sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Farmacêutica figueirense gosta do GDG

Crianças-atletas do GDG com o treinador e treinadora.
Foto copiada de uma página da secção  do basquetebol
Um dia destes, numa farmácia da Figueira, a jovem farmacêutica sorriu com gosto e admiração quando, respondendo a uma sua questão, lhe indiquei o meu número do telemóvel e o código postal. 
Da Gafanha da Nazaré? 
Sim, respondi eu. Conhece? 
E logo contou que era treinadora de basquetebol, em especial de crianças. Que havia participado num torneio e que tinha percebido a dimensão do GDG naquela área. É claro que lhe falei do nosso mais representativo clube desportivo, que movimenta centenas de atletas, em especial no Basquetebol e no Futebol. 
A jovem farmacêutica adiantou que, com os horários profissionais que tem, já não pode treinar crianças, num desporto que é a sua paixão. 

Antigamente, cheguei a irritar-me com pessoas que desconheciam por completo a Gafanha da Nazaré. Alguns denotavam uma total ignorância pelas nossas terras. Nunca tinham ouvido falar da Gafanha. Meio a sério meio a brincar lá ia dizendo: Estou a ver que o meu amigo não é forte em geografia; então nunca ouviu falar do Porto de Aveiro, das Praias da Barra e Costa Nova, dos estaleiros, das secas do bacalhau? E depois lá davam sinais de que afinal tinham algumas memórias.
O desporto, realmente, tem contribuído para a divulgação da nossa comunidade multifacetada, com gente de todo o lado. Clubes visitantes não podem ficar indiferentes às belezas da nossa região. E a prova disso está nesse ocasional encontro com uma jovem farmacêutica, simpática e apaixonada pela Basquetebol.

O Totti deixou-nos

O Totti

A Lita com o Totti e a Tita

O Totti, um cão que viveu connosco cerca de 16 anos, deixou-nos no passado 13 de agosto. Foram 16 anos cheios de histórias que ficarão para toda a nossa vida. Histórias de dedicação, alegria e  fidelidade a toda a prova, que um dia saíram reforçadas com uma prenda que lhe demos — a nossa Tita — sua companheira de todas as horas. Mas há tempos, a Tita deixou-nos também, ficando toda a família muito triste. O Totti não fugiu à regra e sentiu, decerto mais do que todos nós, a perda da sua amiga de sempre. O Totti andava triste, olhar distante e frequentemente perscrutador, numa tentativa de ver chegar a sua amiga de qualquer canto da casa, do jardim ou do quintal.
A sua tristeza foi-se acentuando, de parceria com as doenças próprias da idade: Menos visão, surdez em crescendo, coluna vertebral a tolher-lhe os movimentos, coração a dar sinais de cansaço, tiroide a provocar-lhe incómodos, tosse constante. Medicação para tudo, cuidados especiais nunca prodigalizados pela Lita. Teimosia em tomar remédios, que distinguia mesmo quando muito disfarçados durante as refeições. Gritava por não conseguir levantar-se, sem forças nas patas traseiras. E no dia 13 de agosto, à tardinha, foi o tempo de nos deixar. Morreu serenamente. As corridas velozes, o ladrar a quem passava, o brincar com quem chegava, o atirar-se às galinhas e outras aves que detestava, o lançar-se furioso contra gatos que invadissem os seus domínios e o rosnar quando lhe tocavam nos ouvidos, tudo acabou.
Rezam as histórias e as lendas que os cães são os maiores amigos do homem. Terão sido os primeiros animais a serem domesticados pelo ser humano. E há provas extraordinárias da sua dedicação pelos donos ou pelos que deles cuidavam, mas ainda da estima de homens e mulheres pelos canídeos, fossem eles de que raças fossem.
O Totti tinha por hábito fixar os horários da chegada a casa dos que se tinham ausentado para o trabalho ou para passeios ou compras. E à hora que a sua curta memória ou instinto determinavam,  lá ia ele para o portão esperar quem havia de chegar. Se era a Lita, seria o portão por onde entraria o carro. Se eram familiares, o portão seria outro. Assim durante muitos anos. E quando o esperado abria o portão, dava uns gritinhos de alegria e uns saltitos de felicidade, como que a anunciar: Já chegou! Depois esperava as carícias que nunca ninguém lhe negou.
A vida é assim. Não é por acaso que um velho ditado proclama à saciedade: “Quanto mais conheço os homens, mais gosto dos cães.” E eu concordo.
Acompanho com muito carinho e amor todos os que gostaram da Tita e do Totti, em especial a Lita, que os tratou como gente.

Fernando Martins

Dos lábios ao coração: Um percurso singular

Georgino Rocha

Jesus está rodeado de pessoas com claras e diversas intenções: a multidão que, encantada com os seus ensinamentos e confiante, o segue por onde quer que vá; os discípulos que entusiasmados pelo sucesso da sua missão, o acompanham e escutam com desvelo e atenção; o grupo de fariseus e escribas que, fiéis funcionários do Templo, são enviados de Jerusalém a informar-se do que estava a acontecer.
Intenções diversas que oferecem uma grande oportunidade para Jesus afirmar o papel do coração na ética dos comportamentos, a relação profunda entre a verdade e a liberdade, entre a atitude e as convicções profundas que gerem a vida interior do ser humano. Só a coerência em harmonia garante a integridade honesta e transparente de quem se sente livre e quer servir por amor. “A felicidade só se alcança quando o que cada um pensa, o que cada um diz e o que cada um faz estão em harmonia”, garante Gandhi, o maior dos grandes pacificadores e libertadores da Índia do poderio da Inglaterra.

Marcos, o evangelista que a Liturgia faz proclamar nas assembleias dominicais deste ano, organiza a conversa em três momentos de acordo com aquelas categorias de pessoas. O tom é de grande franqueza e valentia. Por amor à verdade, Jesus quer provocar os enviados da cidade e, sem discordar das observações que fazem, abrir horizontes novos às práticas rituais e comportamentos de aparência. (Mc 7, 1-8. 14-15. 21-23).

Que exista a coragem de divulgar o bem feito pelos sacerdotes

Carta de um sacerdote católico 
para o NEW YORK TIMES

(Foto da Rede Global)

Caro irmão e irmã jornalista:

Sou um simples sacerdote católico.
Estou feliz e orgulhoso da minha vocação.
Há vinte anos que vivo em Angola como missionário.
Vejo em muitos meios de informação, sobretudo no vosso jornal, a ampliação do tema dos sacerdotes pedófilos, com investigações de forma mórbida sobre a vida de alguns sacerdotes.
Falam de um de uma cidade nos Estados Unidos dos anos '70, de outro na Austrália dos anos '80, e seguida de outros casos recentes... 
Certamente isto deve ser condenado!
Veem-se alguns artigos de jornal equilibrados, mas também outros cheios de preconceitos e até de ódio.
O facto que pessoas, que deveriam ser manifestação do amor de Deus, sejam como um punhal na vida de inocentes, provoca em mim uma imensa dor.

15 dias se passaram…

Figueira da Foz - Torre  do Relógio com 20 metros de altura

Prometi a mim mesmo, há 15 dias, que teria de descansar para retemperar energias. Assim procedi. Limitei-me, porém, a respeitar compromissos assumidos, o que fiz sem qualquer dificuldade. Não estou assim tão mal que não possa cumprir um dever. Contudo, sinto o peso da idade que me rouba alguma vitalidade, embora teime em ultrapassar pequenos obstáculo que outrora nem me apercebia deles. 
Deambulei sem perder o Norte, li e reli umas coisas, voltei à Figueira da Foz onde gosto de estar e vi o mar à distância, que as minhas pernas já não vencem o areal que nos separa do oceano, andei por ruas e ruelas da Figueira Antiga, apreciei palacetes da alta burguesia que por aqui passou férias, nesta cidade que se tornou cosmopolita há décadas. E por estas bandas continuarei até me chegarem as saudades da minha Gafanha, da Ria e das nossas praias. Também dos nossos familiares, amigos e outras gentes cujos rostos têm lugar reservado nas minhas melhores memórias.

sábado, 25 de agosto de 2018

Diácono Augusto Semedo já está no regaço maternal de Deus





O diácono permanente Augusto Semedo já está no regaço maternal de Deus. A notícia chegou-me hoje [24 de agosto]. As mortes de familiares e amigos são sempre inesperadas. Caem sobre nós como alertas de que a vida terrena é mesmo  finita. Para os crentes, como eu, a vida continuará em Deus, que nos acolhe como filhos prediletos, na certeza de que o Pai Todo Poderoso “perdoa sempre, perdoa tudo”, no dizer, em jeito de lembrança, do Papa Francisco. 

O Augusto Semedo estava doente. Foi atingido por um AVC que lhe limitou os movimentos, sem lhe afetar a capacidade de falar, de refletir e de partilhar ideias e sentimentos, com uma lucidez digna de registo. Sucumbiu, para mim e para outros, de forma repentina, neste agosto que registaremos como o mês da sua partida para a felicidade em Deus, onde se lembrará de cada um de nós, como nós haveremos de manter viva, para sempre, a sua bondade para com todos. 

O Semedo, como o tratávamos, marcou-me profundamente como colega de curso e de trabalho no Diaconado Permanente da Diocese de Aveiro, ao longo de mais de 30 anos. Para mim, o diácono Augusto Semedo era o melhor de todos: Generoso no servir, culto na hora de esclarecer, humilde no momento de se dar aos outros, fervoroso na oração, aberto ao espírito vicentino sem dia e hora marcados, compreensivo na troca de ideias, alegre nos convívios fraternos. Era, realmente, um Rosto de Misericórdia, no dizer justo e oportuno do padre Georgino Rocha, como se lê no seu mais recente livro “Rostos de Misericórdia – Estilos de Vida a Irradiar”. 

As minhas sentidas condolências a toda a família e amigos. 

Fernando Martins

O equívoco da fé "na" Igreja

Anselmo Borges


1.É de A. Loisy um dos ditos que, desde o seu pronunciamento, no início do século XX, mais animaram o debate teológico: "Jesus anunciou a vinda do Reino de Deus, mas o que veio foi a Igreja." E é um dito decisivo também para a compreensão em profundidade da tragédia da pedofilia por parte do clero.
Quando se recita o credo (a síntese da fé cristã), é necessário estar prevenido contra possíveis alçapões. Vejamos. Diz-se: "Creio em Deus Pai, em Jesus Cristo, no Espírito Santo." Em português também se diz "Creio na Igreja una, santa, católica", como se esta estivesse ao mesmo nível de Deus. Realmente, não pode ser nem é assim. Aliás, o latim faz a distinção essencial, pois diz: "Credo in Deum..."; porém, não diz "Credo in Ecclesiam", mas "Credo Ecclesiam". A diferença essencial está naquele "in": Creio "em" Deus, o que significa: entrego-me confiadamente a Deus, mas não creio "na" Igreja; o que lá está é: em Igreja, isto é, fazendo parte da Igreja como comunidade de todos os baptizados, creio em Deus, em Jesus e espero a vida eterna...
Como habitualmente se coloca tudo no mesmo plano, dizendo "creio na Igreja", é fácil interiorizar a ideia de que se acredita na Igreja enquanto instituição, e instituição divina, com todos os enganos e desastres que se sucedem.

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

FICAR COM JESUS POR DECISÃO LIVRE

Georgino Rochs

O discurso do pão da vida atinge o auge, no desabafo de Jesus, que João formula na pergunta dirigida aos Apóstolos: “E vós também quereis ir-vos embora?” A sinceridade denota um sabor de amargura. A preocupação manifesta um receio fundado. O risco é evidente e virá a ser concretizado na paixão. A circunstância, aliada ao tom da voz e ao brilho do olhar, provoca a resposta eloquente de Pedro: “A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna”. Jo 6, 60-69.
“Quando se vive esta união com Jesus (tal era o caso de Pedro e dos discípulos que ficaram com Ele), as crises de dúvidas e obscuridades se superam. A força do Espírito faz-se força em nossa vida… É a vida que se caracteriza pela firmeza em ir na vida como foi Jesus e pela transparência de quem não tem nada a dissimular”, afirma J. M. Castilho, no seu comentário ao episódio de Cafarnaúm.
Jesus e Pedro surgem como o rosto pessoal da relação com Deus. Constituem as duas faces da realidade mais profunda da consciência: acolher a oferta, dar-se em liberdade; escutar a palavra, abrir-se à verdade; identificar o dom e fazer-se doação. Por isso, afirma João Paulo II: “A fé e a razão constituem como que as duas asas pelas quais o espírito humano se eleva à contemplação da verdade”. O Papa propõe, na encíclica Fides et Ratio (Fé e Razão), uma belíssima e fundamentada reflexão sobre a verdade, questão central da vida humana e da história da humanidade.

sábado, 18 de agosto de 2018

A mística do quotidiano.1


As férias são um justo tempo para repousar do trabalho, mas elas deveriam ser também, como diz o próprio étimo, a experiência de que o ser humano é um ser festivo e, assim, na serenidade, serem o tempo de reencontrar tempo para a família e para os amigos, tempo para ouvir o silêncio, tempo para a poesia e para a música, que nos remetem para a transcendência. Isso: contemplar e criar beleza - é a beleza que salva o mundo, dizia Dostoiévski -, admirar uma simples folha de erva com o orvalho da manhã, ver o Sol nascer a oriente e pôr-se a ocidente, exaltar-se com o alfobre das estrelas - "Duas coisas enchem o ânimo de admiração e veneração sempre novas e crescentes, quanto mais frequentemente e com maior persistência delas se ocupa a reflexão: o céu estrelado sobre mim e a lei moral em mim", escreveu Immanuel Kant -, dialogar com o Infinito. Em tempo de férias, é bom parar e ir ao essencial, para se poder evitar o pior: o desnorteamento, a desorientação, o vazio existencial. O essencial, de um modo ou outro, é em Deus que se encontra, mas numa experiência pessoal. Como no amor. 
Não há dúvida de que hoje, concretamente na Europa, há uma crise da religião, que é sobretudo uma crise de Deus. Basta perguntar, de modo simples: para quantos é que Deus ainda conta realmente nas suas decisões vitais, tanto no domínio pessoal como no colectivo?

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

O PÃO DE JESUS GARANTE A VIDA ETERNA

O escândalo agrava-se. As afirmações de Jesus são demasiado claras e contundentes para os judeus. Jo 6, 51-58. Não conseguem suportá-las. E, sem um novo modo de ver – a fé que brota do amor de Deus Pai – quem pode conformar-se? Como é possível “dar-nos a sua carne a comer”?, interrogam-se com lógica natural e ética religiosa, condensando perplexidades que os afligiam e espelham muitas outras que, ao longo dos tempos, virão a desafiar a razão humana, ainda que iluminada pela fé. 
Face à estranheza do “assunto” e ao agravamento das dúvidas, não tardam a evoluir na sua atitude: do entusiasmo precedente, pela multiplicação dos pães, das expectativas decorrentes e das interrogações fundadas à crítica aberta, da recusa frontal ao abandono. Em breve, chegará a vez de Jesus questionar os próprios Apóstolos/discípulos fiéis: “Vós também vos quereis ir embora? Pedro, espontâneo e ousado, responde pelo grupo: “A quem iremos, Senhor?!. Tu tens palavras de vida eterna”.
Jesus não dá explicações. Faz afirmações. O modo há-de surgir oportunamente. E o anúncio passa a realidade na ceia de despedida, no lava-pés, no mandamento novo do amor. Modo que surge narrado por Paulo na 1.ª carta aos coríntios 11, 23-26.

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Até um dia destes, se Deus quiser


Os meus amigos hão de estranhar a minha ausência no mundo da blogosfera e nas redes socais em geral. Fruto de alguns cansaço, senti ser minha obrigação libertar-me de compromissos com data mais ou menos marcada. É claro que voltarei quando tiver renovado as forças e recuperado o ânimo, Como o ser humano, por norma, só utilizada diariamente uma parte mínima das suas capacidades físicas e mentais, estou em crer que um dia destes voltarei em força. 
Há, no entanto, uma ou outra exceção, por acordos pessoais que desejo manter. Até lá, boas férias para todos. 

Fernando Martins

sábado, 11 de agosto de 2018

O não de Francisco à pena de morte e à prisão perpétua

Anselmo Borges

1. Em Setembro do ano passado, por ocasião da celebração dos 150 da abolição da pena de morte em Portugal, realizou-se na Universidade de Coimbra um colóquio internacional sobre o tema. A convite do ex-provedor de Justiça José de Faria Costa, fiz uma conferência subordinada ao título "Teologia e Pena de Morte. Critiquei então veementemente o Catecismo da Igreja Católica pelo facto de nele, no tristemente célebre número 2267 (número de morte), continuar ainda a defesa da pena de morte. Manifestei ao mesmo tempo a firme esperança e até a certeza de que o Papa Francisco acabaria por mudar esse número ("pior do que o 666 do Apocalipse", transportando consigo "a carga de milénio e meio de pacto da Igreja com um tipo de poderes estabelecidos, como se não bastasse Jesus e a Igreja tivesse de apoiar-se num duvidoso "direito natural", como se ela pudesse ditar a sua moral aos Estados e tivesse de renunciar à "libertação" de Jesus e à presença do Reino, permitindo meter na prisão e matar os "maus", para que os outros, os "bons", pudessem viver tranquilos", escreveu o biblista Xabier Pikaza). 
Não há dúvida nenhuma de que o Novo Testamento está na base do movimento abolicionista moderno. Pense-se nas bem-aventuranças, no preceito de Jesus que manda amar os inimigos, no seu procedimento com a adúltera... E não está o cristianismo no fundamento da dignidade inviolável da pessoa humana, como é reconhecido pelos grandes filósofos Hegel, Ernst Bloch, Jürgen Habermas? E como pode a Igreja ser incondicionalmente a favor da vida, como mostra a condenação do aborto e da eutanásia, e ao mesmo tempo justificar a pena de morte? 

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

O Festival do Bacalhau encerra no domingo

Do outro lado do canal com Santo André à espera de visitantes

Um grupo de tendas 
A Lita descansa depois do almoço 
Canal da Ria
Marginal para ajudar na hora da digestão
Navio-motor Santo André com entrada franca
O Festival do Bacalhau começa a criar raízes no Jardim Oudinot, Gafanha da Nazaré. Ano a ano atrai milhares de visitantes e apreciadores do fiel amigo e das diversões que a organização promove, entre outras iniciativas de promoção do nosso património, em vários setores. À noite há concertos musicais.
Cada associação tem o cuidado de oferecer pratos diversificados, sempre com base no bacalhau e seus derivados, de forma a corresponder ao gosto de quem aparece. Há, portanto, que saber escolher. 
Hoje fui lá, não tanto para matar saudades de uma boa posta do fiel amigo, porque cá em casa também o sabemos preparar, mas sobretudo para conviver e encontrar amigos que não via há muito. E nesse caso, fui muito feliz. Falei com alguns alunos de há décadas, troquei impressões com amigos com quem não me cruzava há bastante tempo, apreciei o movimento à volta dos comes e bebes e fiquei a admirar mais os dirigentes e membros das instituições, culturais, sociais, desportivas e de lazer, que se entregaram à dignificação do Festival do Bacalhau. 
Aqui deixo a minha solidariedade a todos, na certeza de que, no próximo ano, a festa voltará.

Fernando Martins

RIA com passadiços



Os  passadiços da Ria de Aveiro foram inaugurados  em julho e já têm, seguramente, adeptos, que são os amantes da natureza. Maria José Santana, jornalista, andou por lá e conta como foi, no Público, com fotografias de Adriano Miranda,  ao jeito de quem gostou do que experimentou.  E salienta que há espaço para todos os gostos: A caminhar, a correr ou a pedalar. Diz assim: 
"A caminhar, a correr ou a pedalar, siga as coordenadas e aproveite para usufruir da natureza. Sem receio de percorrer a totalidade do percurso, uma vez que irá encontrar vários pontos de descanso, com uns bancos de madeira muito especiais: em cada um deles, são desvendadas curiosidades regionais, mais concretamente dizeres populares, costumes locais e elementos típicos da ria. Descobrirá, por exemplo, o que significa “andar à rola”, “andar à vara” ou “andar à sirga” numa embarcação e ficará a saber o que são “envergues” ou “moscas” - basta-lhe prestar atenção às palavras que aparecem escritas em cada ponto de paragem."

Ler reportagem aqui 

NOTA: Imagem da  Rede Global

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Aveiro é uma das mais bonitas cidades portuguesas





No “GUIA Expresso CIDADES”, publicado no passado sábado, Aveiro merece honras de publicação, com imagens a que já nos habituámos do canal com moliceiro a navegar, em passeio turístico, e da Costa Nova com os palheiros de riscas coloridas, desta feita com olho futebolístico, isto é, Benfica, Sporting e Porto, da esquerda para a direita, para não haver confusão. Mais imagens de ciclistas com marinha de sal a laborar  para inglês ver, ovos moles, Farol da Barra, ostras e passagem de Vhils pela estação, onde deixou a sua expressiva arte. 
Como sugestão para descobrir, o guia apresenta a Reserva Natural das Dunas de S. Jacinto. E no texto ainda diz algo sobre a BUGA para utilização gratuita, sublinhando os “Elegantes edifícios de Arte Nova”, canais urbanos e os bairros históricos, “onde a herança das tradições se mistura com os olhares curiosos dos turistas”. Entre outros pormenores, refere a tentação dos ovos moles, os sabores de antigamente e do peixe fresco… frisando que  “Aveiro é uma das mais bonitas cidades portuguesas”. Nós já sabíamos, mas é bom que alguém, que venha de fora, proclame esta verdade num jornal de referência, como é o Expresso.

Nota: Fotos do meu arquivo

UA - Ecologia Comportamental em destaque

Bárbara Cartagena Matos - Premiada com Bolsa Doutoral

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Aplausos para o Museu Marítimo de Ílhavo





Hoje, 8 de agosto, o MMI está a celebrar a data da sua fundação, no já longínquo ano de 1937. Com uma vida cheia de êxitos, tantos quantos são as suas coleções, que são parte integrante do seu património, o museu de Ílhavo oferece a quem o visita uma riqueza incalculável da história marítima dos ílhavos. 
Neste momento, sinto ser meu dever homenagear os pioneiros e os que, ao longo dos anos, contribuíram para o enriquecimento e divulgação do MMI, na esperança de que continue a crescer, para bem dos amantes da cultura.

Notas:

1. Fotos do meu arquivo
2. Ler mais aqui 

terça-feira, 7 de agosto de 2018

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

A ria a servir de espelho



«A Ria entende-se em canais, em esteiros, em valas, em fiozinhos de água, dividindo-se e subdividindo-se até ao capilar, entrando pela terra dentro, recortando-a e irrigando-a de água salgada, ou, pelo menos, salobra, e que se vai adocicando à medida que foge do mar e se estende, por aí fora, a servir de espelho a uma lavoura anfíbia que lança a semente ao chão e penteia o fundo lodoso das cales, que surriba terra até sentir os pés encharcados e pesca pimpões nas valas intercalares nos fugidios momentos de lazer.»

Frederico de Moura
"Aveiro e o seu Distrito", 
n.º 5, junho de 1968

FESTIVAL DO BACALHAU - As portas abrem quarta-feira


E já na próxima quarta-feira, 8 de agosto, que o maior Festival do Bacalhau do nosso país, e quiçá do mundo, abre as suas portas largas e arejadas para receber os apreciadores das mil e uma maneiras de preparar o fiel amigo, no Jardim Oudinot, Gafanha da Nazaré. Mil e uma maneiras ou mais, que a imaginação do nosso povo e dos gastrónomos não tem limites. A Câmara de Ílhavo, em parceria com a Confraria Gastronómica do Bacalhau, uma instituição que é um baluarte na defesa do nosso património, onde o fiel amigo tem lugar de destaque, organizou um conjunto multifacetado de iniciativas, todas elas capazes de atrair multidões durante o decorrer da festa mais expressiva do nosso concelho.
Bom festival para todos. 

domingo, 5 de agosto de 2018

Férias com poucas despesas

Será possível gozar sem grandes despesas? 
Com algum esforço e com uma boa dose de organização, 
pensamos que sim



Há a ideia generalizada em muitos meios de que férias interessantes estarão ligadas a grandes gastos, especialmente em estâncias turísticas de nomeada. Mas se levarmos à prática a imaginação e a capacidade criativa,  tudo será viável. Há promoções a aproveitar, sugestões a seguir, caminhos a trilhar. A nossa região já tem excelentes passadiços para o contacto próximo com a natureza, museus e monumentos para conhecer. E não há festas, festivais e outras iniciativas promovidas pelas autarquias e outras associações? 
Estamos convencidos de que à nossa volta há excelentes motivos de interesse a descobrir, a explorar e a experimentar, contribuindo, assim, para valorizar o que temos. Sabemos que a tendência de muitos se inclina para falar de passeios por outras terras e outras gentes, de costumes exóticos e paisagens deslumbrantes, mas é garantido que as mais das vezes nem sequer conhecemos bem o que está ao pé da nossa porta. Pretende-se conhecer o distante, continuando a ignorar o que nos envolve e até o que está na matriz da nossa forma de ser e de estar na vida, assente na simplicidade e na aceitação do possível. O impossível fica para um dia.

sábado, 4 de agosto de 2018

A "Humanae vitae" 50 anos depois

Anselmo Borges

"Não tenho dúvidas de que a história considerará Paulo VI como um dos maiores papas do século XX. Foi ele que, apesar das oposições, continuou o Concílio Vaticano II, depois da morte de João XXIII. Era um democrata, inteligente, culto, reformador. Foi a Jerusalém, para que a Igreja se refontalizasse, indo às origens. Internacionalizou a Cúria. Promoveu o ecumenismo, abraçando concretamente o Patriarca de Constantinopla, Atenágoras, e os dois levantaram as excomunhões mútuas que vinham do século XI, abrindo caminho à reconciliação entre a Igreja de Roma e a Igreja de Constantinopla."

1. A 25 de Julho de 1968, estava eu na Holanda e um colega deu-me a notícia inesperada: o papa Paulo VI tinha publicado uma encíclica, a "Humanae vitae" (Sobre a vida humana), a condenar os métodos artificiais de controlo da natalidade. Lá estava, no célebre n.º 14, depois de declarar que "é absolutamente de excluir, como via legítima para a regulação dos nascimentos, o aborto querido directamente e procurado, mesmo por razões terapêuticas", bem como "a esterilização directa, quer perpétua quer temporária, tanto do homem como da mulher": "É ainda de excluir toda a acção que, ou em previsão do acto conjugal ou durante a sua realização ou também durante o desenvolvimento das suas consequências naturais, se proponha, como fim ou como meio, tornar impossível a procriação."
A publicação era uma bomba, tanto mais que se opunha à esmagadora maioria da comissão que tinha sido encarregada de estudar o assunto e que se manifestara favorável a que deveriam ser os casais a decidir, em paternidade e maternidade responsáveis, o controlo da fertilidade.

Caça à beata na Praia da Barra



Ora aqui está uma intervenção meritória promovida pela Junta de Freguesia da Gafanha da Nazaré, com duas vertentes que importa destacar: A primeira diz respeito à limpeza do areal, com uma caça às beatas, oriundas de fumadores descuidados ou pouco preocupados com a higiene dos espaços públicos; a segunda prende-se com o caráter pedagógico da ação, levando os participantes e banhistas  a refletirem sobre os malefícios do tabaco e sobre a obrigação que todos temos de evitar, a todo o custo, a poluição. 
Informa a JFGN que “todo o material recolhido será exposto, para os banhistas terem noção da quantidade enorme de beatas que existe no areal”. E mais informa a autarquia: “Durante a ação serão entregues cinzeiros de bolso ecológicos (biataki), gratuitamente, aos fumadores.”

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

TORGA, SEMPRE

"Miguel Torga é um dos escritores portugueses 
que deveria ser de leitura obrigatória, 
sem ser obrigatório."

Miguel Torga


“Abandonar a Pátria com um saco às costas? Para poder partir teria de meter no bornal o Marão, o Douro, o Mondego, a luz de Coimbra, a biblioteca e as vogais da língua. Sou um prisioneiro irremediável numa penitenciária de valores tão entranhados na minha fisiologia que, longe deles, seria um cadáver a respirar.” Ou, noutro ângulo, “eu sou um homem de impressões digitais, das mãos aos pés. O sulco do arado é tão impressivo para mim como o traço da caneta. Leio tanto numa lavrada alentejana como num livro”.

Citado por António Bagão Félix

JESUS, O PÃO DE DEUS, A VIDA DO MUNDO

Georgino Rocha

No mar da Galileia, próximo a Cafarnaúm, barcas vão e barcas vêm (Jo 6, 24-35). É a multidão que se agita ao ver que Jesus tinha deixado o local onde lhe dera alimento. É o coração humano, inquieto peregrino e incansável buscador de quem pode saciar as suas fomes e sedes. É a ousadia itinerante que não se detém enquanto não alcançar a fonte da alegria dos seus desejos profundos.
Que radiografia do nosso ser pessoal ressalta neste quadro singelo com uma moldura tão singular! Vale a pena apreciar. Pode ajudar-nos o pensamento de Pascal: “O coração tem razões que a inteligência não conhece”. E perguntar: Hoje, que buscam as multidões no frenesim das suas correrias?!
“A multidão procura Jesus, adianta o comentário da Bíblia Pastoral, desejando continuar na situação de abundância, isto é, governada por um chefe político que decide e providencia tudo, sem exigir esforço. Jesus mostra que essa não é a solução; é preciso buscar a vida plena, mas isso exige o empenho do homem. Além do alimento que sustenta a vida material, é necessária a adesão pessoal a Jesus para que essa vida se torne definitiva”.
A abertura à vida plena surge como a grande mensagem que Jesus, pedagogicamente, vai provocar em quem o procura. Em diálogo de pergunta e resposta. Em círculos cada mais concêntricos, mas progressivos. Com apoio nas lições do passado, dos nossos pais no deserto, e a novidade que está a emergir no presente promissor de um futuro em plenitude. Vamos acompanhar alguns passos deste percurso exemplar.

Pena de morte é inadmissível, declara o Papa


O Papa Francisco declarou, para valer como norma a seguir oficialmente pela Igreja Católica, que a pena de morte é "inadmissível". Altera, desta forma, o que estava legislado no Catecismo da Igreja Católica, da responsabilidade de João Paulo II. 
Na altura, houve reações oriundas de todos os quadrantes contra a posição do Papa, mas nem assim foi corrigida tal norma, contrária, aliás, à posição da Santa Sé que, normalmente, condenava a aplicação da pena capital em diversos países. Os Papas propunham, nesses casos, a substituição da pena de morte por outra pena. 
Foram precisos 26 anos para a Igreja reconhecer que a dignidade da pessoa não se perde, mesmo depois de ter cometido crimes, por mais hediondos que fossem. Porém, mais vale tarde do que nunca.


quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Bispo de Aveiro apela a novos hábitos para colmatar a falta de padres

A propósito das nomeações para o ano pastoral de 2018-2019, o Bispo de Aveiro, António Moiteiro, refletiu sobre a diminuição de sacerdotes no presbitério, salientando que tal situação deve ser «ocasião para todos nos empenharmos na renovação pastoral das comunidades cristãs, sendo necessárias novas atitudes e novos hábitos para respondermos aos desafios que se colocam à Igreja no diálogo com a sociedade moderna, tal como afirma o Papa Francisco: «A comunidade cristã é chamada a criar aquele espaço teologal onde se pode experimentar a presença mística do Senhor ressuscitado. Partilhar a Palavra e celebrar juntos a Eucaristia torna-nos mais irmãos e vai-nos transformando pouco a pouco em comunidade santa e missionária» (Alegrai-vos e Exultai, 142)».

Ler nomeações para o ano pastoral aqui

Museu de Santa Joana com mais visitantes



A Câmara de Aveiro informa que, “no último ano completo fora da gestão municipal (2014), o Museu recebeu 38.234 visitantes, passando para 41.821 em 2015, 51.693 em 2016 e contabilizan­do 55.177 visitantes em 2017”. Diz ainda que esta tendência de crescimento se mantém no primeiro semestre de 2018, com um total de 30.572 visitantes, o que representa um aumento de 10%, face ao período homólogo de 2017, quando o museu foi visitado por 27.650 pessoas. Comparando o primeiro semestre de 2015, que foi o último semestre de gestão do Ministério da Cultura/Direção Regional da Cultura do Centro, com o primeiro semestre de 2018, o crescimento foi de 38%, passando de 22.137 para 30.572 visitantes.
Como visitante e apreciador do riquíssimo espólio do Museu de Santa Joana, tenho de me congratular com o aumento significativo de visitantes, sinal de que a propaganda que dele se tem feito está a dar bons resultados. Parabéns. 

"RIA A GOSTO" - Há marisco da nossa laguna

12.º Festival de Marisco da Costa Nova
2 a 5 de agosto



Os apreciadores do marisco podem já registar na agenda uma visita gastronómica ao 12.º Festival de Marisco da Costa Nova, com data marcada de hoje até domingo, no relvado beijado pelo canal de Mira, que integra a Ria de Aveiro. Trata-se de uma organização conjunta da Câmara de Ílhavo e do Iliabum Clube. 
Será escusado dizer que a qualidade dos produtos está garantida, ou não fossem eles oriundos deste rincão lagunar.
Esta festa do marisco decorre numa tenda com capacidade para muita gente. Apareça, que há sempre lugar para todos. 
Bom apetite e melhor proveito. 

Horário

qui 02 20h00~23h00
sex 03 12h30~15h00 ∙ 20h00~23h00
sáb 04 12h30~15h00 ∙ 20h00~23h00
dom 05 12h30~15h00


30.º Festival Internacional de Folclore na Costa Nova

Rancho Regional da Casa do Povo de Ílhavo
amanhã, 3 de agosto, 
21h30



Grupos participantes:

- Rancho Regional da Casa do Povo de Ílhavo
- Bélgica 🇧🇪
- Grupo Folclórico Fogueteiros de Arada - Ovar
- Palma de Maiorca - Espanha 🇪🇸
- Rancho Folclórico e Etnográfico de Vale Açores - Mortágua
- Hungria 🇭🇺

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Férias: um cheirinho a maresia

Com votos de boas férias com saúde

Boca da Barra
Costa Nova

Nos dias de hoje a humanidade exerce, através das suas atividades diárias, uma enorme pressão sobre os recursos naturais, que se tem traduzido pela progressiva degradação dos ecossistemas naturais. A contaminação dos recursos hídricos, a poluição atmosférica, a devastação das florestas, são formas de agressão ao meio ambiente. É necessário, e urgente, a modificação do nosso comportamento em relação à natureza, compatibilizando práticas económicas e comportamentos do dia a dia, no sentido da preservação ambiental, ou seja, pela prática de um desenvolvimento sustentável. 
Em tempo de lazer, férias na praia, surge uma oportunidade de refletirmos sobre o valor dos oceanos. Cinquenta por cento (50%) do dióxido de carbono lançado na atmosfera é absorvido pelos oceanos e setenta por cento (70%) do oxigénio da terra é produzido pelo plâncton marinho. 
O papel das florestas marinhas é fundamental, são as algas mais pequenas que nos dão o ar que respiramos. Setenta e um por cento (71%) da superfície terrestre encontra-se coberta pelos oceanos e está por desvendar. 

Programa "Estrada Livre" com 13 anos de vida

Utentes podem denunciar 
problemas nas estradas portuguesas 


O Governo anunciou hoje [1 de agosto de 2005] a criação de um novo serviço que vai permitir a identificação de problemas nas estradas por parte dos cidadãos, através de um número azul ou pela Internet. O serviço, chamado "Estrada Livre", consiste na recolha, tratamento e resposta a situações anómalas que são comunicadas pelos utentes das estradas e autoestradas relacionadas com o estado de conservação e manutenção das vias, explicou António Laranjo, presidente da Estradas de Portugal (EP).
O projecto permite que os utentes participem danos nas vias, como buracos nas estradas, postes derrubados ou sinalização danificada, e recebam uma resposta no prazo de cinco dias. Paulo Fernandes, administrador da Portugal Telecom —  empresa associada ao programa —,  explicou que a operadora cedeu a custo zero o centro de atendimento telefónico para o número azul 808 21 00 00 e que suporta o valor adicional da chamada, que para o utente tem apenas o custo de uma ligação local.

NOTAS: 

1. Texto publicado em 1 de agosto de 2005, com  fonte no PÚBLICO;
2. Confesso que não sei se este programa ainda está em vigor e se resultou. Também reconheço que hoje talvez até nem seja necessário, pois todos nós sabemos protestar e informar em liberdade plena na hora certa. De qualquer modo, aqui fica esta recordação. 

Boas férias para todos

Bar e praia do Oudinot

Neste primeiro dia de agosto, o mês por excelência de férias, até parece que o tempo brinda à sua chegada, com promessas de calor escaldante. Os técnicos, talvez um pouco confusos com as alterações climáticas notórias que se têm verificado, ainda não nos disseram se estas temperaturas altas vêm mesmo para ficar. Talvez muitos quisessem que assim fosse,  embora os fogos florestais nos levem a desejar umas boas chuvadas de vez em quando. Não vou ao ponto de pedir sol na eira e chuva no naval, mas se tal fosse possível, seria ouro sobre azul. 
Quando abordo temas de férias, refletindo o prazer que elas nos dão, nunca deixo de lembrar os que, por razões diversas, não as podem gozar, anos após anos, ficando limitados a quotidianos repetitivos, monótonos, tristes e sem horizontes . Sinto-me incapaz de indicar pistas inovadores, de viagens abertas a outros povos e culturas, ficando por saídas limitadas ao raio de vários ângulos do campanário da freguesia. Sugiro a leitura de livros, a descoberta de recantos por onde passamos a correr e uma visitas a amigos doentes ou a familiares que raramente encontramos. 
É certo que a felicidade não assenta só em grandes périplos, em festas caras, em estadas nas zonas turísticas ou historicamente apelativas, mas pode ser encontrada em pequenos prazeres que a nossa capacidade criativa saberá descobrir e programar. 
Boas férias para todos.