sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

O agir de Jesus provoca admiração e espanto

Reflexão de Georgino Rocha 
para o Domingo IV do Tempo Comum

"E com o Papa alarguemos o nosso olhar e credenciemos o nosso agir, juntando-nos a tantos/as que todos os dias plantam uma semente de um mundo melhor" 

Com o núcleo dos discípulos recém-chamados – é significativo que sejam irmãos, sinal da fraternidade, Jesus dirige-se a Cafarnaum, cidade que lhe serve de base para a missão que vai iniciar. Marcos, o autor do relato, após fazer a apresentação do Messias, traz para primeiro plano a situação religiosa das pessoas envolvidas nos episódios narrados. Designa-a por cegueira e vai dizendo de quem: das autoridades, do mundo/multidão, dos discípulos. Mc 1, 21-28. 
Elabora um texto emblemático, com as cenas ocorridas na sinagoga onde Jesus, como bom judeu, tinha ido em dia de sábado e começou a ensinar. A primeira, refere a reação das pessoas à sua “homilia”. “Ficaram admiradas com o seu ensinamento” porque “ensinava como quem tem autoridade”. A segunda, relata o exorcismo feito a um possesso que ali se encontrava e bradava: “Eu sei quem Tu és: Tu és o Santo de Deus!”. Jesus responde-lhe: “Cala-te e sai dele”. E assim acontece. A assembleia fica assombrada e pergunta-se: “O que é isto? Um ensinamento novo, dado com autoridade. Ele manda até nos espíritos maus e eles obedecem”. E Marcos acrescenta: “A sua fama espalhou-se por toda a parte, em todas as redondezas da Galileia. 

quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

COVID-19: Situação dramática em Portugal

Da mensagem  ao país do Senhor Presidente da República 


«O que verdadeiramente importa nestes momentos mais difíceis, e mesmo mais dramáticos, é não perder a linha de rumo, não perder a determinação, não perder a capacidade de resistir, de melhorar e de agir.
Se for verdade que, desta vez, a vaga começou a Ocidente e Portugal é dos primeiros e não dos últimos a sofrer a pandemia, então é preciso agir depressa e drasticamente.
É esse o sentido das medidas, hoje, mesmo, tomadas ao abrigo do decreto que assinei logo após a autorização da Assembleia da República.
Temos de ser mais estritos, mais rigorosos, mais firmes no que fizermos e no que não fizermos – ficar em casa, sair só se imprescindível e com total proteção pessoal e social. Só assim será, efetivamente, viável testar a tempo e rastrear os possíveis infetados. Diminuindo a disseminação do vírus.
Temos de continuar a vacinar sempre melhor e ainda mais depressa. E sem criar especulações que nos enfraqueçam.»

Ler toda a mensagem aqui

Cada dia nos dê o nosso pão



Cada dia nos dê o nosso pão
e comê-lo nos abra aquela casa
de inteligência e coração
onde sentar-se é mesa rasa
de ver quantos não estão
sentados nessa casa.
E comer se ilumina, e abre-se portão,
ou qualquer coisa de brasa
entra no movimento e na palavra,
como se cada gesto e cada som
fosse uma leitura que se abra
dentro da história de não haver senão
a de estarmos à mesa da palavra,
transparentes, à luz de se partir o pã
o.

Fernando Echevarría

In “Obra Inacabada”, 
Afrontamento, 2006

quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

Dia Internacional do Vinho do Porto




Celebra-se hoje, 27 de Janeiro, o Dia Internacional do Vinho do Porto, porventura o mais renomado vinho de Portugal e até de muitas outras terras do mundo. Estou a falar do que ouço e tenho lido porque não sou, nem de perto nem de longe, pessoa abalizada para classificar bebidas alcoólicas.
Esta celebração tem por finalidade convidar as pessoas a provar um cálice de Vinho do Porto, de preferência acompanhado por familiares e amigos, sem descurar as restrições impostas pela pandemia.
A data foi estabelecida em 2012 pelo Center for Wine Origins, uma instituição dos Estados Unidos da América, da qual o IVDP (Instituto dos Vinhos do Douro e Porto) faz parte, segundo li no Google.
Curiosamente, a 10 de setembro também se comemora o Dia do Vinho do Porto (Port Wine Day), desde 2014, uma vez que foi a 10 de setembro de 1756 que foi criada pelo Marquês de Pombal aquela que é considerada a primeira região demarcada e regulamentada do mundo, o Douro Vinhateiro.
Vamos então comemorar o Dia Internacional do Vinho do Porto, com a certeza de que saborearemos um néctar único no mundo.
Eu vou beber um cálice do vinho da garrafa aqui exibida com décadas de vida em nossa casa. Não posso convidar ninguém porque mal chega para a família.

Fernando Martins

Só à volta da fogueira


Diz-se que falamos do tempo quando não temos mais nada para falar. Porém, eu tenho o tempo por tema somente quando ele me agrada muito ou me desagrada. No caso de hoje, tenho mesmo de falar dele porque sofro  muito com o frio. Talvez seja pela idade que tenho dito e redito, cá por casa, que nunca senti tanto frio na minha vida como este ano. É facto que já sou octogenário e isso deve ser a causa do frio que me tolhe os movimentos.
Contudo, não será novidade para ninguém que há imensa gente no nosso país e até à nossa volta que tem de suportar as consequências do mau tempo, sem meios para se defender. Enquanto eu e muitos outros temos possibilidades de recorrer a diversas formas de criar condições para debelar o frio, muitíssimas famílias têm mesmo que sofrer as consequências deste  e doutros invernos agrestes. E que fazemos nós? Só à volta da fogueira, se houver lenha para manter a chama acesa. 

terça-feira, 26 de janeiro de 2021

Recanto da Colónia Agrícola da Gafanha

 
Escola Municipal de Educação Rodoviária para recreio e formação. Um espaço limpo e arejado. 

Aproveitar o confinamento saudavelmente

Eu e a Lita na zona da muralha 
Três filhos com a Lita junto à Estátua de D. Afonso, 
Conde de Barcelos e Duque de Bragança 
Nas termas, a Lita prova a água com a Aidinha e o Paulinho

O desânimo não leva a parte nenhuma de sentido positivo. Em maré de confinamento necessitamos veementemente de optar pela via positiva. E como é preciso variar, hoje voltei-me para as  fotografias antigas de muitas que tenho por aqui, algumas em caixas e muito poucas em álbuns. O tempo para as arrumar tem escasseado ao longo dos anos. Mas hoje consegui rever umas tantas, que me trouxeram bastantes e agradáveis recordações. 
Começo por Chaves onde passei férias em casa de amigos e no parque de campismo, banhado pelo Tâmega com cidade à vista. Foram tempos de descoberta não apenas da cidade de Chaves, com montras vocacionadas para turistas espanhóis, mas com restaurantes a apostar no que é regional. Pastéis de Chaves e presunto eram reis para os flavienses, para os aquistas e para os veraneantes. Eu engrossava a lista dos dois últimos grupos. 
Com alguma frequência dávamos um salto a Espanha, clandestinamente, que a União Europeia ainda nem sequer sonhada estava. Não ousávamos passar a fronteira, mas seguíamos tranquilamente por carreiros entre terras agrícolas. Chegámos, contudo, a ir de carro com a concordância dos guardas fronteiriços. E na cidade de Chaves, com a sua ponte romana entre outros sinais que atestavam a sua antiguidade, sempre soubemos apreciar o passado no meio do presente que nos envolvia.

Fernando Martins