domingo, 22 de setembro de 2013

Mar de Camões

Um trabalho de Maria Donzília Almeida

Navio-escola

Hoje, 21,  neste último dia de verão, com temperaturas cálidas para acabar a estação, em beleza, muita gente deve ter aproveitado o prolongamento, para dar uns bons mergulhos nas nossas belíssimas praias. Já que não sei nadar nas águas do Atlântico, onde correria o risco de me afogar (!?), dei um mergulho, não menos revitalizante e agradável, no “Mar de Camões”.
A minha veneração, do grande vate, proporcionou-me, hoje, um banho de cultura, ali ao lado, na cidade contígua.
A exposição de Roberto Santandreu, um fotógrafo chileno radicado em Portugal, fez-nos associar a beleza da poesia camoniana, Os Lusíadas, à arte de um olhar atento, intimista e perscrutador. Com a informação dada pelo autor, ali presente, navegámos nas rotas marítimas que os portugueses, outrora traçaram e tão bem descritas foram por Camões.

Cabos

Chegou o outono

Um Poema de Miguel Torga




OUTONO

Outono.
(A palavra é cansada...)
Tudo a cair de sono,
Como se a vida fosse assim, parada!

Nem o verde inquieto duma folha!
O próprio sol, sem força e sem altura,
Olha
Dum céu sem luz e levedura.

Fria,
A cor sem nome duma vinha morta
Vem carregada de melancolia
Bater me à porta.



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