domingo, 8 de maio de 2016

Gafanha sobe à Liga Feminina de Basquetebol


«O Gafanha selou a subida à Liga Feminina com um triunfo (76 - 37) “fácil”, demasiado fácil, aliás, diante da frágil formação do Coimbrões, que serviu de testemunha ao feito tão espectacular quanto inédito alcançado pela turma de Joanna Vieira. A justiça da vitória nem sequer está em causa, face à diferença de números e de andamento de duas equipas separadas por… 39 pontos.
Um prémio para uma temporada fantástica que, a partir deste momento, tem como único objectivo levantar o título de campeãs nacionais. Feito que, pela amostragem até aqui dada, está perfeitamente o alcance de um grupo que conta com atletas experientes, sobretudo a base Sara Dias (na foto, com a bola), já com andamento de Liga (ao serviço do Vagos) e títulos conquistados.»

NOTA: 
1. Transcrito, com a devida vénia, do Diário de Aveiro
2. Os meus parabéns a todos os responsáveis, dirigentes, treinadores  e atletas do GDG. 

Uma Igreja sem conflitos?

Crónica de Frei Bento Domingues no PÚBLICO

Frei Bento Domingues
«Igrejas sem conflitos? 
Nem ontem nem hoje nem amanhã. 
A grande sabedoria consiste em não os negar nem os acirrar.»


1. Igreja sem conflitos? Nem hoje nem ontem nem amanhã. A própria evocação dos seus mortos mais célebres serve, muitas vezes, para levantar conflitos entre os vivos.
Ninguém dispõe da fórmula exacta para realizar o mundo de novos céus e nova terra, sem lágrimas de dor ou de luto [1]. Ao sair da Missa onde foi anunciado esse sonho antigo, dizia-me um amigo: nos anos 50 do século passado, o P. Lombardi e o P. Vieira Pinto, contentavam-se com modestas propostas para um “mundo melhor” e nem aí chegamos! A própria União Europeia perdeu a pouca alma que tinha, desistiu da ousadia e caiu na burocracia.
Sem condições para comentar a significação do papel dos sonhos de uma “terra sem males”, comum a várias culturas arcaicas – com frutos amargos quando se tentou convertê-los em “programas científicos” de ordem social e política –, observei apenas que também a opção pelos “paraísos fiscais” talvez não seja a festa da ascensão aos céus da população mundial. Por aí ficamos.
No Domingo passado, transcrevi uma breve passagem da extraordinária Exortação, A Alegria do Amor, na qual o Papa Francisco se referia a duas lógicas que percorrem toda a história da Igreja, desde o concílio de Jerusalém [2] até hoje: marginalizar e reintegrar. Jesus, morto por uma coligação táctica, foi excluído de Israel e do Império romano [3].

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