terça-feira, 30 de novembro de 2010

Fernando Pessoa morreu há 75 anos



Fernando António Nogueira Pessoa (n. 13 de Junho de 1888; + 30 de Novembro de 1935), mais conhecido por Fernando Pessoa, morreu há 75 anos. É por muitos considerado o maior poeta da Língua Portuguesa. Eu gosto de o ler, limitando-me a ouvir quem o aprecia e quem o menospreza. Que foi um grande poeta, não haverá quem duvide. A minha homenagem aqui fica com um poema, o mesmo que todos os dias leio no meu recanto de trabalho.


Para ser grande, sê inteiro

Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive

Fernando Pessoa (Ricardo Reis)

O Advento da esperança


 
Por António Rego

E medir bem o lixo - o que se deita fora e o que se guarda - esse montão diário que é o pão do diabo mal amassado, fruto impuro do nosso esbanjamento.

Já nos cansamos de discursos, análises, críticas, explicações e promessas. Ainda não deslindamos por inteiro as causas visíveis e invisíveis, próximas e distantes de todo este desencanto que nos invade, espécie de Inverno sem sinais de vida. Nem sabemos bem onde estão os erros mais básicos nesta aritmética que não sabe multiplicar os bens e dividir os males.
Já percebemos que quase tudo nos pode acontecer.Com a humilhação de termos estado prestes a ser um país moderno, civilizado e desenvolvido. Tudo parece cair ao mesmo tempo. A pobreza já não se envergonha como dantes. Estala nos protestos expressos em todos os recantos. Cada vez é maior o número dos que se consideram desabrigados, sem capacidade para o sonho médio de há uns tempos atrás: uma casa condigna, um carro, televisor, electrodoméstico, computador, máquinas disto e daquilo, gelados e congelados em abundância…

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Faleceu o Daniel Rodrigues


Soube há minutos que faleceu o meu amigo Daniel Rodrigues, o decano dos jornalistas aveirenses. Tinha 79 anos e foi ordenado Diácono Permanente em 22 de Maio de 1988.
Como jornalista, trabalhou incansavelmente no "Comércio do Porto" e no "Diário Popular", tendo exercido, também, as funções de director-adjunto do "Correio do Vouga". Como diácono, foi responsável da pastoral dos ciganos e colaborador da paróquia da Glória.
Distinguiu-se sobremaneira como repórter, conhecendo todos os recantos do Distrito de Aveiro, e não só. As suas reportagens caracterizaram-se pelo humanismo com que enfrentava as realidades, denunciando injustiças e promovendo as pretensões que considerava legítimas das populações. O reflexo desse seu trabalho  está bem patente no livro “Vouga Arriba... ou o drama de um povo”, publicado em 1974. Nele disse que não olhava a homens ou a cargos. «Importa-nos, isso sim, a defesa do Povo. Para além da nossa ideologia política e religiosa, está o bem da Colectividade, das camadas mais desprovidas de réditos. Não atacamos ou elogiamos homens; atacamos situações, elogiamos tomadas de posições verdadeiras.»
Ao serviço da reportagem, facilmente captava a “notícia”, retratava com sensibilidade e humanismo dramas e alegrias, ao mesmo tempo que alertava para as injustiças e para os injustiçados.

Banco Alimentar: Recolha de alimentos foi um êxito

«A campanha do Banco Alimentar contra a Fome (BACF) do passado fim-de-semana foi um êxito. O número de voluntários superou todas as previsões – participaram na recolha e triagem dos alimentos mais de 30 mil pessoas de todas as idades e condições sociais – e a recolha de alimentos ultrapassou as 2490 toneladas obtidas há um ano.»
Leia mais aqui

NOTA: Quem há por aí que possa duvidar da generosidade dos portugueses? Mesmo em tempo de crise? Claro! Mais até nestes casos, penso eu.

domingo, 28 de novembro de 2010

Aveiro é bom para viver


Um estudo elaborado pelo Instituto de Tecnologia Comportamental – INTEC, em parceria com o jornal SOL, coloca o Concelho de Aveiro como o terceiro melhor Município para se viver, sendo de referir ainda que ficou em primeiro lugar em concelhos com mais de 25 mil eleitores.

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PÚBLICO: Crónica de Bento Domingues


(Clicar na imagem para ampliar)

TECENDO A VIDA UMAS COISITAS - 212

PELO QUINTAL ALÉM – 49

O VIME

A
Manuel Joaquim Sarromão e
Ciganos do Esteiro

Caríssima/o:

a. Há dias fui confrontado com os vimes do quintal cortados e enfeixados, para depois serem escolhidos. São seis ou sete pés, bem desenvolvidos e que fornecem os podadores quando amarram as videiras.
Ano em que não se gastem todos, oferecem-se a familiares ou vizinhos para reforçarem o seu lote de gigos e cabazes quando o cesteiro tiver disponibilidade.

e. As nossas memórias de meninice levam-nos até ao Esteiro, onde acampavam os ciganos que se ocupavam na confecção dos seus cestos que vendiam aos lavradores ou então nas feiras das redondezas (a dos 13, a dos 28...).
Como iam a nossa casa à água, lá presenteavam a minha Mãe com um cestito ou outro.
(Entre parêntesis, para deixar o meu sorriso ao recordar o comentário mudo de minha sogra a estes cestos: acenava com a cabeça e... vamos adiante que atrás vem gente!)

i. Há tanto para dizer do vime que não sei por onde começar!...
Falar da cestaria?
Claro que hoje só os da nossa geração se lembrarão dos cestos tradicionais: as cestas de almoço, usadas não só para o transporte das refeições para o campo, mas também a caminho das festas e romarias, com as tradicionais refeições que lhes estavam associadas (e também nos cortejos dos Reis...);os cestos vindimos, usados no transporte da uva para o lagar; e ainda os cabazes usados nas desmantadelas; ou os cestos da pesca desportiva; as canastras das peixeiras; os grandes cestos que as padeiras puxavam nas suas bicicletas quando distribuíam o pão pelos fregueses...
Que mundos passados e vividos!
Realçar a importância do vime na amarração das vides podadas?
Todo o trabalho do corte, escolha e utilização era (e ainda é...) ocupação artesanal que, muitas vezes, nos deixava de boca aberta pela perícia e precisão nos movimentos...
Claro que noutras zonas, como na Madeira, fabricam-se cadeiras, canapés e mesas.
E deixai-me só lembrar a produção das bengalas que os doutores das nossas universidades revolteiam e ensarilham durante a queima!

Há, contudo, um aspecto que fica sempre bem salientar nos tempos que correm: o vime recicla nutrientes normalmente indisponíveis para as culturas convencionais, preserva o solo, melhora a qualidade da água, protege as margens dos rios e está adaptado às condições locais.

o. Sabe-se que a casca destas plantas contém uma substância chamada salicina que é usada na produção do ácido acetilsalicílico, componente da aspirina, recomendada como medicamento humano importante, com muitas e várias acções terapêuticas (analgésico, anti-inflamatório, antipirético e anti-reumático, indicado para processos dolorosos somáticos, inflamações diversas e febre; profilaxia e tratamento de trombose venosa e arterial; artrite reumatóide e juvenil; profilaxia do enfarte do miocárdio em pacientes com angina do peito instável).

u. Curiosidades:

sábado, 27 de novembro de 2010

Banco Alimentar: Amanhã prossegue recolha de alimentos


O Banco Alimentar promove uma campanha de recolha de alimentos, em supermercados e superfícies comerciais, nos dias 27 e 28 de Novembro.
Em simultâneo, prolongando-se até 5 de Dezembro de 2010, tem lugar a Campanha "Ajuda Vale", que permite a recolha de alimentos sob a forma de vales que representam seis produtos básicos à alimentação.
Esta modalidade de campanha, em que cada pessoa continua a decidir o que quer doar, permite uma simplificação dos procedimentos logísticos.

A I República e a Igreja Católica

A Igreja e os sinais dos tempos



Por Anselmo Borges

Começou esta semana a ser distribuído em várias línguas o livro-entrevista Luz do Mundo. O Papa, a Igreja e os sinais dos tempos, constituído por um conjunto de conversas entre Bento XVI e o jornalista alemão Peter Seewald.
Os média fixaram-se no preservativo. Mas o livro é muito mais abrangente. O seu fio condutor é: "o cristianismo dá alegria, alarga os horizontes. Em última análise, uma existência vivida sempre e só 'contra' seria insuportável". Mas uma coisa é o cristianismo e outra a Igreja. Por isso, o Papa confessa que foi "um choque enorme" a constatação da pedofilia do clero, sobretudo pelas suas dimensões. Admite que o caso terrível de Marcial Maciel, fundador dos Legionários de Cristo, "foi encoberto" por responsáveis do Vaticano. Lamenta não ter tido informação sobre o bispo negacionista R. Williamson, a quem levantou a excomunhão.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Gafanha da Nazaré: Escola Secundária vai ser remodelada

Eugénia Pinheiro, Luís Martins e José Manuel Soares


Inauguração prevista para 2012


A Escola Secundária com 3.º Ciclo da Gafanha da Nazaré (ESGN) vai passar por profundas obras de remodelação. O investimento é da ordem dos 13,3 milhões de euros e as obras devem iniciar-se no primeiro trimestre de 2011, devendo ficar concluídas no prazo já estabelecido de 18 meses. As aulas não serão interrompidas, porque os trabalhos vão decorrer por fases, com a certeza de que «onde houver aulas não há obras e onde houver obras não há aulas», garantiu o engenheiro Luís Martins, da Parque Escolar, na apresentação do projecto à comunidade, que aconteceu no dia 25 de Novembro, no Centro Cultural da Gafanha da Nazaré. Aquele responsável pela Parque Escolar, empresa autónoma que lidera esta remodelação, revelou que o estudo do novo edifício «nasceu com a escola e para o seu projecto educativo», tendo como horizontes novos paradigmas, ao nível da pedagogia e das mais recentes tecnologias.
Na opinião de Luís Martins, trata-se de um novo edifício, aproveitando-se o que for possível do actual, que será muito pouco, estando assegurado que as áreas de trabalho e de estar, de professores, alunos e funcionários, com espaços desportivos, laboratórios, biblioteca e serviços sociais, terão todas as condições para se oferecer «mais conforto». Pretende-se que este edifício proporcione mais abertura da escola à comunidade, sublinhou.

O tabaco mata


«O tabagismo passivo provoca mais de 600 mil mortes por ano em todo o mundo, sendo que 165 mil dessas vítimas são crianças, revela um estudo divulgado hoje pela revista britânica "The Lancet.» Já toda a gente sabe, mas sempre se pensa que isso só acontece aos outros. Veja aqui. 

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

“Tampinha Amiga” oferece material ortopédico


Em cerimónia a realizar na Biblioteca Municipal de Ílhavo, na próxima sexta-feira, dia 26 de Novembro, pelas 17 horas, vai ser entregue Material Ortopédico às Instituições escolhidas pela Jovem Joana Pontes, mais precisamente o Lar de S. José, o CASCI, a Santa Casa da Misericórdia de Ílhavo, o Centro Social Paroquial Nossa Senhora da Nazaré, a Fundação Prior Sardo e a Associação de Solidariedade Social da Gafanha do Carmo.
Em Setembro de 2006 a Câmara Municipal de Ílhavo associou-se à causa da munícipe Joana Pontes, assegurando o transporte de 5 toneladas de tampas plásticas que esta jovem recolheu durante vários meses, para serem recicladas e “transformadas” em cadeira de rodas ou material ortopédico para apoio aos que dele necessitam.
Esta notável e meritória iniciativa, que esta jovem dinamiza de forma única na sua qualidade de sócia da Associação Tampa Amiga, e na qual têm colaborado centenas de pessoas anónimas, estabelecimentos comerciais, Escolas e a Câmara Municipal, assim como outras instituições do nosso Município e de outras terras, deu em Janeiro de 2008 os seus primeiros frutos, com a entrega de duas cadeiras de rodas a duas instituições do nosso Município indicadas pela própria Joana Pontes – Fundação Prior Sardo e CASCI.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Hoje foi um dia inteiro para mim



Hoje foi um dia inteiro para mim. Também para a família e amigos, que gostei de ouvir e de ler. Gosto desta data, 24 de Novembro,  em que me sinto mais disponível para quantos me cercam e com quem estou. É o dia do meu aniversário.
Há 72 anos que estou no mundo e hoje de manhã, quando olhei para trás, de soslaio, senti que tive uma vida cheia de tudo: De amor recebido e dado, de alegrias, de amizades partilhadas, de conquistas alcançadas; também de um ou outro dissabor, de dores e tristezas. Colocado tudo nos pratos da balança da vida, o fiel inclina-se notoriamente para o lado das coisas boas. Reconheço que Deus me ajudou em muitas circunstâncias. Não tanto pelos meus merecimentos, mas seguramente pela sua infinita bondade.
Dou graças a Deus pelas pessoas que Ele pôs nos caminhos da minha vida; pelos que me desafiaram a vencer obstáculos; pelos que, mesmo sem eu o perceber de imediato, me ajudaram a ser mais solidário e mais sensível para com os que sofrem. E, ainda, pelos que constituem a minha família, próxima e mais alargada, que são bocados indeléveis de mim mesmo.
Durante este dia recebi inúmeras mensagens, por várias vias. De gente com quem partilho o dia-a-dia e de gente de quem não tinha noticias há muitos anos. Tudo contribuiu para reavivar recordações, sentimentos e emoções.
A mesa está a ser posta para o encontro da família. Vou dar uma ajuda. Amanhã, se Deus quiser, cá voltarei. A vida continua.

Fernando Martins

Anselmo Borges no CUFC


"Que actualidade tem hoje Jesus Cristo?"

O Instituto Superior de Ciências Religiosas de Aveiro (ISCRA), em parceria com o Centro Universitário Fé e Cultura (CUFC), apresenta no próximo dia 1 de Dezembro, pelas 21h, no salão do CUFC, a terceira Tertúlia à Quarta, subordinada ao tema: “Que actualidade tem hoje Jesus Cristo”. Esta Tertúlia terá como prelector o P.e Anselmo Borges, missionário da Boa Nova e Professor na Universidade de Coimbra. Entrada livre.

Democracia em perigo e ensino privado ameaçado?



Por António Marcelino

Passados quase quarenta anos da Revolução de Abril, ultrapassados os tempos do PREC, uma Constituição que oficializa a democracia participativa, o país integrado na União Europeia, as universidades a formarem novas gerações de licenciados, mestres e doutores, uma coexistência dos partidos políticos normal num país latino, as relações entre o Estado e as instituições civis normalizadas, o povo e os cidadãos com direito a opinar e participar livremente, ouve-se, agora, a torto e a direito, gente séria e sensata a perguntar-se se ainda estamos num país democrático ou a ser empurrados para uma empobrecedora e injusta estatização. Isto acontece sempre que não está bem clarificada e assumida a cultura democrática e o governo se encosta a políticos e doutores, mais presos a ideologias e interesses do que à promoção do bem comum, do bem dos indivíduos e do livro exercício das instituições fundamentais, dos Direitos Humanos e da própria Constituição, quando é lida e interpretada sem preconceitos.

Bento XVI e o preservativo




António Marujo, jornalista do PÚBLICO, especialista em questões religiosas, publica hoje, naquele diário, um comentário oportuno sobre a questão do preservativo, tema muito badalado na comunicação social.  Vale a pena ler:

Preservativo: o que ainda falta depois das palavras do Papa


Podemos desde já anotar algumas observações a propósito do novo livro do Papa e das suas declarações acerca do preservativo.

1. Obviamente, Bento XVI quis dizer o que diz no livro: mantendo a oposição oficial ao uso do preservativo, admitiu a sua utilização "em certos casos". Soam, por isso, a afirmações de mau perdedor as daqueles que vêm agora relativizar o que disse o Papa, afirmando que se trata apenas de repetir a doutrina.
Sim, Bento XVI não disse nada de novo em relação ao que muitos dizem na Igreja. Mas sim: o que ele disse é novo na boca de um Papa e isso dá-lhe uma grande carga simbólica que não pode ser ignorada. Habituados que estávamos aos pronunciamentos de João Paulo II e do próprio Bento XVI sobre a matéria, esta declaração muda a forma como a doutrina oficial católica é apresentada.
2. Isto dito, continuam a ser certeiras as palavras do teólogo espanhol Juan Masiá, que dirigiu cátedras de bioética católica em Madrid e no Japão: "No caso - meio cómico, meio anacrónico - à volta do preservativo: não se sabe se havemos de rir ou chorar. Nem sequer tinha que ser problema. Não só como prevenção de contágio, mas como anticonceptivo corrente (...). A teologia moral há muito superou esse falso problema."

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Erradicação da Pobreza



Ninguém pode ficar indiferente


Neste “Ano Europeu do Combate à Pobreza e à Exclusão Social”, e porque ninguém pode ficar indiferente aos problemas que afectam um número significativo da população, tanto a nível local como mundial, a Escola Secundária da Gafanha da Nazaré desenvolverá um conjunto de iniciativas com o objectivo de sensibilizar a comunidade local e regional para a problemática da pobreza e do voluntariado.
Destas iniciativas constam a recolha de bens (roupas, brinquedos, alimentos) e a angariação de fundos, culminando com a realização de um Painel subordinado ao tema “Erradicação da Pobreza… Realidade ou Utopia?” que decorrerá no próximo dia 10 de Dezembro, pelas 19:00 horas, no Centro Cultural da Gafanha da Nazaré.
Para este Painel, contamos com a presença de um conjunto de personalidades em representação de diversas Instituições (vide cartaz em anexo), que abordarão diferentes dimensões da problemática em apreço e nos transmitirão o seu testemunho sobre acções que contribuam para a erradicação da pobreza.
Esta iniciativa, a cargo do Departamento Curricular de Ciências Sociais e Humanas da ESGN, conta com a participação de Docentes do referido Departamento e de alunos do Ensino Diurno e do Ensino Nocturno (Curso EFA – Educação e Formação de Adultos) da escola. Os Bens recolhidos destinam-se a apoiar a Fundação Prior Sardo (Instituição de Solidariedade Social da Gafanha da Nazaré), enquanto a Angariação de fundos permitirá proporcionar um conjunto de bolsas de estudo para os meninos da Guiné-Bissau.

Fonte: Escola Secundária da Gafanha da Nazaré

GREVE GERAL



As greves são um direito nas sociedades democráticas. Condená-las, por princípio, é atitude antidemocrática, por muito que isto custe a muito boa gente. Se mais não conseguir, a greve que dentro de horas vai acontecer no nosso país servirá para mostrar o descontentamento que reina entre quem trabalha, sob a ameaça de baixos salários, salários em atraso ou despedimentos colectivos. Os que não puderem associar-se a este gesto  de revolta e de tristeza de tantos trabalhadores, devem, no mínimo, mostrar a sua solidariedade e compreensão. Penso que não podemos ficar indiferentes.

LUZES


Por Octávio Carmo

Os tempos são de pouca luz. A crise, essa sombra persistente que teima em acompanhar o quotidiano dos portugueses, obriga sistematicamente a cortes, cada vez mais cortes, e é sem surpresa que vemos chegar essa lógica à celebração do Natal.
Naturalmente, nenhum dos que durante tantos anos criticou a progressiva comercialização e até folclorização de uma festa tão importante para a fé cristã pode vir agora lamentar algum esvaziamento nas decorações das ruas ou a quebra das vendas nesta quadra, depois de tanto se ter apontado o dedo à febre consumista pré-25 de Dezembro.

O ILHAVENSE fez anos


O ILHAVENSE está a celebrar a bonita idade de 89 anos. Faltam, portanto, 11 anos para o seu centenário. Nessa altura, se Deus quiser, poderemos fazer uma festa de arromba, porque não é fácil manter de pé um projecto jornalístico durante tanto tempo. Outros, diários, semanários e mensários, muito longe do centenário, já perderam asas e deixaram de voar. Mas O ILHAVENSE teima em continuar na luta "Por Ílhavo", como desde a primeira hora. Acho que faz muito bem.
Daqui, deste meu recanto onde também se pugna por causas humanistas, felicito O ILHAVENSE, na pessoa do seu Director e meu querido amigo, Torrão Sacramento, na esperança ou mesmo certeza de que, enquanto puder, saberá estar ao leme de uma barca ainda carregada de sonhos, tão importantes como o bem-estar e a felicidade de todos os ílhavos. E já agora, permitam-me que também felicite todos quantos fazem, com a regularidade a que nos habituaram, este trimensário.

ÍLHAVO: Dia da Floresta Autóctone


«A Câmara Municipal de Ílhavo associa-se hoje, dia 23 de Novembro, à Comemoração do Dia da Floresta Autóctone, através da atribuição de uma espécie originária do território continental português a cada EB 2.3 e Escola Secundária do Município, bem como de uma oliveira – com todo o simbolismo que se lhe reconhece – a plantar no novo Lar e Centro de Dia da Associação de Solidariedade Social da Gafanha do Carmo.
Integradas no Projecto “Woodwatch – de Olho na Floresta”, ambas as iniciativas têm como missão promover e divulgar junto das populações, nomeadamente da população escolar, a importância da conservação das florestas naturais e a necessidade de as salvaguardar das causas que contribuem para a sua destruição, principais linhas condutoras e motivadoras desta celebração, cuja data (23 de Novembro) é alternativa ao Dia Mundial da Floresta, celebrado a 21 de Março, e simultaneamente mais adaptada às condições climatéricas do nosso País para se proceder à sementeira ou à plantação de árvores.»

Fonte: CMI 

Bento XVI fala de si e da Igreja


"Luz do Mundo”

O livro "Luz do Mundo - O Papa, a Igreja e os Sinais dos Tempos", que resulta de uma entrevista entre Bento XVI e o jornalista alemão Peter Seewald, é apresentado esta terça-feira no Vaticano.
A conferência de imprensa de lançamento conta com a participação do presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização, D. Rino Fisichella, do porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, e do jornalista germânico que conversou com o Papa este verão.
Após a conferência de imprensa, Bento XVI concede uma audiência privada aos editores internacionais da obra, na qual participa Henrique Mota, editor da Lucerna, marca da Principia, responsável pela versão portuguesa.
O livro, que começa a ser vendido esta quarta-feira, estará disponível em Portugal no final de novembro.
Apresentamos seguidamente alguns excertos da obra. Veja aqui

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Semana Aberta na UA

A 11ª edição da Semana Aberta da Ciência e da Tecnologia (SemCT) arranca esta Segunda-feira, 22 Novembro. Até 26 de Novembro, perto de 8 mil aspirantes a cientistas ou simples curiosos de todo o país podem contactar de perto com o que de melhor se faz na UA, na área da Ciência e da Tecnologia.

Ver mais aqui

Contos de Licínio Amador



domingo, 21 de novembro de 2010

Bento XVI e o preservativo


Por Anselmo Borges

Contra as expectativas, Bento XVI está a surpreender pela positiva. Passou por uma "conversão", e não só está a tomar medidas duras contra o clero pedófilo como vem agora falar francamente sobre o preservativo, para dizer que não é a solução para a sida, mas aceitando, pela primeira vez, o seu uso em certos casos. Fá-lo num livro, Luz do Mundo. O Papa, a Igreja e os Sinais dos Tempos, constituído por um conjunto de diálogos com o jornalista e escritor alemão Peter Seewald, que será publicado em todo o mundo e em várias línguas no dia 23, terça-feira.
As conversas entre Bento XVI e Peter Seewald versaram sobre temas tão diversos como os abusos do clero, o progresso, a tolerância e a intolerância, o celibato dos padres, a burqa, o cristianismo e a modernidade, a droga, o optimismo, o Papa Pio XII, a ordenação das mulheres, a Humanae Vitae, a sexualidade, o Além.
É a problemática da sexualidade que mais está a chamar a atenção da opinião pública mundial. De facto, pela primeira vez na história da Igreja, um Papa admite o uso do preservativo "em certos casos", especialmente quando se trata de "reduzir o risco de infecção" pela sida.

PAPA admite uso do preservativo


«Não é uma revolução, mas uma porta entreaberta. Num livro-entrevista que será publicado terça-feira, o Papa Bento XVI mantém que não considera o preservativo "uma solução verdadeira e moral", mas admite a sua utilização em casos concretos: "Num ou noutro caso, embora seja utilizado para diminuir o risco de contágio, o preservativo pode ser um primeiro passo na direcção de uma sexualidade vivida de outro modo, mais humana."
A afirmação do Papa surge no livro Luz do Mundo, uma entrevista ao jornalista alemão Peter Seewald, que será publicado na terça-feira em Itália e vários outros países. Dia 2 de Dezembro estara à venda em Portugal (ed. Lucerna/Principia).»

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Reflexão para este domingo: Acredito em Deus, ainda que não O veja



«Há uma antiga expressão que diz: Trabalha como se tudo dependesse de ti, e reza como se tudo dependesse de Deus. É precisamente o que é necessário, mas não é fácil aplicá-lo porque não conseguimos ver Deus, e demasiadas vezes não conseguimos ver os nossos dons. Pode ajudar recordar as palavras escritas há mais de 50 anos na parede do gueto de Varsóvia:

Acredito no sol, ainda que não brilhe.
Acredito no amor, ainda que não o sinta.
Acredito em Deus, ainda que não O veja.

Confie em Deus e confie nos dons que Ele lhe deu. Ou seja, use os seus dons. E então salte! E nunca olhe para trás!»

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TECENDO A VIDA UMAS COISITAS - 211

PELO QUINTAL ALÉM – 48



A TANGERINEIRA

A
Manuel de Mira e
mulher Maria Merendeira



Caríssima/o:

a. Há dias, ao passar pela tangerineira, ela deu-me um ... cheiro da sua graça. Olhei e vi as tangerinas a pintarem-se.
Não é um ano excepcional mas, ainda assim, a pequenada vai deliciar-se e terá cascas suficientes para brincarem com a chama da vela, fazendo o seu “fogo de artifício”!

e. Também nós quando, de calça arregaçada e pés descalços, nos espantávamos boquiabertos a olhar para o lume ao apertarmos a casca de alguma tangerina arrolada e azeda como rabos de gato. A fruta não abundava e tangerineira era árvore que não se via...

i. A tangerineira, do grupo dos citrinos, é a que melhor suporta o frio, embora, por outro lado, os frutos sejam os mais sensíveis às baixas temperaturas, devido à pequena espessura da epiderme.
Em geral, a tangerina é consumida ao natural, quando se apreciam melhor o sabor e o aroma levemente perfumado.
Pode-se aproveitar também a casca para a produção de doces e geleias, pois é rica em vitaminas.
É possível que, como dizem, os frutos sejam ainda utilizados na industrialização, de onde são obtidos diferentes produtos processados, como sucos, óleos essenciais, pectina e rações.

o. A fruta é útil contra a asteriosclerose. O seu conteúdo em fósforo e cálcio favorece o desenvolvimento do esqueleto, e a presença do magnésio tonifica as articulações e os músculos. É ainda rica em sódio, potássio, ferro e vitaminas A, B1 e C.
A tangerina é conhecida pelo seu efeito diurético e digestivo. O bagaço ajuda a melhorar o funcionamento do intestino. Combate a diabetes, tem acção preventiva para o cancro do cólon e recto, colesterol, prisão de ventre e evita riscos de doenças cardíacas.
Como pode haver alguém interessado, transcrevo mais esta dica para uma possível experimentação: ”Indispensável para a saúde dos olhos, da pele e da resistência às infecções, a fruta é indicada para pessoas de qualquer idade. Quando misturada ao gengibre é capaz de curar dores de garganta e problemas na voz. Já, se combinada à amora torna-se eficaz contra os sintomas de depressão e a obesidade”.

u. Curiosidades:

sábado, 20 de novembro de 2010

Bento XVI quer programa eficaz contra a pedofilia


Vaticano prepara "circular" aos bispos com "programa eficaz" sobre pedofilia. Isto mostra que o Papa está preocupado, mas atento. Veja mais aqui

Grupo Desportivo da Gafanha

Subsídio para a história do Grupo Desportivo da Gafanha. Com fotografias antigas em breve. Veja aqui.

Mas qual foi o núcleo da mensagem papal?

Hospital do Menino Deus
Anselmo Borges

Bento XVI esteve de novo na Espanha, e os comentadores reconheceram, em geral, que a visita foi um êxito. Houve críticas? É a coisa mais natural. Numa sociedade pluralista, é evidente que nem todos concordarão com o Papa - como lembrou o teólogo galego Andrés Torres Queiruga, "quem fala em público expõe-se à crítica e ao peso das razões opostas" - e têm o direito de manifestar-se, como foi o caso dos homossexuais. O primeiro-ministro não esteve na missa? Fez bem e é mesmo de saudar, se realmente não acredita. O Papa foi alguma vez excessivo? Sim, quando comparou a actual situação espanhola em relação à Igreja com o que se passou na II República: "Em Espanha nasceu uma laicidade, um anticlericalismo, um secularismo forte e agressivo como o vimos precisamente nos anos trinta." Realmente, não se deve comparar o que não é comparável, mesmo se é verdade que hoje na Espanha e na Europa há má vontade contra a Igreja e se quer implantar um laicismo no lugar da laicidade. Mas também a Igreja não pode bater a culpa só no peito alheio.
Mas qual foi o núcleo da mensagem papal?

Para este fim-de-semana: Recordar Tolstoi


"Ressurreição",
nos 100 anos da morte de Tolstoi


Assinala-se este sábado, 20 de novembro, o centenário da morte de Leo Tolstoi (1828-1910). Evocamos a obra do escritor russo com o trecho final de “Ressurreição” (1899).
«Em vez de se deitar, Nekliudov passeou durante muito tempo pelo quarto, de um lado para o outro. O seu caso com Katiucha estava terminado. Deixara de lhe ser útil e este pensamento enchia-o de tristeza e de vergonha. Mas esperava-o uma outra obra que, longe de estar terminada, o atormentava mais do que nunca e exigia toda a sua atividade.
Os terríveis males que observara no decorrer das últimas semanas e sobretudo, o que acabara de presenciar nessa horrível prisão, todos esses males que tinham causado entre outras mortes a do simpático Kryltsov reinavam, triunfantes, sem que entrevisse a menor possibilidade de os destruir ou sequer de os combater.
Na sua imaginação surgiram os milhares de seres degredados, encerrados numa atmosfera pestilenta por generais, promotores e diretores de prisão indiferentes à sorte desses infelizes. Evocou o estranho velho, liberto de tudo, que acusava as autoridades e passava por louco, assim como os cadáveres e o belo rosto de cera de Kryltsov, que morrera num desespero. Como outrora, interrogou-se sobre se era ele, Nekliudov, quem estava louco ou os outros, aqueles que eram cúmplices de todos estes atos pretensamente razoáveis, e a pergunta impunha-se-lhe com uma força nova, reclamando uma resposta.

Ler mais aqui

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Banco Alimentar: Recolha de alimentos nos dias 27 e 28 de Novembro



A próxima Campanha de Recolha de Alimentos em supermercados e superfícies comerciais realiza-se nos dias 27 e 28 de Novembro de 2010. Isto significa que cada um de nós deve colaborar, dentro das suas reais possibilidades. Os voluntários podem inscrever-se nos Bancos Alimentares das suas regiões. Em Aveiro podem telefonar para 234 381 192.
Em simultâneo, prolongando-se até 5 de Dezembro de 2010, terá lugar a Campanha "Ajuda Vale", que permite a recolha de alimentos sob a forma de vales que representam seis produtos básicos à alimentação. Esta modalidade de campanha, em que cada pessoa continua a decidir o que quer doar, permite uma simplificação dos procedimentos logísticos.

Cimeira da NATO em Lisboa

A Cimeira da Nato está no ar. A chegada dos grandes deste mundo, com todo o aparato que lhes está associado, faz-nos pensar que a paz não é tarefa fácil. Vêm para falar de estratégias de paz, mas se deixassem o povo falar e manifestar-se, os grandes sentiriam, ao vivo, o descontentamento que reina no mundo. Mas também sentiriam a falta de confiança que há em relação nos que mandam à face da terra.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Gafanha e Faganha

O meu amigo Zé tem tido um medo terrível das modernices dos computadores e da Net, sem razão lógica. Ele, que anda sempre na luta, há anos, pelo progresso social, cultural, político e económico… receia enfrentar coisas tão simples. Nem parece de um progressista!
Mas a história da nossa terra e das suas gentes está desde sempre nas suas preocupações, porque acredita que o exemplo de tenacidade dos nossos antepassados pode servir para nos estimular nos trabalhos de construção de um futuro mais fraterno e mais justo para todos.
Um dia destes teve o bom gosto de me enviar umas considerações sobre Leprosos, Gafaria, Galafanha, Gadanhar. E contou uma história que aqui transcrevo, das suas andanças pela Europa, onde contacta com gafanhões e outras gentes. Diz ele que participou num casamento, numa igreja de aldeia, onde foi levado por uma amizade antiga. Só não sei é se ele rezou pela felicidade dos noivos, mas julgo que sim. Mesmo que ele negue, por se declarar alheio a orações, estou convicto de que rezou. Alguém acredita que o meu amigo Zé já esqueceu o Pai-Nosso aprendido na infância?

Aqui fica a história:

«Leprosos? Gafaria?
Galafanha? Talvez.
Gadanhar? Por que não?

Mas já agora uma pequena história que me veio à lembrança, e que não posso deixar de juntar para aumento das dúvidas que nos assaltam!
Há 40 anos, fui a um casamento no Norte de Itália, na região do Friul.
A terra onde fui chama-se Nogaredo di Corno.
No dia em que chegámos, diz-me o noivo:
— Vais ter uma surpresa que nem te passa pela cabeça.
Já agora posso-te dizer que o noivo, embora a viver fora desta terra, praticamente desde o nascimento, continua a ser um gafanhão de corpo inteiro.
Nasceu na casa do Ti Torres, quase em frente à casa do Humberto. E embora naturalizado francês faz sempre questão de afirmar que é gafanhão e que jamais deixará de o ser.
Casou com uma italiana, na igreja lá da aldeia, e no fim diz-me:
— Agora é que vais saber.
A boda era numa outra aldeia, perto do Adriático, e lá fomos.
Ao chegarmos à aldeia onde ia ser feita a boda, estava o melro aos saltos em frente à placa que assinalava o nome da terra.
Claro que parei e, surpresa minha: A Terra chamava-se FAGANHA.
Claro que fiquei emocionado, e pensei: Queres ver que o nome da minha terra tem alguma coisa e ver com esta gente marinheira?
Meu caro, de vez em quando lá venho vigiar o teu Blogue (nem sei se é assim que se escreve, porque ainda não me adaptei a estas modernices), e lembrar que, apesar da tua proveta idade, ainda continuas vivo. (continuamos).
Já agora só uma achega: A mãe da noiva fez agora, no dia 5 de Setembro, 106 anos e nunca foi a um Hospital.
Tenho a impressão que se esqueceu de morrer.
José Alberto»

Confraria Camoniana vai matar um porco

Apostada em preservar e a continuar as tradições populares, que são uma das mais genuínas formas de Cultura,  a Confraria Camoniana de Ílhavo  tem o prazer de convidar alguns amigos para a matança de um porco, segundo o programa:

Dia 19 de Novembro – 6ª feira

15 horas – Matança
17 horas – Petiscos da matança

Dia 20 de Novembro – Sábado

13 horas -  Almoço típico da matança

Local – Mercado Municipal de Ílhavo

O preço, para os dois dias, é de 15 rojões e o dinheiro apurado destina-se à compra de cabazes de Natal a distribuir pelas Obras de Assistência Social da cidade.

Ouvir o Padre Américo em tempo de crise



OUVIR O PADRE AMÉRICO
Paulo Rocha

Foi com surpresa que, no meio do trânsito, ouvi a voz do Padre Américo.
Na rádio pública evocam-se, nos "27 mil dias de rádio", os 75 anos de emissões. Entre os muitos registos que agora se voltam a ouvir, os arquivos da RDP guardam alguns minutos com a voz do fundador das Casas do Gaiato.
São gravações de 1946. Não identificam as circunstâncias em que o Padre Américo falava entusiasticamente de projectos que levava por diante. Afirmava a urgência da iniciativa e a necessidade de se abrirem mais casas para acolher, educar e formar rapazes "sem nome" de meados do séc. XX.
"Muitos que batem à porta, não sabem identificar-se, não comeram nunca alimentos preparados ao lume, vêm totalmente despidos de hábitos humanos. São de terras de ninguém".

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

O tempo está de má cara em todos os sentidos



Aventuras de um boxer: Regresso às aulas

Maria Donzília Almeida

Olá, Amigos!

Cá estou, depois de um longo interregno, a veranear por aí a esmo, para dar um ar da minha graça. Apareci num tempo que não está para graças, e num dia que não tem graça nenhuma! Andam por aí umas criaturas vestidas de bruxas e de diabretes, a pedir guloseimas de porta em porta. A minha dona não acha graça nenhuma, pois diz que isso não tem nada a ver com a nossa cultura. Chamam a isso Halloe’en. Os Portugueses só sabem imitar o que vem de fora, não sabem ser criativos!
Refiro-me a um tempo, no sentido lato, ou seja lato sensu, como ouço dizer à minha dona, num latinório que tenho dificuldade em entender. Ah! Mas ela que quer ver-me instruído e faz-me a tradução para português! Pois o tempo está de má cara, quer no sentido meteorológico, quer noutros sentidos, como..................... o tempo político! Este anda pelas ruas da amargura e parece que não se vislumbra uma aberta no horizonte. A política é mesmo complicada para o meu cerebrozinho de cão! Mas não é só p’ra mim! É o que ouço dizer aos amigos da minha dona, quando se reúnem em tertúlia e discutem longamente o estado da nação. Parece, se é que eu entendi o que eles comentam, que os políticos têm andado a portar-se muito mal e não sabem fazer as contas! Até já ouvi dizer que vão tirar dinheiro à minha dona! Será que também irei ser afectado e ficarei sem a minha paparoca?

Só quem tem flores e cultiva flores pode oferecer flores


A resvalar para a lixeira e para o atoleiro

António Marcelino

Há na nossa sociedade realidades positivas que não se podem esquecer, porque nunca o pessimismo que mata a esperança é porta de saída para qualquer problema. Há decisões políticas e inúmeras e louváveis iniciativas privadas em prol do bem comum. São estas iniciativas de pessoas, grupos e instituições, que travam os presságios de um fim doloroso. As preocupações com o Orçamento e afins varreram para segundo plano ou fizeram sair do tablado das responsabilidades um mundo de problemas concretos que tocam a vida das pessoas e tornam o ambiente social mais problemático e grave. A interdependência é uma lei da natureza que não se pode esquecer. “Há vida para além da crise”, advertiu um político sensato, para dizer que uma fixação de quem governa arrasta sempre consequências sociais imprevisíveis. Para além dos problemas sociais que se vêm agravando, um deles é a lixeira, imoral e amoral, em que o país se está tornando, já a resvalar para um atoleiro, de onde não será fácil sair. Entretanto, multiplicam-se as vítimas da incúria e do silêncio. São pais amordaçados que podem cada vez menos, e crianças e jovens que, fascinados pelo abismo e com caminho abertos, são empurrados para usufruir o mais fácil, sem regras e à revelia.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Museu de Ílhavo: Tudo num Barco


Até 30 de Janeiro de 2011 ainda pode ver esta exposição temporária no Museu Marítimo de Ílhavo. A não perder.

Governo: Uma situação aberrante

No Governo do nosso país há quem tenha a hombridade de proclamar, alto e bom som, que "Vivemos uma situação aberrante". Outros estão caladinhos...  

Helder Bandarra: 50 anos de arte

 
A Exposição “50 Anos de Arte” de Hélder Bandarra fica patente ao público, na galeria da antiga Capitania,  até 5 de Dezembro, podendo ser apreciados trabalhos de desenho, pintura, escultura, cenografia, design gráfico e cartonismo,  de terça a sexta-feira, das 14.00 às 18.00 horas,  e  aos sábados, domingos e feriados, das 15.00 às 19.00 horas. A entrada é livre.

Ler mais aqui

Mário Soares sempre atento...

As máquinas são como as pessoas. De vez em quando adoecem

As máquinas são como as pessoas. De vez em quando adoecem. Depois é preciso consultar o médico e, se tal for preciso, recorrem aos hospitais. O meu computador de todos os dias, e, até, quase de todas as horas, está internado à espera de uma intervenção. Espero que fique de saúde, para também eu me sentir aliviado... Por enquanto vou-me servindo do que estiver à mão, sem as ferramentas com que costumo trabalhar...

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Cáritas avisa: período mais negro ainda não chegou

A crise instalou-se entre nós, mas o período mais negro ainda não chegou. Veja aqui e aqui.

Prendas para o Banco Alimentar Contra a Fome


Uma Flor no meio deste esterco...

Enquanto autarca aceitarei prendas que possam ser encaminhadas para o Banco Alimentar contra a Fome.
Quando tomei posse como presidente da Câmara de Santarém fui confrontado com a quantidade de prendas que chegavam ao meu gabinete. Era a véspera de Natal. Para um velho polícia, desconfiado e vivido, a hecatombe de presuntos, leitões, garrafas de vinho muito caro, cabazes luxuosos e dezenas de bolo-rei cheirou-me a esturro. Também chegaram coisas menores. E coisas nobres: recebi vários ramos de flores, a única prenda que não consigo recusar.

domingo, 14 de novembro de 2010

Semana dos Seminários: O sacerdote não é o administrador de uma associação qualquer


Seminário de Santa Joana Princesa - Aveiro


«O sacerdote não é o administrador de uma associação qualquer, cujo número de membros se procura manter e aumentar. É o mensageiro de Deus no meio dos homens; quer conduzir a Deus, e assim fazer crescer também a verdadeira comunhão dos homens entre si. Por isso, queridos amigos, é muito importante aprenderdes a viver em permanente contacto com Deus.
Quando o Senhor fala de «orar sempre», naturalmente não pede para estarmos continuamente a rezar por palavras, mas para conservarmos sempre o contacto interior com Deus.
Exercitar-se neste contacto é o sentido da nossa oração. Por isso, é importante que o dia comece e acabe com a oração; que escutemos Deus na leitura da Sagrada Escritura; que Lhe digamos os nossos desejos e as nossas esperanças, as nossas alegrias e sofrimentos, os nossos erros e o nosso agradecimento por cada coisa bela e boa, e que deste modo sempre O tenhamos diante dos nossos olhos como ponto de referência da nossa vida. Assim tornamo-nos sensíveis aos nossos erros e aprendemos a trabalhar para nos melhorarmos; mas tornamo-nos sensíveis também a tudo o que de belo e bom recebemos habitualmente cada dia, e assim cresce a gratidão. E, com a gratidão, cresce a alegria pelo facto de que Deus está perto de nós e podemos servi-Lo.»

Bento XVI, Papa

Da Mensagem do Papa para a Semana dos Seminários, que hoje termina.

PÚBLICO: Crónica de Bento Domingues

(Clicar na imagem para ampliar)

TECENDO A VIDA UMAS COISITAS - 210

PELO QUINTAL ALÉM – 47



O CARVALHO


Tomás Tavares de Sousa, eng.


Caríssima/o:

a. Aí fica a fotografia dos nossos dois carvalhos, por trás do canavial.
Como todas as árvores do nosso quintal, também nos podiam contar a sua história. Mas a quem poderia ela interessar?
E se os trago hoje é por falta de um castanheiro, que já os houve, mas como não davam castanhas...nesta época do S. Martinho traziam a tristeza da desilusão!

e. E carvalhos se viam alguns pelos nossos campos da Gafanha; contudo e como era (será ainda?) habitual, pouca ou nenhuma importância se lhes dava: procuravam-se frutos comestíveis... para matar a fome...

i. A madeira do carvalho é muito boa para a construção, sob a forma de vigas.
Serve igualmente como combustível. A lenha de carvalho é excelente para dar calor, queimando devagar e uniformemente, até que todo o tronco se desfaça.
As folhas e frutos (bolotas ou landes) podem ser aproveitados como alimento para o gado.
Já foi usado para bronzear couro.

o. O seu tronco forte é coberto por uma casca rugosa riquíssima em propriedades curativas. O chá é recomendado para diarreias, e na forma de banho para aliviar hemorróidas e fissuras.
Como é habitual, muito utilizada na medicina popular. O gargarejo ou líquido para limpeza bucal é usado para laringites, faringites, dor de garganta e amigdalite; compressas para queimaduras, cortes, eczema, dermatite, hemorróidas, lombriga, varizes e vasos capilares fracos.

u. Curiosidades:

sábado, 13 de novembro de 2010

Santa Casa da Misericórdia de Ílhavo em Festa

Ministra ladeada por Ribau Esteves e Fernando Maria

Orfeão da Santa Casa da Misericórdia de Ílhavo


Unidade de Cuidados Continuados
recebe os primeiros doentes
na próxima segunda-feira

A Santa Casa da Misericórdia de Ílhavo esteve hoje em festa, com a inauguração da sua Unidade de Cuidados Continuados. Associaram-se as forças vivas do concelho, com o povo que costuma estar atento a iniciativas deste género. Marcou também presença a ministra da Saúde, Ana Jorge.
No momento da bênção, o administrador paroquial de Ílhavo, Padre João Gonçalves, recomendou a quantos vão trabalhar com os doentes neste Hospital que olhem para eles com o coração, porque «quem vê com o coração vê melhor, vê mais longe».
O provedor da Santa  Casa, professor Fernando Maria da Paz Duarte, não escondia a sua satisfação pela meta alcançada, que é, contudo, um  outro ponto de partida… E pediu a todos que continuem a dar os seus contributos, para mais ajudarem  os que mais precisam.
Recordou a longa caminhada «com alegrias e tristezas, mas sempre com muita determinação», louvando o apoio constante da autarquia ilhavense, nomeadamente do seu presidente, Ribau Esteves, «durante todos estes anos de canseiras». Contudo, não esqueceu os Irmãos e a Mesa Administrativa da Misericórdia e quantos «incentivaram a concretização deste projecto». Uma referência especial para o benemérito ilhavense, Joaquim Coelho, emigrante nos EUA, onde conseguiu congregar conterrâneos, e não só, com o objectivo de angariar fundos para o Hospital  de Cuidados Continuados.

O País mudou e nem tudo é mau


PROTESTO, LUTO E REFLEXÃO
Anselmo Borges

A sabedoria da história bíblica das vacas gordas e das vacas magras - armazenar no período da abundância para os tempos de dificuldade - há muito que foi esquecida entre nós. E aí está a crise, incalculável, na perplexidade, e sobretudo sem horizontes de futuro. Ninguém nos diz o que se pode razoavelmente esperar, depois de tanta crise e sacrifícios sem fim, e este é o perigo maior.
Há a crise mundial, uma imensa interrogação sobre o que ainda se chama União Europeia, a subordinação da política ao poder económico-financeiro. Entre nós, é tudo isto. Mas não só.
É certo que o País mudou, e nem tudo foi mau. A rede viária, por vezes até com excessos desnecessários - que interesses estavam em causa? -, permite comunicação rápida. Pôs-se fim ao analfabetismo. Há nichos de excelência na investigação e no ensino. Houve alguma mudança nas mentalidades, a convivência com outras culturas e religiões é boa. Grandes camadas da população viram o seu nível de vida melhorado.
Mas, depois, há perguntas que inevitável e desesperadamente se colocam, e todas, quando se pensa na situação presente e no que aí vem, convergem para esta: como foi possível chegar à beira do abismo em que nos encontramos?

Uma reflexão para este fim-de-semana

Fé e cultura




Além do rebanho
Henrique Raposo


Perante o tópico "catolicismo no espaço público português", convém discutir três pontos.


I. Em Portugal, o catolicismo tem de enfrentar algo que é comum a todas as sociedades europeias: a ilegalização de Deus. As elites europeias transformaram Deus num assunto semi-clandestino. Deus passou ser um assunto impróprio para as elites sofisticadas. Como se pode combater esta clausura de Deus? Bom, para começo de conversa, temos de salientar um "pormenor": a ilegalização de Deus é um fenómeno europeu, e não mundial. Com o seu habitual eurocentrismo, a elite europeia consagrou o fim da religião como uma das marcas obrigatórias da modernidade. Porém, várias sociedades modernas (EUA, Índia, Israel, Brasil, etc.) conciliam a modernidade com a fé. A Europa está sozinha na ilegalização de Deus. Sobre este ponto, recomenda-se - e muito - a leitura de "O Regresso de Deus" (Quetzal), de John Micklethwait e Adrian Wooldridge.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Porto: Estação de São Bento

Egas Moniz apresenta-se ao Rei de Leão, com mulher e filhos


Cenas do Douro

Torneio de Arcos de Valdevez

Um curto passeio pelo Porto, de que já dei conta neste meu espaço, não podia dispensar uma visita à Estação de São Bento. Os painéis que ostenta, de sabor histórico, despertaram o interesse de turistas e eu não fugi à regra. Recordar o que na antiga escola primária aprendi e ainda ensinei é sempre agradável. A História de Portugal, do meu tempo de menino, tinha por finalidade objectiva estimular o amor à Pátria Lusa em cada português. Era uma História em que por norma só se falava de heróis, santos e mártires, com muita lenda à mistura. Haveria tempo, depois, para descobrir os feitos reais e as lendas que inculcaram no nosso espírito. Mas também algumas omissões de permeio. 

FM

Bateira do Mar "Carlitos"

Bateira do Mar "Carlitos


A Bateira do Mar "Carlitos", de que vi notícia no blogue  Marintimidades, é mais uma flor para o jardim da nossa cultura. O trabalho do Capitão António Marques da Silva, um apaixonado pelas coisas do mar e da nossa laguna, tem encontrado um palco certo, aquele blogue, para chegar a todo o mundo. Veja aqui

As modas: Av. Dr. Lourenço Peixinho precisa de rejuvenescer

Av. Dr. Lourenço Peixinho


Ontem passeei um pouco pela Av. Dr. Lourenço Peixinho para matar saudades. Andava uma equipa atarefada a arrancar árvores e a transportá-las para fora daquele espaço que foi, outrora, a sala de visitas da cidade. Era por ali que aos domingos, dia de folga, eu passeava com minha mulher e filhos, para ver as montras e para equacionar eventuais compras. Depois, chegada a hora do lanche, entrávamos num café ou numa pastelaria para saciar os apetites, que gente nova precisa de comer com frequência. Também havia o Parque Infante D. Pedro, como zona que atraía as pessoas, sobretudo no Verão.
Quando surgiu o OITA, a sala de visitas mudou-se, em grande parte, para aquele novo centro, onde não faltavam novidades para todos os gostos e apetites. Mal se podia passar pelos corredores e pelas escadas que davam acesso aos quatro pisos. As novidades sempre atraíram as pessoas e continuam a atrair. Gostamos de visitar o que aparece, gostamos de apreciar as inovações, gostamos de ver as novidades. Mas o OITA de hoje já não atrai o público como antigamente. Vi por lá muito pouca gente. As lojas praticamente sem ninguém, num dia de semana à tarde. Novas propostas nasceram e outros desafios desviaram as nossas atenções.
Presentemente, as salas de visitas são outras. As Glicínias e o Fórum despertam os interesses das populações, com ofertas sedutoras e variadas. O pessoal está todo voltado para aqueles espaços.
Pensa-se em revitalizar a antiga Av. Dr. Lourenço Peixinho. Há muitos aveirenses envolvidas no processo da sua reconstrução. Oxalá consigam descobrir uma forma de dar vida nova àquele espaço, para que ele não fique reservado apenas para zona de passagem, sem motivos que nos desafiem a ficar.

FM
 

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

O dinheiro tanto fecha os olhos ao pobre como ao orgulhoso



O gigante e o anão

António Marcelino


Parece que a esperança da salvação do país virá agora da China. De lá veio, já desde há anos, a ruína do pequeno comércio, porque ninguém pode competir com quem de lá veio e encheu cidades e vilas de novas lojas dos 300, com patrocínios dos nossos governos, que os de cá não têm, nem nunca tiveram. E ainda não sabemos tudo. Nem sei se alguma vez o saberemos. Até os governantes democráticos cultivam tabus de seu interesse e nem sempre dão contas de tudo.
O senhor da China passeia-se disponível pela Europa, no meio de manifestações a favor e contra, para comprar as dívidas dos países falidos ou à beira da falência, e propondo-se assinar acordos que lhe permitam acessos sempre crescentes e sem regresso. Quem só vê o dinheiro que precisa, nem se interroga sobre a fonte que o produz e como se acumulam biliões num país com milhões de pessoas forçados a viver como escravos. Para ajudar a Europa virá agora dinheiro de um país que tem o último Prémio Nobel da Paz na prisão, milhares de trabalhadores expropriados na sua terra, gente sem voz para reagir à injustiça, muitos que vivem sob o fio ameaçador da pena de morte, verdadeiros proletários obrigados a produzir sem direitos, milhões de cidadãos proibidos de sonhar com uma vida livre. Mas, como se diz que o dinheiro não tem cor…

Fátima Ribau: Uma catequista persistente


Fátima Ribau

A mais antiga catequista
da Gafanha da Nazaré em actividade



Fátima Ribau, funcionária aposentada da Junta de Freguesia, é a mais antiga catequista no activo da nossa comunidade. Viúva, duas filhas e seis netos, cuidou de duas crianças, agora adultas, filhas de uma família pobre e desestruturada, ainda a viverem consigo. Estudante voluntária, na juventude e quando casada, licenciou-se em Português e História e tirou o curso Básico de Teologia no ISCRA (Instituto Superior de Ciências Religiosas de Aveiro). Participou também em inúmeras acções de formação ao nível da Catequese.
Neta de Manuel Ribau Novo (Ribau da Russa), um dos grandes obreiros da construção da nossa igreja matriz, Fátima Ribau naturalmente viveu os problemas da comunidade com muito empenho. Começou a dar catequese em 1962, com 15 anos apenas, depois de ter estagiado dois anos, ajudando catequistas mais experientes. O responsável na altura pela organização e dinamização da catequese era o Padre José Manuel, coadjutor do Prior Domingos Rebelo.
Recorda que já havia fichas de inscrição das crianças da catequese, catecismos e guias para os catequistas. As Senhoras Mestras, que ela ainda frequentou para se preparar para a Primeira Comunhão, tinham dado lugar aos novos catequistas, agora sob orientação mais programada.
Recordando os seus primeiros passos como educadora da fé, cita a Fernanda Matias, como a catequista que mais a marcou pela sua dedicação à catequese. E acrescenta que há décadas havia muito o espírito de levar as crianças a recitar orações e fórmulas, embora já houvesse orientações no sentido de ajudar «as crianças a sentirem a presença de Deus na vida, com a indispensável colaboração das famílias».