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segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Alexandre O'Neill morreu há 30 anos

  
“A poesia é a vida? Pois claro!
Conforme a vida que se tem o verso vem
— e se a vida é vidinha, já não há poesia
que resista. O mais é literatura,
libertinura, pegas no paleio;
o mais é isto: o tolo dum poeta
a beber dia a dia a bica preta,
convencido de si, do seu recheio…
A poesia é a vida? Pois claro!
Embora custe caro, muito caro
e a morte se meta de permeio.”
 
(Alexandre O’Neill, in Feira Cabisbaixa, 1965)
 
Nota: Foto e texto do Observador

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Dia do Amigo


Por Maria Donzília Almeida

Conversa em Piódão


Mal nos conhecemos
Inaugurámos a palavra «amigo».
«Amigo»
é um sorriso
De boca em boca,
Um olhar bem limpo,
Uma casa, mesmo modesta, que se oferece,
Um coração pronto a pulsar
Na nossa mão!



Alexandre O'Neill


“Possuir um amigo é ser dono de um tesouro! “ Esta parece ser, para o senso comum, quase uma verdade do Sr lapalisse, dada a evidência do significante. Na realidade, este conceito reveste-se de tal importância e significado, que a língua portuguesa dispõe de várias expressões para o designar. Assim, temos: amigo do peito, amigo do coração, amigo de Peniche, amigo da onça, amigo presente, amigo ausente... Há também os amigos do alheio, que proliferamm, na era moderna, como ratazanas em tubos de esgoto, et cetera!

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