quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

PARA RECORDAR - FAROL

 

O Google tem destas coisas: leva-nos a recordar. Desta feita, garantiu-me que publiquei esta foto há nove  anos

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

"Não há portugueses puros, somos europeus"

O Presidente da República defendeu no Parlamento Europeu que a integração europeia transformou de forma decisiva a História de Portugal, das suas relações com Espanha e do papel da Europa no mundo, deixando também um aviso aos Estados Unidos ao pedir uma relação de aliança “a cem por cento”, sem “hiatos, intermitências ou estados de alma”, numa referência implícita a Donald Trump.

Marcelo Rebelo de Sousa discursou depois do rei de Espanha, Felipe VI, nas comemorações dos 40 anos da adesão espanhola à então Comunidade Económica Europeia, sublinhando que a entrada simultânea de Portugal e Espanha, em 1986, representou uma rutura histórica após séculos de conflitos e instabilidade entre os dois países.

NOTA: Das Redes Socais


Praia da Barra com Farol à vista

 
Foto antiga que sugere a evolução deste recanto da Praia da Barra - Gafanha da Nazaré.

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Nova Administração do Porto de Aveiro

Teresa Cardoso
Li no TIMONEIRO que já se encontra em funções o novo Conselho de Administração do Porto de Aveiro, para o mandato 2026–2028. Será presidido por Teresa Cardoso e que integra ainda os administradores Rogério Carlos e Valter Rainho.
No âmbito da atribuição de competências, Teresa Cardoso fica responsável pela Direção Financeira e Desenvolvimento Organizacional, Gabinete Jurídico, Gabinete de Auditoria, Área de Desenvolvimento de Negócio, Gabinete de Comunicação e Gabinete de Estratégia.
Valter Rainho assume a responsabilidade pela Direção de Gestão de Espaços e Ambiente, nas áreas do ambiente e das dragagens, bem como pela Direção de Infraestruturas.
Por sua vez, Rogério Carlos fica responsável pela Direção de Coordenação Portuária e pela Direção de Gestão de Espaços e Ambiente, no que respeita à gestão dominial. A Mesa da Assembleia Geral e o Fiscal Único mantêm-se.
O Conselho Fiscal passa a ter a seguinte composição: Maria Teresa Vasconcelos Abreu Flor de Morais (presidente); Teresa Luísa Teixeira Magalhães, Juan Carlos Ferreira Martins (vogais efetivos) e Jorge Filipe Carvalho Bernardino (vogal suplente)

FONTE: TIMONEIRO

sábado, 17 de janeiro de 2026

A Dignidade Humana e o seu fundamento

Anselmo Borges
Padre e professor de Filosofia

A Dignidade Humana e o seu fundamento


Todos os homens e mulheres são iguais, porque são pessoas. O ser humano, porque é racional e livre, faz a experiência de autoposse, de ser dono de si, responsável por si e pelo que faz. Portanto, é pessoa e não coisa. Os outros animais não são coisas, mas não são pessoas.
Historicamente, foi decisivo o contributo do cristianismo para a noção de pessoa e de que todo o ser humano é pessoa. Na Grécia e em Roma, ser humano e pessoa não eram sinónimos, pois só os cidadãos livres eram sujeitos de plenos direitos e deveres. O cristianismo afirmou e afirma que todo o ser humano — homem, mulher, escravo, deficiente... — é pessoa, com dignidade inviolável, porque é filho de Deus. O filósofo Immanuel Kant, a partir daqui, reflectirá filosoficamente, concluindo que as coisas são meios para outra coisa e, por isso, têm um preço; mas nenhum ser humano pode ser tratado como simples meio, pois é fim e, por isso, não tem preço, mas dignidade. É nesta dignidade que se fundamentam os direitos humanos nas suas várias gerações.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Viajando no Santa Maria Manuela


"No convés do Santa Maria Manuela estavam 50 doris - pequenos barcos de pesca rasos. Estas embarcações foram colocadas na água a pedido do comandante: "Baixemos estas embarcações e que Deus esteja connosco".
Cada dori levava um pescador. Depois de pousar nos mares gelados, cada homem seguiu o seu próprio destino com a ajuda de lemes ou de uma pequena vela. Por vezes, navegaram quilómetros desde o SMM e desapareciam no meio do forte nevoeiro. Os pescadores passaram 13 horas consecutivas sozinhos nos doris. Lançaram centenas de metros de linha com anzóis e isco na água, na esperança de ter sorte.
Se tudo corresse bem, um único pescador poderia pescar meia tonelada de bacalhau num só dia. Há relatos de naufrágios de doris devido ao peso das suas capturas, tal foi a vontade e o entusiasmo dos pescadores.
Ao regressarem a bordo, os homens jantaram - sopa, peixe e uma caneca de vinho - e passaram a escalar e a salgar o bacalhau. O SMM só regressaria a casa quando os porões do navio estivessem cheios de peixe. "O momento em que a bandeira nacional foi içada e começou a viagem de regresso para Portugal, foi o dia mais feliz a bordo", recorda o comandante, Vitorino Ramalheira."

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

O fardo da dignidade da liberdade

Anselmo Borges
Padre e professor de Filosofia

Aparentemente, não há nada para o homem que ele tanto preze como a liberdade. Mas, tendo de optar entre a segurança — intelectual, espiritual, psicológica, social, económica, política, religiosa — e a liberdade, não se sabe quantos ficariam do lado desta e não daquela, do lado da liberdade e não da segurança.
Fiódor Dostoiévski disse-o de modo ácido e também sublime num texto em que também se critica com justiça a Igreja de Roma. Fá-lo em Os Irmãos Karamázov, no poema de Ivan com o nome "O Grande Inquisidor". A história passa-se em Espanha, em Sevilha, nos tempos terríveis da Inquisição, precisamente no dia a seguir a um "magnificente auto-de-fé; em que foram queimados de uma assentada, na presença do rei, da corte, dos cardeais e das damas mais encantadoras da corte e da numerosa população de Sevilha, quase uma centena de hereges. Cristo apareceu, devagarinho, sem querer dar nas vistas e... coisa estranha, toda a gente O reconhece." Mas o cardeal inquisidor aponta o dedo e manda que os guardas O prendam. E é num calabouço do Santo Ofício que lhe diz que no dia seguinte O queima na fogueira como ao pior dos hereges. E a razão é que a liberdade de fé tinha sido para Cristo a coisa mais preciosa. 

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Gafanha da Nazaré - Beco de S. Bento

Na Gafanha da Nazaré, situa-se o Beco de S. Bento que homenageia o fundador da Ordem dos Beneditinos, a qual desempenhou um relevante papel na Europa e também na consolidação do cristianismo na Península Ibérica após o período muçulmano.
São Bento nasceu em Núrsia, próximo de Roma, no ano de 480, numa nobre família. Aos 40 anos, Bento vai para o sul de Roma fundando o que viria a ser o maior centro da vida beneditina, o Mosteiro de Monte Cassino.
São Bento foi proclamado padroeiro da Europa pelo Papa Paulo VI em 1964.


Cardoso Ferreira

NB: Transcrito do Correio do Vouga

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Dia de Reis

Reis Magos na Gafanha da Nazaré (Foto do meu arquivo)

Dia de Reis, que hoje se celebra, é uma das festas tradicionais mais comemoradas em todo o mundo católico. Nele se evoca a visita de um grupo de Reis Magos, vindos do Oriente, para adorar a "Epifania do Senhor", ou seja, o Nascimento de Jesus, enviado por Deus para salvação do mundo.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Fraternidade e Comunhão

“A encarnação exige de nós um compromisso concreto com a promoção da fraternidade e da comunhão, para que a solidariedade se torne o critério das relações humanas; com a justiça e a paz; com o cuidado dos mais fracos e a defesa dos mais vulneráveis. Deus fez-se carne, por isso não há culto autêntico a Deus sem o cuidado da carne humana”, declarou, na reflexão que antecedeu a recitação da oração do ângelus, perante milhares de peregrinos reunidos na Praça de São Pedro.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Uma sociedade mais justa é trabalho de todos


"O nascimento do Menino Jesus é fonte de esperança e promessa de futuro. Sempre que festejamos este nascimento, somos convidados à esperança e, por esta razão, somos desafiados a realizar gestos audazes de fé, esperança e caridade. A fonte da nossa esperança é Cristo ressuscitado que nos promete a vida eterna. O Natal e a Páscoa são sempre uma bela ocasião para alimentarmos a nossa vida cristã, uma vez que fomos salvos pela esperança. O Jubileu que estamos a terminar tem de se prolongar na vida dos cristãos, da Igreja e dos homens e mulheres de boa vontade. A construção de uma sociedade mais justa é trabalho de todos."

NOTA: Da Mensagem de Natal do Bispo de Aveiro, D. António Moiteiro

quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

A vida do Américo que não quero esquecer


De sorriso largo a emoldurar-lhe o rosto gasto pelos anos e cansado de tanto trabalho e canseiras, de chapéu a bailar-lhe nas mãos calejadas pela luta do dia a dia, de gravata garrida sobre a camisa branca, de sapatos polidos e fato completo, vinha desejar-me bom Natal, tantos anos depois de nos termos conhecido. Os anos passam, mas as amizades, nem sempre manifestadas por tantos motivos, perduram. Era o caso.
O Américo tinha saudades de alguns momentos vividos e sentidos em comum. Vinha da estranja, para onde fora em hora de mudar de vida. Era a terceira tentativa, depois de ter desistido da mina que lhe roubou a saúde e nunca lhe matou a fome.
Quando o conheci, tinha trinta e poucos anos, filhos seguidinhos, pele enrugada e olhos encovados pela escuridão do poço, parecia na casa dos cinquenta.
— Tenho cara disso, mas estou muito longe. E olhe, também é por causa disso que quero fugir da mina.
Trabalhava horas a fio, em condições sub-humanas, com o pó negro do carvão a corroer-lhe os pulmões. Mal alimentado, como sina de todos os mais pobres, sentia a vida a escapar-lhe a olhos vistos. E a mulher e os filhos? Ela não podia trabalhar fora de casa. Assim lho pediam as crianças, todas a precisarem dos cuidados maternos.

domingo, 21 de dezembro de 2025

Estórias de vida



De vez em quando, vem a hora de arrumar livros, que ficam, no fundo, na mesma. Esta operação serve, ao menos, para limpar algum pó, mas não só. Desta vez, o livro achado trouxe-me gratas lembranças, como se lê nas fotos. Foi uma dedicatória de uma prima muito amiga, a Rosa Salsa, que já repousa no coração bondoso de Deus. 

António Gedeão - Minha Aldeia


Minha aldeia é todo o mundo.
Todo o mundo me pertence.
Aqui me encontro e confundo
com gente de todo o mundo
que a todo o mundo pertence.

Bate o sol na minha aldeia
com várias inclinações.
Ângulo novo, nova ideia;
outros graus, outras razões.
Que os homens da minha aldeia
são centenas de milhões.

Os homens da minha aldeia
divergem por natureza.
O mesmo sonho os separa,
a mesma fria certeza
os afasta e desampara,
rumorejante seara
onde se odeia em beleza.

Os homens da minha aldeia
formigam raivosamente
com os pés colados ao chão.
Nessa prisão permanente
cada qual é seu irmão.
Valências de fora e dentro
ligam tudo ao mesmo centro
numa inquebrável cadeia.
Longas raízes que emergem,
todos os homens convergem
no centro da minha aldeia.

Anónio Gedeão

sábado, 20 de dezembro de 2025

NATAL: O nascimento de Jesus e a infinita dignidade do Homem

Anselmo Borges
Padre e Professor de Filosofia

A festa do Natal deveria ser infinitamente mais do que o festival do comércio natalício exasperado. Há pessoas que chegam à noite de Natal cansadas e desfeitas, por causa dos presentes. No último instante, ainda tiveram de ir à última loja aberta, por causa de mais uma compra. Há inclusivamente pessoas para as quais o tormento das compras natalícias começa logo no início do novo ano, pouco tempo depois do Natal: o que é que vão dar como presente àquele, àquela, no próximo Natal?!...
Realmente, a festa do Natal é infinitamente mais, e deve sê-lo. Porque o Natal é a visita de Deus aos seres humanos, homens, mulheres, jovens, crianças, bebés. É Deus presente entre os homens. E, ao contrário do que frequentemente fazemos com os nossos presentes, que pretendem ser uma manifestação de ostentação de poder junto dos outros, Deus veio, sem majestade, sem poder. Veio, humilde, na simplicidade. De tal maneira que os mais pobres entre os pobres — os pastores — se não sentiram humilhados ao visitá-lo. Foram os pastores os primeiros que viram Deus visível num rosto de criança. Quem é que imaginaria que Deus, se algum dia viesse, viria assim: simples, pobre, precisamente para que ninguém se sentisse excluído?...



sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

NATAL DE HOJE



Natal de hoje

Naquela noite de breu,
portas trancadas,
corações empedernidos…
só a natureza abriu
e acolheu os deslocados
em busca de lugar
para nascer o Menino.
Abriu-se o Céu em estrelas perenes,
em hinos de glória e anúncio de Paz!
Mudou-se o Mundo!…
A Luz subsiste, emergindo dos destroços
das portas fechadas
do egoísmo,
do rancor e da vingança.
Natal é para sempre;
e a Paz avança nos corações
de quantos escancaram
as suas vidas ao Menino!

Querubim Silva

Publicado no "Correio do Vouga"