Reflexão de Georgino Rocha
FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM
Jesus recomenda vivamente aos seus discípulos/apóstolos que façam o que Ele acaba de realizar. A ceia de despedida reveste-se de especial importância. Em breve, deixaria de estar fisicamente presente. A morte arrebatá-lo-ia violentamente. Mas o amor criativo “inventa” a maravilha de ficar. Por isso, toma o pão, parte-o e reparte-o. O mesmo faz com o vinho. Acompanha o gesto com as palavras clarificadoras: É o meu corpo entregue por vós; é o meu sangue derramado por vós e pela humanidade toda. E acrescenta: ”Fazei isto em memória de mim”.
O tesouro confiado por Jesus fica em “mãos de barro”. Já as primeiras comunidades cristãs o testemunham. Os cristãos de Corinto apresentam queixa a Paulo a propósito do que acontecia nas suas assembleias litúrgicas. A primeira parte era dedicada ao pôr em comum os dons pessoais para a refeição de todos e estava a gerar descriminação contínua, pois os ricos faziam grupo à-parte, deixando os empobrecidos abandonados a um canto. Apesar disso, participavam todos na celebração da eucaristia como irmãos, professavam a mesma fé, recitavam as mesmas orações e comungavam o mesmo corpo de Cristo.


