco lembra que «a esperança é a mais humilde das virtudes, porque permanece escondida nas pregas da vida, mas é semelhante ao fermento que faz levedar toda a massa. Alimentamo-la lendo sem cessar a Boa Notícia, aquele Evangelho que foi «reimpresso» em tantas edições nas vidas dos Santos, homens e mulheres que se tornaram ícones do amor de Deus».
A mensagem para este Dia Mundial das Comunicações Sociais, que já lemos e relemos, não pode deixar-nos indiferentes perante o fenómeno da notícia má que sempre ocupa os lugares de destaque nas primeiras páginas, relegando para cantos inóspitos dos diversos órgãos de comunicação social as boas notícias, as que dão sentido à vida e à sociedade. Dizem os estudiosos que só são vendáveis as más notícias. Por isso, julgo que temos de ser educados, e educar, para aprendermos a destrinçar o que nos enriquece, atirando para o caixote do lixo o que possa embrutecer-nos. Há muito que seguimos  esta linha, recusando-nos, liminarmente, a consumir o que não presta. 
As más notícias, de guerras, corrupções, atentados, traições, crimes, violências, difamações e outras, quando filtradas pela justiça ou pela consciência dos comunicadores e divulgadas com rigor, apenas são úteis para nos precavermos e tomarmos posição de repúdio, mas nunca para gáudio de prazeres doentios, acrescentando uns pontos aos contos. 

Fernando Martins

sexta-feira, 28 de março de 2014

Jornalismo oculto no Telejornal da RTP

Crónica de David Marçal
no PÚBLICO


Segundo o relatório Ciência no Ecrã, da autoria da Entidade Reguladora da Comunicação e do Instituto Gulbenkian de Ciência, apenas 0,8% do tempo dos telejornais em horário nobre é dedicado à ciência, a duração média das peças de ciência no Telejornal da RTP é de três minutos e vinte e quatro segundos e 92% destas têm menos de cinco minutos. No entanto, a televisão pública achou por bem criar um espaço cativo para a pseudociência em horário nobre, a que chamou Acreditar.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Mais um jornal online



Até ao fim do primeiro semestre do corrente ano, teremos mais um jornal online, que se afirma independente e fruto de «um novo grupo de comunicação que é 100% português e tem visão global». Nasceu «sem os condicionamentos do papel e assume o sei caráter inovador». Por cá fico à espera para ver e para ler... 

Ver mais aqui


quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Redes sociais vão redefinir o jornalismo

Um debate importante 

a decorrer em Fátima




Luís Santos, um dos participantes nas jornadas da Comunicação Social, considera que o futuro do jornalista passará por explicar a informação e não apenas dá-la.

“Para o jornalismo, este é um momento de alguma tensão, porque se percebe a oportunidade que este novo espaço pode trazer, mas, por outro lado, é muito provável que muitas pessoas estejam a entender por jornalismo actos de comunicação que têm a ver com outras áreas, como a comunicação estratégica.", afirma Luís Santos.

Para ler mais na RR


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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

BISPO DO PORTO NOMEADO PARA O CONSELHO PONTIFÍCIO DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS

«O bispo do Porto, D. Manuel Clemente, foi hoje nomeado por Bento XVI como membro do Conselho Pontifício das Comunicações Sociais, revelou a Santa Sé, em comunicado.
O prelado, nascido em julho de 1948, é atualmente vice-presidente da Conferência Episcopal Portuguesa e presidiu, entre 2005 e 2011, à Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais.
Além de D. Manuel Clemente, foram nomeados outros nove membros e 11 consultores para o organismo da Santa Sé que tem como missão promover “a ação da Igreja e dos fiéis nas múltiplas formas da comunicação social”.
Este Conselho Pontifício promove ainda a celebração Dia Mundial das Comunicações Sociais, pelo Concílio Vaticano II (Decreto ‘Inter Mirifica’, 1963).
Bispo do Porto desde 2007, D. Manuel Clemente foi antes auxiliar do Patriarcado de Lisboa (ordenação episcopal em janeiro de 2000), colaborando habitualmente com o programa ECCLESIA (RTP2), e a RR.  
O prelado foi já distinguido com a Grã-Cruz da Ordem de Cristo, atribuída pela Presidência da República Portuguesa (2010), e o Prémio Pessoa (2009).»

OC
Li aqui

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Comunicação Social: É preciso remar contra a maré


Informar exige esclarecer-se

De quando em quando surgem notícias empoladas que, uma vez esclarecidas, já não encontram disponíveis aqueles que as deram para clarificar ou desmentir, se for o caso. As notícias referentes a casos que podem pôr em causa a Igreja têm nos jornais os jornalistas de serviço que mostram uma especial satisfação em dizer e em “morder”. Todos os dias há gente a reclamar e, quando muito, lá se atira para uma página de letra reduzida um desmentido a uma notícia que mereceu, ao dar-se, lugar de destaque.
No tempo em que as leis se respeitavam, obrigava-se a ser de outra maneira. Mas agora, os directores estão longe, os chefes não querem problemas, os colegas dizem que não é com eles e os tribunais sentenciam que não houve má-fé. Uma figura histórica famosa de França dizia: “Menti, menti, que alguma coisa fica!” E pronto, consciência tranquila e para a frente. Porque, para atrás, o coice já está dado.
Menos mal que não é sempre assim e não falta, na comunicação social, gente séria, correndo riscos, a remar contra esta maré negra.

António Marcelino

domingo, 16 de outubro de 2011

Comunicação Social, Pobreza e Exclusão

Na sede da Junta de Freguesia da Gafanha da Nazaré



Vai realizar-se, no dia 24 de Outubro, na Junta de Freguesia da Gafanha da Nazaré, pelas 14 horas, um debate, subordinado ao tema "O Papel da Comunicação Social na criação de representações, atitudes e comportamentos face à pobreza e à exclusão social". A inscrição é gratuita e deverá ser feita no núcleo da EAPN - Rede Europeia Anti-Pobreza (234426702 ou aveiro@eapn.pt), em Aveiro, até ao dia 20 de outubro.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Como é lida a Igreja em Portugal pela comunicação social




Janelas estreitas 
e relações limitadas

António Marcelino


«Há meios de comunicação social que, não só em relação à Igreja, mas também à política e a outras realidades sociais importantes, “adoram o conflito”, a divisão e o confronto, ainda que inútil, quando não mesmo ridículo. É seu gosto preferido explorar o que pode dividir e provocar fricção. É isto o que se vende a leitores ou ouvintes superficiais, sempre ávidos de novidades que choquem. Será esta a sua missão?»

sábado, 3 de setembro de 2011

Da sacristia ao púlpito dos jornais. Um raio X à imprensa católica portuguesa

No jornal i, de hoje

«A Igreja tem uma presença esmagadora na imprensa regional, mas os jornais estão envelhecidos e sobrevivem com anúncios institucionais e de necrologia

Quer se goste quer não, a história da imprensa regional portuguesa é feita da imprensa de inspiração cristã. E quer se goste quer não, boa parte dos jornais regionais ainda pertencem à Igreja. Existem em todos os distritos e na maioria têm audiências elevadas. Em 2008, o "Anuário Católico" dava conta de que a Igreja detinha cerca de 800 títulos - entre jornais, revistas e boletins paroquiais. Semanários de expansão regional existem 17, espalhados pelo país: é o sonho de qualquer grupo de media.»


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terça-feira, 12 de julho de 2011

RÁDIO TERRA NOVA: 25 anos de projetos e sonhos



Vasco Lagarto, a alma da Terra Nova

Tozé Bartolomeu, uma saudade 


A Rádio Terra Nova (RTN) celebra hoje as suas Bodas de Prata. São 25 anos ao serviço dos sem vez nem voz, os que nunca aparecem nos órgãos de comunicação social de amplitude nacional. Quem está atento minimamente à ação diária desta rádio com sede na Gafanha da Nazaré, sabe perfeitamente que é assim. E por força das novas tecnologias da informação, a Terra Nova pode ser ouvida e lida em todo o mundo, por emigrantes e não só. Nessa linha, torna próximos quantos têm raízes nestas terras beijadas pela Ria de Aveiro.

***

Recordo hoje, com alguma emoção, o dia 12 de julho de 1986. Havia no ar, há uns tempos, a febre das chamadas Rádios Piratas, e a Cooperativa Cultural da Gafanha da Nazaré até se tornara associada da Rádio Oceano, nascida em Aveiro. Numa assembleia-geral, quando o Vasco Lagarto anunciou essa posição da nossa cooperativa, eu próprio lancei o repto: E por que razão não avançamos nós para uma rádio na Gafanha da Nazaré? O Vasco sorriu e não adiantou grande conversa. Tempos depois, conhecedor profundo dessa área tecnológica, a rádio, sem nome, foi para o ar.
No dia 12 de Julho, fui alertado por um filho (estavam lá o Fernando e o Pedro, tendo sido a voz deste último a primeira a ouvir-se nas ondas hertzianas, com fonte na sede da Cooperativa Cultural) e corri para lá. Assisti a toda a azáfama, enquanto se diziam umas coisas e se punham no prato os LP, porque era preciso estar no ar.
Recordo que choveram alguns telefonemas. E no final da tarde, numa espécie de mesa-redonda, no improvisado estúdio, foi possível conversar, com algumas pessoas que entretanto chegaram, sobre a importância de uma rádio, ensaiando eu o lugar de entrevistador.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Novas tecnologias da comunicação vistas por Pacheco Pereira

«As minhas "Novas Oportunidades" começaram com o iPad. Podia ter sido apenas com o computador, podia ter sido com o iPhone, mas foi com o iPad e, quando vivemos rodeados de gadgets (desde o relógio, um gadget antigo, ao telemóvel), isso significa uma considerável melhoria da nossa capacidade de estendermos o corpo e a mente, que é para isso que servem os gadgets no Homo sapiens sapiens. Nas outras variantes de Homo, já não digo nada.»

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domingo, 5 de junho de 2011

Mensagem de Bento XVI para o Dia Mundial das Comunicações Sociais


Verdade, anúncio e autenticidade de vida, 
na era digital

«A presença nestes espaços virtuais pode ser o sinal de uma busca autêntica de encontro pessoal com o outro, se se estiver atento para evitar os seus perigos, como refugiar-se numa espécie de mundo paralelo ou expor-se excessivamente ao mundo virtual. Na busca de partilha, de «amizades», confrontamo-nos com o desafio de ser autênticos, fiéis a si mesmos, sem ceder à ilusão de construir artificialmente o próprio «perfil» público.»

Ler toda a mensagem aqui



sábado, 26 de fevereiro de 2011

EXPRESSO sempre atento


Escrevi um dia destes que o EXPRESSO é uma instituição de referência na área da comunicação social. Com novo diretor, Ricardo Costa, era esperada uma readaptação aos tempos presentes. Como é lógico.
Hoje apresenta-se com mais colunistas de peso e com algumas alterações que indiciam novos êxitos. Também comemora a edição número 2000, com a oferta de uma revista para ler e guardar.
No editorial da revista, o diretor diz: «Os momentos de crise têm todos os ingredientes para criar fenómenos extremos. É exatamente nestes momentos que não podemos esquecer os valores fundamentais da nossa sociedade. Ao longo desta edição vemos um país que mudou muito, mas que ainda é profundamente desigual. Um país em que rendimentos, oportunidades, direitos e garantias não encontram padrão entre classes sociais ou gerações. E, acima de tudo, um país que não encontra o seu sentido num mundo que muda mais depressa do que nós.»

sábado, 19 de junho de 2010

Diário de Aveiro faz anos


O Diário de Aveiro completa hoje a linda idade de um quarto de século. Num tempo como o nosso marcado por graves crises em todo o lado e, em especial, na comunicação social, é de louvar o esforço que este jornal tem feito para se manter atento aos anseios da região e suas pessoas, em luta permanente pela justiça, pela verdade e pelo progresso sustentado. Os meus parabéns a quanto, dia após dia, fazem o Diário de Aveiro.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Um livro de Dinis Alves: "A informação ao serviço da estação"


No próximo dia 24 de Fevereiro, quarta-feira, pelas 18 horas, na Casa da Cultura, à Rua Pedro Monteiro, em Coimbra, vai ser lançado um livro de Dinis Alves, "A informação ao serviço da estação". Na contracapa vem um esclarecimento que aqui transcrevo, porque convencido estou de que se trata de um alerta para que os agentes da comunicação social, neste mundo e neste tempo, possam debruçar-se sobre a questão da honestidade profissional, de um serviço que deve apostar sempre numa sociedade melhor, onde não  caibam compadrios e interesses ocultos, em desfavor da verdade. Este é o primeiro dos quatro livros da tese de doutoramento de Dinis Alves.
Sendo o autor, que bem conheço, um homem da comunicação e profundamente metido no meio, o seu trabalho, que ainda não li, revelará, à partida, uma coragem  desusada. Precisamos, de facto, de livros e de gente como Dinis Alves.
FM


“Como eles nos enganam"

«Nas televisões portuguesas pratica-se um jornalismo de guerra sem que seja preciso arriscar repórteres no campo de batalha. A guerra é suja e trava-se entre as estações de televisão.
Promovem-se os produtos da casa, com os telejornais servindo de outdoors para alavancar audiências e desmoralizar o inimigo da frequência ao lado. É publicidade travestida de notícia, com a vantagem de não contar para as quotas.
O cidadão-telespectador perde, mas perde muito mais com outras práticas, muito mais condenáveis também. Há silêncios comprometedores, verdadeiros apagões noticiosos, e há desvirtuações graves merecendo lugar de destaque no pelourinho das falhas deontológicas.
Dinis Manuel Alves passou à lupa centenas de telejornais das TV’s portuguesas, dando conta, neste livro, de autênticas campanhas de manipulação informativa. “A informação ao serviço da estação” talvez se devesse chamar “Como eles nos enganam”.»

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

CORREIO DO VOUGA faz anos



16 de Novembro

Neste dia, em 1930, nasceu o semanário Correio do Vouga, tendo como director o Dr. António de Almeida Silva e Cristo, como editor o Padre Alírio Gomes de Melo e como administrador o Padre António Fernandes Duarte e Silva.
Ignorar esta efeméride seria pecado que os meus amigos me não perdoariam. É que eu não posso esquecer os anos em que fui responsável pela sua publicação semanal, a tempo e horas e com a actualidade possível.
Foram tempos de entrega total, procurando integrar na redacção as novas tecnologias, que vieram, sem dúvida, revolucionar a comunicação.
Passei pela fase de preparar as edições deste jornal, que não tinha máquina de escrever (a que havia era utilizada pela funcionária administrativa), nem máquina fotográfica. A revisão das provas tinha de ser feita em Oliveira de Azeméis, na gráfica, sem ajuda seja de quem for.
Depois as condições foram melhorando, mantendo-se hoje o Correio do Vouga, sob a direcção do Padre Querubim Silva e subdirecção de Jorge Pires Ferreira, com uma qualidade muito digna do projecto que o enforma.
Daqui felicito quantos o fazem semana a semana, procurando, permanentemente, torná-lo mais lido e mais apetecível, numa perspectiva de chegar a todos os diocesanos, e não só, que desejam estar bem informados e procuram uma formação compatível com as exigências dos novos tempos.

Fernando Martins

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

O papel do provedor do leitor num órgão de comunicação social

Quem pensar que o provedor do leitor de um órgão de comunicação social não passa de uma figura simbólica, para apenas levar os órgãos directivos e os profissionais a reflectirem sobre o que fazem ou não fazem, engana-se redondamente. Joaquim Vieira, provedor do leitor do PÚBLICO, age com independência e com rigor, mostrando à saciedade como se cumpre uma missão de suma importância na comunicação social dos nossos dias.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Elogios à comunicação


Todos os projectos de comunicação são úteis. Basta que ofereçam contributos à construção dessa característica fundamental da pessoa humana: a relação.
Por esta perspectiva passa o trabalho de muitos projectos mediáticos. Também os que dependem, pessoal ou institucionalmente, da Igreja Católica em Portugal.
As recentes Jornadas Nacionais das Comunicações Sociais constituíram prova disso: pela presença de mulheres e homens apostados em propor a toda a sociedade o Evangelho pelos meios de comunicação, pela partilha de diferentes metodologias para comunicar, pelo desejo de ver novos e diferentes projectos audiovisuais a concretizarem-se entre nós, pela busca do trabalho profissional e sobretudo pela constatação do que já se oferece à história da comunicação por imperativos missionários. Aí se incluem projectos pessoais, disseminados pelas redes, ou posturas institucionais, representativas de um todo, que podem chegar aos receptores em qualquer soundbyte mediático.
Esta prioridade oferecida à comunicação acontece em diferentes funções: naquelas que têm por objectivo a comunicação institucional, nas que cumprem um desejo de comunicação em proximidade, nas que geram grupos virtuais e nas que se jogam no palco mediático generalista. E em todas segundo critérios de profissionalismo próprios, tão distantes quanto as ferramentas e metodologias comunicativas: dependem da natureza e dos objectivos da instituição que se quer em comunicação, estão em sintonia com a identidade histórica exigida pelos leitores dos meios regionais e locais, obedecem às gramáticas da comunicação em rede e ombreiam com as demais empresas ou agentes da comunicação quando as mensagens se lançam nos areópagos audiovisuais.
Diferentes funções e ferramentas da comunicação, mas todas necessárias. Palpites sobre o que depende de outros também são precisos. Mais ainda contributos efectivos, concretizados na multiplicidade de presenças mediáticas, pessoais ou institucionais.
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Paulo Rocha

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Vasco Lagarto alerta: as pessoas cada vez mais se interessam menos por aquilo que acontece à sua volta

A importância da Terra Nova só seria reconhecida se ela se calasse
A Rádio Terra Nova (RTN-105FM), como a grande maioria dos órgãos de comunicação social, está, desde há muito, a encontrar sérias dificuldades para sobreviver. O fenómeno é conhecido, mas nem por isso as comunidades locais, nas quais ela se insere, se mobilizam para a apoiarem. Como nos dizia Vasco Lagarto, seu principal responsável desde a primeira hora, as pessoas e instituições só reconheceriam a importância da RTN se ela se calasse de vez. “Toda a gente se habituou à ideia de que a rádio está ali, que funciona 24 horas por dia, e só reclamam quando há um programa que vai para o ar com uns dez minutos de atraso ou quando, por qualquer razão, não há possibilidades de fazer a cobertura de provas desportivas ou de outros eventos”, salientou. O director da Terra Nova garante que a rádio só se mantém em actividade porque existem algumas pessoas que lhe dedicam o seu tempo, mas urge compreender que há “encargos e que é preciso chegar ao fim do mês com meios financeiros para os suportar”, referiu.

A RTN nasceu na década de 80 do século passado, num período de baixa de preços dos equipamentos de emissão. Um pouco por todo o mundo, e em Portugal também, surgiram rádios locais, muitas vezes direccionadas para simples bairros. Pretendia-se divulgar iniciativas de instituições dos mais variados ramos, que nunca tinham vez nem voz nas rádios nacionais. O boom das “rádios piratas” foi de tal ordem elevado, que as entidades oficiais não tiveram qualquer hipótese de impedir o seu funcionamento. Em 12 de Julho de 1986, a RTN, mesmo sem baptismo, foi para o ar, na sede da Cooperativa Cultual. Diz a sua história que eram 11.30 horas de um sábado. “Ligámos apenas um amplificador e passámos música gravada”, recorda Vasco Lagarto. Em 31 de Dezembro de 1988 “calou-se”, por imposição do processo de legalização entretanto iniciado. Mas em 26 de Março de 1989, num domingo de Páscoa, agora com alvará e com as exigências de legislação entretanto aprovada, reiniciou as suas emissões, assumindo um projecto voltado para as realidades culturais e sociais das comunidades envolventes, num raio de acção que hoje chega aos 50 quilómetros. Posteriormente, adoptou o nome Terra Nova, não só em homenagem a quantos viveram a saga da Faina Maior – pesca do bacalhau – nos mares do mesmo nome, mas ainda por reflectir o sonho de quantos apostam numa terra nova, no respeito pelo progresso sustentado e pelos direitos humanos.

Rádio Terra Nova aposta na WEB

Reconhecendo que os princípios que enformaram as rádios locais estão um pouco “adulterados”, o director da RTN reafirma que não consegue conceber o projecto Terra Nova sem as componentes da primeira hora. E adianta que actualmente há muitas que, por força das dificuldades económicas, cederam a antena a grandes rádios nacionais, ficando o nome como pequena “máscara”. Essas rádios nacionais operam assim, ”aproveitando as sinergias da sua dimensão, para atingirem o mercado local da publicidade”. Vasco Lagarto insiste na ideia de que a ligação da RTN à sociedade é importante. “Isto é uma coisa que ao longo do tempo tem vindo a diminuir; as pessoas cada vez mais se interessam menos por aquilo que acontece à sua volta e pela riqueza da sua própria comunidade”, frisou. Questionado sobre a atracção exercida por outros meios de comunicação social, nomeadamente a Internet, o director da Terra Nova admite que tal possa estar a acontecer. Porém, sublinha de imediato que a RTN também se adaptou a essa realidade, ocupando o seu espaço na WEB (www.terranova.pt), onde regista um sucesso que não pára de crescer, com um milhão de visitas por mês, sendo 80 por cento de Portugal e as restantes do estrangeiro. A RTN, que opera nos 105 FM, procura reflectir nos seus conteúdos a vida concreta, a vários níveis, dos concelhos à volta de Ílhavo, sendo garantido que “é isso que nos diferencia de qualquer outra rádio de outra região, quer seja local, quer nacional”, garante o nosso entrevistado. Entretanto, numa constante procura de ligação às mais diversas instituições, Vasco Lagarto não perde a oportunidade de sensibilizar toda a gente para uma envolvência mais dinâmica, tanto sob o ponto de vista técnico como humano, tanto científico como económico. Assim, apresentou um projecto no Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro, no sentido de criar “uma relação mais próxima, mais pessoal, entre a comunidade (neste caso o mundo inteiro) e a própria rádio”. E acrescentou: “Ficámos surpreendidos quando, no fundo, cinco alunos se entusiasmaram pelo projecto, estando então a fazer um esforço, na perspectiva de criar uma nova página com aquelas funcionalidades.” Sobre a ligação da Terra Nova a outros projectos de comunicação social, Vasco Lagarto admitiu que houve, há anos, a ideia de criar um jornal, “esperança que ainda não se perdeu”, até porque o que é produzido na rádio poderia ser aproveitado para isso. A questão, que “não saiu da agenda”, talvez possa voltar a ser equacionada, “quando a rádio completar 25 anos”.

Rádios Locais também fazem serviço público

O Estado apoia a indústria automóvel e aquilo que tem a ver com a preservação do emprego. Depois, apoia a RDP e a RTP, porque cumprem um serviço público. E todos nós, os que pagamos energia eléctrica, contribuímos, mês a mês, para isso. Mas todas as rádios locais, que exercem esse papel, nada recebem. “Eu posso achar que a RDP faz serviço público, mas as rádios locais também o fazem”, frisou. E explica: “Quando divulgamos as actividades das associações e outras organizações estamos a fazer serviço público, coisa que a RDP não faz, porque considera como sua comunidade local o grande centro urbano que é Lisboa.” Fernando Martins