sábado, 22 de março de 2014

Uma vida a tentar dar novas oportunidades

Isabel Monteiro (foto FM)


Isabel Monteiro já foi magistrada, religiosa durante 25 anos e hoje está ao serviço da Cáritas Diocesana de Setúbal

Isabel Monteiro está na Cáritas de Setúbal há nove anos e sente como uma missão e serviço à Igreja, onde tenta dar novas oportunidades às pessoas, como disse à Agência Ecclesia.“Estou ao serviço da Igreja, faço o que posso e o que não posso” foi assim que Isabel Monteiro definiu a sua maneira de estar na Cáritas de Setúbal.
Depois de uma vida de magistrada do Ministério Público e 25 anos de vida consagrada, a trabalha na área social e na promoção das pessoas, a sua vida mudou.“Além de trabalhar na promoção de pessoas também eu me sentia promovida porque, trabalhar com os mais pobres, dá-nos uma visão diferente da vida”, confessou.

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NOTA: Sublinho esta notícia da Ecclesia porque conheci e entrevistei, há anos, para o Jornal Solidariedade, Isabel Monteiro, ao tempo diretora da Casa Nossa Senhora do Rosário, da Figueira da Foz, e cujo dinamismo fiquei a conhecer. Isto em 8 de janeiro de 2006. Mais tarde soube que passou a trabalhar na Cáritas de Setúbal. Folgo em saber, agora, que continua muito ativa e muito envolvida na problemática social, em favor dos mais desfavorecidos. Vai amanhã, domingo, pelas 6 horas, na Antena 1, no Programa da Igreja Católica,  dizer o que pensa sobre  matérias tão atuais. 

Dia Mundial da Água

Na hora de matar a sede no Luso

"Enquanto o poço não seca, não sabemos dar valor à água."

Ouvir o silêncio que fala

Crónica de Anselmo Borges 





1. E pus-me a caminho de Lisboa. Com a única finalidade de prestar uma última homenagem ao colega e amigo José Policarpo, cardeal-patriarca emérito. Fomos colegas na Universidade Gregoriana, em Roma, e ficámos amigos e, quando um amigo se nos vai embora, precisamos de uma despedida.
Jazia dentro da urna fechada, no chão da sé catedral. Desde a sua morte que as palavras nunca mais pararam. E falou-se, falou-se, falou-se. E imagens e mais imagens sobre outras imagens. E talvez poucos se tenham ocupado com estar calados. Talvez precisemos tanto de falar porque temos medo do silêncio da morte. Os mortos não falam. Está ali, imenso, o silêncio que fala, a dizer o essencial. Mas quantos estão preparados para, num tempo de rebuliço, ouvir o silêncio?

SACIA-TE NA FONTE DE ÁGUA VIVA

Reflexão de Georgino Rocha



A samaritana acorre ao poço de Jacob para buscar água fresca. Leva consigo o cântaro vazio, símbolo do seu coração ansioso que procura saciar as sedes que manifestamente o inquietam e perturbam. Habita-a o sonho de felicidade, sempre adiada, apesar das tentativas fugazes de prazeres efémeros. Acolhe o pedido ousado do judeu desconhecido e questiona-o sobre o seu atrevimento. Abre-se ao diálogo num “taco-a-taco” impressionante pelo realismo personalizado e pela caminhada espiritual de abertura e comunicação.
Jesus, paciente e confiante, situa-se ao nível da samaritana. Aproveita a oportunidade de estar cansado e de ser pleno dia para manifestar a necessidade de saciar a sua sede. “Dá-me de beber” – diz-lhe. “Como?” – pergunta ela. “Se conhecesses quem te pede” – acrescenta Jesus, abrindo horizontes novos às sedes humanas que só podem ser satisfeitas por águas vivas oferecidas por quem as possui e está pronto a reparti-las.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Inverno, Primavera, Adversidade e Prosperidade

"Se não tivéssemos inverno, a primavera não seria tão agradável: se não experimentássemos algumas vezes o sabor da adversidade, a prosperidade não seria tão bem-vinda." 

Anne Bradstreet 
(1612 – 1672)

Irmã Cristina canta e encanta

POESIA




Conversa amena...
Meu caro Doutor!

Poesia
Não é só rimar...
É ver as coisas
Com outro olhar...
Uma andorinha
A fazer o ninho
Num beiral,
É Poesia!

Quando observa
A árvore em frente...
A vestir-se de Outono
E não fica indiferente,
Isto é Poesia!

Quando desce
A Circunvalação
E os plátanos
Atapetam o chão...
E o sussurro das folhas
Emerge da confusão
Do tráfego e da poluição!..
Não lhe cheira a Poesia?

Quando vê uma flor
A desabrochar
Na primavera...
E uma borboleta policroma
A ‘dejar sobre ela.
E contempla
Esta aguarela!.
Não lhe toca a Poesia?
........................................
Quando na sua profissão,
No meio da dor
E tanto sofrimento,
Leva a dádiva dum sorriso
E o afago da sua mão,
Já sentiu a Poesia!

Mª Donzília Almeida
Novembro 2002


Morreu Fernando Ribeiro e Castro

Fundador da Associação Portuguesa 
de Famílias Numerosas




O fundador da Associação Portuguesa de Famílias Numerosas [APFN], Fernando Ribeiro e Castro morreu quinta-feira. Pode-se ser sócio da associação a partir dos três filhos, quem tiver mais de dez descendentes não tem que pagar quotas. O seu presidente tinha 13 filhos e 26 netos. O velório será esta sexta-feira na igreja de São Domingos de Rana, com uma missa às 21h , o funeral será na mesma localidade sábado, de manhã.

A secretária-geral da associação, Ana Cid, explica que Fernando Ribeiro e Castro, de 61 anos, foi um dos fundadores de uma associação criada em 1999, numa altura em que já se sentia que “o país ia atravessar uma situação dramática em termos de natalidade”. Ao mesmo tempo, era já notório o que estudos posteriores vieram demonstrar, diz, que as pessoas têm menos filhos do que o que desejariam, porque “há um ambiente cultural e político avesso às famílias com filhos, que as penaliza”.

Engenheiro naval de formação, Fernando Ribeiro e Castro, que morreu de cancro, bateu-se por “tentar alterar esta visão”. O sucesso “mais emblemático” da associação, continua Ana Cid, foi a criação da “tarifa familiar da água”, em 2002. Até essa altura, a cobrança do consumo de água apenas tinha em linha de conta escalões de consumo, independentemente dos membros do agregado familiar e do consumo per capita, lembra a responsável. A associação tem cerca de seis mil famílias como sócias, cerca de duas dezenas têm mais de dez filhos.

Catarina Gomes

Li no PÚBLICO

NOTA: Tive o grato prazer de com ele falar quando há anos veio a Aveiro para promover a APFN, que ele havia fundado. Defendia, na altura e penso que sempre o fez até à morte, benefícios para famílias numerosas [com mais de três filhos], nomeadamente, tarifas especiais de água, energia elétrica, transportes, espetáculos e propinas, apontando certos apoios então alcançados de algumas câmaras municipais. Levava, com firmeza mas também com graça, os presentes a reconhecerem as dificuldades que as famílias numerosas tinham de enfrentar, na hora dos banhos, da compra de material escolar, das idas (raras) ao cinema, ao teatro, ao futebol, etc. Ficou-me na memória como pessoa determinada, corajosa, com sentido apurado das realidades da vida e do ser cristão no dia a dia. Paz à sua alma.


quinta-feira, 20 de março de 2014

Não à desigualdade social que gera violência

Papa Francisco



«Hoje, em muitas partes, reclama-se maior segurança. Mas, enquanto não se eliminar a exclusão e a desigualdade dentro da sociedade e entre os vários povos será impossível desarreigar a violência. Acusam-se da violência os pobres e as populações mais pobres, mas, sem igualdade de oportunidades, as várias formas de agressão e de guerra encontrarão um terreno fértil que, mais cedo ou mais tarde, há-de provocar a explosão. Quando a sociedade – local, nacional ou mundial – abandona na periferia uma parte de si mesma, não há programas políticos, nem forças da ordem ou serviços secretos que possam garantir indefinidamente a tranquilidade. Isto não acontece apenas porque a desigualdade social provoca a reacção violenta de quantos são excluídos do sistema, mas porque o sistema social e económico é injusto na sua raiz. Assim como o bem tende a difundir-se, assim também o mal consentido, que é a injustiça, tende a expandir a sua força nociva e a minar, silenciosamente, as bases de qualquer sistema político e social, por mais sólido que pareça. Se cada acção tem consequências, um mal embrenhado nas estruturas duma sociedade sempre contém um potencial de dissolução e de morte. É o mal cristalizado nas estruturas sociais injustas, a partir do qual não podemos esperar um futuro melhor. Estamos longe do chamado «fim da história», já que as condições dum desenvolvimento sustentável e pacífico ainda não estão adequadamente implantadas e realizadas.»

Papa Francisco 
em A Alegria do Evangelho
n.º 59

PRIMAVERA

Flores do nosso jardim. (Registo de Lita)
"Uma andorinha não faz a primavera"

Nota: Pois não, mas quando as andorinhas chegam renasce a esperança e o desejo de que o bom  tempo, luminoso e florido, está mesmo de volta ao nosso quotidiano.

Equinócio da primavera - 20 de março




A primavera florida
Aguarela multicor
É uma tela colorida
Pintada pelo Criador.

A natureza hibernou
Escondeu-se, retraiu.
Agora a seiva brotou
Em nova vida explodiu!

Apoteose no jardim
Com miríades de flores
Pozinhos de perlimpimpim
Despertam novos odores.

A vida ganha sentido
Ostenta uma nova cor
Presente no colorido
Das pétalas de uma flor!

Mª Donzília Almeida
20.03.2014


Nota: A chegada oficial da primavera tem hora certa: 16.57 horas!


PRIMAVERA

O GOOGLE sugere leituras e imagens 
sobre a PRIMAVERA, 
porventura a mais bonita estação do ano 



Primavera a 21 de Março? 
Não, esta quinta-feira, 20, às 16h57

Até 2050, o início da estação das flores e das alergias 
será quase sempre no dia 20 e duas vezes no dia 19


Na cultura popular, a Primavera começa no dia 21 de Março. Mas não: o tempo do verde, das flores e das alergias chega nesta quinta-feira, dia 20, às 16h57 em Portugal.
É esta a data e a hora exacta em que este ano se assinala o equinócio da Primavera no país. Neste preciso momento, o Sol estará a cruzar o chamado equador celeste, isto é, a projecção do plano equatorial da Terra no espaço. O equinócio da Primavera está associado a outra característica mais fácil de se compreender: marca a data em que o dia e a noite têm a mesma duração, ou seja, 12 horas.


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quarta-feira, 19 de março de 2014

DIA DO PAI - 19 de março



Neste dia, em que pelo, segundo ano, evoco a figura saudosa do meu pai, sem lhe poder dar uma prenda viva, aqui fica o primeiro poema que lhe dediquei. Tinha eu 33 anos e ele 63, quase a idade que tenho hoje. A sua imagem, sempre presente na minha vida, é a garantia do seu prolongamento, numa outra dimensão. Que esteja naquele ”bom lugar”, a que se referia, neste mundo e que muito desejava alcançar. Que Deus, sumamente bom e misericordioso, lhe tenha concedido esta última vontade!

Já houve grandes poetas
Outros a eles iguais
Sei que existiram profetas
É deles que há sinais.

dedico-lhe este poema
este é pois, o meu lema.

Alguns ficaram famosos
Liberdade proclamaram,
Melhores dias desejaram.
Em tudo o que deles ficou
Ideais de humanidade
De tudo o que mais marcou
Ah! Foi a solidariedade!
            
Maria Donzília Jesus Almeida

                    19 de Março de 1983

terça-feira, 18 de março de 2014

Estar próximo das pessoas é cada vez mais importante

Carlos Rocha, 
presidente da Junta de Freguesia, 
em entrevista que me concedeu 

Presidente da Junta no seu gabinete

«Estar próximo das pessoas é cada vez mais importante.» Foi com estas palavras, cheias de sentido, que o presidente da Junta de Freguesia da Gafanha da Nazaré (JFGN), Carlos Rocha, nos recebeu na sede da autarquia, reformulada interiormente e preparada para acolher de forma personalizada e com espírito de proximidade quem chega para ser atendido. O gabinete do presidente fica no rés-do-chão, para facilitar a vida aos mais idosos, que nem sempre conseguem subir as escadas. O salão nobre, no piso superior, mostra a mesa da presidência no lado oposto à porta da entrada, ficando o público e os deputados da Assembleia de Freguesia em semicírculo, com um corredor central. 
Carlos Rocha, sublinha, na abertura da entrevista que nos concedeu, que o cariz social não pode ignorar o sentido solidário, porque a Junta de Freguesia «vai ter em conta, fundamentalmente, os pequenos problemas das pessoas, dentro do que é possível, no âmbito das competências da autarquia», mas não deixará de as encaminhar, sendo caso disso, para as entidades competentes, «em sintonia com a Câmara Municipal de Ílhavo (CMI) e com os seus serviços, que operam em rede com as instituições da área do município».

segunda-feira, 17 de março de 2014

Mais um livro de João Gaspar

"Diocese de Aveiro 
– Subsídios para a sua história"

João Gaspar

Na próxima quarta-feira, 19 de março, pelas 21 horas, no auditório da Reitoria da Universidade de Aveiro, vai realizar-se a sessão pública de agradecimento a D. António Francisco, de partida para a Diocese do Porto, para a qual foi nomeado pelo Papa Francisco. Na mesma sessão, vai ter lugar o lançamento de mais um trabalho de Mons. João Gaspar, desta feita a 2.ª edição do livro a Diocese de Aveiro – Subsídios para a sua história, cuja primeira edição remonta ao ano de 1964, integrando a celebração dos vinte e cinco anos da restauração da Diocese. A nova edição, revista e atualizada, coroa, de algum modo, as comemorações jubilares dos setenta e cinco anos da nossa restaurada Diocese de Aveiro.
Esta obra de Mons. João Gaspar, da Academia Portuguesa de História, é, sem sombra de dúvidas, um precioso trabalho de referência, quer para os diocesanos quer para os estudiosos da nossa história contemporânea, mas também para quantos, pelas suas investigações de mestrado ou doutoramento, necessitam de elementos relacionados, direta ou indiretamente, com a vida das organizações católicas radicadas na área diocesana.


domingo, 16 de março de 2014

Conversão da Igreja ao serviço da transfiguração do mundo

Crónica dominical 
de Frei Bento Domingues 

Estamos no Domingo das Transfigurações. 
Celebramos o 1º aniversário da eleição do Papa Francisco, 
que já começou a transfigurar o Vaticano.




1. Há quem diga que a melhor atitude perante as tentações é não lhes resistir. Como piada, não está mal.
Tanto no sentido moral como religioso, tentar é induzir ao mal ou pôr alguém à prova. É neste último sentido que se fala das tentações diabólicas que assaltaram Jesus, durante o seu retiro no Deserto. Foi solicitado a assumir, de forma milagrosa e espectacular, o poder económico, político e religioso de um país ocupado pelo império romano, provando assim, a sua divindade messiânica. Essas propostas já foram evocadas na Eucaristia do passado domingo. As suas versões são diferentes em cada um dos Evangelhos sinópticos, mas coincidentes no essencial (Mc 1, 12-13; Lc 4,1-13;Mt 4,1-11). Para alguns autores do Novo Testamento (NT), as tentativas para fazer de Jesus o líder de uma insurreição nacionalista nunca o abandonaram, tendo encontrado cúmplices activos entre os apóstolos mais chegados. Jesus chegou a considerar Pedro como um diabo.