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sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

Uma saudação natalícia para todas as Rosas...


A Rosa passou, olhou, e, com simpatia, dirigiu-me uma saudação amiga. Identificou-se como explicanda de há décadas. Estava eu sentado na zona de passagem de uma grande superfície a ver correr o tempo e as pessoas para as compras ou delas regressando. Sempre apressadas, como é timbre de quem tem horas contadas para tudo.
Como não gosto de apreciar preços e de andar à cata dos saldos ou coisa parecida, por ali me quedei meio absorto. A Rosa acordou-me da modorra em que estava. E a conversa pegou… com evocações de bons tempos. Foi uma grande alegria.
Estar com alunos e explicandos de há décadas é voltar ao passado, tornando-o presente. E a Rosa levou-me de mansinho, que na minha idade as comoções podem tornar-se perigosas, numa caminhada de recordações que nunca mais teriam fim, se não surgisse o seu marido que tive o prazer de ficar a conhecer.
Para mim, evocar é reviver, é dar lugar e espaço ao passado no presente. É sentir-me novo e atuante, é ver nos olhos de quem me fala reflexos de brincadeira, de correrias, de jogos onde cabiam todos e que implicavam habilidades, tendências, força e destreza, partilha e emoções. Mas ainda, e sobretudo,  de trabalho, de gosto pelo saber, da vontade de vencer.  E a Rosa levou-me com agrado meu, e dela certamente, a épocas em que fui e fomos muito felizes. 
Obrigado, Rosa, por me teres acordado de uma certa letargia, enquanto esperava a minha Lita. E fica ciente de que, de minha parte, haverá sempre lugar para a partilha de sentimentos.
Um abraço para todas as Rosas…

Fernando Martins 

terça-feira, 2 de abril de 2019

Todos aprendemos todos os dias

Clara Magalhães, da UA: 
“No ensino o que mais me fascina é ver a mente dos alunos a funcionar" 


Gosto de visitar, com alguma frequência, o site da UA (Universidade de Aveiro) porque há sempre motivos interessantes e fundamentais à ação formativa. Todos aprendemos todos os dias, se quisermos. 
«Clara Magalhães, professora do Departamento de Química, ligada durante 20 anos à formação de professores, afirma: “No ensino o que mais me fascina é ver a mente dos alunos a funcionar". E garante: “Para se ser bom professor, em primeiro lugar, tem que se dominar bem o conhecimento científico da área que está a ensinar. Obviamente que gostar do que se faz ajuda muito, mas não chega. Um professor excecional é aquele que alia o conhecimento com o prazer de ensinar – que faz os alunos apaixonarem-se!”» 

Ler mais aqui

segunda-feira, 9 de abril de 2018

PARA QUE A HUMANIDADE SEJA MELHOR

«Transmitir o melhor da Humanidade
para que a Humanidade seja melhor» 
Carlos Fiolhais
Carlos Fiolhais 

“Os alunos são o futuro e a maneira que temos de entrar no futuro é com eles e através deles, transmitindo o melhor da humanidade, e tendo a ser otimista, é sempre possível ser melhor e é nisso que a escola tem de ajudar”
(...)
“O bem, o belo e o verdadeiro são coisas que a Humanidade descobriu, e vai descobrindo, e a escola é uma inovação extraordinária porque vai buscar o melhor do passado para que no futuro a vida seja em conjunto, em sociedade, e faça mais sentido”

Li aqui

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

O descanso do guerreiro

Crónica de Maria Donzília Almeida



«Educar é um exercício de imortalidade. De alguma forma continuamos a viver naqueles cujos olhos aprenderam a ver o mundo pela magia da nossa palavra. O professor, assim, não morre jamais...Entendo assim a tarefa primeira do educador: Dar aos alunos a razão para viver»

Rubem Alves

Fui aluna quando era bom ser professor! Fui professora quando é bom ser aluno. Nesses remotos tempos, do Magister dixit…o professor cheio de direitos, contrapunha-se ao aluno cheio de deveres. Mudaram-se os papéis e, agora, o aluno está no centro das atenções.
Hoje em dia, os professores trabalham até à exaustão, sendo pouco reconhecidos socialmente. É das profissões com maior índice de burnout. 
A nossa profissão é um iceberg: uma parte visível, na escola, a lecionar e a fazer serviço burocrático; o trabalho de bastidores, que não se vê, em casa, mergulhado numa parafernália de papéis.
No início do ano, multiplicam-se reuniões, somam-se planificações, avaliações diagnósticas, preparação de dossiers, elaboração de grelhas, etc, etc

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Notícias boas e notícia triste

pela positiva: CONFIA EM DEUS E FAZ O QUE PODES:
Flores para  D. Conceição Serrão



Talvez pela quadra que estamos a viver somos mais sensíveis às boas e más notícias. A nossa memória abre-nos portas para vários quadrantes e deles chegam-nos pessoas com quem convivemos e que nos marcaram por muitas e diversas razões. Ninguém fugirá a isto. 
As boas notícias acontecem felizmente a cada esquina, sobretudo quando me cruzo com amigos que não vejo há muito tempo. Uma família que se apressava para se aproximar de mim interpelou-me no momento próprio para saber como tenho passado. Percebi a amizade estampada no rosto deles. No dia seguinte, um carro de matrícula estrangeira travou rápido e dele saiu um adulto que quis confirmar se não estava engado. E sorriu feliz quando me identifiquei. Acabei por reconhecer um antigo aluno de há uns 30 anos. Outros casos semelhantes emolduraram os meus dias de gratas recordações. Não me considero um nostálgico, mas sinto-me agradado com vivências que jamais olvidarei.
Vinha com estas evocações da minha já longa vida de mais de três quartos de século quando me ocorreu um hábito que cultivei com uma colega e amiga. Todos os anos, no dia 24 de novembro, ela costumava telefonar-me para me saudar pelo meu aniversário; o mesmo fazia eu no dia 22 de dezembro, data em que ela celebrava a sua vinda ao mundo em Viseu. 
Estranhando o facto de não ter recebido o seu telefonema, talvez por me ter ausentado umas horas, hoje tive um toque premonitório, porque amanhã teria de cumprir o ritual. O que terá acontecido à professora Conceição Serrão para  não me telefonar?
Mal cheguei a casa, liguei-lhe. Nem telefone fixo nem telemóvel deram sinais da sua voz caraterística.
Ocorreu-me que talvez estivesse a residir na Associação de Solidariedade Social dos Professores por força da idade e de alguns achaques. Em contacto com esta associação, recebi a triste notícia do seu falecimento há pouco tempo e de forma inesperada. Paz à sua alma. 

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Arquimedes sacrificaria a vida

«O mais vulgar dos alunos sabe agora verdades 
pelas quais Arquimedes sacrificaria a vida»

Ernest Renan (1823-1892), escritor e filósofo francês

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Dádiva preciosa

"O ensino deve ser de modo a fazer sentir aos alunos 
que aquilo que se lhes ensina é uma dádiva preciosa 
e não uma amarga obrigação"

Albert Einstein (1879-1955)


quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Visita inesperada do Ruben e da Anabela



Ruben e Anabela


O Ruben Branco, que foi meu aluno, teve ontem a gentileza de me visitar. Vinha acompanhado de sua esposa Anabela. Já não os via há anos, mas foi com facilidade que os reconheci. Os mesmos olhos, as mesmas expressões, os mesmos sorrisos, as mesmas simpatias. Foi bom recebê-los e saber novas suas. Estão de férias entre nós e foi muito bom sentir que não se esqueceram desta nossa terra e sua gente. Lembrámos outras eras, amizades comuns e experiências vividas, ao mesmo tempo que vieram até nós pessoas e acontecimentos que perduram nas nossas memórias. E também fiquei a conhecer quanto apreciam o nosso país, com belezas que não nos cansamos de admirar e elogiar.A visita mostra que é possível e necessários conjugar outras eras com os tempos presentes, partilhando amizades, sensibilidades e emoções que alegram as nossas almas e enriquecem as nossas recordações ainda resistentes aos trabalhos da vida. Vão regressar e daqui, desde meu recanto, formulo votos sinceros de boa viagem e das maiores felicidades.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Português e Matemática




A comunicação social noticia que os exames de Português e Matemática, do 12.º ano,  denunciaram a má preparação dos alunos. Os resultados foram negativos, sendo de sublinhar que na disciplina de Português não se viam notas destas há 14 anos. A Matemática, já nem se fala, pois os nossos alunos, na sua grande maioria, continuam a olhar para os números com horror.
Estou longe de saber de quem será a culpa. Normalmente, atribui-se aos alunos a responsabilidade das más notas em Matemática; os professores ficam à margem, como se fossem todos pedagogos notáveis. Ora, eu acho que os professores deviam fazer um exame de consciência, no sentido de descobrirem se da parte deles haverá capacidade e arte para motivar alunos. O mesmo poderá ser dito aos professores de qualquer área.
A nível do Português, também não me espanta a situação. Pelo que tenho sabido, os nossos jovens leem pouco; muitos fogem dos livros como o diabo da cruz. E sem leituras, na área das Línguas como noutras, não se vai a lado nenhum.

Uma pequena estória

Alçada Baptista era um bom contador de estórias. Incisivas e com graça. Como esta:

«O meu querido Raul Solnado quis ser simpático com o filho de um amigo, um rapaz de 23 anos. Achou que se devia interessar pelas suas preocupações. Disse-lhe:
— Então, rapaz, tens lido alguma coisa? Gostas de ler?
Ele pensou só um bocadinho e respondeu:
— Evito.»