sábado, 30 de março de 2013

Feira Medieval de Buarcos

Termina amanhã, domingo




Hoje gostei de passear pela Feira Medieval de Buarcos, um evento que conta com organização da Vivarte, um grupo especialista neste tipo de evocações históricas, em especial da Idade Média.




A feira termina amanhã, domingo, com dia cheio de figurantes e de representações que são outras tantas lições de história. Recriações, espetáculos de fogo e outros, assalto ao castelo, cortejo histórico, torneios d'Armas e a Cavalo. Tudo junto ao Forte de S. Pedro, com encerramento previsto lá para a meia-noite.



Barracas de comes e bebes, utensílios domésticos, armas da época, bebidas e especiarias, caça e porco no espeto, bolos e ervas para todas as doenças e enxaquecas, diversões e comediantes, músicas e arautos, cavaleiros e guerreiros, de tudo um pouco se viu na feira. Vale a pena uma visita...



- Posted using BlogPress from my iPad

JARDIM INTERIOR NO CAE DA FIGUEIRA DA FOZ






Os jardins são recantos de paz e de pureza quando são cuidados. O bom gosto e a beleza, nos jardins, são dádivas de paz e harmonia. No interior dos edifícios, são convite ao recolhimento e à meditação. E é isso que eu sinto no CAE - Centro de Artes e Espetáculos da Figueira da Foz, quando lá vou e me sento, tranquilamente, num canto a ler e a saborear um café.

Não sei a razão por que o CAE não é muito frequentado durante a semana, salvo quando há encontros e festas ou em dias de inauguração de exposições de fotografia e pintura, entre outras artes. Também nas horas de refeições há um regular movimento, porque o bar-restaurante serve bem, passe a publicidade desinteressada que manifesto neste curto escrito.

- Posted using BlogPress from my iPad

É PRECISO CUIDAR DE TODA A CRIAÇÃO

FRANCISCO, BISMARCK E AS BEM-AVENTURANÇAS
Anselmo Borges

Numa obra cimeira, Ser e Tempo, Martin Heidegger, um dos maiores filósofos do século XX, retoma a famosa fábula de Higino sobre o cuidado. O texto latino da fábula conta como Cuidado modelou uma figura a partir do barro, pedindo depois a Júpiter que lhe insuflasse o espírito, levantando-se então uma disputa sobre quem deveria dar o nome a essa figura, pois esse direito era reclamado por Cuidado, por Júpiter e pela Terra. No meio da contenda, foi escolhido Saturno como juiz, que assim decidiu: o nome para a nova criatura será "homem", pois foi feito a partir da terra, "ex humo" (em latim); na morte, Júpiter receberá o seu espírito e a Terra acolherá o corpo. Mas quem o manterá e terá solicitude com ele enquanto viver será Cuidado. Saturno (o Tempo) escolheu Cuidado precisamente pelo papel decisivo que cuidar desempenha na formação, desenvolvimento e manutenção do ser humano até à morte, incluindo o morrer. Para Heidegger, o cuidado é um existenciário, estrutura originária da existência. O que é a existência sem o cuidado, cuidar e ser cuidado?

sexta-feira, 29 de março de 2013

PALAVRAS LEVA-AS O VENTO

VERDADEIRA FELICIDADE
António Marcelino


Foi no Fórum da TSF do dia 20. Ouço sempre quando vou de viagem. As intervenções livres multiplicavam as opiniões sobre “o que é para mim a felicidade”. O tom era quase sempre o mesmo, traduzindo felicidade por bem estar material.
Foi então que apareceu uma senhora. Não fixei nome nem terra de onde telefonava. E disse que também havia felicidade, grande felicidade, em dar e em se dar aos outros. Ela sentia isso mesmo quando ia ao encontro de uma pessoa em solidão, de um doente ou de um casal em dificuldades, quando partilhava com os outros o seu tempo, as suas posses, quando se esquecia de si para pensar e cuidar dos outros. Maior felicidade em dar do que em receber!...
Dito, ficou dito, e muita gente o terá ouvido e o terá guardado. Ninguém sabe o bem que faz quando faz bem. Um testemunho assim, com simplicidade, com verdade, com coragem, aproveitando a antena aberta e quando ninguém responde a ninguém… O testemunho é isto mesmo e é o testemunho que convence, porque palavras leva-as o vento.


- Posted using BlogPress from my iPad

Ainda os Centros Históricos

Por sugestão de Maria Donzília Almeida

SÍLVIA CARDOSO MAIS PERTO DOS ALTARES

Sílvia Cardoso, tia do nosso Padre Miguel Lencastre, foi responsável pela formação e ordenação do primeiro padre português do Movimento de Schoenstatt, Padre António Lobo, que também trabalhou na Gafanha da Nazaré.




- Posted using BlogPress from my iPad

quinta-feira, 28 de março de 2013

DIA NACIONAL DOS CENTROS HISTÓRICOS - 28 de março




ALEXANDRE HERCULANO,
PATRONO DOS CENTROS HISTÓRICOS

Maria Donzília Almeida

Comemora-se, neste dia 28 de Março, data do nascimento de Alexandre Herculano, seu patrono, o Dia Nacional dos Centros Históricos.
Para quem, como eu gosta da Cidade Invicta, por onde já passei no meu périplo pelo país, aqui fica a sugestão para um programa assaz interessante. As distâncias, hoje, em dia, deixaram de obstar às deslocações das pessoas, pelo aumento significativo do parque automóvel e a rede de auto-estradas que cobre o país numa área muito significativa.
Desde 2008 que a cidade do Porto celebra o Dia Nacional dos Centros Históricos.
É um dia que se quer dedicado ao Centro Histórico do Porto, classificado, em 1996, como Património Cultural da Humanidade, estando todos convidados a visitar este lugar repleto de História, onde em cada rua, em cada largo, há elementos novos a descobrir.

Mensagem Pascal do Bispo de Aveiro


A Páscoa é Cristo vivo



«Em Missão Jubilar, sentimos ainda mais viva e mais nítida a fé, a confiança e a audácia apostólica que nos vêm da Páscoa. Sabemo-nos discípulos de Jesus Cristo, testemunhas felizes da sua ressurreição e mensageiros decididos das bem-aventuranças do evangelho. Vivemos um tempo concreto da nossa história como Diocese que realiza nas pessoas, nas famílias e nas comunidades a alegria da Páscoa e concretiza nesta hora jubilar a história da salvação.» 


Na manhã de domingo, o primeiro dia da semana, algumas mulheres visitaram o túmulo de Jesus. Vinham ao túmulo para envolverem de saudade e de perfume, à boa maneira dos judeus, a sepultura de Jesus. 
O túmulo estava aberto e vazio. O corpo de Jesus já não estava ali. Compreenderão mais tarde, juntamente com os apóstolos, agora ainda dominados pela dúvida e pelo medo, o alcance desta hora. Elas vão ser as primeiras testemunhas da ressurreição. 
No acontecimento da ressurreição de Cristo está a raiz e o coração da nossa fé. Pelo baptismo, mergulhamos com Cristo na morte e com Ele somos chamados a entrar numa vida nova, a vida dos ressuscitados. 
A Igreja não cessa de nascer e de renascer desta fonte viva que é o acontecimento pascal. A partir da Páscoa, as injustiças e violências do mundo, o pecado e a morte não estancam a vida de Deus em nós. 
Sabemos que as maiores feridas sociais e as dores humanas precisam de cireneus que ajudem os que sofrem a olhar com esperança para este sinal redentor da cruz de Jesus. “Não tenhais medo! Não procureis entre os mortos Aquele que está vivo! Ele ressuscitou” (Lc 24, 5-6). A Páscoa é Cristo vivo. A Páscoa é obra de Deus que não mais termina e que nunca cessa de trabalhar e transformar a Humanidade. 

A PÁSCOA DE JESUS DÁ SENTIDO À VIDA


VIVE UMA PÁSCOA FELIZ!
Georgino Rocha





É a Páscoa de Jesus que dá sentido à nossa. Com ela, podemos apreciar o alcance do que estamos a viver e a celebrar. Com ela, Deus confirma e dá razão ao amor que Jesus dedica aos esquecidos da sociedade, aos amaldiçoados do povo devido às doenças que eram consideradas como fruto dos pecados, aos postos à margem da convivência organizada por não satisfazerem certos requisitos legais, aos “não produtivos” da riqueza que enche a bolsa dos donos das terras e da pesca e dos impostos que sobre elas recaem.

Dia Mundial do Teatro - 27 de março

SHAKESPEARE
Maria Donzília Almeida




Evoco, neste dia, um grande dramaturgo que estudei na minha juventude e que é o expoente máximo do teatro isabelino, do século XVI.
Nasceu em 23 de Abril de 1564 e faleceu em 23 de Abril de 1616 em Stratford-upon-Avon, na Inglaterra. É considerado pela crítica, o mais importante autor da língua inglesa e um dos mais influentes do mundo ocidental. As suas peças permaneceram vivas, até aos nossos dias, sendo revisitados com frequência pelo teatro, televisão, cinema e literatura.
Como dramaturgo, escreveu não só algumas das mais marcantes tragédias da cultura ocidental, mas também algumas comédias. É notória a habilidade de Shakespeare em ultrapassar as fronteiras puramente narrativas das suas obras, penetrando de uma forma incisiva nos aspectos mais íntimos da natureza humana.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Folares à moda da Gafanha da Nazaré


 IDOSOS DO CENTRO SOCIAL E ALUNOS DO ATL 
DA EB1 DA CHAVE FAZEM FOLARES

Escola da Chave

«O Centro Social Paroquial Nossa Srª da Nazaré em conjunto com o ATL da Escola Básica do 1º Ciclo de Chave (Gafanha da Nazaré), promove momentos de convívio intergeracional aliado à troca de saberes com confeção do tradicional pão da Páscoa (folar) e suas tradições. O programa prevê para esta quarta-feira, às 10h, no ATL da Escola Básica da Chave, a Confeção de Folares e na quinta, às 14h, no Centro Social Paroquial Nossa Srª da Nazaré, uma caça aos ovos da Páscoa e Lanche que inclui os folares confecionado pelas crianças e idosos).»


Li na Terra Nova

Tríduo Pascal na Sé de Aveiro


Na Quinta-feira Santa, às 10h, o bispo de Aveiro preside à Missa Crismal durante a qual todos os padres farão a renovação dos compromissos sacerdotais e na qual serão benzidos os santos óleos, utilizados no Batismo, na Unção dos Doentes e no Crisma. Depois, às 21h30, preside à Missa da Ceia da Senhor, finda a qual começa a Adoração Noturna do Santíssimo Sacramento. 
Na Sexta-feira Santa há oração de Laudes às 9h30 e a Celebração da Paixão e Morte do Senhor começa às 17h30. Esta celebração será transmitida também pela Rádio Renascença. À noite, realiza-se pelas ruas da cidade, entre a igreja da Vera Cruz e a Sé, a Procissão comemorativa do Enterro do Senhor. 
O Sábado Santo começa com oração de Laudes e para as 21h30 está marcada a Vigília Pascal. 
No Domingo de Páscoa pelas 10h haverá procissão, seguida de Eucaristia, na Paróquia da Vera Cruz.

terça-feira, 26 de março de 2013

Tolentino Mendonça em entrevista ao PÚBLICO

Para ler e meditar
















- Posted using BlogPress from my iPad

Iniciados do GDG na fase final

Li no DA






"Ao segundo ano de permanência no Campeonato Nacional de Iniciados, o Gafanha conquistou o direito de marcar presença na derradeira fase da prova. Ao vencer (1-0) no passado domingo o União de Leiria, a equipa gafanhense vai ombrear com o Sporting, FC Porto e, ao que tudo indica, com o actual campeão Benfica, na luta pelo ceptro de campeão nacional.
Os números, até ao momento, servem apenas para confirmar o poderio do Gafanha. Em 27 jogos, ganhou 25, empatou um e apenas perdeu numa única ocasião. O conjunto gafanhense soma 66 golos marcados e apenas sete sofridos.
Um feito inédito para uma equipa do distrito de Aveiro, mas que em nada surpreende face ao desempenho do colectivo do clube da Gafanha da Nazaré, superiormente orientado pelo jovem técnico Ricardo Pinheiro. A única derrota da temporada, curiosamente, havia sido consentida precisamente frente à equipa leiriense."

Nota: Texto e foto do Diário de Aveiro


- Posted using BlogPress from my iPad

Praia da Barra: Obelisco


segunda-feira, 25 de março de 2013

O jogo da "macaca" na hora do trabalho


A Deolinda 

A Deolinda veio de Fafe para a nossa terra em 1955. Tinha 11 anos e como habilitações possuía a 4.ª classe. Também já tinha feito a Profissão de Fé. Quando chegou, foi trabalhar com as irmãs, Maria da Luz e Ilda, para a seca do Milena. Na Cale da Vila. Como ela, assim menina, havia outras. Na altura não se reparava no trabalho infantil.
A Deolinda não teria verdadeiramente a noção do trabalho, mas sentia que tinha de ajudar a família. A primeira tarefa que lhe deram resumia-se a guardar o bacalhau que secava pendurado nas redes da vedação da seca, não fosse algum transeunte tentar-se e sacar algum peixe ainda não completamente seco. Outro era estendido nas mesas de arame.
O tempo ali especada a olhar custava a passar. Vai daí, começou, para se entreter, a jogar “à macaca”, um jogo muito habitual naqueles tempos entre a criançada. E assim ganhava a vida. «Os patrões eram amigos e boas pessoas», confidenciou-me.
Depois, estendeu bacalhau pelas mesas e ao fim do dia de sol recolhia-o até à manhã seguinte, se a temperatura fosse adequada e se houvesse vento. Saltou a seguir para as tinas, onde se lavava o peixe mais consumido pelos portugueses naquela época. Era miúda e mal conseguia esfregar o fiel amigo. Não ganhava tanto como as mulheres, mas já nem recorda o preço da jorna. Era de facto pequena, a Deolinda. Mas uma irmã, mais crescida e mais sabida, apressa-se a sugerir-lhe, para se assemelhar às adultas, ganhando como tal:
— Estica-te, Deolinda, para pareceres uma mulher!

Fernando Martins

Gafanha da Nazaré é a freguesia com mais bicicletas


«Aveiro é a capital das duas rodas. Tem a freguesia com mais utilizadores (Gafanha da Nazaré) e o concelho com maior percentagem (Murtosa) de ciclistas. Quinze dos 380 mil habitantes do Baixo Vouga utilizam diariamente o velocípede.
A região de Aveiro enverga a "camisola amarela" das bicicletas. Cerca de 15 mil pessoas - 4% dos 380 mil habitantes do Baixo Vouga - usa diariamente o velocípede, mais do dobro da média nacional (1,6%). De acordo com os Censos de 2011, a Gafanha da Nazaré, em Ílhavo, é a freguesia do país com maior número de utilizadores diários de bicicleta (1201). Mas, percentualmente, é o concelho da Murtosa o que mais uso dá àquele meio de transporte. Mais de 20% dos murtoseiros vão de bicicleta para a escola ou para o trabalho.
A crise e a preocupação com as questões ambientais e com a saúde são as explicações. O corpo, a carteira e o ambiente agradecem.
A Secundária da Gafanha da Nazaré exemplifica a realidade da região. Em 770 alunos, cerca de 550 vão de bicicleta para a escola, revela ao JN uma responsável. Aos estudantes, juntam-se professores e funcionários que utilizam o velocípede até para se deslocarem nos serviços externos do estabelecimento.
"Nos anos 80 e 90 demos demasiada importância ao automóvel. Agora estamos a valorizar, de novo, a bicicleta, mas ainda não há um território amigo da bicicleta", considera Paulo Rodrigues, secretário-geral da ABIMOTA - Associação Nacional das Indústrias de Duas Rodas.»

Li aqui

domingo, 24 de março de 2013

DIA MUNDIAL DO ESTUDANTE: 24 de março

Maria Donzília Almeida




É fundamental que o estudante adquira 
uma compreensão e uma percepção 
nítida dos valores. 
Tem de aprender a ter 
um sentido bem definido 
do belo e do moralmente bom.

Albert Einstein


O Dia Nacional do Estudante foi promulgado pela Assembleia da República em 1987, já eu tinha deixado de o ser, há muito tempo!
A data é celebrada pelo movimento estudantil, de forma a relembrar as dificuldades e obstáculos que os estudantes enfrentaram nas décadas de 60, que eu integrei, aquando da crise académica vivida em Portugal. Pretende ainda apelar à participação e mobilização dos estudantes em prol de um novo modelo de educação de e para todos.

sábado, 23 de março de 2013

Há razões para uma esperança paciente

Quando o nome pode ser todo um programa
Anselmo Borges

Anselmo Borges


Não foi para mim completa surpresa o cardeal argentino Bergoglio, jesuíta. O que constituiu surpresa foi a escolha do nome: Francisco, sugerido pelo colega, cardeal Hummes, de São Paulo, quando o abraçou e lhe disse: "não te esqueças dos pobres." O Papa Francisco explicou: "Essa palavra entrou aqui (apontou para a cabeça): os pobres. Pensei imediatamente em Francisco de Assis. Assim surgiu o nome no meu coração." E exclamou: "Ah, como gostaria de uma Igreja pobre e para os pobres", provocando a ovação dos jornalistas.

O amor de Jesus faz-se oração de perdão


TÃO HUMANO, SÓ DEUS
Georgino Rocha
Georgino Rocha


A paixão de Jesus condensa e realiza, de forma sublime, o seu amor pelo bem dos outros. Mostra com clareza o centro da sua vida e missão. Une, de modo feliz, a dedicação às pessoas com o desejo intenso de Deus Pai salvar a todos. Leva ao extremo a capacidade de doação que perdoa aos verdugos, suporta o abandono dos amigos, vibra e chora com a dor da multidão, aceita a ajuda dos que o acompanham na caminhada pública, se solidariza com a sorte dos excluídos e condenados e condói com toda a humanidade.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Papa telefona para cancelar jornais

Pois é verdade. O Papa telefonou para o quiosque, simplesmente para cancelar os jornais que lhe eram entregues com regularidade em Buenos Aires. Li aqui
- Posted using BlogPress from my iPad

quinta-feira, 21 de março de 2013

ÁRVORE, FLORESTA E POESIA

Dia Mundial da Árvore e da Floresta
Dia Mundial da Poesia
21 de Março




Afinal, é hoje que se comemoram estas efemérides e não ontem como supus! É bom que assim seja, para que a Felicidade fique mais liberta e tenha um dia só p’ra ela, que bem merece!
Para assinalar o dia, ocupei a manhã a plantar uma limeira, no pomar! Aumentei a minha coleção de citrinos, que medram bem, nestas terras da Gafanha e, particularmente, nesta terra pobre e arenosa. E, como não dou ponto sem nó, há uma grande meta a atingir com este ato agrário – produzir, ali, ao descer da cozinha, as tão apetecíveis limas, que irão dar origem à caipirinha...
Até fiquei a saber das grandes qualidades deste citrino:
A limeira, árvore família das Rutáceas, é originária da Ásia, tendo sido aclimatada no Brasil. O suco da fruta, branco, tem sabor doce-amargo.

Utilidades Medicinais:

Enxaqueca - Aplicar à têmpora cataplasmas de folhas de limeira maceradas.

Escorbuto - A lima, sendo rica em vitamina C, é indica contra essa doença carencial.

Febre - Misturar o suco de lima com água e tomar sem açúcar.

Febre tifóide - Proceder como indicado em febre.

Flatulência - Tomar, após as refeições, meio copo duplo do chá da casca da lima em infusão.

Infecções em geral - Substituir algumas refeições, esporadicamente, por lima, exclusivamente.
Como a árvore anda sempre associada à poesia, remato de forma colorida.

As limas, de casca tão fininha,
São de textura rica e sumarenta.
Apreciadas são na caipirinha,
Que ajuda a passar uma noitinha,
De forma sonhadora e pachorrenta!

Mª Donzília Almeida
21 de Março de 2013



- Posted using BlogPress from my iPad

Rafael Bordalo Pinheiro nasceu neste dia


 21 de Março de 1846



Artista multifacetado, Rafael Bordalo Pinheiro é, ainda hoje e decerto por muito mais tempo, uma referência nacional, como desenhador, aguarelista, ilustrador, decorador, caricaturista político e social, jornalista, ceramista e professor. 
O Google presta-lhe uma merecida homenagem, distinguindo-o na sua página de abertura. Penso que não há no nosso país quem desconheça a sua obra mais badalada, o Zé Povinho, que se veio a tornar num símbolo do povo português.

Ler mais aqui

A ESPERANÇA

"A esperança muda o inverno em verão,
a escuridão em aurora, a descida em subida,
a esterilidade em criatividade
a agonia em alegria"

Daisaku Ikeda (1928)

Nota: Está tudo dito; está tudo certo; resta-nos alimentar esse propósito.

- Posted using BlogPress from my iPad

Papa convida os pobres para a missa da Ceia do Senhor



«O Papa Francisco determinou que sejam convidadas pessoas assistidas pela Cáritas de Roma e outras organizações de apoio social para a missa da Ceia do Senhor, celebrada na tarde de Quinta-feira Santa. Durante a audiência que teve esta quarta-feira no Vaticano com representantes de Igrejas cristãs, comunidades eclesiais e tradições religiosas, Francisco sublinhou que, em conjunto, «é possível fazer muito pelo bem de quem é mais pobre, de quem é fraco e de quem sofre, para favorecer a justiça, para promover a reconciliação, para construir a paz». Esta quinta-feira o papa recebe o argentino Adolfo Pèrez Esquivel (n. 1931), arquiteto, escultor e ativista dos direitos humanos que em 1980 foi distinguido com o Prémio Nobel da Paz.»

Ler mais aqui

Não vão muito bem as coisas da Igreja na Europa


Do presente ao futuro da Igreja 
António Marcelino 


António Marcelino


«Abusa-se facilmente da afirmação de que Deus não abandona a sua Igreja. É verdade. Mas esquece-se que a ação prometida e assegurada de Deus pode ser minimizada ou menosprezada pela deficiente mediação humana, o que muitas vezes acontece.» 

Não vão muito bem as coisas da Igreja na Europa. E não só na Europa, não obstante as regiões onde se sente menos a crise ou se vê uma renovada vitalidade. As coisas não vão bem pelas mazelas de todos conhecidas, mas, ainda, por uma leitura deficiente da realidade que se vive e consequente dificuldade de uma resposta adequada aos muitos problemas existentes. Se governar é também prever e prevenir, no presente que se vive o futuro não aparece auspicioso. Parece urgente que a realidade se veja e encare com olhos novos e se procurem, com persistente humildade e com as pessoas certas, novos caminhos de esperança. 

quarta-feira, 20 de março de 2013

Primavera, Poesia, Felicidade


Hoje, em que simultaneamente, se assinalam três efemérides de grande significado, a entrada da primavera, o dia da poesia e o dia da felicidade, gostaria apenas de referir que me sinto muito feliz por ter sido a depositária fiel da herança genética do Zé da Rosa. Enquanto esta criatura respirar o ar da Gafanha, contemplar a erupção da primavera e for sensível à poesia que nos rodeia, a esmo, a sua memória não se desvanecerá do planeta Terra.
E para atestar o que aqui fica dito, farei apenas uma singela citação dum autor que muito prezo - Andrew Mattews:"

On this special day! 

Being happy is a decision!

Being happy can be hard work, sometimes. It is like maintaining a nice home-you have got to hang on your treasures and throw out the garbage. Being happy requires looking for good things. One person sees the beautiful view and the other sees the dirty window. You choose what you see and you choose what you think.

Kazantzakis said, “You have got brush and colours. You paint paradise, then in you go.”

(Ser feliz é, por vezes, tarefa difícil. É como manter uma casa bonita – tem que se separar os tesouros, do lixo. Ser feliz implica olhar para as coisas boas. Uma pessoa vê a paisagem bonita, enquanto outra, apenas, vê os vidros sujos. Escolhe-se o que se vê e escolhe-se o que se pensa.

Katzantzakis disse, “Tens o pincel e as tintas. Pintas o paraíso e entras nele.”)

Mª Donzília Almeida

20.03.2013

Uma boa questão

«Não sou católico, repito. Mas pergunto-me se, com homens destes à frente da igreja nas últimas décadas, não estaria hoje convertido, convencido e militante. Quem sabe, com fé.»

Chegou a Primavera






Chegou hoje a primavera, que nos brindou com um dia de sol. Venha o que vier, que a esperança de dias melhores faz parte desta época. Com ela vem a certeza da renovação e da ressurreição. Brotam as folhas e flores e até nos espíritos desabrocha a possibilidade de sonhos belos, apesar das promessas de fomes e misérias que o capitalismo selvagem provocou. 
Eu espero que os caminhos do futuro próximo sejam aplanados, que as injustiças sejam erradicadas e que a solidariedade não seja palavra vã. Das flores que nos dão cor e alegria hão de nascer frutos que saciem as nossas fomes e sedes de fraternidade e de harmonia universal. Sou um sonhador? Sou, sim. Sou um sonhador porque não há outras metas para a felicidade. 
Boa primavera para todos. 

terça-feira, 19 de março de 2013

Escravos no século XXI?

«O presidente do conselho de administração da Sonae (dona do PÚBLICO), Belmiro de Azevedo, considerou nesta segunda-feira que as manifestações têm sido um “Carnaval mais ou menos permanente”, mas que a situação seria mais grave caso não houvesse essa possibilidade. Falando sobre a economia do país, defendeu que "sem mão-de-obra barata não há emprego".»
O empresário Belmiro de Azevedo defende a mão-de-obra barata para haver emprego. Quererá ele que voltemos aos tempos da escravatura? 

Bispo de Roma prega a bondade e a ternura


O Papa Francisco diz que "Não devemos ter medo da bondade nem da ternura". O Papa, Bispo de Roma como gosta de dizer, continua a mostrar que a simplicidade evangeliza mais que doutas teses teológicas. Que Deus o ajude a prosseguir nessa linha.


É feio não saber perder

Não gosto nada de quem não sabe perder... No desporto e na vida. Mourinho parece que não conhece o valor da humildade... Ou está isento por ser famoso?

Dia do pai - 19 de março




Sinto-me órfã
Maria Donzília Almeida 

Após 58 anos de convívio com os progenitores e 63 só com o pai, sinto-me órfã! 
Foi um privilégio privar com o Zé da Rosa, durante um período de tempo dilatado, muito fecundo, com períodos de afastamento mais ou menos longos. 
A presença dele, não física, mas espiritual, estava sempre ali, bem marcada e influente. 
Quando a vida me fez assentar arraiais na terra natal e o nosso convívio se estreitou, fui uma pessoa de sorte, que partilhou de agradáveis momentos de muita ternura, muita afetividade, muita pacificação. 
Sem nunca se intrometer nos assuntos privados da família, ia opinando, aconselhando, conciliando. 
Quis o destino que a fase final da sua vida fosse curta, sem passar por uma longa decadência, como acontece a tantas criaturas de Deus. 
Foi acompanhado de perto, pela família que lhe proporcionou o carinho e conforto, imprescindíveis à dignidade humana e a uma pessoa que tanto deu ao seu próximo! 
Partiu, sem um queixume, sem uma palavra de desalento, com a mesma serenidade com que viveu e conviveu com todos. 

sábado, 16 de março de 2013

Que se pode esperar do Papa Francisco?


Francisco, reconstrói a minha Igreja
José Tolentino Mendonça

José Tolentino Mendonça

É verdade que o nome Francisco tem representantes de altíssimo alcance na tradição (de Francisco de Assis a Francisco Xavier ou a Francisco de Sales), mas porventura ao ouvir a escolha do nome “Francisco”, por parte do novo papa, o pensamento da maioria de nós se tenha virado para a figura dopoverello e para as palavras que lhe dirigiu o Cristo de São Damião: “Francisco, reconstrói a minha Igreja”. A Igreja de que Jorge Mario Bergoglio é agora pastor precisa evidentemente de reconstrução. Os desafios são imensos, quer internamente quer no diálogo com o mundo. Os tempos são de reconfiguração: o que se sente é que as estruturas herdadas de uma determinada época estão exaustas (por exemplo, o estrito modelo da paroquialização) e não servem convenientemente as realidades emergentes no seio da própria Igreja.

Poesia para este tempo

Sugestão de leitura do caderno Economia do EXPRESSO

Eu tinha um velho tormento
Eu tinha um sorriso triste
Eu tinha um pressentimento

Tu tinhas os olhos puros
Os teus olhos rasos de água
Como dois mundos futuros

Entre parada e parada
Havia um cão de permeio
No meio ficava a estrada

Depois tudo se abarcou
Fomos iguais um momento
Esse momento parou

Ainda existe a extensa praia
E a grande casa amarela
Aonde a rua desmaia

Estão ainda a noite e o ar
Da mesma maneira aquela
Com que te viam passar

E os carreiros sem fundo
Azul e branca janela
Onde pusemos o mundo

O cão atesta esta história
Sentado no meio da estrada
Mas de nós não há memória

Dos lados não ficou nada

Mário Cesariny


- Posted using BlogPress from my iPad

Papa quer uma Igreja pobre e para os pobres

O Papa Francisco disse hoje que quer uma «Igreja pobre e para os pobres»

Que grande desafio para todos os católicos. Ficamos à espera de exemplos que venham de cima. Jamais a conversa de «olha para o que eu digo e não para o que eu faço». Disso estamos todos fartos...

E o Governo não estará neste grupo?

Camilo nasceu neste dia

Homenagem a Camilo Castelo Brancos,
nascido neste dia de 1825


Camilo tem lugar de honra nas minhas estantes 


Comédia humana

Literatos! Chorai-me, que eu sou digno
Da vossa gemebunda e velha táctica!
Se acaso tendes crimes em gramática,
Farei que vos perdoe o Deus benigno.

Demais conheço a prosa inflada, enfática,
Com que chorais os mortos; e o maligno
Desafecto aos que vivem… Não me indigno…
Sei o que sois em teoria e em prática.

Quando o avô desta vã literatura
Garret, era levado á sepultura,
Viu-se a imprensa verter prantos sem fim…

Pois seis dos literatos mais magoados,
Saíram, nessa noite embriagados,
Da crapulosa tasca do Penim.


Li este soneto aqui

O Papa é um bispo que tem o primado pastoral

O maior afrodisíaco
Anselmo Borges

Anselmo Borges



Ainda Papa, J. Ratzinger disse o que é decisivo: "Nós somos a Igreja; a Igreja não é uma estrutura; nós, os próprios cristãos juntos, todos nós somos o Corpo vivo da Igreja. Naturalmente, isto é válido no sentido de que o 'nós', o verdadeiro 'nós' dos crentes, juntamente com o 'Eu' de Cristo, é a Igreja."

Mas, de facto e desgraçadamente, quando se pensa e fala e escreve sobre a Igreja, no que se pensa e fala e sobre que se escreve é, em primeiro lugar, a Igreja enquanto instituição e concretamente a organização central - em que se pensa, quando se diz o Vaticano? -, com o Papa, o cortejo de cardeais, arcebispos, bispos, monsenhores da Cúria e o Banco do Vaticano e regras e normas e escândalos e intrigas que se diz aninharem-se por lá e, evidentemente, também o espectáculo nem sempre edificante, e o folclore. Aliás, quem se não quiser enganar, mesmo dentro da Igreja, que se pergunte: o que juntou os mais de 5000 jornalistas estrangeiros em Roma para a eleição do novo Papa? Foi verdadeiramente a Igreja viva, constituída pelos discípulos de Jesus, que procuram real e verdadeiramente segui-lo no amor de Deus e do próximo?

“Quem estiver sem pecado atire a primeira pedra”

VAI E NÃO TORNES A PECAR
Georgino Rocha

Georgino Rocha

Esta sentença contrasta radicalmente com o preceituado na Lei de Moisés e constitui uma excelente e estimulante orientação de vida. É declarada por Jesus após o julgamento sumário da mulher apanhada em adultério e trazida por zelosos escribas e fariseus. Condensa exemplarmente a atitude de Jesus e reproduz o núcleo do seu ensinamento face a quem se desvia nos comportamentos dignos da condição humana, reflexo da bondade original de Deus.
Os rigorosos fariseus “deliciam-se” com o sucedido. E não era para menos. Não havia escapatória para Jesus. Por justiça legal, ela devia ser morta por apedrejamento. Por condescendência e misericórdia podia ser salva, mas transgredindo abertamente o preceituado tradicional. “E tu que dizes?” – indagam eles, alimentando o sonho discreto de o “porem à prova” com esta armadilha e terem razões para o acusar ou contradizer.

a Igreja é orientada por pessoas normais



Uma verdade finalmente a descoberto 
António Marcelino 

«Tudo isto recomenda que, ao pensarmos no novo Papa, não o endeusemos, e nos dispamos de sentimentos de messianismo ou do pensamento de que a Igreja só avança com pessoas ultra perfeitas. A Igreja dos crentes, comunidade que, pela sua fé, beneficia da graça da salvação em Jesus Cristo, estará sempre ao serviço da edificação do Reino, com pessoas de muita fé, mas pessoas normais. Esta edificação far-se-á sempre e só, em comunhão, com a força de Deus e as limitações humanas.» 

quinta-feira, 14 de março de 2013

Habemus Papam: Francisco I

Nota do Bispo de Aveiro



“Anuncio-vos uma grande alegria: Temos Papa”. Foi com estas palavras que se abriu a porta da Igreja para o Mundo conhecer o novo Papa.
Os Cardeais, reunidos em Conclave, escolheram para Bispo de Roma e para presidir na caridade a todas as Igrejas reunidas em comunhão com o Sucessor de Pedro o Cardeal Jorge Mário Bergoglio, Arcebispo de Buenos Aires, na Argentina.
Veio “do fim do mundo”, no dizer do eleito, e escolheu para seu nome, de forma surpreendente, o nome de Francisco.
Quanto maior é a surpresa humana maior é a bênção divina! É de surpresas constantes a acção do Espírito Santo na Igreja para que possa ser também cada vez mais abençoada a acção da Igreja ao serviço do mundo.
O novo Papa vem do hemisfério sul da mesma forma que se amplia também a geografia da missão da Igreja ao serviço da evangelização nos diferentes continentes do mundo. Ele sente-se alavancado por uma Igreja jovem a crescer em dinamismo pastoral e a abrir novos caminhos de anúncio e encanto do evangelho, como é a Igreja da América Latina. É um Pastor amado pelo seu Povo, testemunha de uma experiência de proximidade fraterna, de simplicidade reconhecida, de lucidez determinada e de coragem profética.

Ler mais aqui

Novo Papa com gestos proféticos




TEMOS PAPA. CHAMA-SE FRANCISCO
Georgino Rocha

Feito o anúncio solene, a multidão atraída pelo fumo branco da chaminé da Capela Sistina e pelo toque festivo dos sinos da Basílica de São Pedro, manifesta exuberantemente a sua alegria e o seu júbilo. Manifestação que se avoluma quando a figura do novo Papa, o Cardeal Jorge Bergoglio, aparece em público e, com uma postura serena e rosto sorridente, saúda os milhares de presentes, com braço erguido e palavras comuns.

Papa Francisco no primeiro dia

No PÚBLICO online

Novo Papa começou o dia a rezar 
na Igreja de Santa Maria Maior



«O novo Papa, Francisco, chegou pouco depois das 7h da manhã desta quinta-feira à Basílica de Santa Maria Maior, em Roma, para rezar em privado. Foi a primeira aparição do líder católico, eleito na quarta-feira.
Depois de ter rezado durante cerca de meia-hora na capela Paulina, deixou a basílica. Francisco chegou com um pequena comitiva de dois carros, acompanhado, entre outros, por Georg Gänswein, secretário particular do seu antecessor, Bento XVI, segundo um jornalista da agência. Gänswein é também prefeito da casa pontifical.
Viajou numa viatura sem a matrícula reservada aos pontífices, a CV1, o que confere com a imagem de modéstia que lhe é atribuída. Estavam à sua espera algumas dezenas de pessoas, principalmente jornalistas e e fotógrafos.»

Ler mais aqui

quarta-feira, 13 de março de 2013

Já temos Papa: Francisco


Papa Francisco I



Já temos Papa. O Cardeal Jorge Mario Bergoglio, o eleito no Conclave, adotou o nome de Francisco e veio da Argentina, o «fim do mundo». Não era dos cardeais badalados nos últimos dias  para a cadeira de Pedro nem é dos mais novos.  Vai para Bispo de Roma e passa a ser o chefe da maior e mais antiga instituição do mundo, precisamente na idade em que os bispos residenciais são levados a pedir a resignação. Mas é o novo Papa para um mundo em convulsão, com a Igreja Católica a necessitar urgentemente de reformas que têm de promover mais transparência da Cúria Romana e mais dignidade dos seus clérigos e leigos. 

terça-feira, 12 de março de 2013

Moliceiros no Canal Central




Desta vez sai da minha gaveta um postal com alguns anos de vida. O Canal Central da nossa capital de Distrito (ainda existe esta designação?) deve ser o motivo mais retratado de Aveiro. Quando lá vou, é certo e sabido que encontro gente das mais diversas idades a registar a sua passagem por ali. E então, nesta época do digital, mais cresceu o hábito, não faltando quem queira levar um pouco deste recanto aveirense como grata recordação. Ainda bem... 


Poesia para este dia




Terça-feira da semana IV

Não chames ao mundo morada, não lhe dês um nome
pois falhas a tua Primavera
as sugestões atmosféricas tornam as paisagens equívocas
e nunca chegamos a perceber
como avança uma história
ou uma tempestade

Diante da janela iluminada
acredita apenas na duração
do amor


José Tolentino Mendonça

segunda-feira, 11 de março de 2013

Portugal de costas voltadas para o mar

Cais bacalhoeiro

Esta foto que hoje publico é para nos fazer pensar um bocadinho. O Porto de Pesca Longínqua de Aveiro, sediado na Gafanha da Nazaré, era o mais completo do país, com os cais, nos períodos de defeso ou de descarga e nas horas da partida, sempre cheios de navios e de gente. Os navios eram símbolo de trabalho, de riqueza, de progresso, pese embora a vida dura que os marítimos protagonizavam. Depois, as secas do bacalhau, indústrias e comércio conexos davam uma preciosa ajuda à economia nacional. A Gafanha da Nazaré muito beneficiou de todo esse movimento.
Depois veio a CEE que deu origem à UE e a partir daí, por artes de acordos assinados, impostos e friamente seguidos pelos nossos políticos, tudo se desmoronou, como um baralho de cartas. Portugal de costas voltadas para o mar já não é Portugal. É apenas um país com a sua alma diluída numa Europa sem alma.

FM

Papa português e não só

No EXPRESSO de sábado


- Posted using BlogPress from my iPad

Ler os sinais dos tempos

No PÚBLICO de ontem



- Posted using BlogPress from my iPad

domingo, 10 de março de 2013

Uma sociedade anestesiada e sem futuro


Será que a democracia dispensa 
a responsabilidade e o bom senso?
António Marcelino
 
O resultado das eleições na Itália é um dado que faz pensar. Afinal, o que querem os italianos? Criticam escândalos, mas voltam ao mesmo. Rejeitam os fantoches, mas, depois, preferem a comédia e o circo. Sentem que é preciso arrepiar caminho, mas calam quem teve coragem de o fazer. Ficou claro que os italianos, como em tempos passados, querem apenas pão e diversões. Nem austeridade, nem restrições, nem sacrifícios necessários. Mas um país, com a economia à beira da falência, pode rejeitar sacrifícios e exigências que exijam a participação de todos? Mais um caso a mostrar para onde caminha a Europa que semeou sonhos e desprezou valores. Um caso que denuncia um uso pobre da democracia, fazendo dela uma brincadeira de mau gosto, mas consequente. Parece que a gente séria e com princípios deixa de ter lugar no palco da política do bem comum. 
O livro está aberto e a lição é para todos nós. A austeridade contestada e as dificuldades geradas podem mitigar-se, e, no possível, devem sê-lo. Mas não se sai desta situação sem que sejam aceites como inevitáveis. Palavras para agradar dizem-se às crianças. Palavras que matam a esperança são sabedoria dos bem instalados. De pessoas adultas e sérias espera-se capacidade e critérios para os compromissos e opiniões válidas que não se fechem em interesses pessoais ou de claques. 
Diz-se que não se podem repetir as eleições na Itália, não vá o homem do circo ganhar e formar governo… Em nome da democracia e com silêncios inaceitáveis, há vitórias de grupos minúsculos, que afetam negativamente o país. Sociedade sem valores e sem princípios é uma sociedade anestesiada e sem futuro.

Moliceiros na Ria de Aveiro

Moliceiros na Ria


Mais uma fotografia achada numa gaveta. É um postal representativo de Aveiro, com pessoas que os mais velhos conheceram, direi a propósito. Com bonés a condizer e descalços. Não seria dia de trabalho, mas de festa ou de feira, acrescento eu. Mas os entendidos é que sabem disto. E dirão, por certo, alguma coisa. De moliceiros e outros barcos da ria só sei o que se via de terra. É verdade que também passeei pela laguna de bateira, de moliceiro e mercantel, mas se calhar só me faltava a gravata. Numa bateira, do tio Manuel Elviro, apanhei um susto para a vida. Fomos à marinha passar um dia de trabalho e no regresso o vento era tanto que até nem sentados estávamos bem, tal era a inclinação. O tio Manuel Elviro, ao leme, ria-se do meu susto. Os filhos já estavam habituados, mas eu era verde nestas andanças. Quem também se ria muito era o Ângelo, falecido há meses. Que Deus o tenha na felicidade que ele merece.

sábado, 9 de março de 2013

Diocese de Aveiro comprometida na oração e na partilha



“Convido-vos, amados diocesanos, 
a participardes nesta iniciativa arciprestal,
 erguendo no coração das cidades e vilas, 
por entre o bulício da pressa e a agitação da vida, 
espaços e tempos onde o silêncio nos fale de Deus 
e a oração fale de nós a Deus.

António Francisco,
Bispo de Aveiro

Os cristãos da Diocese de Aveiro foram convidados, este fim-de-semana, para um tempo de deserto e de retiro quaresmal a fim de escutar o silêncio, não de resignação mas de compromisso na acção cívica que vai levar, nestes tempos de crise económica, a uma partilha solidária com os mais pobres e carenciados.
Esta sexta e sábado, sob o slogan “O silêncio fala”, largas centenas de pessoas espalhadas pelos dez concelhos que constituem a diocese, reuniram-se em locais públicos para escutar a Palavra de Deus, para rezar, para adorar o Santíssimo Sacramento e para celebrar a Eucaristia e a Reconciliação.
A convite do bispo diocesano, que esteve durante a noite nos arciprestados de Aveiro e no de Ílhavo e durante o dia de sábado passou por outros arciprestados, crianças, adolescentes e jovens, movimentos de apostolado e grupos paroquiais foram mobilizados para acções diversificadas com o intuito de promover a escuta e a oração em tempo da Quaresma.

Caldeira do Forte da Barra


Os dias de chuva e vento também têm as suas  virtudes. Não sendo possível sair de casa, ou não sendo conveniente, que as gripes andam por aí à solta, é muito agradável remexer nas gavetas. Esta foto, sem data, aqui fica para afiar a curiosidade. Enviem palpites...

Igreja aberta ao pluralismo

Desafios para a Igreja com o novo Papa
Anselmo Borges

Anselmo Borges


A Igreja Católica leva consigo um imenso paradoxo. O sociólogo Olivier Bobineau descreveu bem a situação. "A Igreja católica é uma junção paradoxal de dois elementos opostos por natureza: uma convicção - o descentramento segundo o amor - e um chefe supremo dirigindo uma instituição hierárquica e centralizada segundo um direito unificador, o direito canónico. De um lado, a crença no invisível Deus-Amor; do outro, um aparelho político e jurídico à procura de visibilidade. O Deus do descentramento dos corações que caminha ao lado de uma máquina dogmática centralizadora. O discurso que enaltece uma alteridade gratuita coexiste com o controlo social das almas da civilização paroquial - de que a confissão é o arquétipo - colocado sob a autoridade do Papa. Numa palavra, a antropologia católica tenta associar os extremos: a graça abundante e o cálculo estratégico. Isso dá lugar tanto a São Francisco de Assis como a Torquemada."
Esta junção paradoxal é superável? Os desafios para a Igreja com o novo Papa são muitos. Ficam aí alguns, sem cuidar muito da sua ordem.

O regresso do filho pródigo


PAI SURPREENDENTE
Georgino Rocha


Cresce a murmuração a respeito dos comportamentos de Jesus por causa de acolher e comer com pecadores. São seus porta-vozes os fariseus e os escribas, conhecidos pelo zelo em relação à observância das leis. Era manifesto que ele andava com “mas companhias”, gente “fora de lei”, excluída das bênçãos de Deus, marginalizados sociais, proscritos contagiantes e amaldiçoados. De facto – informa Lucas na parábola do Pai bondoso e cheio de misericórdia -, “publicanos e pecadores aproximavam-se todos de Jesus para O ouvirem”. 
A resposta à murmuração chega em género de parábola, a mais bela do Evangelho. É tão rica que se converte em fonte de inspiração para artistas de rara qualidade. Sirva de exemplo Rembrandt, pintor flamengo do século XVII, e Nouwen, escritor jesuíta contemporâneo com o seu livro “O regresso do Filho Pródigo”. É tão rica que fica como o “retrato” mais expressivo do Pai que surpreende pelas atitudes que toma, pelos sentimentos que revela, pela determinação serena e firme que assume face aos filhos que não se relacionam nem reconhecem como irmãos. Assim, é Deus. Assim somos nós, sempre que reproduzimos este comportamento.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Dia Internacional da Mulher

Já foste menina
Albertina Vaz



«Já foste menina de vestido cor-de-rosa e lacinhos de cetim, menina de olhar doce e embalo de boneca, menina de brincar às cozinhas e passear carrinhos, menina de correr no jardim e de sonhar flores imaginárias ou pássaros de mil cores.
Depois assomaste à janela com Gedeão e chorámos contigo em “lágrima de preta” e foste “mulher da erva” com Zeca Afonso, e mãe com Pessoa, chorando “o menino de sua mãe”. E deram-te o nome de “Rainha” de Neruda e provaste o “amor errante” de Alegre…
Depois foste mulher, mãe, escrava da vida, Luísa na “Calçada de Carriche” de Gedeão; filha chorando a mãe com Drummond de Andrade - “Sempre”; já te sentiste traída como conta Eugénio de Andrade – “Poema à Mãe”; já foste saudade com José Jorge Letria - “Quando eu for Pequeno”.
E soubeste ser “Nini dos meus quinze anos” com Paulo de Carvalho e cantaste “Os amantes com Casa” de Joaquim Pessoa e a “Ternura” de Mourão-Ferreira mais o “Porquinho da Índia” de Manuel Bandeira. Depois acabaste por ser o “Meu amor, meu amor, minha estrela da tarde” de Ary dos Santos.»

Ler mais aqui

Polo da Biblioteca de Ílhavo na Gafanha da Nazaré

A biblioteca é um espaço de cultura viva
Uma biblioteca é muito mais 
do que um sítio de prateleiras com livros 

Quem passa apressado pelo Centro Cultural da Gafanha da Nazaré (CCGN) talvez nem se aperceba das atividades que lá dentro se desenvolvem. É que o CCGN não é apenas o auditório, os espaços expositivos e a sala de conferências, mas também o Fórum da Juventude e o Polo da Biblioteca Municipal de Ílhavo (BMI), que é uma referência a nível regional, com os seus projetos direcionados para a juventude de todas as idades. 
A propósito desta realidade, ouvimos o vereador Paulo Costa, que tutela a área da cultura da Câmara Municipal de Ílhavo (CMI), entre outras responsabilidades do executivo, com o objetivo de tornar mais conhecido o Polo da BMI, aliás, com um movimento significativo, destacando-se uma frequência de 350 utilizadores em média por mês, a que se somam 470 empréstimos para usufruto domiciliário de livros, CD e DVD, no mesmo período. E se há a noção de que estes valores traduzem um movimento significativo, é pertinente reconhecer que a fasquia tem de continuar a crescer, para bem da cultura, sublinhou o nosso entrevistado. 
Depois de recordar que a autarquia aposta na democratização da cultura, com a BMI a estender-se a todas as freguesias, através dos polos de leitura, Paulo Costa frisou que «Uma biblioteca é muito mais do que um sítio de prateleiras com livros», já que à sombra deles «se desenvolvem múltiplas iniciativas, seja com escolas, seja com a visita de escritores convidados, seja, ainda, com a Hora do Conto». No fundo, acrescentou que a BMI e os Polos «são espaços de cultura viva, com uma componente muito importante, que é o livro físico, à volta do qual tudo gira».

Dia Internacional da Mulher - 8 de março




Para realçar a figura feminina, socorri-me das palavras poéticas de quem soube tão bem interpretar os seus anseios, os seus devaneios e os seus sonhos de eternidade.
Convosco, o testemunho sentido de Domingos Cardoso.

Maria Donzília Almeida

Flormágoa 

Peito aberto à espada desta Vida 
Sofreu Florbela as mágoas com que o mundo 
Quis punir tanto amor e tão profundo, 
Que a ele trouxe ao ser assim nascida. 

Levava em cada veia dolorida 
Pedaços de um destino vagabundo 
Que a si mesmo se fez um moribundo 
Marcando a hora atroz da despedida. 

Tão cansada dos dias de sofrer 
Melhor lhe foi partir para nascer 
Tão leve e livre, igual a etérea brisa. 

Cada um dos seus versos é mensagem 
Rasgada em sua carne, na coragem, 
De quem se fez mulher e Poetisa! 

Domingos Freire Cardoso 





quinta-feira, 7 de março de 2013

Os militares estão preocupados...


Diz a Associação Nacional de Sargentos: "Todos os cenários estão em cima da mesa, da elaboração de uma simples exposição à presença na rua". E eu acrescento: Entre um cenário e outro não estará uma revolução? Haverá razões para matar a democracia? Penso que não!

Ler mais aqui

Menos carros para os políticos

A Assembleia da República quer reduzir a frota automóvel ao serviço dos titulares de cargos políticos, de altos cargos públicos e de cargos dirigentes da administração pública "entre 33% e 50%".

Li esta boa ideia aqui 

Papa: José Manuel Fernandes prevê figura de continuidade



«Para o antigo diretor do jornal ‘Público’, entrevistado pela Agência ECCLESIA, há hoje “muito a preocupação, sobretudo fora da Igreja, mas também em alguns setores desta”, de que a hierarquia católica “esteja em sintonia” com as tendências atuais, “com tudo o que tem a ver com a doutrina moral e com os costumes”.
Em causa estão situações como o casamento entre pessoas do mesmo sexo, que tem estado a ser debatido em diversos países, e que tem merecido até a desaprovação da Santa Sé.
José Manuel Fernandes não espera qualquer tipo de mudança de paradigma, com a eleição do sucessor de Bento XVI, porque no seu entendimento, “uma coisa é a Igreja compreender que a forma como as pessoas se relacionam, as famílias se constituem, outra coisa é submeter a uma moda a sua doutrina”.
“O que está no centro da doutrina da Igreja é a ideia do amor, não é a ideia da felicidade instantânea, e às vezes há confusão entre uma e outra, felicidade não é prazer imediato, isso muitas vezes cria mais desgosto, mais infelicidade, mais desestruturação em nome de valores muito fugazes”, aponta o colunista.»

Li aqui

Os hiperativos




Sinais dos tempos…
Maria Donzília Almeida

Qualquer professor depara, hoje, com muita frequência, nas nossas salas de aula, com um tipo de alunos, que os psis…rotularam de hiperativos.
São aquele tipo de criaturas que põe em polvorosa a paciência de qualquer docente, seja ele em princípio de carreira, seja ele já um professor com tarimba na profissão.
É aquele aluno que está sempre a mexer, que fala pelos cotovelos, que se mete com os colegas, enfim, que desestabiliza completamente o ambiente da sala de aula e leva o professor ao desespero.
Reportando-me aos tempos em que estive do outro lado da barricada, no remoto século XX, não tenho memória desta tipologia de alunos. Se os havia, ninguém dava por isso, ou eles sabiam,muito bem, controlar esse superavit de energia.