sábado, 9 de fevereiro de 2013

BÍBLIA: Palavra de Deus em palavras humanas


O Cristianismo e o Islão em diálogo?

Anselmo Borges

A sua finalidade é estabelecer pontes para o diálogo entre as religiões e as culturas. Olhando para o futuro, elaborou já um programa de actividades, como: colaboração multi-religiosa para a sobrevivência e bem-estar das crianças - o primeiro projecto terá lugar no Uganda, em aliança estratégica com "Religiões pela Paz" -, um ciclo de conferências sobre "a imagem do outro", um projecto internacional para futuros professores de religião e líderes religiosos com um profundo compromisso com o diálogo inter-religioso e intercultural.
Estou a referir-me ao Centro Internacional para o Diálogo Inter-Religioso e Intercultural King Abdullah bin Aziz (KAICIID), com sede em Viena, cujo Comité Directivo se reuniu pela primeira vez nos dias 1 e 2 de Fevereiro, em Madrid, como aqui anunciei no sábado passado. Os seus fundadores são a Arábia Saudita, a Espanha e a Áustria. Tem o nome do monarca saudita, que teve a iniciativa.

Ser pescador é metáfora marítima cheia de realismo


DEIXANDO TUDO, SEGUEM A JESUS


Decisão radical vem coroar o encontro de Jesus com Pedro, Tiago e João, pescadores, entre outros, do mar da Galileia. Que experiência tão marcante, que convicção tão firme e que entrega tão confiante nascem deste encontro ocorrido na faina da pesca e provocam aquela decisão de tomar um rumo novo para toda a vida!
Deixam tudo: o medo que os assaltava, os barcos e as redes com que trabalhavam, os companheiros das boas e das más horas de labuta, as experiências adquiridas com o ciclo das marés, o ambiente acariciador da brisa suave e do azul celeste, o emprego e o estatuto social, a família de sangue. Deixam tudo não por cansaço ou menosprezo, mas pela decisão tomada: seguir Jesus, responder ao seu convite, acreditar na sua promessa, ser “pescador” de homens.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

BAKALHAU em Ílhavo e na Gafanha da Nazaré

Pintura, Escultura e Fotografia 
em quatro espaços culturais do município de Ílhavo 

De  Duma Arantes
BAKALHAU é uma exposição coletiva de pintura, escultura e fotografia, organizada no âmbito dos 75 anos do Museu Marítimo de Ílhavo e da inauguração do Aquário dos Bacalhaus. Trata-se de uma iniciativa da Câmara Municipal de Ílhavo (CMI) e da Galeria Nuno Sacramento — Arte Contemporânea. Está patente em quatro espaços culturais do município ilhavense, nomeadamente, Museu Marítimo e Aquário, Centros Culturais de Ílhavo e Gafanha da Nazaré e, ainda, no Navio-museu Santo André, podendo ser visitada até 16 de março, nos horários normais de funcionamento daquelas instituições.

De Elizabeth Leite

Ribau Esteves, presidente da CMI, refere no catálogo, elaborado a cores em edição de muito bom gosto, que na exposição pode ser apreciada a «beleza das cores» e a «forma delicada como recebemos em terra o Oceano Atlântico que nos banha». 
O autarca ilhavense diz que «a arte ajuda a contar a beleza multifacetada» de muitas histórias ligadas ao mar e ao bacalhau, sublinhando que «seguimos viagem, agora também consigo, na infinidade da Vida, tão parecida com as infinidades do Mar». Recorda os encantos do oceano e «as suas marés altas e baixas, das quais nos incumbe tirar todo o máximo e o melhor proveito para a safra da vida que temos em mãos».

De Mariola Landowska
Os curadores da mostra BAKALHAU, José Sacramento e Nuno Sacramento, afirmam, no referido catálogo, que «esta exposição é uma merecida homenagem aos homens da nossa terra que, com risco e heroísmo, fizeram do mar a sua vida e deram um contributo inigualável na promoção e desenvolvimento do nosso país». 
A visita que fizemos à mostra no Centro Cultural da Gafanha da Nazaré deu para apreciar obras bastante diversificadas, todas elas recriando o tema que serviu de mote para esta coletiva, em boa hora levada a cabo nas celebrações que a motivaram. A experiência dos curadores, José e Nuno Sacramento, foi uma mais-valia muito apreciável.
A exposição BAKALHAU apresenta mais de meia centena de artistas das três valências, num total de 74 trabalhos, 25 dos quais se encontram no Centro Cultural da Gafanha da Nazaré. 

FM 

Semanário Ecclesia já está online

Última página do Semanário Ecclesia


Como assinante, comecei ontem a receber o Semanário Ecclesia, na sua edição online. Já a conhecia na sua edição de papel e acompanhei, a título experimental, os primeiros números do semanário online. Confesso que gostei, muito sinceramente, do formato ora apresentado, que denota apurada sensibilidade e muito bom gosto. Isto significa que o conteúdo do Semanário Ecclesia sai mais enriquecido, merecendo, portanto, os meus aplausos, na esperança de que possa chegar a imensos  leitores, crentes ou crentes, porque a cultura, quando aberta ao mundo e assente nos valores da Boa Nova, nunca fez mal a ninguém. 
Os meus parabéns à equipa que dirige e trabalha no Semanário Ecclesia. 

Fernando Martins



Bispo Emérito de Aveiro: Nem tudo na Igreja esteve ou está bem

 Um sentimento pouco habitual

D. António Marcelino

«Se não se reconhecer o caminho aberto e pastoralmente urgente para uma renovação, séria e consequente, a operar em tempos difíceis como os atuais, o retrocesso é inevitável e a debandada não parará. Não falta gente capaz que todos os dias se gasta generosamente. Não falta a certeza de que Deus está empenhado nesta causa. Falta talvez a confissão das culpas e o propósito sério de prosseguir. Mas isto tem a ver com toda a Igreja, sem que desta missão alguém se possa escusar.»




quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

A pior das prisões

«A pior das prisões 
seria o coração fechado e endurecido, 
e o pior dos males, o desespero»

(Beato João Paulo II, 
1920 - 2005)

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Teresa de Calcutá ensina a rezar...

Uma oferta paradoxal




Teresa de Calcutá deixou-nos uma oração que retrata muito bem a sua fé e a sua disponibilidade para servir o Reino. Assim reza ela: “Senhor, quando tiver fome, manda-me alguém de mão estendida… Quando tiver frio, manda-me alguém para eu aquecer… Quando não tiver tempo, manda-me alguém para eu escutar… Quando me sentir desanimada, manda-me alguém para eu animar…” E continua sempre no mesmo tom…
A riqueza do amor aos outros cresce sempre a partir da nossa pobreza e da nossa capacidade de amar sem condições, nem lamúrias. Também foi assim com o Padre Américo e, lá mais para trás, com Francisco de Assis, João de Deus e tantos outros. É na fé que o paradoxo ganha sentido, o impossível se torna possível, Cristo se apresenta como Caminho livre e sedutor para a Igreja e para sociedade, a experiência cristã se manifesta na sua força contagiante. A história da salvação assim o diz.
Os santos não são senão cristãos que tomam Deus a sério. E a santidade, o ir mais além, é vocação e capacidade de todos, e não privilégio só de alguns.

António Marcelino,
Bispo Emérito de Aveiro

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Para recordar o Padre António Vieira

 6 de fevereiro de 1608


«A admiração é filha da ignorância, porque ninguém se admira senão das coisas que ignora, principalmente se são grandes; e mãe da ciência, porque admirados os homens das coisas que ignoram, inquirem e investigam as causas delas até as alcançar, e isto é o que se chama ciência.»

Nota: Nasceu neste dia de 1608. Faleceu em 1697. O padre António Vieira é considerado por muitos como um dos maiores prosadores da Língua Portuguesa. 

E quanto ganha o treinador do Benfica?



«Fernando Ulrich lembrou [ontem] a deputada Ana Drago de que contribui para a redução do desemprego em Portugal e acrescentou que não sabe porque a deputada "se emociona tanto" com a sua remuneração. Para o banqueiro, Ana Drago aceita mais facilmente a remuneração "do treinador do Benfica" que a sua. A responder aos deputados na Comissão de Orçamento e Finanças, o presidente do BPI confirmou ainda o que já tinha dito há alguns meses à RTP: se pudesse acolhia 600 desempregados na instituição que lidera.»

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NOTA: Os políticos (como todos nós) têm de ser coerentes. Eu, que defendo a justiça social com unhas e dentes, que prego a urgência de salários justos e compatíveis com as necessidades das pessoas, também me insurjo contra os altíssimos rendimentos de muito boa gente. Condeno tanto as sinecuras como os miseráveis  salários da maioria dos portugueses. Mas uma coisa é certa: se condenamos os salários de alguns, dos chamados ricos, não podemos ignorar os salários de outros, de que  pouco se fala. Ninguém condena os salários dos artistas da bola e dos seus treinadores, que vivem num mundo diferente, com ostentações que são uma ofensa à pobreza nacional. E de muitos outros que  ocupam cargos e cargos, com bons prémios só para assinarem o ponto. 

FM

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Bispo de Aveiro dirige Mensagem à Diocese


D. António Francisco

Companhia ao jeito 
do bom samaritano

"Por entre a agitação do trabalho, a preocupação do (des)emprego, o ritmo frenético da vida falta-nos tempo e lugar para olharmos, ouvirmos e estarmos próximos dos nossos irmãos, que estão doentes ou vivem sós e se encontram esquecidos e abandonados.
Esses irmãos nossos têm nome e rosto. São muitas vezes nossos pais e avós, nossos irmãos e vizinhos e nossos companheiros de vida. E são todos nossos contemporâneos!

Quanto custa um poema?



Luís de Camões
O preço de um poema

«É triste constatar que um poeta consegue fazer mais tostões escrevendo ou falando da sua arte, do que a praticá-la.» O lamento tem décadas e vem assinado por W.H. Auden, mas serve completamente para hoje. Se aceitássemos sem mais que o valor intrínseco de um bem é aquele determinado pelo seu potencial económico, a poesia já há muito teria desaparecido, Mas na situação atual, onde as questões da produção artística e cultural são mais ou menos remetidas para um limbo, não se pode garantir que a extinção não seja uma efetiva ameaça. Sabemos que uma carcaça anda à volta dos vinte cêntimos, que um litro de leite anda à roda dos sessenta e por aí fora. São números que muito justamente nos preocupam, enquanto indicadores das linhas de sobrevivência. Mas quanto custa um poema?

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

O Dia das Línguas: 1 de fevereiro

Os amigos sempre presentes
Contrariando a voz da reação que numa afirmação, tão polémica quanto insensata, disse que “Os professores são os inúteis mais bem pagos do país...”, a nossa escola inaugurou o segundo mês do calendário, com a atividade “O Dia das Línguas”. 
Só para relembrar os mais esquecidos, a citação, em epígrafe, foi atribuída ao (in)digno filho da poetisa que muito prezo, Sofia de Mello Breyner Andresen – Miguel de Sousa Tavares. De tão contestada que foi e geradora de total repúdio da classe docente, empurrou o seu autor para um desmentido público, que não se sabe se teve ou não fundamento. 
Aquilo que vale a pena e quero, aqui, referir é o empenho, a abrangência e a entrega incondicional duma classe, que tem vindo a perder prestígio e reconhecimento, quando não a ser crucificada, por parte da grande massa da população portuguesa, para a qual trabalha. 
Vem isto a propósito da atividade pedagógica, levada a cabo, na Escola Básica, 2.º e 3.º Ciclos da Gafanha da Encarnação e que envolveu o esforço de muitos professores. 
O Dia das Línguas foi uma prova inequívoca das múltiplas facetas de um professor, cuja atividade não se confina ao restrito e fechado espaço da sala de aula.


Dia Mundial do Cancro




“Um sorriso, uma esperança!”

Se esta vida, por vezes nos castiga
Criando, em nós, um grito de revolta
Também desperta, em nós, e põe à solta
Tanta energia que esta dor mitiga!

E como em seara verde, a loura espiga
Que nasce e amadurece, à nossa volta
Em promessas de vida vem envolta
E à luta persistente nos instiga!

É a vida a latejar nesta verdade
Buscando um sentido p’ra lutar
E vencer toda esta adversidade!

A alegria genuína nos invade
Na esperança que nos faz continuar
D’ mão dada c’o sorriso em irmandade!

Mª Donzília Almeida

03.11.2011


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domingo, 3 de fevereiro de 2013

Quem foi Jesus? E quem é ele hoje?

Jesus, a biografia (im)possível
António Marujo
no PÚBLICO



«Quem foi Jesus? E quem é ele hoje? A cada 25 de Dezembro os cristãos celebram o seu nascimento, mas, quanto à sua vida subsistem muitas dúvidas e mistérios. Fomos saber quais as mais recentes teses sobre este "judeu marginal" que "viveu num recanto do Império Romano"
Um profeta ou um blasfemo? Um subversivo ou um sedutor? Um homem ou um deus? Um marginal ou um judeu da elite? Um amigo dos pobres e das mulheres ou um opositor aos líderes religiosos do seu tempo? Um político ou um mestre espiritual? Um sonhador ou um revolucionário?»

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Partidos com dificuldades na sociedade portuguesa

António Costa, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, afirmou, em entrevista ao DN, que o «PS tem problemas de afirmação na sociedade portuguesa». Concordo, como também concordo que outros partidos vivem o mesmo drama. Enquanto os políticos olharem para os seus umbigos e para os interesses dos seus clientes e partidos, menosprezando os anseios e as necessidades do povo, que trabalha, luta e sofre para sobreviver e andar de cara levantada, haverá sempre problemas de afirmação na sociedade.

Um livro de salmos para ler e meditar



“Tempo Comum no Olhar da Esperança” é um livro de poemas, que são outras tantas reflexões de Manuel Armando, sacerdote na Diocese de Aveiro, sobre o Evangelho de todos os domingos e festividades do ano litúrgico B. O autor, que insiste em repetir a si próprio «que não é poeta», explica gostar de «saborear a musicalidade espiritual de uma palavra que não passa no tempo», mas que «conserva sempre a mesma força de transformação e apela, sem desânimo nem quebra, à construção de um mundo mais justo e mais fraterno». 

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