sábado, 24 de outubro de 2020

NATIONAL GEOGRAPHIC - Uma revista para este tempo


Tenho sido injusto com a revista NATIONAL GEOGRAPHIC que entra cá em casa há anos. E contudo, lê-la, mesmo que a correr, é ficar a par de variados estudos e descobertas que, doutra forma, como leitor comum, me passariam ao lado. 
O número referente a Outubro oferece-nos “Um novo olhar sobre os dinossauros — A ciência reconstitui a história e o aspecto destes animais pré-históricos”. Uma boa leitura para estes tempos de recomendável isolamento para pessoas idosos como eu, mas não só. 
A revista não se fica por aí, brindando-nos com outros temas de culturas e povos diversos, dos mais variados e inóspitos recantos da Terra. As ilustrações, em todas as páginas da revista, são duma beleza ímpar.
Com esta referência, pretendo tão-só sugerir a leitura desta revista. Lemos, consciente ou inconscientemente, tanta literatura banal!

Hora de Inverno muda às duas da manhã


Às duas da manhã, voltamos à hora do Inverno. Não se esqueça para não ter problemas. Já estamos habituados. Bom Inverno, com menos frio, alguma chuva e dias tranquilos.

FRATELLI TUTTI. 3 - Uma política sã

Cónica de Anselmo Borges 
no Diário de Notícias


 “é necessária uma reforma quer das Nações Unidas quer da arquitectura económica e financeira internacional, para que seja possível uma real concretização do conceito de família de nações.” 

Papa Francisco 

1. É evidente que é necessário defender o princípio essencial da liberdade, mas é igualmente necessário defender os outros dois princípios, o da igualdade e o da fraternidade. É a tríade que tem de estar sempre vinculada: liberdade, igualdade, fraternidade. 
Se toda a pessoa tem dignidade inviolável e, portanto, o direito de viver com dignidade e desenvolver-se e realizar-se integralmente, impõe-se que o Estado não seja apenas o garante da liberdade, nomeadamente da liberdade de empresa e de mercado. Quem nasceu em boas condições económicas, quem recebeu uma boa educação, quem é bem alimentado, quem possui por natureza grandes capacidades..., esses “seguramente não precisarão de um Estado activo, e apenas pedirão liberdade. Mas, obviamente, não se aplica a mesma regra a uma pessoa com deficiência, a alguém que nasceu num lar extremamente pobre, a alguém que cresceu com uma educação de baixa qualidade e com reduzidas possibilidades para cuidar adequadamente das suas enfermidades. Se a sociedade se reger primariamente pelos critérios da liberdade de mercado e da eficiência, não há lugar para essas pessoas, e a fraternidade não passará de uma palavra romântica.” 

sexta-feira, 23 de outubro de 2020

POSTAL ILUSTRADO: Boca da Barra

Dia bonito: Pescadores e gaivotas à  espera de um petisco. Há sempre observadores e fotógrafos.

Será necessário colete de salvação?



O ser humano é político, mesmo quando garante que não é. Mas há, realmente, políticos brincalhões. Repare-se nas manobras, negociações e mais negociações, com juras e promessas de que tudo está bem quando todos sabemos que não está. Alguns são mesmo brincalhões com caras de gente séria. Uns prometem tudo e mais alguma coisa, outros exigem tudo e mais alguma coisa quando todos sabemos que o país está mal. Quando digo país, digo povo sofredor com falta do essencial para viver dignamente. Um país abafado por uma pandemia terrível a somar infetados e mortos todos os dias. Até parece que vivemos na abundância quando todos sabemos que a fome entra em inúmeras famílias a toda a hora. Famílias de desempregados e muitos filhos de uma economia paralisada, com velhos de olhares perdidos nos horizontes de sonhos irrealizáveis. 
Alguns políticos prometem tudo e chegam a ter graça, mas às vezes assustam-nos. Vem isto a propósito dos “filmes” que retratam as negociações para o Orçamento do Estado passar, decisão fundamental, junto dos nossos credores internacionais, para repor a nossa credibilidade, permanentemente abalada,  e para manter o povo controlado. 
O OE vai passar, não vai haver problemas, garantem uns. As negociações não param, ou param para alimentar o espetáculo que as televisões e demais comunicação social  exigem para deleite do pessoal. Cai o Governo? Vamos para eleições? Tudo pode acontecer. 
A crise vai continuar? Estamos convencidos de que sim. Para já, o barco continua a navegar, com procelas no horizonte. Mas navega, mesmo a meter água. Será preciso colete de salvação? Ninguém sabe. Pelo sim pelo não, valerá a pena metê-lo num saco, com um farnel para uns tempinhos. 

F. M.

INSEPARÁVEL O AMOR A DEUS E AO PRÓXIMO

Reflexão de Georgino Rocha 
para o Domingo XXX


«O centro da vida humana está no amor. 
Ocupar este centro com outros valores e interesses 
é usurpação que desumaniza a pessoa e fragmenta a sociedade»

A esplanada do Templo de Jerusalém é palco de novo episódio questionador. Os responsáveis dos grupos influentes mexem-se com grande persistência e à-vontade. Aproveitam-se de questões progressivamente mais delicadas e comprometedoras. Depois da política, vem a religião. Agora é o sistema e a hierarquia das verdades que se buscam. Assunto sério, se não houvesse uma segunda intenção: a de experimentar Jesus, a de ver como se posiciona face ao complicado conjunto legal - os peritos apontam 613 mandamentos –, a de saber a qual deles dá prioridade, que parecer tem sobre o núcleo central da vida dos judeus fiéis à Lei recebida de Moisés. Mt 22, 34-40. 
Os novos contendores pertencem aos fariseus, alegres por saberem que os saduceus se tinham remetido ao silêncio, após a disputa sobre a ressurreição. Jesus situa-se ao nível da pergunta provocante. Ao desafio responde com uma oração conhecida da tradição judaica e que devia ser recitada diariamente. Não podia ser mais certeiro. Amar o Senhor com todo o coração, com toda a alma, com todo o espírito. E não fica por aqui. Acrescenta uma outra prescrição que faz parte do património religioso comum: “Ama o teu próximo como a ti mesmo” ( Lv 19, 18), esclarecendo que o segundo mandamento é semelhante ao primeiro. E sereno, aguarda a reacção que não chega. 

quarta-feira, 21 de outubro de 2020

Ruas da nossa terra — Padre Américo

Américo Monteiro Aguiar nasceu a 23 de outubro de 1887, em Galegos (Penafiel). Oitavo filho de Ramiro Monteiro Aguiar e Teresa Ferreira Rodrigues. 
Após a conclusão da escola primária em Penafiel e Felgueiras, iniciou a sua vida laboral na área comercial, numa loja de ferragens na cidade do Porto. Seguiu depois para Moçambique, onde trabalhou como despachante ao serviço de diversas empresas. 
Regressou a Portugal com a sólida decisão de dedicar a sua vida ao serviço religioso. Assim, com 36 anos, ingressou no Convento Franciscano de Vilariño de Ramallosa, em Tui. Porém, revelava claras dificuldades de adaptação à vida monástica e solicitou a admissão no Seminário do Porto. Porém, por via da sua idade, o pedido é recusado, sendo aceite, em 1925, no Seminário de Coimbra. 
É em Coimbra que começa a demonstrar enormes capacidades discursivas e de reflexão, tendo escrito para a revista dos alunos daquele estabelecimento de ensino Lume Novo, sob o pseudónimo Frei Junípero. 

Viagem pela Ria de Aveiro




A viagem pela Ria de Aveiro é uma viagem sempre apetecida em qualquer época do ano. Faça uma experiência e depois conte-nos como foi. 

Ver informações detalhadas aqui

Dia Internacional da Maçã


Realmente, todos os dias do ano há algo a celebrar. Hoje, comemora-se o Dia Internacional da Maçã. Achei curiosa esta celebração e dei-me ao cuidado de averiguar o porquê, até porque há cá em casa um filho que faz questão de comer uma maçã ao almoço. Diz ele que a maçã é miraculosa. Vai daí, li na Net que a maçã combate o colesterol. E diz mais: "A maçã beneficia ainda as células nervosas e estimula os mecanismos cerebrais ligados à memória. É uma fruta aliada do cérebro que deve ser ingerida nas pausas do trabalho ou do estudo." Então, vamos seguir as recomendações. Uma maçã por dia, ou uma boa fatia de tarte de maçã, de vez em quando. Bom apetite e melhor proveito. 

terça-feira, 20 de outubro de 2020

A segunda vaga está aí


A segunda vaga do Covid-19 está aí. Anda por todo o lado. Desafia sábios e não deixa dúvidas. Quer e está a incomodar a humanidade. É cego e não respeita nada nem ninguém. Entra quando quer e nem bata à porta. Em casa de ridos e pobres. Velhos e novos. Mata e deixa marcas indeléveis. Não tem havido quem o domine. O tempo passa, mas está tudo na mesma. Os medos instalam-se. Há os que os assumem e outros nem por isso. Até quando?

segunda-feira, 19 de outubro de 2020

Gafanha e Faganha

Texto escrito há 10 anos 

O meu amigo Zé tem tido um medo terrível das modernices dos computadores e da Net, sem razão lógica. Ele, que anda sempre na luta, há anos, pelo progresso social, cultural, político e económico… receia enfrentar coisas tão simples. Nem parece de um progressista!
Mas a história da nossa terra e das suas gentes está desde sempre nas suas preocupações, porque acredita que o exemplo de tenacidade dos nossos antepassados pode servir para nos estimular nos trabalhos de construção de um futuro mais fraterno e mais justo para todos.
Um dia destes teve o bom gosto de me enviar umas considerações sobre Leprosos, Gafaria, Galafanha, Gadanhar. E contou uma história que aqui transcrevo, das suas andanças pela Europa, onde contacta com gafanhões e outras gentes. Diz ele que participou num casamento, numa igreja de aldeia, onde foi levado por uma amizade antiga. Só não sei é se ele rezou pela felicidade dos noivos, mas julgo que sim. Mesmo que ele negue, por se declarar alheio a orações, estou convicto de que rezou. Alguém acredita que o meu amigo Zé já esqueceu o Pai-Nosso aprendido na infância?

O MEC está de volta no PÚBLICO

O Miguel Esteves Cardoso  voltou depois de férias  para o seu cantinho no PÚBLICO. Férias merecidas como trabalhador que é, não de enxada ou martelo, mas de escrita. Lê-se rápido, acicata a imaginação dos leitores, estimula leituras e consultas, critica e aplaude, dá conta de qualquer assunto, enfim, é um cronista ou colunista arguto e informado. E ainda escreve com graça e bem, sem cansar ninguém. 
Perguntou se estava tudo bem e começou logo a brindar-nos com a sua colaboração no PÚBLICO. Veio em boa hora. Falo por mim. Que comunique sempre com um otimismo saudável, são os meus votos. 

F. M.

domingo, 18 de outubro de 2020

Uma estranha caixa de correio

Crónica de Bento Domingues 
no PÚBLICO
«A Caixa de Correio de Nossa Senhora, de António Marujo,
é o grande livro do ano sobre o fenómeno religioso»

1. O livro de António Marujo, A Caixa de Correio de Nossa Senhora [1], é, para mim, o grande livro do ano sobre o fenómeno religioso, ao desvendar, por uma investigação inédita e rigorosa, um arquivo até agora desconhecido e indispensável para conhecer o Coração que move os peregrinos da maior peregrinação do Ocidente.
O autor é bem conhecido. Integrou o núcleo fundador do PÚBLICO, onde esteve até Janeiro de 2013, sendo responsável pela informação religiosa. É autor premiado de várias obras no âmbito dessa vasta temática e director do 7Margens, jornal digital dedicado a dar a conhecer o que acontece no mundo das religiões e as formas complexas como marcaram e marcam a história vivida dos crentes.
O seu profundo conhecimento da problemática de Fátima já tinha sido bem demonstrado [2]. Entretanto, ao procurar um tema novo sobre a questão religiosa durante a Primeira Guerra Mundial, no que a Portugal dizia respeito, reencontrou-se com o segredo dos segredos de Fátima, de um modo surpreendente, narrado por ele próprio. 

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