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quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Hoje acordei assim...


Hoje acordei assim. O frio que tanto temo, o olhar distante e pensativo, a recordação da Nazaré e a roupa que me apeteceu vestir, exceto o boné de que não necessitei, tudo isto vi e senti nesta imagem. Encontrei a foto quando buscava outras e logo dei um pulo até à praia das ondas gigantes que o surfista Garrett McNamara venceu, projetando bem longe aquela ridente e atraente terra, originária, segundo a lenda, da imagem da nossa padroeira. 
Lenda ou naco de história, a verdade é que nutro por aqueles ares, o sítio e o mar,  um certo carinho. Mas deixando o frio de lado, que me tolhe as saídas de casa e me obriga a manter a lareira acesa, fixo-me nesta recordação ao lado de outras, de andanças pelo país, na esperança de que venha a chuva e se vá o frio para junto de quem gosta de patinar na neve da nossa Serra da Estrela, que só visitei uma vez na vida.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

24 de novembro — Um dia diferente




Como todos os meus amigos sabem, ontem, 24 de novembro, celebrei, com a alegria de estar vivo, 78 anos de vida plena. Plena, com a mulher que amo e com filhos e netos que são o nosso enlevo. Não houve festa conjunta porque se tornou difícil reunir toda a gente. Mas a festa, a festa de vida, marcou indelevelmente a união de todos. Não faltou o carinho generoso e a ternura com que me envolveram, o sorriso que os contactos proporcionaram e a certeza de que um dia destes estaremos todos à roda da mesa e dos tachos, que o gosto está sempre apurado.
Graças às novas tecnologias, que no dia do meu nascimento eram, garantidamente, impensáveis, houve risadas, votos de parabéns, de saúde, de longa vida e esperança no futuro, tanto dos meus filhos e netos como dos meus amigos. A Lita, essa faz parte do meu ser, desde o dia em que nos tornámos num só pelo sacramento do matrimónio. Por isso, o que me era dirigido saltava de imediato para o seu coração.
E os meus amigos? Os muitos amigos que fui descobrindo ao longo da minha existência? Os cúmplices de brincadeiras, de partilha de saberes, de alegrias comuns, de desafios estimulantes? Esses inundaram as redes sociais a que estou ligado. Não consegui responder a todos? É claro que seria impossível. Aqui fica, porém, o meu agradecimento a todos. E até lhes perdoo os excessos de elogios com que me brindaram. Aos amigos perdoa-se tudo.

Fernando Martins

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Voltar à liça é o que eu quero



Os meus leitores e amigos devem notar que de vez em quando até parece que ando longe do mundo. Eu próprio reconheço isso, mas nem sempre tenho coragem de assumir um certo cansaço que me exige parar um pouco. Penso que não estou a chocar qualquer incómodo de saúde, mas tão-só a acusar o peso dos anos, embora haja muitíssima gente mais velha do que eu com genica para correr na vida. 
Nesta minha tebaida virtual, que são os meus blogues, costumo usufruir o prazer de partilhar opiniões e retalhos de vida, dando ainda guarida ao que gosto de ler e de ver. Daí que, dia após dia de alguma sonolência, o bichinho de saltar para o mundo começa a picar-me na consciência, ao mesmo tempo que me desperta para voltar à caminhada. Faço planos, busco ideias inovadoras, apelo à coragem para não me acomodar num sofá, assumo, enfim, que parar é morrer. É isso. E se prego essa verdade, aqui ou noutras circunstâncias e lugares, então tenho de ser coerente comigo mesmo, voltando à liça. É o que quero fazer. 

Fernando Martins


terça-feira, 25 de novembro de 2014

Ainda o meu aniversário



A propósito da celebração do meu 76.º aniversário, recebi dezenas de mensagens pelo Facebook, por e-mail, por telefone e pessoalmente. Tantas que, realmente, se torna muito difícil responder a tamanhas provas de amizade e generosidade de familiares e amigos das mais diversas idades e quadrantes geográficos. 
Quando se prega e escreve que o nosso mundo está a abandonar a rota dos valores que constituem a essência da nossa civilização, é pertinente frisar que a amizade, a gratidão, a ternura, a franqueza, o sentido de proximidade e sinceridade, bem como a alegria da partilha de sentimentos e emoções, permanecem intocáveis, manifestando-se na hora própria. Foi isso que senti por estes dias. Li e ouvi palavras que me tocaram profundamente. Com todas elas saí muito mais rico. 
Um abraço amigo para todos.

Fernando Martins

segunda-feira, 19 de maio de 2014

MEMÓRIAS SOLTAS

Os habituais amigos e visitantes dos meus blogues têm agora mais um espaço em que procurarei partilhar recordações, vivências, estórias e pessoas. Sem pretensões, mas como humildade, tentarei escrever textos simples, ao meu jeito. Admito que possa tornar-se um espaço acolhedor e fraterno. Chama-se Memórias Soltas.  

sábado, 1 de março de 2014

Ainda o Centenário da Gafanha da Nazaré

Ao visitar hoje o site do Correio do Vouga, que se apresenta renovado e mais aberto ao mundo do ciberespaço, tive o privilégio de me reencontrar com textos de minha lavra que se me tinham varrido da memória. Foi um prazer lê-los e será com muito gosto que os partilharei com os meus leitores. Começo com uma entrevista que dei ao diretor adjunto daquele semanário diocesano sobre o centenário da Gafanha da Nazaré, como paróquia e freguesia.


Foi à sombra da Igreja que surgiram 
as principais instituições 
da Gafanha da Nazaré

O meu retrato, julgo que de 2010


A Gafanha da Nazaré, paróquia e freguesia, tem vindo a celebrar os 100 anos de existência. D. Manuel II assinou o decreto no dia 23 de Junho de 1910 (provavelmente, o último de criação de uma freguesia na monarquia), enquanto o Bispo de Coimbra criou canonicamente a paróquia no dia 31 de Agosto de 1910. Para assinalar o centenário, entre outras iniciativas, publicou-se o livro “Gafanha da Nazaré, 100 anos de vida”, da autoria de Fernando Martins, antigo professor do ensino básico, diácono, director do “Correio do Vouga” entre 1992 e 2004, profundo conhecedor da terra que o viu nascer. Entrevista conduzida por Jorge Pires Ferreira.


CORREIO DO VOUGA – Escreveu este livro (apresentado publicamente no Centro Cultural da Gafanha da Nazaré, no dia 7 de Agosto) num tempo recorde. Tal deve-se, também, ao facto de há muito investigar e escrever sobre a Gafanha da Nazaré…
FERNANDO MARTINS – A paróquia fez-me o desafio no final de 2009: um livro para celebrar o centenário. Aceitei a missão, embora pensasse que não seria tarefa para uma pessoa só. Fiquei encarregado de arranjar uma equipa, mas depois resolvi assumir integralmente a tarefa da escrita. Na minha óptica, teria menos trabalho, evitando reuniões e revisões do trabalho de outros, até porque, de facto já tinha alguma coisa escrita e tenho as minhas próprias ideias. A verdade é esta: a paróquia tem 100 anos e eu vivi quase três quartos desse período. Março, Abril e Maio foram os meses mais intensos de investigação e escrita.

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domingo, 24 de novembro de 2013

24 de novembro, dia especial



Hoje foi um dia especial para mim, com quase toda a família a viver comigo o meu 75.º aniversário. Um filho ausente, a lecionar nos Açores, sentou-se ao nosso lado com a ajuda do telemóvel. Bonita idade, sim senhor, para celebrar. Chamam-lhe data redonda, o que corresponde, neste caso, a três quartos de século. Não sei se atingirei o século, mas vou apostar nisso, com a ajuda de Deus, da família e dos amigos. Para já, vou a caminho com a esperança a acompanhar-me.
Conta-se que um dia, na antiguidade, um grupo de alunos (que seriam diferentes do que estamos a imaginar) terá perguntado a um velho mestre (de uns 80 anos) se não tinha pena de estar a chegar ao fim da vida. A resposta, que foi resposta de mestre para levar os alunos a pensar, terá sido mais ou menos assim: «Não tenho pena, não!, porque eu já vivi estes anos todos; os meus amigos é que devem andar angustiados porque não sabem se chegarão à minha idade.» Pois é… 
Boas festas de aniversário para todos os meus amigos.