sábado, 31 de janeiro de 2026

PÁRA E PENSA: Na continuação do Papa Francisco

Crónica de Anselmo Borges

O Papa Leão XIV já declarou várias vezes que quer seguir a herança do Papa Francisco e, por isso, quer continuar a sinodalidade, que, como diz até o étimo, quer dizer caminhar juntos.
Sim, pensando de modo consequente, verdadeiramente o caminho só pode ser esse, o sinodal. Evidentemente, quando se pensa na Igreja cristã, a mensagem é que tem de ser o núcleo, e a mensagem é: a fé em Jesus e no seu Evangelho, o Deus-Amor, Pai-Mãe, com todas as consequências: agir com a dignidade de filhos e filhas e amarmo-nos todos como irmãos e irmãs... E o caminho é juntos.
Evidentemente, é de igual modo claro que, onde há muita gente, muitos e muitas, e espalhados por toda a Terra, se impõe um mínimo de organização, que tem de ser meio e não fim, pois tem de estar ao serviço da mensagem. Não foi o que, como se lê no Evangelho segundo São Mateus, Jesus quis dizer a Pedro, louvando-o porque proclamou que ele é o Messias, mas chamando-o Satanás, porque pensou que a salvação vinha mediante o poder? Que diria Jesus hoje das Paróquias, das Dioceses e sobretudo do Vaticano, da sua pompa, das suas vestes, das suas mitras, das suas intrigas, escândalos, privilégios...? E não era sobretudo da Cúria que se queixava Francisco? Dizia acidamente: “É mais difícil reformar a Cúria do que limpar a esfinge do Egipto com uma escova de dentes”.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Caprichos da natureza

 

A Natureza é fértil em caprichos. Só não os vê quem não quer.  Este está no  Jardim Oudinot.

domingo, 25 de janeiro de 2026

O TEMPO


 

Há 60 anos, a revolução do Concílio Vaticano II

A 11 de Outubro de 1962, o Papa João XXIII inaugurou em Roma o II Concílio do Vaticano, que foi encerrado pelo Papa Paulo VI no dia 8 de Dezembro de 1965 — há, portanto, 60 anos. Não há dúvida de que o Concílio Vaticano II foi um dos acontecimentos maiores e decisivos do século XX. É impossível imaginar o que seria a Igreja católica e por arrastamento o mundo sem o Concílio. Não é, porém, difícil supor que a Igreja se teria tornado um bloco marmóreo a dar guarida a um museu de coisas religiosas.
Quem quiser aproximar-se da situação vá ler os manuais de teologia dogmática, de teologia moral, de direito canónico, de liturgia, por onde estudavam os futuros padres antes do~Concílio, e pense, por exemplo, que na década de cinquenta do século XX ainda se proibia às freiras a leitura da Bíblia, ou que estava em vigor o Índex ou lista dos livros proibidos ao católicos, onde figuravam não apenas os teólogos críticos, mas também — só exemplos — Copérnico e Galileu, Descartes e Pascal, Hobbes, Locke e Hume, a Crítica da razão pura de Kant, evidentemente Rousseau e Voltaire,´também Comte, os grandes historiadores Condorcet, Ranke, Taine, igualmente Diderot e D'Alembert, os juristas e filósofos do Direito Grotius, Von Pufendorf, Montesquieu, a nata da literatura moderna, de Heine, Vítor Hugo, Lamartine, Dumas pai e filho, Balzac, Flaubert, Zola, a Leopardi e D'Annunzio, entre os mais~recentes, Sartre, Simone de Beauvoir, André Gide... Perante isto, quem não mantiver algum humor fica atónito.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

PARA RECORDAR - FAROL

 

O Google tem destas coisas: leva-nos a recordar. Desta feita, garantiu-me que publiquei esta foto há nove  anos

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

"Não há portugueses puros, somos europeus"

O Presidente da República defendeu no Parlamento Europeu que a integração europeia transformou de forma decisiva a História de Portugal, das suas relações com Espanha e do papel da Europa no mundo, deixando também um aviso aos Estados Unidos ao pedir uma relação de aliança “a cem por cento”, sem “hiatos, intermitências ou estados de alma”, numa referência implícita a Donald Trump.

Marcelo Rebelo de Sousa discursou depois do rei de Espanha, Felipe VI, nas comemorações dos 40 anos da adesão espanhola à então Comunidade Económica Europeia, sublinhando que a entrada simultânea de Portugal e Espanha, em 1986, representou uma rutura histórica após séculos de conflitos e instabilidade entre os dois países.

NOTA: Das Redes Socais


Praia da Barra com Farol à vista

 
Foto antiga que sugere a evolução deste recanto da Praia da Barra - Gafanha da Nazaré.

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Administração do Porto de Aveiro

Teresa Cardoso
Li no TIMONEIRO que já se encontra em funções o novo Conselho de Administração do Porto de Aveiro, para o mandato 2026–2028. Será presidido por Teresa Cardoso e que integra ainda os administradores Rogério Carlos e Valter Rainho.
No âmbito da atribuição de competências, Teresa Cardoso fica responsável pela Direção Financeira e Desenvolvimento Organizacional, Gabinete Jurídico, Gabinete de Auditoria, Área de Desenvolvimento de Negócio, Gabinete de Comunicação e Gabinete de Estratégia.
Valter Rainho assume a responsabilidade pela Direção de Gestão de Espaços e Ambiente, nas áreas do ambiente e das dragagens, bem como pela Direção de Infraestruturas.
Por sua vez, Rogério Carlos fica responsável pela Direção de Coordenação Portuária e pela Direção de Gestão de Espaços e Ambiente, no que respeita à gestão dominial. A Mesa da Assembleia Geral e o Fiscal Único mantêm-se.
O Conselho Fiscal passa a ter a seguinte composição: Maria Teresa Vasconcelos Abreu Flor de Morais (presidente); Teresa Luísa Teixeira Magalhães, Juan Carlos Ferreira Martins (vogais efetivos) e Jorge Filipe Carvalho Bernardino (vogal suplente)

FONTE: TIMONEIRO

sábado, 17 de janeiro de 2026

A Dignidade Humana e o seu fundamento

Anselmo Borges
Padre e professor de Filosofia

A Dignidade Humana e o seu fundamento


Todos os homens e mulheres são iguais, porque são pessoas. O ser humano, porque é racional e livre, faz a experiência de autoposse, de ser dono de si, responsável por si e pelo que faz. Portanto, é pessoa e não coisa. Os outros animais não são coisas, mas não são pessoas.
Historicamente, foi decisivo o contributo do cristianismo para a noção de pessoa e de que todo o ser humano é pessoa. Na Grécia e em Roma, ser humano e pessoa não eram sinónimos, pois só os cidadãos livres eram sujeitos de plenos direitos e deveres. O cristianismo afirmou e afirma que todo o ser humano — homem, mulher, escravo, deficiente... — é pessoa, com dignidade inviolável, porque é filho de Deus. O filósofo Immanuel Kant, a partir daqui, reflectirá filosoficamente, concluindo que as coisas são meios para outra coisa e, por isso, têm um preço; mas nenhum ser humano pode ser tratado como simples meio, pois é fim e, por isso, não tem preço, mas dignidade. É nesta dignidade que se fundamentam os direitos humanos nas suas várias gerações.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Viajando no Santa Maria Manuela


"No convés do Santa Maria Manuela estavam 50 doris - pequenos barcos de pesca rasos. Estas embarcações foram colocadas na água a pedido do comandante: "Baixemos estas embarcações e que Deus esteja connosco".
Cada dori levava um pescador. Depois de pousar nos mares gelados, cada homem seguiu o seu próprio destino com a ajuda de lemes ou de uma pequena vela. Por vezes, navegaram quilómetros desde o SMM e desapareciam no meio do forte nevoeiro. Os pescadores passaram 13 horas consecutivas sozinhos nos doris. Lançaram centenas de metros de linha com anzóis e isco na água, na esperança de ter sorte.
Se tudo corresse bem, um único pescador poderia pescar meia tonelada de bacalhau num só dia. Há relatos de naufrágios de doris devido ao peso das suas capturas, tal foi a vontade e o entusiasmo dos pescadores.
Ao regressarem a bordo, os homens jantaram - sopa, peixe e uma caneca de vinho - e passaram a escalar e a salgar o bacalhau. O SMM só regressaria a casa quando os porões do navio estivessem cheios de peixe. "O momento em que a bandeira nacional foi içada e começou a viagem de regresso para Portugal, foi o dia mais feliz a bordo", recorda o comandante, Vitorino Ramalheira."

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

O fardo da dignidade da liberdade

Anselmo Borges
Padre e professor de Filosofia

Aparentemente, não há nada para o homem que ele tanto preze como a liberdade. Mas, tendo de optar entre a segurança — intelectual, espiritual, psicológica, social, económica, política, religiosa — e a liberdade, não se sabe quantos ficariam do lado desta e não daquela, do lado da liberdade e não da segurança.
Fiódor Dostoiévski disse-o de modo ácido e também sublime num texto em que também se critica com justiça a Igreja de Roma. Fá-lo em Os Irmãos Karamázov, no poema de Ivan com o nome "O Grande Inquisidor". A história passa-se em Espanha, em Sevilha, nos tempos terríveis da Inquisição, precisamente no dia a seguir a um "magnificente auto-de-fé; em que foram queimados de uma assentada, na presença do rei, da corte, dos cardeais e das damas mais encantadoras da corte e da numerosa população de Sevilha, quase uma centena de hereges. Cristo apareceu, devagarinho, sem querer dar nas vistas e... coisa estranha, toda a gente O reconhece." Mas o cardeal inquisidor aponta o dedo e manda que os guardas O prendam. E é num calabouço do Santo Ofício que lhe diz que no dia seguinte O queima na fogueira como ao pior dos hereges. E a razão é que a liberdade de fé tinha sido para Cristo a coisa mais preciosa. 

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Gafanha da Nazaré - Beco de S. Bento

Na Gafanha da Nazaré, situa-se o Beco de S. Bento que homenageia o fundador da Ordem dos Beneditinos, a qual desempenhou um relevante papel na Europa e também na consolidação do cristianismo na Península Ibérica após o período muçulmano.
São Bento nasceu em Núrsia, próximo de Roma, no ano de 480, numa nobre família. Aos 40 anos, Bento vai para o sul de Roma fundando o que viria a ser o maior centro da vida beneditina, o Mosteiro de Monte Cassino.
São Bento foi proclamado padroeiro da Europa pelo Papa Paulo VI em 1964.


Cardoso Ferreira

NB: Transcrito do Correio do Vouga

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Dia de Reis

Reis Magos na Gafanha da Nazaré (Foto do meu arquivo)

Dia de Reis, que hoje se celebra, é uma das festas tradicionais mais comemoradas em todo o mundo católico. Nele se evoca a visita de um grupo de Reis Magos, vindos do Oriente, para adorar a "Epifania do Senhor", ou seja, o Nascimento de Jesus, enviado por Deus para salvação do mundo.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Fraternidade e Comunhão

“A encarnação exige de nós um compromisso concreto com a promoção da fraternidade e da comunhão, para que a solidariedade se torne o critério das relações humanas; com a justiça e a paz; com o cuidado dos mais fracos e a defesa dos mais vulneráveis. Deus fez-se carne, por isso não há culto autêntico a Deus sem o cuidado da carne humana”, declarou, na reflexão que antecedeu a recitação da oração do ângelus, perante milhares de peregrinos reunidos na Praça de São Pedro.

AÇORES: Sete Cidades

 
O maior lago de água doce dos Açores situa-se nas crateras vulcânicas da Ilha de São Miguel. O lago é composto por duas lagoas – uma verde e uma azul – e é rodeado de vertentes rochosas.

NOTA: Oferta Google

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Sociedade mais justa


"O nascimento do Menino Jesus é fonte de esperança e promessa de futuro. Sempre que festejamos este nascimento, somos convidados à esperança e, por esta razão, somos desafiados a realizar gestos audazes de fé, esperança e caridade. A fonte da nossa esperança é Cristo ressuscitado que nos promete a vida eterna. O Natal e a Páscoa são sempre uma bela ocasião para alimentarmos a nossa vida cristã, uma vez que fomos salvos pela esperança. O Jubileu que estamos a terminar tem de se prolongar na vida dos cristãos, da Igreja e dos homens e mulheres de boa vontade. A construção de uma sociedade mais justa é trabalho de todos."

NOTA: Da Mensagem de Natal do Bispo de Aveiro, D. António Moiteiro