sábado, 8 de julho de 2006

Um poema de Sophia

Escuto mas não sei Se o que oiço é silêncio Ou deus Escuto sem saber se estou ouvindo O ressoar das planícies do vazio Ou a consciência atenta Que nos confins do universo Me decifra e fita Apenas sei que caminho como quem É olhado amado e conhecido E por isso em cada gesto ponho Solenidade e risco.
:: “Escuto”, in Geografia, Edições Salamandra, 1990 [1967] Fonte: Revista XIS de hoje

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