quinta-feira, 30 de junho de 2005

OCPM propõe presidência aberta sobre a emigração

Comunidades portuguesas no mundo estão esquecidas
A Obra Católica Portuguesa de Migrações (OCPM) defendeu no Plenário Mundial do Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP) que o presidente da República deveria promover, no nosso país, uma "presidência aberta" sobre a emigração.
“Temos de voltar a pôr a emigração no centro das preocupações”, explica à Agência ECCLESIA o Pe. Rui Pedro, director da OCPM. A iniciativa defendida poderia ajudar, do seu ponto de vista, a superar “uma visão administrativa da emigração, que precisa de ser substituída por uma visão social”.
“É fundamental mudar o olhar sobre a emigração: discutir as causas da partida, que forçam as pessoas a sair do país; olhar para os emigrantes como agentes do desenvolvimento local; trazê-los de volta ao nosso pensamento e ao modo de nos entendermos como Nação”, aponta.
Outra das iniciativas defendidas no encontro com o CCP foi a criação de um “Observatório para a Emigração”, que ajuda a obter dados concretos sobre os portugueses espalhados pelo mundo e promova uma “reconceptualização” da condição migrante.
Estas ideias estão intimamente ligadas às conclusões do I Encontro Mundial das Comunidades Portuguesas, promovido de 29 a 31 de Março passado no Porto pela Comissão Episcopal de Migrações e Turismo, com o apoio da Obra Católica Portuguesa de Migrações e o Secretariado Diocesano da Pastoral de Migrações, subordinado ao tema “Ousar a Memória – Fortalecer a Cidadania”.
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Presidente Sampaio. Exemplo de optimismo

Posted by Hello O País precisa, urgentemente, de gente de sucesso
O Presidente Jorge Sampaio continua a ser, para todos nós, um exemplo de optimismo, pela sua salutar teimosia em nos mostrar a vida pela positiva. Na passada semana andou pelo Distrito de Aveiro, sobretudo para salientar que há empresas e empresários de sucesso, que os temos, felizmente.
Numa altura em que prolifera o pessimismo e o derrotismo, com Velhos do Restelo a pregarem, em altos gritos, que tudo está perdido e que a nossa independência corre o risco de desaparecer, o Presidente Sampaio veio chamar a atenção dos portugueses para a necessidade de todos darmos as mãos, no sentido de se buscar, com afinco, o sucesso de que o País precisa, urgentemente.
As suas palavras, sempre estimulantes para uns, e provocadoras para outros, valorizaram a iniciativa privada e apelaram a todos os parceiros sociais e empresariais, bem como aos organismos estatais, para que apoiem e dinamizem novos projectos, até porque o desemprego poderá ser um drama terrível dos próximos tempos.
Sampaio falou de cooperação, dos riscos empresariais que urge correr, da inovação que tem de ser implementada nos mais diversos quadrantes, dos desafios da competitividade e da produtividade que têm de ser corajosamente enfrentados, e do optimismo que deve marcar os nossos quotidianos.
Oxalá toda a gente o oiça e siga.
F.M:

FESTA NO CUFC

Posted by Hello Os sorrisos mostram a boa disposição vivida no CUFC
A alegria é muito bonita Participei, ontem, na festa de final de ano, no CUFC (Centro Universitário Fé e Cultura), que contou com a participação de estudantes e de responsáveis pela Pastoral Universitária. Vimos universitários ligados a Movimentos eclesiais, Voluntariado (nas mais diversas vertentes), e outros, ainda, envolvidos em cursos que vão acontecendo, durante o ano, no CUFC. Depois de uma Eucaristia de acção de graças, presidida pelo padre Alexandre Cruz, dinâmico responsável pela vida daquela instituição da Igreja Católica vocacionada e aberta à Pastoral Universitária, em permanente animação do diálogo entre fé e cultura, não faltou o convívio, ao jeito de festa popular, com sardinhada, fêveras, boroa, vinho, sumos e doces, tudo acompanhado com música que abanava os corpos e fazia esquecer, por momentos, as angústias dos exames em curso. Bastante bonito foi sentir que, apesar de alguns pensarem que os jovens são pouco dados ao espírito, muitos pararam, na lufa-lufa da vida académica, para dar graças a Deus pelos dons que d’Ele receberam, pelos frutos alcançados, pelos pais e professores que os ajudaram, pelas amizades conquistadas.
E para o ano, com a abertura das aulas, a vida continuará, num misto de trabalho, de procura de formação permanente, em todas as frentes, académicas, culturais, recreativas, sociais e espirituais. F.M.

Um artigo de Laurinda Alves, no Correio do Vouga

Dez minutos por dia
Há sete ou oito anos li as conclusões de um estudo feito por investigadores americanos sobre a quantidade de tempo que os pais (homens) passavam com os seus filhos e fiquei impressionada. Qualquer coisa como vinte minutos por mês.
Quase o mesmo tempo que demoram a atar os sapatos e a fazer o nó da gravata, se o tempo que gastam com estes gestos banais também fosse contabilizado e somado em cada mês.O estudo vinha a propósito de um outro estudo feito por neuro-cientistas, que provavam que os três primeiros anos de vida são fundamentais para o desenvolvimento integral das crianças e, que nestes anos-chave a proximidade do pai é essencial.
Dos três primeiros anos, o mais importante é o primeiro e, deste, os meses mais decisivos são os três primeiros. Ou seja, tudo aquilo que conseguirmos investir num bebé nos primeiros meses de vida é um investimento mais que seguro. Em termos de desenvolvimento afectivo e neurológico, leia-se.
Na realidade muitos pais e mães ainda desconhecem esta verdade científica sobre a importância e o valor dos três primeios anos (e dos três primeiros meses!)e desperdiçam esta oportunidade de ouro para potenciar os talentos dos seus filhos.Mário Cordeiro, pediatra, disse, recentemente, que muitas birras e até problemas mais graves poderiam ser evitados, se os pais conseguissem largar tudo quando chegam a casa, para se dedicarem inteiramente aos seus filhos durantes dez minutos.
(Para ler o artigo na íntegra, clique aqui)

SANTA JOANA: Jogos Amizade

Posted by Hello “Jogos Amizade – Jogos sem fronteiras... em Santa Joana”
Integrado nas comemorações dos 20 Anos da Freguesia de Santa Joana, o Conselho de Juventude de Santa Joana, com o apoio da Junta de Freguesia de Santa Joana, vai organizar, nos próximos dias 1 e 2 de Julho de 2005, uma actividade denominada “Jogos Amizade – Jogos sem fronteiras... em Santa Joana”.
Esta iniciativa tem como principal objectivo promover o espírito de amizade e sã convivência, nunca descurando o aspecto competitivo que este tipo de jogos estimula. Os referidos jogos terão início, em ambos os dias, por volta das 21 horas a está previsto que terminem depois da meia-noite.
No primeiro dia haverá cinco jogos para todas as equipas e, no segundo, quatro jogos, incluindo uma prova de cultura. O encerramento dos jogos, no dia 2 de Julho, será realizado com a actuação do grupo Polk, constituído por jovens da Freguesia de Santa Joana, que irão apresentar um trabalho denominado "Tu hás-de ver - Tributo aos Quadrilha".
Haverá prémios de presença para todas as equipas participantes, que serão entregues durante o espectáculo final.

Um artigo de D. António Marcelino

Um homem novo, mais humanizado e feliz
Não sou, por temperamento, nada pessimista e muito menos apocalíptico. Mas, quando se respira o ar que temos à nossa volta e sentimos, por perto, a vida e a contra vida que nos cerca, não podemos ficar indiferentes, pensando, ingenuamente, que tudo passa depressa e não se deve perder tempo com os ambientes sociais poluídos.
Tenho presente a palavra de um homem atento à vida da sociedade, à missão da Igreja e às correntes de pensamento e de acção que as vão tocando e desafiando. Para além da clarividência de pensamento humanista, está a visão antecipada do profeta, que anota e previne. Refiro-me a Paulo VI que, em 1975, disse aos cristãos, num documento importante sobre a Evangelização, estas palavras: “Perante os estratos da humanidade que se transformam, o mais importante para a Igreja é chegar a atingir e como que a modificar, pela força do Evangelho, os critérios de julgar, os valores que contam, os centros de interesse, as linhas de pensamento, as fontes inspiradoras e os modelos de vida da humanidade, que se apresentam em contraste com a Palavra de Deus e com o desígnio da salvação.”(EN 19)
Respeito quem concebe a vida alheia a valores espirituais e morais, nega Deus, e decide viver à revelia da tradição religiosa e da cultura. Mas não fico indiferente, quando esta atitude se torna militante e pretende fazer esquecer o nosso património cultural e religioso, impondo caminhos morais que nada têm a ver connosco, por se vazarem à margem da transcendência, e modelos de vida inspirados num laicismo sem alma.
Nunca se viu, nem se verá, gente que matou Deus no seu coração e pretende apagá-lo das consciências e das páginas da história e da vida, por inútil e desnecessário, a ficar, por este motivo e ao mesmo tempo, com mais capacidade para criar um homem novo, mais humanizado e mais feliz. A história passada e recente, que uns esquecem depressa e outros não lhe toparam os horizontes, mostra esta impossibilidade, com muitas marcas de sangue e de destruição, que atingiram e arruinaram pessoas e povos.
Estamos perante uma militância ateia e laica que, embora pouco numerosa, denuncia, ameaça, persegue e ressuscita fantasmas, arvorando-se em juiz, sem apelo, das pessoas e instituições, mestra única da pátria, tentando impor os campos do bem e do mal.
O que está a acontecer entre nós, em aspectos tão diversos como a educação, os costumes, os comportamentos públicos, a contestação da autoridade, gerando novos e excêntricos modelos de família e de vida, arbitrariedades sem freio, sanha anti-religiosa, obedece a projectos organizados, que ridicularizam os valores, envenenam as fontes onde se inspiram os critérios e os modelos de vida mais sãos, matam as referências da dignificação e humanização, de que a sociedade está cada vez mais carecida.
É verdade que, mesmo tendo nós valores assumidos, nem sempre conseguimos ser-lhes totalmente fiéis. Mas uma coisa é ter uma luz que ilumina o caminho a quem se perdeu na noite da aventura, da fraqueza ou da negligência, outra, bem diferente, é apagar essa luz, porque o vazio interior dispensa ajudas de fora, e a linha que demarca o bem e o mal se eliminou, porque é incómoda, mutiladora da liberdade e cheira a controlo moral e religioso.
O homem novo, humanizado e feliz, não dispensa a luz do alto, os valores que dão sentido à vida, a verdade que liberta interiormente; não dispensa Deus e quanto Ele significa, exprime e alimenta; não dispensa os outros, mão estendida que ajuda e é ajudada; não dispensa o amor, frente à intolerância, ressentimento, indiferença e ódio; não dispensa uma visão respeitosa da vida e das pessoas que a respeitam, como dom inestimável; não dispensa os gestos que acordam os bons sentimentos. O homem novo é sempre um homem vivo, que se alimenta da verdade que não muda nem morre.

quarta-feira, 29 de junho de 2005

Bispos Portugueses pronunciam-se sobre a crise financeira em Portugal

Um olhar de responsabilidade e de esperança sobre a crise financeira do país
1. As medidas anunciadas pelo Governo da Nação, em ordem a resolver o problema do défice das contas públicas do Estado, originam um período de austeridade e exigência, geram contestação social, suscitam visões particularistas de pessoas e grupos na defesa dos próprios interesses, ameaçam penalizar ainda mais aqueles que já são mais sacrificados, pela situação de pobreza ou de falta de trabalho, pela doença e pela desajustada carga fiscal.
Não compete aos bispos pronunciar-se sobre questões técnicas de política económico-financeira. Mas porque se trata de um problema grave que afecta toda a comunidade nacional, que condiciona o presente e compromete o futuro, de incontornáveis dimensões éticas, parece-nos oportuno relembrar alguns aspectos da doutrina social da Igreja, que devem inspirar o comportamento dos cristãos e de quantos procuram o melhor para o país.
2. Antes de mais parece-nos claro que estamos num momento em que é preciso realçar as exigências do bem comum, isto é, a prevalência do bem de toda a colectividade sobre interesses pessoais ou corporativos. A busca do bem comum supõe lucidez de discernimento e generosidade de comportamentos. Essa salvaguarda do bem comum sublinha a responsabilidade de todos, na consciência de que a harmonia da sociedade será irremediavelmente comprometida pela defesa de interesses particularistas.
As soluções encontradas e propostas têm de ser globais e não particulares, privilegiando aquelas que não se limitam a resolver aspectos imediatos do problema, mas são portadoras de solução a médio e longo prazo, como o são, por exemplo, o investimento na inovação tecnológica, uma economia geradora de emprego, uma educação para a liberdade responsável, a análise aprofundada das causas da pobreza e a responsabilização social. O contributo de todos para o desenvolvimento colectivo, faz de cada cidadão protagonista das soluções, quer pagando os impostos justamente distribuídos, quer empenhando-se criativa e solidariamente no implementar de soluções.
(Para ler toda a Nota Pastoral, clique aqui)

Ouvir e ler na Rádio Renascença

Aborto: Entre a "falta de política de família" e a "trapalhada"
A intenção do Governo de marcar o referendo sobre a despenalização do aborto para o final do ano continua a suscitar críticas, nomeadamente da ex-Coordenadora Nacional para os Assuntos da Família.
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João Paulo II a caminho dos altares

Posted by Hello Fama de santidade chega a todo o mundo
A Diocese de Roma abriu ontem oficialmente o processo de beatificação e canonização de João Paulo II, menos de três meses depois da morte do Papa polaco, um dos mais carismáticos Bispos de Roma, na história da Igreja. Na cerimónia, que decorreu na Basílica de São João de Latrão, o Cardeal Camillo Ruini, vigário do Papa para a Diocese de Roma e presidente do tribunal diocesano encarregado de instruir o processo, desejou que o percurso seja rápido.“Pedimos ao Senhor, de todo o coração, que a causa de beatificação e de canonização que começou esta tarde possa chegar rapidamente ao seu termo”, declarou o Cardeal Ruini, perante milhares de fiéis reunidos no interior e no exterior da Catedral.
No seu discurso, o Vigário de Roma assegurou ainda que é “unânime e universal o convencimento da santidade” do Papa falecido.
O Cardeal sintetizou o legado de João Paulo II através do “seu amor pela humanidade, que o levou a uma obra incansável para evitar as guerras e restabelecer a paz; para assegurar aos povos mais pobres, aos últimos da terra, uma esperança de vida e de desenvolvimento; para defender a dignidade da pessoa, desde a sua concepção até à morte natural”.
O homem da confiança de João Paulo II para a Diocese de Roma destacou o impacto que a II Guerra Mundial teve na vida do Papa polaco, bem como os duros anos do comunismo na Polónia e os ensinamentos de São João da Cruz e Santa Teresa de Jesus.
O Cardeal Ruini precisou que, até ao último momento da sua vida, as suas dores foram um testemunho para a humanidade sobre o significado cristão do sofrimento e a morte. “Por isso, os dias das suas exéquias foram, para Roma e para o mundo, dias de extraordinária unidade, de reconciliação, de abertura da alma a Deus”, acrescentou.
A cerimónia de abertura do processo começou com a recitação das I Vésperas da festividade de São Pedro e São Paulo, Padroeiros de Roma, que se celebra hoje, seguido pelo juramento em latim do Cardeal Ruini, os juizes do tribunal e os notários. Depois, o postulador da causa, o padre polaco Slawomir Oder, apresentou os papéis que o creditam como tal, os documentos que já recolheu sobre a figura do defunto Papa e a lista das pessoas que terá de interrogar.
O processo de beatificação foi inaugurada na Catedral de Roma e não no Vaticano, porque o Papa era Bispo de Roma. O Tribunal diocesano de Roma é responsável pela primeira fase do processo (análise da vida e dos escritos do Servo de Deus, audiência às testemunhas). Se o veredicto for positivo, o sumário passará à Congregação para as Causas dos Santos, onde, depois de um novo exame do material relativo à causa, se analisarão com a ajuda de médicos e peritos os favores extraordinários que poderiam ser milagres. Depois da certificação de um milagre, o Papa pode dispor desta beatificação. O sítio oficial da causa de beatificação de João Paulo II é www.JohnPaulIIBeatification.org.
O postulador da causa, Pe. Slawomir Oder, explicou que brevemente essa página "oferecerá espaço aos testemunhos sobre as graças recebidas, os encontros pessoais com João Paulo II, bem como informação sobre as iniciativas dos fiéis para apoiar no mundo todo a causa de beatificação". Mais de cem testemunhas de todo o mundo constam do elenco que fará parte do processo diocesano sobre a vida, virtudes e fama de santidade do "Servo de Deus", o primeiro grau da beatificação de João Paulo II. "No momento é imprevisível saber quanto vai durar o processo. Só depois de nomeado o Colégio dos Teólogos Censores, que deverá examinar e analisar os escritos de João Paulo II. Se estes estiverem de acordo com a doutrina, seguem-se as audições das testemunhas em todo o mundo. São tantas e é possível que aumentem, é preciso decidir ainda qual a técnica jurídica para recolher esses testemunhos", declarou o Pe. Oder.
Fonte: Agência ECCLESIA

Outro poema inédito de Ruy Cinatti

OS NOMES DE DEUS Repetindo Teu nome, Deus sagrado, não me canso de O disfarçar nas árvores, animais, no barro de que sou feito para glória Tua. Qual o denominador que nos socorre? Mas qual a oculta glória deste suor que me inunda? NB: Edição do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura

BOAS FÉRIAS - 1

Posted by Hello A Serra do Caramulo pode ser uma boa opção para levar um amigo que nunca viajou O Prazer de conviver
Com o corre-corre da vida, nem sempre temos tempo para conviver. Bem nos lembramos disso, mas vamos adiando o encontro sempre agradável com familiares e amigos, para momento mais tranquilo. Esse momento, se pensarmos com calma, pode ser nas férias. Porém, nem nessa altura conseguimos olhar para o lado para descobrir quem precisa da nossa atenção. Façamos, então, o propósito de nas próximas férias dedicarmos algum do nosso tempo aos familiares e amigos, para pormos em dia a conversa interrompida talvez há anos. Sem pressas, mais com a preocupação de escutarmos os outros, falemos de coisas agradáveis, recusemos a maledicência e apostemos no positivo. Olhemos para eles como gente que é capaz de partilhar connosco ideias que contribuam para um mundo melhor. Recordemos vivências experimentadas em comum, na certeza de que lembrar o passado pode ser reviver. Procuremos amigos isolados na sua solidão, talvez doentes e acamados, talvez esquecidos, talvez marginalizados e à espera de alguém que os oiça. Se isso acontecer, saibamos escutá-los generosamente para, a partir daí, conseguirmos recriar amizades que nos ajudem a ser mais fraternos. As férias não podem ser somente um espaço de tempo exclusivamente para nós. É fundamental que nos saibamos dar aos outros para um dia também recebermos, decerto em duplicado. Penso que temos a obrigação de oferecer um sabor especial ao mundo, de beleza, de bondade, de fraternidade e de paz, porque só assim chegaremos a uma sociedade mais solidária. Saibamos, então, aproveitar todas as oportunidades para conversar, deixando fluir em nós critérios pela positiva, com toda a serenidade, compreensão e disponibilidade, porque é preciso reconquistar o tempo perdido com a vida cheia de futilidades, tantas vezes. Fernando Martins

Recordando Ferreira de Castro

Posted by Hello O autor de A SELVA faleceu há 31 anos
José Maria Ferreira de Castro, mais conhecido como Ferreira de Castro, nasceu a 24 de Maio de 1898, em Salgueiros, freguesia de Ossela, Oliveira de Azeméis, e faleceu no Porto, em 29 de Junho de 1974. Talvez com a alegria de ter vivido a Revolução dos Cravos, por que tanta ansiara. Órfão de pai aos 8 anos, aos 12 vê-se obrigado a emigrar para o Brasil, onde trabalhou num seringal, no interior da Amazónia, período que evoca, com cruel mas autêntico realismo, no seu mais apreciado romance, que foi e é A Selva. Quatro anos depois de viver nesse ambiente de inclemente semiescravatura, regressa a Belém do Pará, e ali vive pobremente. Em 1917, com apenas 19 anos, funda, com o seu amigo e compatriota João Pinto Monteiro, o semanário PORTUGAL, ao mesmo tempo que se entrega a uma intensa actividade literária e jornalística. Em Setembro de 1919 volta a Portugal, para se impor como romancista, sendo considerado, com o seu romance Emigrantes (1928), um precursor do neo-realismo. Depois, escreveu A Selva (1930), Eternidade (1933), Terra Fria (1934), A Tempestade (1940), a Lã e a Neve (1947), A Curva da Estrada (1950), a Missão (1954), o Instinto Supremo (1968) e Os Fragmentos (obra póstuma), entre outros trabalhos. Fernando Martins Uma página de Ferreira de Castro “Não levava já a ânsia de volver, como há nove anos, quando partira para o Brasil; desejava apenas ocultar em Lisboa a sua miséria e que nunca mais se lembrassem dele, que o esquecessem para sempre. A camioneta passou rente ao palacete do Nunes, que emanava para a estrada perfume intenso de rosas; parou junto à porta do Tavares, pela mala do correio, obrigando-o a dizer lá para dentro, com máscara improvisada, que talvez voltasse brevemente, que ia gozar uns dias a Lisboa e depois se estabeleceria lá ou regressaria, conforme resolvesse… Retomada a marcha e aliviado da obrigação de mentir, espraiou os olhos, em derradeiro adeus, pela freguesia. Veio-lhe, então, um desejo enorme de chorar – de chorar a sua vida inutilizada, o passado que não volveria, as ilusões que fora abandonando ao longo da áspera jornada. Sentia agora o irremediável, o tempo perdido, os anos em que se esgotara, avelhentando-se, correndo, correndo, atrás da quimera fugidia. A camioneta rodava velozmente, levando-o para o esquecimento, roubando-o à sua vida de fecundador da terra, para entregar, indefeso, vencido, a uma outra vida que era ainda, para ele, um enigma. Tudo passava lesto; tudo, casais, árvores e caminhos, se confundia, humildemente, na mansidão bucólica da tarde. De altivo, berrante, orgulhoso, só o palacete do Nunes, que enriquecera sem ir a nenhum país da América – que enriquecera com os que tinham ido e por lá ficaram, entregues aos acasos da sorte, ou haviam regressado pobres, desiludidos e gastos como o Manuel da Bouça!” (Últimos parágrafos do romance EMIGRANTES)

terça-feira, 28 de junho de 2005

Um artigo de Alexandre Cruz, do CUFC

Univer(sal)idades
Um farol de referência 1. O farol da Barra recebe visitas (informações 234 397 230). Visitas organizadas, individuais ou colectivas. Com a imponência dos seus 62 metros de altura, o nosso, faz a diferença entre os 50 faróis em território nacional. Este museu vivo da história da navegação, farol das gentes aveirenses, relembra as histórias do século XVIII, época dos primeiros faróis nacionais. Mas foi por fins do século XIX, ano de 1893, que este ponto de referência da aproximação à costa teve a sua conclusão. É o mais alto de Portugal, com um alcance de 20 milhas do sinal luminoso. Do seu topo, depois de subir os cerca de 300 degraus, avistam-se os braços da Ria, o encanto da imensidão do mar, o dourado sol que tanto nos contagia… Podem existir todos os sistemas modernos de proximidade, o radar, GPS,…mas o farol é o farol da Barra de Aveiro! Está sempre ali a comunicar novos horizontes ao Portugal que precisa de subir a confiança! 2. Temos vivido dias desastrosos. Não vamos falar do preço do barril do petróleo e suas implicações da nossa debilidade económica com efeitos em mais debilidade social. Referimo-nos a acidentes que, sendo evitáveis alguns deles, vão assinalando o panorama noticioso. Também não falamos de questões orçamentais mal rectificadas, números gigantes que perturbam a condução da vida de cada vez mais famílias portuguesas. Referimo-nos às condições habituais que, dia-a-dia, como que sem dar por isso, o viver em perigo já se tornara rotina até ao dia em que a tragédia acontece. Os maus hábitos daquele “vai-se andando” nacional em que… Avioneta a colidir com carro em pista de aterragem onde há mais de setenta anos passa estrada de automóveis (caso Espinho)?! Ponte de estrada entre Penacova e Coimbra, onde após detectadas graves lacunas há um ano, põe-se uns andaimes, um sinal de proibição de mais de 10 toneladas e… todos os dias passam carros, autocarros, camiões… até ao dia em que…e passado dois meses da tragédia então já haverá nova ponte?! E para ajudar à festa, depois, nas horas da tormenta e de apurar responsabilidades, o “lavar das mãos” até à culpa que morre solteira que cria predisposição para um “ir andando” até esquecer o caso…é processo normal a seguir. Somos mesmo assim!? Está no nosso código genético este “desenrasca” que faz de nós na Europa, incomparavelmente, por exemplo, o país com mais acidentes de trabalho? Será talvez preciso implementar um estilo cultural onde cada cidadão re-pare na estrada, semáforo, ponte, aeroporto,…até ao mais simples papel do chão que terá de ser ecologicamente apanhado para construir e viver o gosto de fazer da vida social a casa de cada um. É preciso acreditar, a educação é o precioso tesouro!

Portugal precisa de um farol

3. Pontualidade. Há dias um cidadão comum partilhava em jornal nacional o tempo perdido em tribunal de justiça, e faz a clara apologia da pontualidade. Dirá o actor cómico que estamos habituados, sempre foi assim, em diversos sítios! Esta será matéria que exigirá sempre muita sensibilidade e tolerância para compreender, mas ao mesmo tempo toda a determinação para todos constatarmos que em Portugal (porventura) já perdemos muito tempo num vaguear cultural do “pr’á’qui’stamos!” Se tempo é oportunidades e possibilidades (não dizemos “time is Money”, pois isso seria a visão economicista que é sempre menor), quantas nos terão fugido pelo arrastar, atrasado, sem motivação? Para que o comboio não passe e nós a ficarmos em terra, a apologia do rigor na pontualidade talvez seja oportuníssimo desafio cívico…. São as pequenas coisas que constroem a vida! Até porque pontualidade é motivação! Se a crise (de que importa falar só “qb” para que as pessoas todos os dias se levantarem com uma luz de esperança) tem sido nossa companhia de anos a fio, em que nos perguntávamos “como vamos sair desta”, talvez este seja mesmo o tempo de sabermos criar o (humilde) consenso em matérias fundantes de um país. Não haverá incentivos de inovação ou tecnologias que resistam sem alicerces estruturais e reformistas que consigam criar noções de sustentabilidade à distância de 20 anos. O nosso problema não serão os casos isolados, pois aí temos grandes génios, algumas empresas, o problema é o todo, a massa colectiva, os elos comuns inexistentes. Talvez, com um farol de referência colectivo, a motivação seja capaz de afastar o pessimismo, transformado em conceito de “depressão” pela comunicação social (logo um passo fundamental será começando por falar menos deste sentido negativo, até evitando sondagens desta ordem). Que queremos para o futuro? Como lá chegar? Se o caminho é sofrido (como a exigência dos degraus para chegar ao topo do farol da Barra), o que importa é saber que a paisagem será melhor! Que o caminho duro que Portugal terá de atravessar não seja, isso sim, sofrer por sofrer para ficar tudo na mesma, mas que exista um horizonte. Este só no consenso possível entre “todos”, em que esteja ou venha quem vier o rumo continua. Portugal precisa de um farol (que não seja o futebol), uma ideia clara que refresque, congregue energias e estimule a esperança colectiva no preparar das gerações futuras! Uma luminosidade de atenção, educação, prevenção em cada metro quadrado da terra lusa!

TELEMÓVEIS NAS MISSAS

"Deus chamar-te-á,
mas não por telemóvel"
Noticia o "PÚBLICO" que a Diocese de Guanajuato, no México, lançou uma campanha inédita para sensibilizar os seus fiéis a não utilizarem telemóveis, quando se encontram no interior das igrejas. Deus chamar-te-á, mas não por telemóvel, assim reza o slogan que visa acabar com os constantes toques que perturbam as cerimónias.
José de Jésus Martinez Zepeda, pároco de Guanajuapo, explicou que o aviso se encontra afixado em várias igrejas mas, ainda assim, muita gente não desloga os telemóveis durante os cultos, ao ponto de determinadas missas mais se assemelharem a uma estranha sinfonia, onde se escutam toques de toda a espécie e feitio.

Catecismo da Igreja Católica

A FÉ EM 598 PERGUNTAS
Após uma caminhada relativamente breve, se tivermos em conta o tempo de vida habitual dos Catecismos na história da Igreja, chega hoje ao mundo católico o Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, síntese da grande obra de 1992 patrocinada por João Paulo II.
O documento já foi apresentado por alguns como uma lista dos “interditos” da Igreja Católica, centrando o olhar sobre a parte moral e esquecendo a parte doutrinal. A caça ao “erro” e às “contradições” marcou a análise de um documento que merece melhor abordagem.
O Catecismo e a sua síntese são, na sua essência, instrumentos para todas as idades e todas as pessoas interessadas em perceber “a doutrina cristã sobre a fé e a moral”, numa apresentação que se procura adaptar à vida actual dos cristãos. Não pode, por isso, chocar que se reafirmem os princípios fundamentais da Igreja sobre o aborto, eutanásia, homossexualidade, a guerra, a família e o matrimónio, por exemplo.
Bento XVI explica que o Compêndio não é uma obra autónoma, “pois não pretende, de modo nenhum, substituir o Catecismo da Igreja Católica”. Pelo contrário, remete continuamente para ele, quer mediante a indicação, ponto por ponto, dos números a que se refere, quer através da contínua referência à estrutura, ao desenvolvimento e aos seus conteúdos.
(Para ler todo o texto, clique aqui)

Um artigo de António Rego

João Paulo II e Bento XVI
Acaba de abrir oficialmente em Roma o processo de beatificação e canonização de João Paulo II, quando ainda não são cumpridos quatro meses sobre a sua morte. Temos a impressão de que mais que a devoção ou homenagem da diocese ou do Papa actual, é um gesto que envolve toda a Igreja, até mesmo os que não terão sentido especial entusiasmo pelas linhas pastorais do Papa Wojtyla. A santidade não é a consagração de uma linha de pensamento genial, ou dum estilo carismático no desempenho de uma missão. É uma dinâmica interior de entrega a Deus, um esforço profundo de ascese até à última gota da alma, uma vida que se não explica sem a união profunda com o profundo mistério de Deus.
Trata-se, mais que em qualquer outra beatificação, dum gesto da Igreja universal e de grande parte do mundo que apenas o chama santo antes de lhe analisar e enaltecer as orientações que imprimiu durante os seus vinte e seis anos de Pontificado.
João Paulo II não foi um monge cenobita, escondido num mosteiro que muito edificou os seus irmãos a ponto de os levar a propor à Igreja a sua elevação aos altares. Trata-se dum homem de fé e entrega, exposto e provado continuamente em praça pública, aceitando uma espécie de julgamento perene dos povos e das culturas aonde chegava o seu dia a dia, inclusive a “privacidade” da sua oração, dos seus cansaços, desabafos, alegrias e reparos. João Paulo II passou a vida a rezar, a dizer, a escrever, a contactar, a repetir, a tempo e fora de tempo, a mensagem do Evangelho. Até ao último suspiro. Com uma verdade intensamente assumida, heróica, indesmentível na própria teatralidade estética com que fazia cada gesto e pronunciava cada palavra. É esta verdade de vida, extrema, seguida em directo pela Igreja e pelo Mundo, que leva à proposta de que ele seja modelo e intercessor de todos nós, na galeria inumerável dos Santos públicos e privados, conhecidos e anónimos do habitáculo de Deus.
Bento XVI neste curto tempo de Pontificado tem cumprido com rigor o que pronunciou como prioridades: a unidade dos cristãos, a redesco-berta do lugar de Deus no nosso mundo, o papel da Europa como matriz cristã da humanidade. A sua primeira viagem apostólica ao estrangeiro, isto é, à sua própria Pátria – curioso paradoxo – vai ser um momento de grande visibilidade para um Papa que a não procura, mas sabe muito bem o que quer. Irá, pelo que se anuncia, reunir tantos jovens como João Paulo II congregava nas Jornadas Mundiais da Juventude.

Carta de Pêro Vaz de Caminha na "Memória do Mundo"

Posted by Hello Primeiro documento português a integrar o património da humanidade
A carta que Pêro Vaz de Caminha dirigiu a D.Manuel I, em que descreveu pela primeira vez o Brasil, em 1500, foi o primeiro documento português a entrar no projecto "Memória do Mundo", da Unesco. O Ministério dos Negócios Estrangeiros revelou, em comunicado, que o Comité Consultivo do programa, que se reuniu este mês na China, admitiu na "Memória do Mundo" 29 colecções documentais de 24 países, incluindo a primeira descrição conhecida do Brasil feita por um europeu. A chamada Carta de Achamento do Brasil, redigida por Pêro Vaz de Caminha, foi enviada a 1 de Maio de 1500 de um navio que se dirigia para a Índia, integrado na Armada comandada por Pedro Álvares Cabral, e tinha como destinatário o rei D. Manuel I, o Venturoso. Nesta carta, é feito o relato dos primeiros contactos dos portugueses com os indígenas brasileiros. O registo "Memória do Mundo" foi criado em 1992 para salvaguardar o património documental da humanidade. Entre o seu espólio está a pauta da "Nona Sinfonia" de Beethoven, o diário do descobridor da Austrália, James Cook, e diversos manuscritos, correspondências e tratados.
(Para ler a carta de Pêro Vaz de Caminha, clique aqui)

BARRA E COSTA NOVA com novo galardão

Posted by Hello Praia da Barra, com passadeiras bem visíveis
"Praia Acessível - Praia para Todos" As praias da Barra e da Costa Nova acabam de receber novo galardão. Desde ontem, para além da Bandeira Azul, contam com a distinção, muito honrosa e merecida, de “Praia Acessível – Praia para Todos”, o que não deixa de ser mais um atractivo para os amantes dos areais à beira-mar, com o iodo a temperar os corpos e os espíritos para um Inverno com mais saúde. Com a bandeira “Praia Acessível – Praia para Todos”, os veraneantes podem usufruir de melhores acessos pedonais, mais ordenamento nas áreas de estacionamento, passadeiras no areal, bons sanitários, posto de socorros e facilidades na circulação de pessoas com deficiência. A bandeira “Praia Acessível – Praia para Todos” é uma iniciativa da Comissão Nacional de Coordenação para o Ano Europeu das Pessoas com Deficiência.

Um artigo de Adriano Moreira, no DN

Por dentro das coisas
À medida que o tempo passa, a temática da recusa da aprovação do projecto constitucional europeu vai perdendo a imagem do desastre que muita da teatralização envolvente ajudou a criar, para se traduzir na oportunidade de os responsáveis pensarem novamente, e sobretudo pensarem melhor, desta vez espera-se que apoiados em envolvimento cívico informado e participação parlamentar nacional consistente. Apreendendo que o desastre pode ser bem outro do que o das lamentações iniciais.
Talvez um dos aspectos a recuperar, para a experiência não ignorada, seja o da conveniência de não adoptar decisões sem avaliação da governabilidade. Não é fácil reconhecer validade às afirmações de que o consentimento dado pelos governos ao alargamento não foi advertido do reflexo que teria na redistribuição dos fundos, como parece imprudente ter dado por segura a redefinição institucional da União para gerir o alargamento já consumado no quadro legal vigente.
Tratou-se de um procedimento que fez lembrar a perplexidade de Will Rogers quando escreveu que "esta coisa chamada tecnocracia, não sabemos se é uma doença ou uma teoria", mas que frequentemente actua na convicção de que não pode ser recusada adesão universal às evidências a que chega. Os factos são todavia uma realidade com a qual não se discute, e a voz dos factos começa a ser ouvida, falando com suficiente gravidade no último Conselho para que as razões profundas do desencontro não sejam e não possam ser reduzidas ao alegado peso das motivações internas dos países, sem relação com o texto constitucional proposto. Esta leitura da atitude de recusa não contribui para afirmar a bondade da iniciativa da chamada Convenção, e inverte a censura no sentido de serem os governos a pronunciá-la em relação ao eleitorado. De facto começam a tornar- -se evidentes diferentes concepções sobre o futuro da unidade europeia, com percepções variadas dos partidos e governos dos diversos Estados envolvidos, debilmente sabidas e participadas pelos eleitorados, e não muito discutidas até agora entre os responsáveis governamentais.
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Relíquias de Santa Teresa do Menino Jesus em Portugal

Nota Pastoral da Conferência Episcopal Portuguesa
Entre os dias 28 de Outubro e 16 de Dezembro de 2005 ocorrerá a visita das relíquias de Santa Teresa do Menino Jesus a todas as dioceses portuguesasA veneração das relíquias é uma forma de apreço por uma vida fiel a Cristo, verdadeiro tesouro das comunidades cristãs. Venerar a memória dos seguidores do Mestre, na pobre materialidade do que resta do seu corpo é ocasião de graça e alegria, momento de interpelação evangélica para a santidade e oportunidade de compromisso missionário. A Conferência Episcopal Portuguesa deseja que a graça de acolher em todas as dioceses portuguesas a visita das relíquias de Santa Teresa do Menino Jesus, integrada no Congresso Internacional para a Nova Evangelização, de Lisboa, aponte para a perspectiva dinâmica e apostólica da fé cristã. A proximidade física destas relíquias, através da urna que contém os seus restos mortais em relicário de ouro, revestido de vidro, sustentará o olhar da fé e moverá os corações. Ao estar perto de quem descobriu na sabedoria do Evangelho a força do amor misericordioso de Deus, o ardor da missão e a beleza da santidade, seremos impelidos a renovar essas atitudes na vivência eclesial.
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segunda-feira, 27 de junho de 2005

EDUCAÇÃO DA SEXUALIDADE

Nota da Conferência Episcopal Portuguesa
1. Recentemente, vieram a público reacções de um número considerável de pais, professores e outros cidadãos perante iniciativas no domínio da educação da sexualidade realizadas em escolas estatais, algumas delas a título experimental por designação do Ministério da Educação. Em causa está um documento datado do ano 2000, da responsabilidade conjunta do Ministério da Educação, do Ministério da Saúde, da Associação para o Planeamento da Família e do Centro de Apoio Nacional – Rede Nacional de Escolas Promotoras da Saúde, intitulado “Educação Sexual em Meio Escolar: Linhas Orientadoras”. Os conteúdos e ideias que se pretendem veicular, as metodologias propostas e a bibliografia sugerida como base de trabalho, que serviram de suporte àquelas iniciativas, colidem com a sensibilidade e as convicções do público referido.
Tratando-se de matéria particularmente delicada e controversa e dada a pertinência de algumas das questões levantadas, a Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), no seguimento de posições sobre a sexualidade humana já anteriormente divulgadas em documentos recentes (1) , apresenta, agora, uma palavra que se pretende de iluminação do debate e de orientação e estímulo ao empenhamento dos cristãos, particularmente as famílias, e dos cidadãos em geral.
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"ENTRETENIMENTO: valores e contradições" - 3

Posted by Hello Ramos Pinheiro, Júlio Martim e padre José Manuel O HOMEM completo não dispensa a alegria
Sem pretender aborrecer os meus leitores, ao voltar ao tema da Jornada da Pastoral da Cultura, em que participei, em Fátima, venho hoje com mais algumas achegas, das muitas propostas que foram apontadas, no sentido de sensibilizar os participantes para o valor do entretenimento, também como expressão cultural das pessoas e comunidades. No fundo, e porque se estava em ambiente eclesial, sugeria-se que a Igreja procurasse, por todos os meios, valorizar uma pastoral do entretenimento, no diálogo com a cultura, em geral. Seabra Pereira, docente da Universidade de Coimbra e director do CADC (Centro Académico da Democracia Cristã), defendeu que nunca houve fronteiras entre entretenimento e cultura, e que as artes sempre tiveram uma função evasiva, “mas também interventiva”. Disse que no entretenimento a convivialidade e a comunicabilidade se opõem ao isolamento e ao egoísmo, ao mesmo tempo que recordou que o ócio eticamente positivo contrasta com o ócio eticamente degradante. Referiu, ainda, que a gratuitidade valoriza o entretenimento. Por sua vez, Helena da Rocha Pereira, catedrática jubilada da Universidade coimbrã, abordou o entretenimento na antiguidade clássica, bem expresso no jogo, em que os Jogos Olímpicos foram exemplo máximo, ao estabelecerem tréguas nas guerras entre gregos e entre estes e povos estrangeiros. Entretanto, José Luís Ramos Pinheiro, da Rádio Renascença, denunciou que há programas televisivos e radiofónicos que estão “completamente à margem de qualquer ética”, enquanto considerou ilegítimo “sensacionalizar” as notícias. Disse que a boa disposição e o humor podem criar condições para melhorar as audiências, frisando que “o homem, para ser completo, não dispensa a alegria”. Contudo, garantiu que a “alienação degrada sempre o homem” e que “a espiral de concorrência leva à degradação dos conteúdos”. Para Ramos Pinheiro, “não devia haver entretenimento que não se baseasse na estética do belo”. E acrescentou que há muita gente que se entrega aos media por “solidão e vazio cultural”. Júlio Martim, actor, afirmou que há poucos cristãos, com alguma responsabilidade, nos espectáculos de teatro e outros, tendo adiantado que, pelo que conhece, há muitas expressões artísticas das comunidades eclesiais que ficam “fechadas”, porque “falha uma comunicação em rede”. Sublinhou que toda a gente diz que os jovens querem amar e ser amados, “mas ninguém lhes diz como é que isso se faz”. Referiu a importância de uma pastoral da sexualidade, tendo em vista a construção do amor, e logo denunciou que faz falta uma linguagem de esperança. A paróquia da Glória, representada pelo padre José Manuel Pereira, também esteve presente, fundamentalmente para mostrar uma experiência única no seio eclesial, que é o seu Carnaval, no sentido de contribuir para a aproximação das pessoas e para a vivência da alegria, a que os cristãos não podem ficar alheios, antes devem cultivar. Fernando Martins

“Relatório 2004 – Liberdade Religiosa no Mundo”

Posted by Hello É urgente dar voz
aos que não a têm A Fundação AJUDA À IGREJA QUE SOFRE acaba de editar o “Relatório 2004 – Liberdade Religiosa no Mundo”. Trata-se de um documento único em Portugal, no qual se denunciam as restrições à liberdade de culto em mais de 60 países em todo o mundo. O principal objectivo deste relatório é dar voz àqueles que a não têm, porque foram vítimas de violações e de violências relacionadas com a liberdade religiosa.
Neste documento, rico de pormenores, é analisada a situação detalhada de cada país, em especial no que se refere às restrições à liberdade religiosa, ilustrada com gráficos e dados estatísticos. Na apresentação do relatório 2004, com 448 páginas, sublinha-se que, “Em pleno século XXI, continuamos a assistir a exemplos de martírio em várias regiões do mundo. Nos fiéis da Igreja do Silêncio na China, nas povoações agrícolas flageladas pela guerra no Darfur e no sul do Sudão, nas centenas de milhares de cristãos esquecidos nos ‘campos de trabalho’ da Coreia do Norte ou nos grupos étnicos remotos, perseguidos no Vietname e Laos”. Por isso, no final da apresentação do Relatório, diz-se, com oportunidade, que, “Relançar o debate e promover o respeito pela liberdade religiosa e pelos direitos fundamentais da pessoa humana é também outra forma da Fundação AJUDA À IGREJA QUE SOFRE auxiliar os que sofrem em silêncio, dando voz aos que não a têm”. F.M.

HERA -Associação para a Valorização e Promoção do Património

Posted by Hello Para aproximar as pessoas da cultura
Fundada em 2004, os principais objectivos da HERA são a valorização e a promoção do património ambiental, arqueológico e cultural a nível local, mas também nacional e internacional. Através das suas iniciativas, a HERA pretende focar a atenção sobre a importância fundamental da preservação do património: dinamizar os recursos; preservar o ambiente e as paisagens; aproximar as pessoas da Cultura e promover a auto-estima e a identidade local. Estes são os seus grandes objectivos, que assentam na estratégia de promoção de uma filosofia de desenvolvimento, “realmente” sustentável, baseado na recuperação do património.

(Para saber mais, consultar o "site" da Hera)

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Posted by Hello Flores do meu jardim

domingo, 26 de junho de 2005

CUFC: Festa de Final de Ano

Posted by Hello Festa no CUFC: foto de arquivo Que não haja faltas injustificadas
No CUFC (Centro Universitário Fé e Cultura), vai realizar-se, na quarta-feira, dia 29, a partir das 17 horas, uma festa de final de ano, aberta a todos os universitários e amigos. Haverá uma celebração de acção de graças, já que este espaço, oferecido, no dia-a-dia, aos universitários, outros estudantes e mesmo não estudantes, aveirenses em geral, e não só, é de expressão cristã. Logo depois, com toda a gente reconfortada pelos dons que Deus a todos ofereceu e oferece, será a vez do jantar de convívio, com petiscos (universitários – surpresa?) regionais e muita música, de diversos quadrantes e culturas. Para todos os gostos, claro! No fundo, esta festa decorrerá em jeito de “exame final”, onde cada um, perante um “júri” polivalente e multifacetado, dirá de sua justiça, sobre o que fez e sobre o que gostaria de ter feito, nesta universidade da vida, tão rica de saberes, quantas vezes escondidos debaixo das capas pretas dos estudantes, quando há tanta gente à procura de ideais e de sentido para a vida. A chamada aqui fica, na esperança de que não haja faltas injustificadas. Fernando Martins

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Posted by Hello Santuário: Beatos Jacinta e Francisco Marto

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Posted by Hello Fátima: Basílica, antes do nascer do Sol

"ENTRETENIMENTO: valores e contradições"-2

Posted by Hello Jorge Leitão Ramos O ócio dá curso à fantasia
Para António Pinto Ribeiro, ensaísta e programador cultural da Gulbenkian, “a cultura humana nasce toda ela do jogo”, desde tempos imemoriais, sendo muito difícil estabelecer a fronteira entre cultura e entretenimento. E este não é uma actividade banal nem deve ser “diabolizado”. “A dignidade humana não está no entretenimento em si, mas no uso que dele se faz”, afirmou. O conferencista alertou para o facto de os media se terem “apropriado” do entretenimento, que muita gente consome sem regra, o que leva “à desumanização e à passividade dos cidadãos”. No entanto, garantiu que há excelentes televisões, rádios e jornais, no meio de outros órgãos de comunicação social “desprovidos de inteligência”. E acrescentou que há pessoas que não podem desligar a televisão, porque não sabem ou não podem fazer mais nada, precisamente “porque não foram educadas” para fazer outras coisas. Disse que a cada um cabe entreter-se segundo as suas capacidades, defendendo as tertúlias e as conversas à volta de livros e de outros interesses culturais, sendo certo, como frisou, que os contos e as fábulas fazem parte da nossa oralidade. As fábulas têm a particularidade de nos mostrarem toda a natureza viva a falar, disse. Por outro lado, recordou que o ócio tem inúmeras variáveis, desde o passeio por jardins e parques, “como a borboleta que anda sem destino certo”, sendo ainda uma mais-valia para nos encontrarmos com as pessoas, com as coisas e com o mundo. “O ócio, o nada fazer, é dar curso à fantasia”, referiu.
O óbvio não é o mais divertido
Por sua vez, Jorge Leitão Ramos, jornalista e crítico de cinema do “EXPRESSO”, recordou que a sétima arte demorou muito a ser olhada como tal. Disse que o cinema tem de ser popular porque a sua produção e distribuição se apoiam em estruturas muito caras, e garantiu que “a moral tanto pode estar nos filmes de cow boys como nas tragédias”. Recordou que os filmes nos devem levar a pensar, fazendo cada um a sua leitura. Num filme de Charlot, a criança ri-se com o artista a tropeçar e o adulto culto “medita sobre a tragédia humana”, disse. Noutra passagem da sua intervenção, sublinhou que é preciso combater a ideia de que tudo é simples e fácil, enquanto recordou que “o óbvio não é o mais divertido”. Aliás, referiu que o gosto pelo fácil cria “um vazio mental”, gerando pessoas “sem coluna vertebral”. Frisou, entretanto, que se tem proclamado que “a vida deve ser fácil”, ao mesmo tempo que estamos a ser educados para o “imediatismo, como valor a cultivar”. Por outro lado, defendeu que o “mal é a ausência de sentido para a vida” e que a sociedade de consumo “remeteu o silêncio e a utopia para o caixote do lixo”. Também recordou que o problema do nosso tempo não é a falta de cultura (nunca houve tantas propostas culturais como nos dias de hoje), tendo denunciado que “a cultura de massas nos oferece programas que se tornam abafantes”.
Fernando Martins
(Mais considerações sobre este tema das Jornadas da Pastoral da Cultura nos próximos dias)

sábado, 25 de junho de 2005

MIL FOLHAS dedicado a Eugénio de Andrade

Posted by Hello
MOMENTOS INESQUECÍVEIS MIL FOLHAS, um suplemento do “PÚBLICO” dos sábados, vem hoje dedicado ao poeta Eugénio de Andrade, recentemente falecido. Quem gosta de poesia, não pode deixar de ler esta oferta do “PÚBLICO”, que mais não é do que uma homenagem e um documento para guardar, depois de bem meditado. Na apresentação, sublinha-se que “não passa em revista a vida e a obra do poeta”, como costumam fazer os suplementos literários, mas é tão-só “um lugar onde alguns amigos de Eugénio vieram despedir-se dele. E fizeram-no falando-nos do Eugénio vivo, já que não há outro do qual se possa falar”. Textos e imagens de muitos amigos do poeta mostram-nos quanto Eugénio de Andrade era apreciado e que lugar ocupava e continua a ocupar no panorama cultural do nosso País, onde a poesia é a expressão máxima da sensibilidade do nosso povo.
Agustina, António Ramos Rosa, Eduardo Lourenço, Eduardo Prado Coelho, Frederico Lourenço, Gastão Cruz, Graça Morais, Herberto Helder, Isabel Pires de Lima, José Pacheco Pereira, José Tolentino Mendonça, Mário Cláudio e Vasco Graça Moura, entre outros, oferecem-nos momentos inesquecíveis.
Fernando Martins
Um poema de Eugénio de Andrade Os amigos Os amigos amei despido de ternura fatigada; uns iam, outros vinham, a nenhum perguntava
porque partia, porque ficava; era pouco o que tinha, pouco o que dava, mas também só pedia
a liberdade; por mais amarga. Nota: Poema publicado no MIL FOLHAS

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Posted by Hello Santuário de Fátima: Presépio do recinto

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Posted by Hello Santuário de Fátima, antes do nascer do Sol

Um poema de Ruy Cinatti

Posted by Hello Ruy Cinatti ESPELHO Não serei capaz de entrar em minha casa se não vencer o medo na alma. Mas tenho que entrar na minh'alma para vencer o medo que paira em casa. Nota: Poema inédito e publicado em edição para assinalar a Jornada da Pastoral da Cultura.

"O ENTRETENIMENTO: valores e contradições"

Posted by Hello D. Manuel Clemente A Igreja tem de fazer uma conversão cultural
em todas as áreas da pastoral Decorreu em Fátima, ontem e hoje, uma Jornada sobre “O entretenimento: valores e contradições”, promovida pela Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicação Social, com a participação de representantes de diversas dioceses do País. Uma dezena de especialistas de diversas áreas do saber deu o seu contributo à reflexão que há muito se impõe e que a Igreja católica não tem descurado, apesar de tudo, no sentido de dinamizar o diálogo entre fé e cultura. “O encontro entre cultura e fé não é apenas um desafio da cultura; é também uma exigência da fé”, sublinha-se, aliás, no “site” do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura. D. Manuel Clemente, Bispo Auxiliar de Lisboa e presidente daquela Comissão Episcopal, afirmou que a Jornada pretende motivar as pessoas da Igreja para olharem para a importância do entretenimento, no sentido de que “a vida, a festa e os tempos livres são realidades que não podemos deixar de considerar”. Referiu que “o Evangelho tem de incidir nesta área cada vez mais alargada da vida das pessoas”, tendo ainda afirmado que o entretenimento “pode ser fruto do envolvimento pessoal e criativo de cada um”. José Tolentino Mendonça, padre e poeta, mas também director do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, adiantou, em jeito de mote, na abertura dos trabalhos e citando o Vaticano II, que “não há cultura que não seja do homem, pelo homem e para o homem”. Frisou que a Igreja “necessita de fazer uma conversão cultural em todas as áreas pastorais”, e disse que urge valorizar uma “rede de complementaridades”, que interligue todos os agentes empenhados nas comunidades eclesiais. Tolentino Mendonça denunciou que “é muito fácil ser pessimista quando se fala de cultura e do entretenimento”, mas logo reforçou que este “é fundamental para a transmissão de valores”, nos nossos dias. Lembrou, entretanto, que “hoje vivemos um drama muito grande, que é o da eliminação da cultura popular”, que está a ser substituída por uma “cultura suburbana, muito desenraizada, na qual há poucas expressões que traduzam a alma das pessoas”. Fernando Martins (continua amanhã)

quinta-feira, 23 de junho de 2005

AUSENTE, MAS SEMPRE PRESENTE

Amanhã e sábado estarei ausente, mas sempre presente, se puder. Regressarei no sábado, com um ou outro apontamento de reportagem, se razões houver para isso.
Para todos, um bom fim-de-semana, com muita alegria e boa disposição.
Fernando Martins

CEP condena manifestações racistas e xenófobas

A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), reunida hoje em assembleia plenária extraordinária, manifestou a sua firme condenação pelas recentes manifestações racistas e xenófobas no nosso país, apelando “a uma sociedade tolerante e aberta, segura mas inclusiva”.
Após a onda de medo gerada na opinião pública, depois do episódio do “arrastão” na praia de Carcavelos e da manifestação "contra a criminalidade" convocada pela Frente Nacional, no passado sábado, em Lisboa, a CEP vem pedir aos portugueses que se manifestem “perante o crescimento de um clima de racismo e xenofobia”.“Queremos que haja serenidade e racionalidade, para que as pessoas não se deixem levar por sentimentos instintivos, para que não se exagere e não se vá na onda”, revela o secretário da CEP, D. Carlos Azevedo, em declarações à Agência ECCLESIA.
Os Bispos portugueses sublinham que “a criminalidade deve ser punida, sem qualquer discriminação”, mas alertam para a necessidade de, em primeiro lugar, “colmatar as causas da exclusão social e da pobreza que motivam estes fenómenos”.
Segundo o secretário da CEP, a ausência da “serenidade e racionalidade” pedida pelos Bispos apenas irá levar a “uma situação de maior mal-estar”.
Fonte: ECCLESIA

Jorge Sampaio na UA, amanhã

Amanhã, 24 de Junho, na Unjversidade de Aveiro, o Presidente da República, Jorge Sampaio, promove um debate sobre Parcerias para a Inovação. Trata-se de uma iniciativa presidencial sobre Inovação e Competitividade, que vai levar o Presidente da República a visitar unidades empresariais e instituições ligadas à inovação tecnológica nas regiões Norte e Centro do País, acolhendo a Universidade aveirense o debate sobre “Parcerias para a inovação”. Esta acção está marcada para as 15 horas de amanhã, no auditório da Reitoria.

OS OUTROS QUE PAGUEM A CRISE

Portugal está em crise económico-financeira. Toda a gente o sabe e todos entendem que essa situação tem de ser ultrapassada, o mais depressa possível, para se evitarem mais danos na sociedade. A própria Comissão Europeia também já se manifestou e recomendou medidas para debelar a crise. Entre nós, não há políticos, comentadores, observadores, empresários, empregados, ricos e pobres, cultos e analfabetos que se calem perante a realidade a que o País chegou, clamando por alguém que resolva os problemas levantados pelo défice das finanças públicas, que se reflecte na economia nacional e no dia-a-dia dos portugueses. Podemos dizer que se instalou, entre nós, a unanimidade falada, no sentido de se apoiarem medidas que nos levem a acertar o passo com os Estados mais desenvolvidos da UE. Esta é a verdade normal, esperada, certa em teoria. Na prática, nada disto se passa. Quando o Governo de José Sócrates resolveu avançar com medidas que todos os economistas portugueses (de fora ficam, claro, os que sempre defenderam a política da terra queimada, os que sempre disseram e dizem mal de tudo, porque nunca viram nada de bom na cabeça dos outros) consideram urgentes e inadiáveis, caiu o Carmo e a Trindade. Aqui d’El Rei que mexem no meu bolso!... Para estes, está tudo correcto, desde que sejam os outros a pagar a crise. Esta é a mentalidade de gente medíocre, egoísta, nada solidária, que só olha para o seu umbigo e para os seus interesses. Para já, aí temos um panorama triste. Os sindicatos protestam (raramente os vemos a apoiar qualquer medida governamental), toda a gente barafusta, as manifestações sucedem-se, os interesses corporativos não se calam na defesa dos ancestrais privilégios da classe, os políticos das oposições descobrem sempre uma nesga nas propostas de quem legitimamente nos governa, para manifestarem os seus desacordos, para mostrarem que existem e para garantirem que fariam melhor. Alguns destes, precisamente, são os mesmos que há meses nada fizeram. Enfim, com gente desta, Portugal começa a meter água e pode ir ao fundo. Para já (e como cidadão sem qualquer vínculo partidário escrevo e falo), é preciso reconhecer que o eng. Sócrates está a ser um primeiro-ministro corajoso. Detectada a urgência de agir, não escolheu hora nem dia, não olhou para o calendário eleitoral que se avizinha, não temeu lançar medidas impopulares, não abdicou da sua obrigação de governar com realismo, não se demitiu das suas responsabilidades. As greves vão suceder-se, os protestos vão continuar, mas a crise tem de ser ultrapassada. Com todos. Em especial com os que vivem bem, com os que ganham mais, com os que estão agarrados a privilégios, com os que ostentam, sem vergonha, sinais exteriores de riqueza. De fora, têm de ficar, obviamente, os pobres, os desempregados, os de baixíssimos salários, os aposentados com pensões miseráveis, os que há muito sofrem as consequências de más governações. Fernando Martins

Ajuda à Igreja que Sofre edita dois novos livros

"Igreja de Mártires - Os novos santos da Ucrânia"
A Fundação Ajuda à Igreja que Sofre editou recentemente um novo livro sobre os mártires e confessores da fé ucranianos, intitulado "Igreja de Mártires – Os novos santos da Ucrânia". Neste documento, coligido pela Universidade Católica Ucraniana, são apresentados a vida e os testemunhos de 17 mártires e confessores da fé ucranianos. Entre os quais encontra-se o testemunho do Metropolita greco-católico Josyf Slipj, que durante 18 anos foi mantido prisioneiro pelos soviéticos nos campos de trabalho (gulags) da Sibéria. "No século XX, a Ucrânia não só enfrentou um curto reinado de terror nazi, como também sobressaiu como um dos países que carregou o peso de uma prolongada tentativa de erradicação da fé cristã pela espada", escreve no prefácio deste livro Marko Tomashek, responsável pelo Departamento de Projectos da Europa de Leste da Ajuda à Igreja que Sofre.
"Eu Creio"
Simultaneamente, foi também lançada pela Fundação uma nova edição do "Eu Creio - Pequeno Catecismo Católico", que foi revista e ampliada com a colaboração das Congregações para a Doutrina da Fé e para o Clero. No documento de aprovação deste livro, a Congregação para o Clero considera este catecismo como "um instrumento muito útil para a catequese", classificando-o como uma "contribuição concreta para o serviço que a Igreja deve prestar ao homem para o confirmar na fé". Este catecismo, agora publicado pela Fundação Ajuda à Igreja que Sofre, foi também revisto com a participação activa das Conferências Episcopais de África e Madagáscar, da Ásia e da América Latina. "Eu Creio – Amén" foram as palavras utilizadas por Joseph Ratzinger para o prefácio da sua Introdução ao Cristianismo, publicado em 1968. Três décadas depois, já como Cardeal e Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, o actual Papa Bento XVI voltava a encontrar as mesmas palavras no pequeno catecismo da Ajuda à Igreja que Sofre que actualmente é distribuído nos cinco continentes e que está traduzido em 19 línguas.

quarta-feira, 22 de junho de 2005

Um artigo de D. António Marcelino

"Reflexão necessária em tempo de espera"
Por vezes vou pensando que a velha Europa envelheceu de mais. Demograficamente bateu no fundo. Gera cada vez menos vida e não fossem os emigrantes, em alguns países já não se saberia o que é uma criança. Perdeu o dinamismo dos horizontes alargados e construtivos e parece só saber reivindicar dinheiro e poder. Esqueceu as suas raízes, matou a memória de séculos e ficou enredada por jogos de interesses. A crise europeia é uma crise de valores fundamentais. A falta de coesão espiritual não deixa que os compromissos tenham força para gerar um projecto comum e ser-lhe fiel. A Europa está a ser vítima das suas contradições interiores e internas. O vazio a que chegou empurrou-a para arranjos de conveniência e soluções imediatas. Assim se vai tornando inconsistente e sem futuro. Geograficamente, o continente europeu é uma realidade complexa que se estende dos Urais ao Atlântico e roça em mares e montanhas que não falam a mesma língua. Porém, há uma matriz que tem alguma coisa de comum e que pode ser, sempre que respeitada e valorizada, um elemento de coesão no meio das muitas diferenças que, por vezes, se agridem e se ferem. Esta matriz, historicamente indiscutível, foi-lhe negada. Para muitos europeus, mesmo dos mais responsáveis, a história deixou de contar e, do passado, parece só ter importância o que se sabe a partir da revolução francesa, vista com olhos turvos e facciosos. Deste modo, se pode pensar na dificuldade ou mesmo impossibilidade, de um projecto válido e aglutinador que faça da Europa, no actual contexto internacional, um parceiro capaz de propostas humanizantes, geradoras de paz, bem-estar e desenvolvimento, com base no respeito e na mútua colaboração. Processo lento, mas possível, e o único capaz de ser ponto de encontro e de apoio para novos sonhos e projectos. A Europa que se quer construir como comunidade ou união desembarcou, de repente, na praça dos interesses económicos, esquecendo-se que os sonhadores de uma Europa unida, tiveram estes com um meio para garantir a paz e progresso, nunca como projecto ou fim em si mesmos. A linguagem dos políticos quando partem para as reuniões em instâncias europeias é dizer ao povo o que esperam conseguir e de como vão convencer os parceiros ricos. Quando regressam, falam do que ganharam, do que não conseguiram, do que perderam e logo do propósito de não desistirem de vir conseguir mais fundos de apoio. Os passos dados desde o início já atingiram outros campos de colaboração que é preciso salvaguardar e solidificar. Mas isto não se faz só com referendos. Faz-se com ideias e com valores, porque só estes são revolucionários e capazes de desbravar novos caminhos a percorrer. Os interesses de cada estado, quando não visam o interesse comum a todos, geram fronteiras intransponíveis e subserviências lamentáveis. É mais fácil calar os pequenos que precisam e anular a sua dignidade, do que construir, com grandes e pequenos, uma soberania partilhada e sem privilégios escandalosos. Há um caminho a percorrer, também entre nós, prévio a qualquer referendo de pronúncia. Traduz-se na urgência de um processo alargado e intenso de educação para uma nova consciência e exercício da cidadania. Não se penetra na complexidade europeia, com capacidade para novos caminhos de uma construção necessária, a mendigar subsídios, a beneficiar de projectos com o Erasmus, a impor modelos morais importados de países europeus apodrecidos, a votar uma constituição ou um tratado Está o problema da Europa apenas na votação bem sucedida do sim ou do não? Como encher este tempo de espera? Estas e outras perguntas pertinentes exigem respostas válidas.

Em Aveiro: Aniversário da Força Aérea Portuguesa

Posted by Hello FESTA PARA TODA A GENTE
De 1 a 10 de Julho, em Aveiro, a FORÇA AÉREA PORTUGUESA vai celebrar o seu 53º aniversário, com uma programação aliciante. assim, no dia 1, pelas 22 horas, no Teatro Aveirense, vai ter lugar o Concerto de Gala pela Banda da Força Aérea e pelo Coral Polifónico de Aveiro.
No dia 2, às 11.30 horas, junto ao Centro de Congressos, haverá uma cerimónia militar e às 15.30 terão lugar exibições com a Parelha "Asas de Portugal". Na Praia da Barra, à mesma hora, será a vez de uma simulação de salvamento no mar.
De 1 a 10 de Julho, das 11 às 23 horas, junto ao Centro de Congressos, estará patente ao público uma exposição aeronáutica, uma exibiçãos de cães militares, rappel, parede de escalada e mostra de aeronaves.
Entretanto, também estão programados Concertos Polulares:
- Dia 2, às 21.45 horas, em Águeda, no Teatro S. Pedro;
- Dia 3, às 18 horas, em Ílhavo, no Largo da Vista Alegre;
- Dia 9, às 21.30 hoas, na Mamarrosa, na Associação de Cultura e Recreio.

SEMANA CULTURAL NO ISCRA

Posted by Hello Seminário de Santa Joana Princesa CERTIFICADOS DE MÉRITO E PRÉMIO D. ANTÓNIO MARCELINO
Está a decorrer, até 25 de Junho, no ISCRA (Instituto Superior de Ciências Religiosas de Aveiro), a Semana Cultural, aberta a todos os interessados, nomeadamente, alunos, professores, empregados e amigos da instituição. No próximo dia 24 terá lugar um Jantar Cultural, que se inicia às 20 horas e que inclui uma Conferência, subordinada ao tema “Família e Políticas Públicas”, a proferir pelo Dr. João Paulo Barbosa de Melo. Faz ainda parte do programa da noite uma surpresa preparada pela Comissão Cultural do ISCRA. As inscrições para este jantar têm de ser feitas na secretaria, no Seminário de Santa Joana Princesa. No dia 25, Sábado, terá lugar a Sessão Solene cujos momentos mais importantes serão a entrega de certificados e diplomas a alunos finalistas, a entrega do Prémio Escolar D. António Marcelino aos melhores alunos e a entrega de Certificados de Mérito, que distinguirão duas Instituições e uma Personalidade.

VISITAS AO FAROL

Posted by Hello Farol da Barra de Aveiro Horizontes únicos
Quem vai ao cimo do Farol da Barra de Aveiro, em dia claro, pode contemplar horizontes únicos. A mais de 60 metros de altura, os nossos olhos podem apreciar toda uma vasta região dominada pelo mar e pela ria, como nunca pode ser vista por quem quem anda mais cá por baixo.
Ora essa possibilidade de muitos verem o que nunca viram está agora ao alcance de todos. Para isso, só têm que se inscrever junto da Associação dos Amigos da Praia da Barra, pelo telefone 234 390 6oo. As visitas são às segundas-feiras, das 14.30 às 16.30, mas as inscrições, gratuitas, terão de ser feitas até à sexta-feira anterior.
Se nunca visitou o Farol, aproveite esta oportunidade.

Um artigo de António Rego

A esperança como choque
Há conjunturas que, por si mesmas, sem dramatizações políticas ou ideológicas, podem conduzir a uma espécie de depressão colectiva. A dupla insegurança - social e económica - exibida com maior ou menor razão nos últimos tempos, associada a um desaire europeu cujos efeitos reais ainda se desconhecem, parece ter colocado o país numa cadeia de descontentamentos acumulados que começam a traduzir-se em manifestações e greves. Mudaram os posicionamentos de analistas perante um Governo que se movimentava, até há pouco, imune a críticas. Dum momento para o outro, parece estar contra todos, colocando o país inteiro contra si próprio.
A tudo isto se soma uma espécie de desgosto ou desencanto popular, perante tantos desaires políticos, recentes, que permitiram uma aberta de uma esperança irremissível e sem margem de erro. Que agora parece em choque.
A pergunta que se coloca é esta: trata-se dum estado de alma momentâneo, dum solavanco abrupto no barco que se endireita na próxima onda, ou de uma vaga de fundo que começa a aceitar, sem indulgência, a ideia dum país ingovernável quando um Governo decide afrontar situações de instalados que tudo discutem excepto a hipótese de serem tocados nos seus privilégios?
Emerge uma dúvida inquietante: se o que salva o país é uma tenaz esperança ou, pelo contrário, uma descrença declarada sobre o rumo que o Governo vem a tomar. Por outras palavras: estamos perante uma encenação monumental de crises para justificar o choque de agravamento de impostos e penosas medidas sociais, ou com uma terapêutica de choque face à doença económica dum país tecnicamente falido que já não sabe a quem mendigar?
A Europa é o nosso continente e Portugal o nosso país. Se não amarmos o que somos, não nos amamos a nós mesmos. E possivelmente é essa aprendizagem que importa assumir, reconhecendo o preço que isso acarreta para todos.

terça-feira, 21 de junho de 2005

HERA em acção

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Por iniciativa da HERA, uma asociação com muitas preocupações ambientais, vai realizar-se, manhã e quinta-feira, uma acção denominada "Coast Watch", que mais não é do que uma saída de campo às dunas da Barra e Costa Nova, devidamente acompanhada por uma bióloga.
As inscrições custam 5 euros, sendo garantido o fornecimento de material didáctico, transporte e certificado de participação, no final.
Os insteressados podem telefonar para 969 145 152.