sábado, 7 de novembro de 2009

TECENDO A VIDA UMAS COISITAS – 156

BACALHAU EM DATAS - 46
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Primeiro Navegante

O NAUFRÁGIO
DO PRIMEIRO NAVEGANTE

Caríssimo/a:

Já vimos algumas imagens trágicas deste naufrágio.
Contudo, Deus louvado, há sempre outra imagem da mesma realidade – agora até no futebol nos dão sempre o ângulo oposto. Ora, nem mais: vamos mudar a máquina de filmar e captemos outros cenários.
A Dra. Ana Maria Lopes, no seu blogue, mas a 2 de Agosto de 2008, sobre este mesmo tema, escrevia:

«Contava-me o meu Pai que, nesse ano, bacalhaus escalados, espalmados e salgados tal como são acamados no porão do navio, após a salga, deram à costa, a boiar, chegando a aparecer na própria ria.
Nesse ano, é que houve, pelos vistos, festival do bacalhau, a sério, sem encenações.»

Pois bem, continuemos com a mesma perspectiva e divaguemos:
Num «Postal do Porto», publicado no Timoneiro de Novembro de 1983, escrevia (há um preâmbulo que não suprimi porque está ligado ao contexto...):

1. Vamos hoje partilhar este bocadinho de prosa que vinha no Gaiato, assinada pelo Padre Moura:
«Naquele mesmo dia demos um saltinho à Gafanha da Nazaré, a uma empresa de pesca ligada ao bacalhau. Fomos lá buscar dois fardos, oferecidos.
Um dia, nos fins de Setembro, em Paço de Sousa, recebemos a visita da família que administra a empresa. Até nos foram oferecidos, para além de outros valores, dois fardos de bacalhau bem cada mês do ano!
Deus seja louvado pelo Homem que dá o que é seu! Pelos pescadores de rosto queimado, habituados a subir e a descer as ondas do mar, tão longe da sua terra! Pelo mar, sinal de vida, um movimento para o Infinito!... E pelos peixes, escondidos na profundeza das águas, que são uma maravilha para os olhos e alimento para nós. Por tudo, a nossa gratidão!»


2. Esta oferta de BACALHAU recordou-me uma outra que o mar fez aos «pobres» da zona onde vivia, deve haver para aí uns trinta e tantos anos.
Foi o caso... Afundou-se, ali à boca da Barra, um navio – O PRIMEIRO NAVEGANTE, salvo erro.
O bacalhau libertou-se dos porões e, levado pela corrente e «atraído» pelas pedras, foi refugiar-se nas rochas da Meia Laranja, nas tocas. Era meter-se lá, fugir às ondas, e vir a pingar bacalhau e a escorrer água e areia.
Aquilo foi uma fartura! Trazia-se para casa às carradas.
Chegado aí – cada casa era uma seca e cada família, uma empresa -, era lavado e limpo da areia e posto a secar. Nenhum se estragou, que, enquanto havia bacalhau fresco a secar, não mais se provou outro conduto. E afinal nenhum peixe chegou a secar nem se guardou de reserva... a não ser na «barriga».

Felizmente neste naufrágio não houve vítimas a lamentar e talvez por isso o bacalhau era tão saboroso com o pequeno (!) senão de um ou outro grão de areia fazer música nos dentes.

Manuel

A questão da homossexualidade...



Homossexualidade e casamento


As religiões, concretamente as monoteístas, condena(ra)m, nos seus textos, por vezes sob ameaça de morte, a homossexualidade.
Assim, lê-se no Levítico: "Se um homem coabitar sexualmente com um varão, cometeram ambos um acto abominável; serão os dois punidos com a morte".
Mas, segundo M. Darnault, em Le monde des religions, o texto que está na base da homofobia cristã é o relato bíblico de Sodoma e Gomorra. Dois homens, enviados de Deus, chegaram a Sodoma e Lot acolheu-os pela noite, mas a população encolerizou-se: "Ainda se não tinham deitado, quando os homens da cidade rodearam a casa e chamaram Lot: 'Onde estão os homens que entraram na tua casa esta noite? Trá-los para fora, a fim de os conhecermos." Avançaram para arrombar a porta, mas os dois homens feriram-nos de cegueira, mandaram Lot fugir com a família e "o Senhor fez cair sobre Sodoma e Gomorra uma chuva de enxofre e de fogo", que tudo destruiu. Aquele "a fim de os conhecermos" é um eufemismo para relações homossexuais e de Sodoma proveio sodomia.
É também sobre esta narrativa do "povo de Lot" que se apoia o Alcorão para reprovar esta "acção infame" e "torpe". A suna prescreve a pena de morte, a maior parte das vezes por lapidação.
O fundamento da estigmatização teológica e canónica da homossexualidade, apoiada por especialistas da teologia moral, como São Tomás de Aquino, encontra-se no desenvolvimento do tema da depravação de práticas consideradas "contra a natureza", como já São Paulo tinha escrito na Carta aos Romanos: "Foi por isso que Deus os entregou a paixões degradantes. Assim as suas mulheres trocaram as relações naturais por outras que são contra a natureza. E o mesmo acontece com os homens: deixando as relações naturais com a mulher, inflamaram-se em desejos de uns pelos outros".
O Catecismo da Igreja Católica diz: "Apoiando-se na Sagrada Escritura, que os apresenta como depravações graves, a Tradição sempre declarou que 'os actos de homossexualidade são intrinsecamente desordenados'. São contrários à lei natural, fecham o acto sexual ao dom da vida, não procedem duma verdadeira complementaridade afectiva sexual, não podem, em caso algum, receber aprovação. Um número não desprezível de homens e mulheres apresenta tendências homossexuais profundas. Eles não escolhem a sua condição de homossexuais; essa condição constitui, para a maior parte deles, uma provação. Devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Evitar-se-á, em relação a eles, qualquer sinal de discriminação injusta".
Parece seguir-se o princípio da condenação do acto, não das pessoas. Também o Dalai Lama, em 2001, declarou que "a homossexualidade faz parte do que chamamos 'uma má conduta sexual'", rectificando depois: "Só o respeito e a atenção ao outro deveriam governar a relação do casal, hetero ou homossexual". Na Igreja anglicana, há debates acesos por causa da ordenação de bispos gays e bênçãos de casais homossexuais.
Entretanto, em 1993, a OMS retirou a homossexualidade da sua lista de doenças mentais.
Recentemente, houve um apelo lançado por 66 países para a despenalização universal da homossexualidade a que se associou o Vaticano. Ainda bem. E não deve haver lugar para discriminação. Julgo também que não há razões para negar a comunhão a quem tem essa orientação.
O Estado deveria encontrar uma forma de união com consequências jurídicas semelhantes às dos casados. Mas, como já aqui escrevi, a questão reside em saber se há-de chamar-se-lhe casamento. O problema é mais do que religioso e as palavras não são indiferentes, pois não pode dar-se o mesmo nome ao que é diferente. Como disse o filósofo ateu Bertrand Russell, "o casamento é algo mais sério do que o prazer de duas pessoas na companhia uma da outra: é uma instituição que, através do facto de dela provirem filhos, forma parte da textura íntima da sociedade, e tem uma importância que se estende muito para além dos sentimentos pessoais do marido e da mulher". Assim, o que a sociedade tem de resolver é se considera o casamento essa instituição ou uma mera contratualização de afectos.

Anselmo Borges

Mestre Lourenço de Sesimbra fez amizades na nossa terra


Pérola de Sesimbra

Mestre Lourenço, de Sesimbra, fez amizades na nossa terra. A sua traineira, Pérola de Sesimbra, ainda a laborar, terá sido o último barco feito pelo Estaleiro Mónica.

Carta aberta a uma mulher viúva




A VIÚVA DOS DOIS CÊNTIMOS


Permite-me, mulher viúva, que te dirija uma carta aberta. Desculpa tratar-te não pelo teu nome, mas pela tua situação na sociedade. Aceita a minha saudação de paz que é sinal de bênção do Todo-poderoso, o Altíssimo.
Sou padre católico e leio com frequência os livros sagrados, que os cristãos chamam bíblia, onde aparece o teu “caso” ocorrido no Templo de Jerusalém. Terá sido numa das vezes em que lá foste, segundo o vosso costume. A tua atitude despertou a atenção de Jesus de Nazaré. Recordas-te?! Talvez não porque foi tudo tão rápido e discreto. Mas eu vou lembrar-te e dar-te a minha opinião em público para que vejas o alcance do teu gesto simples e humilde.
À tua frente, vão homens ricos que lançam avultadas quantias nas caixas do Tesouro do Templo. Fazem coisas que dão nas vistas. O quê, não sei. Talvez o modo de vestir, de rezar ou de estar na fila e tentar alcançar o primeiro lugar.
Jesus de Nazaré, que tinha vindo à cidade para a celebração da Páscoa, observa-os atentamente. Ele não se entendia com eles, sobretudo com os que ensinavam o povo em nome do Altíssimo. Preferia a verdade à mentira, a transparência à confusão, a sobriedade à opulência e a humildade à vaidade. Este modo de proceder causa-lhes má vontade e desejos de vingança e morte. Mas não desiste e leva a sua avante.
Sentado e atento, Jesus olha também para ti. Vê que tiras da bolsa as únicas moedas que possuías e.com naturalidade as colocas na mesma caixa. Valiam pouco, bem sabes, mas eram o sinal da grande riqueza do teu coração. Depois, acompanha-te com o olhar enquanto te vais retirando e perdendo na multidão. Deixa-te partir sem dizer palavra. Sabes o que pensava nesses momentos?!
Não é difícil de descobrir pois chama o grupo que o seguia e fala-lhes de modo surpreendente. Põe frente a frente a tua dádiva e a dos homens ricos. A tua sai a ganhar. Não pelo valor da quantia, mas pela finura da qualidade. Deste o que tinhas para viver e não do que te sobrava. Ficaste sem qualquer garantia e segurança, apesar da tua situação social, enquanto a eles muito lhes restava. Posso afirmar-te que os discípulos ficam admirados pela novidade que este contraste põe a claro de forma interpelante.
Parece que Jesus de Nazaré tinha acesso aos segredos do coração e também aos teus sentimentos mais profundos, sabia em quem depositavas a confiança, conhecia as tuas convicções mais seguras e em quem descansava a tua vida. E embora não faça um elogio rasgado da tua atitude, aproveita sabiamente a oportunidade para marcar a diferença e definir critérios de vida: o valor das pequenas coisas, a grandeza da generosidade, a força das convicções, a eficácia do agir discreto, a entrega incondicional. Diferença também no apreço pela qualidade dos sentimentos, pela subordinação dos bens às pessoas, pela partilha assente na equidade e não só no supérfluo.
Sabes, mulher viúva, o teu silêncio é mais eloquente do que muitos discursos e a tua atitude mais expressiva e convincente do que tantas formas de proceder consideradas exemplares. A finura do teu gesto espelha a delicadeza de quem te observa e o alcance da mensagem que anuncia.
Aceita a minha gratidão em nome de quantos te admiram e procuram estar atentos às pessoas de hoje como, no teu tempo, esteve Jesus de Nazaré, o enviado do Deus altíssimo.

Georgino Rocha

Que sina a nossa…



Quando acordo de manhã, ligado o rádio, frequentemente sou confrontado com notícias tristes, que se sucedem umas às outras. A corrupção domina o panorama da vida portuguesa, com políticos, e não só, envolvidos ou indiciados como tal.
Eu sei que ninguém pode ser condenado ou absolvido na praça pública, pecado grave que muitas vezes cometemos. Mas também sei que se está a generalizar a ideia de que vivemos num país de corruptos. Há gente séria, muito séria, mas ninguém duvida da existência de oportunistas, que nem vergonha têm de exibir sinais exteriores de riqueza, quando o que ganham, nos cargos que ocupam, não é explicação para o que mostram descaradamente.
A contemplar tudo isto, temos uma Justiça incapaz de averiguar o que se passa e de condenar os corruptos que, por artes que aprenderam não se sabe onde nem com quem, vivem à tripa-forra, quando tantos trabalhadores e empregadores honestos mal têm o mínimo para sobreviver.
A classe política, que tinha obrigação de procurar resolver esta situação, bem prega que o vai fazer, mas a realidade é a que se vê a olho nu, não havendo, realmente, progressos na luta contra este cancro dos nossos tempos.
É claro que não alinho com os mais pessimistas, que chegam ao ponto de defender a suspensão da democracia, para se vencer a podridão que vai minando os projectos de uma sociedade mais justa e mais fraterna. Acredito que a democracia, com os meios de que dispõe e lhe foram outorgados pelo povo, pode muito bem ultrapassar mais esta dificuldade. Assim o queira…

FM

Para começar um sábado tristonho



Para começar um sábado tristonho, que foi o que senti esta manhã, nada melhor do que recordar, graças a uma foto, um passeio que fiz, há muito, ao Castelo de Montemor-o-Velho. O dia estava quente e lindo e ali, com toda a tranquilidade, pude usufruir do ar puro, dando um abraço ao passado do nosso povo que, com unhas e dentes, defendeu e lutou pela sua liberdade.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

História nas ruas...


Sempre gostei de ver a história de uma povoação plasmada nas ruas e praças. Quem passa, se não hoje pelo menos amanhã, terá oportunidade de ficar a saber curiosidades. Na Figueira da Foz, perto da Câmara Municipal, encontrei esta placa, com dizeres importantes. Sabe-se que os figueirenses têm tido, ao longo dos tempos, um gosto especial pelo teatro. E esta placa, de forma simples, lembra-nos isso mesmo.

O FIO DO TEMPO: Marchar para erguer a Paz



A PAZ É MESMO O ÚNICO CAMINHO


1. A própria expressão «Marcha Mundial pela Paz e Não-Violência» dá a volta às palavras no justo sentido. Ao passarmos o filme da história, a designação de «Marcha» é bem mais atribuída ao marchar para a guerra do que ao anúncio da Paz. É mesmo importante inverter esse caminho e avançar de forma pensada e amadurecida pela paz, o único caminho com futuro para todos. De Outubro 2009 a Janeiro 2010, está decretada a reflexão mundial pela paz. Talvez seja efectivamente na era global a primeira marcha unida pela paz. Sinal dos tempos, sinal de esperança, mas nobre missão e compromisso em que ninguém pode ficar de fora, especialmente os corações que persistem nas durezas da divisão e dos muros.

2. À medida que cresce a consciência universal e a convergência impressionante e “ao segundo” no encontro de culturas, etnias, religiões e filosofias de vida, aumenta a responsabilidade de orientar todas as visões de sociedade numa linha de sentido de «bem comum», este um pilar fundante do mundo melhor que se procura, repleto da generosidade que vence todo o mal. Também à medida que as intolerâncias de várias origens vão continuando a dar os seus ecos maléficos a proclamação da «não-violência» é o mínimo olímpico essencial rumo à paz. Mas não chega a paz podre… É por isso que em imensas localidades de norte a sul e do oriente ao ocidente cresce a adesão ao projecto da Marcha Mundial da unidade na riqueza da diversidade. http://www.theworldmarch.org/index.php?lang=por

3. Se a paz é mesmo o único caminho para haver futuro, então no mundo actual nenhuma área educativa, da formal à informal, poderá ficar de fora… Mas a verdade é que a violência percorre o mundo da comunicação e as consideradas melhores películas dos cinemas – factor cultural – trazem consigo armas a ferro e fogo. Do global ao local, em espírito glocal. Também em Aveiro a marcha chegou e quer mover as gentes na reflexão andante para ser VIDA na prática.
 

Para Recordar: Músicos Gafanhões

É  bom recordar. Tanto gosto eu como muitos dos meus leitores. É sempre saudável reviver rostos e projectos muito válidos. veja aqui.

Para começar o dia, uma boa ideia




“O aquecimento global é o maior desafio que a humanidade alguma vez enfrentou. As gerações vindouras exigem dos actuais líderes mundiais determinação nas políticas ambientais, para que todo o cidadão possa contribuir, a curto prazo, para um planeta sustentável e mais equilibrado.”

João Lopes
General Manager da Siemens IT Solutions and Services

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Viver e actuar numa sociedade não se pode fazer pela negativa




Um mundo sempre igual, cada dia mais diferente


Não é fácil para muita gente, mesmo da Igreja, perceber que o mundo é sempre igual, porque povoado de pessoas com a sua dignidade, direitos, deveres, aspirações e problemas. Mas é, também, um mundo cada dia diferente, dadas as mudanças culturais que se estão verificando que influem nos comportamentos e no rumo de muitas vidas, com as aquisições sociais e tecnológicas que se vão operando e generalizando, com a globalização que a todos nos aproxima mais, sem que por isso nos torne mais amigos e fraternos. Mais possibilidades e mais desencontros; mais gestos de ajuda e mais egoísmos; mais conhecimentos e mais arrogância; mais ricos e mais pobres… Mundo complexo e cheio de contradições, mundo rico de oportunidades e cheio de gente sem vez. Mundo que conquistou a sua autonomia e o seu espaço de legítima liberdade, mas que multiplica os oprimidos, os excluídos e os escravos.
A Igreja existe e coexiste neste mundo com uma missão própria em favor de todos, reconhecida por uns e não por outros que se declaram alheios a qualquer expressão religiosa. Existir e coexistir é expressão da força que a mantém acordada e activa, e tanto a poderá levar a um apreço crescente, como a perseguições claras ou encobertas. Foi sempre assim e, mesmo que a história não se repita, as pessoas marcam, em cada tempo, rumos semelhantes ou mesmo iguais aos de tempos idos, sempre que o seu mundo valores se assemelha.
A característica mais generalizada e observável é que a sociedade se secularizou, as suas opções e projectos dei-xaram de ser influenciados por forças e razões morais, o económico sobrepôs-se ao humano, o político reduziu-se a interesses de grupos, as divisões agravaram-se e o diálogo de cooperação tornou-se cada dia mais difícil.
A secularização, entendida como conquista da autonomia própria das realidades profanas e modo de as conduzir, é uma conquista legítima da cultura moderna. É também uma afirmação normal de que homem é, de pleno direito, cidadão do mundo e protagonista da sua história. Pela sua participação responsável e activa na sociedade, está ligada a si e dependente das suas acções e omissões, a história dos seus contemporâneos e, de algum modo, dos seus vindouros, dado que o presente subsiste em grande parte no passado, e não lhe são indiferentes aos projectos do futuro.
Viver e actuar numa sociedade à qual se deve respeitar a autonomia, não se pode fazer pela negativa, refugiando, por exemplo, a expressão religiosa na área do privado, fazendo juízos críticos sobre o declinar do religioso, aceitar de modo passivo a dessacralização da sociedade e o que se exprime como simplesmente humano, considerado o normal de uma sociedade moderna.
A Igreja tem de reinventar a sua presença, sem complexos de culpa no processo, nem juízos de um triunfalismo que aguarda a derrocada para fazer a festa da vitória. O projecto a Igreja é o serviço à sociedade e às pessoas, como fermento, como sal e como luz, traduzido em propostas sérias e viáveis, de livre aceitação e generoso seguimento. A história já lhe ensinou que o seu êxito não se mede por critérios profanos, que a luz não se pode colocar debaixo do alqueire, que o fermento só dá força à massa em contacto com ela, e que o sal que não cai sobre os alimentos, os deixará sempre sem sabor.
A Igreja, fiel ao Evangelho mais que qualquer força social, tem capacidade para se regenerar, para abrir e andar por caminhos novos.
Será que só os seus detractores sabem que essa é a sua força?

António Marcelino

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