sexta-feira, 28 de março de 2025

Peixinhos tentam invadir uma habitação

 

Não é que os peixinhos saltaram da Ria e tentaram invadir o primeiro andar de uma habitação? Ou os peixinhos, com os turistas, já se tornaram humanos?

quarta-feira, 26 de março de 2025

Aveiro – Turismo à vista





Andámos hoje por Aveiro, descontraidamente, ao jeito de matar saudades. Apreciar o movimento nas ruas, sentir os olhares de turistas que se aproximam da Ria. Fixar os nossos olhos nos que entram nos moliceiros para uma voltinha e deles saem satisfeitos depois da viagem, decerto para mais tarde recordarem no regresso às suas terras.
O turismo é real nas ruas da cidade. Grupos posam para a fotografia e os ovos moles talvez sejam os guloseimas preferidos para repartir em casa.
Pudemos caminhar tranquilos na cidade que nos acolheu na infância. A Lita veio de Pardilhó para casa da Tia Lurdes e eu ingressei na Escola Comercial. E por Aveiro não encontrei ninguém da minha geração, embora me cruzasse com conhecidos.
Voltaremos, garantidamente!

terça-feira, 25 de março de 2025

Riqueza incomensurável da ternura

Hoje conto uma história. “Um menino de 4 anos tinha um vizinho idoso a quem falecera dias antes a esposa. Ao vê-lo chorar, o menino foi para o quintal dele e sentou-se simplesmente no seu colo. Quando a mãe lhe perguntou o que tinha dito ao velhinho, ele respondeu: Nada. Só o ajudei a chorar.” Um escritor de nome, convidado como jurado de um concurso de crianças, deixou-nos esta preciosidade como gesto inefável da criança premiada.
Sobram comentários. É isto que não deixa que o mundo se afogue. Uns dispensam os filhos, outros escandalizam as crianças, outros põem veneno em tudo, sabendo que elas o irão beber… Deus vela por elas através de quem é capaz de as amar sem condições.
O melhor do mundo, disse o poeta, são as crianças. Quem as faz andar em terras desertas e frias para poderem ter escola não pensa assim. Quem deixa que a família se degrade ou até contribua para isso não pensa assim.
Quem não tem sensibilidade para perceber a riqueza dos gestos de ternura não pensa assim.
Amanhã é Dia de Portugal. A riqueza do país são as pessoas. Mais ainda, as crianças. Só elas são capazes de ajudar a chorar. E, neste chorar, aliviam a dor que mais dói, a da saudade de quem se ama.
Só o amor puro das crianças.

António Marcelino

Nota: D. António Marcelino foi o segundo Bispo da restaurada Diocese de Aveiro. 

Abusos sexuais na Igreja Católica


NOTA: Crimes impensáveis! Crimes lamentáveis!  No seio da Igreja Católica! 

AVEIRO: Estátua de José Estêvão

 Foto do Inventário Artístico de Portugal - Aveiro - Zona Sul

José Estêvão na posição de orador em que foi mestre.

segunda-feira, 24 de março de 2025

Colagem Google


O Google é habilidoso. Apanhou-me distraído e fez esta colagem. E eu fiz-lhe a vontade.

REZAR? AMAR? TRABALHAR?

 

O SOL está de volta?


Para começar a semana de trabalho, parece que o SOL está de volta. Será que veio para ficar? Com as alterações climáticas que enfrentamos, nunca se sabe. Vamos torcer por isso. 
Boa semana para todos.

sábado, 22 de março de 2025

ANTÓNIO FEIJÓ - O Amor e o Tempo









O Amor e o Tempo

Pela montanha alcantilada
Todos quatro em alegre companhia,
O Amor, o Tempo, a minha Amada
E eu subíamos um dia.

Da minha Amada no gentil semblante
Já se viam indícios de cansaço;
O Amor passava-nos adiante
E o Tempo acelerava o passo.

— «Amor! Amor! mais devagar!
Não corras tanto assim, que tão ligeira
Não pode com certeza caminhar
A minha doce companheira!»

Súbito, o Amor e o Tempo, combinados,
Abrem as asas trémulas ao vento...
— «Porque voais assim tão apressados?
Onde vos dirigis?» — Nesse momento,

Volta-se o Amor e diz com azedume:
— «Tende paciência, amigos meus!
Eu sempre tive este costume
De fugir com o Tempo... Adeus! Adeus!

António Feijó, 
in 'Sol de Inverno'


ANDANÇAS - Póvoa de Lanhoso

 

Encontro com Maria da Fonte, a heroína que deu lições a homens na defesa da sua terra e gentes. Em passeio de Verão, eu a Lita passámos pela Póvoa de Lanhoso para a saudar e homenagear. Não posso precisar a data.

Os vencidos do catolicismo

Ruy Belo





Nós os vencidos do catolicismo
que não sabemos já donde a luz mana
haurimos o perdido misticismo
nos acordes da carmina burana

Nós que perdemos na luta da fé
não é que no fundo não creiamos
mas não lutamos já firme e a pé
nem nada impomos do que duvidamos

Já nenhum garizim nos chega agora
depois de ouvir como a samaritana
que em espírito e verdade é que se adora
deixem-me ouvir a carmina burana

Nesta vida é que nós acreditamos
e no homem que dizem que criaste
se temos o que temos o jogamos
“meu deus meu deus porque
me abandonaste?”

Ruy Belo



NOTA: Entre livros há sempre livrinhos que deixaram marcas indeléveis em certos recantos do nosso cérebro. Da capa de "Nós, os vencidos do catolicismo" transcrevi o poema que hoje partilho com os meus leitores e amigos.

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