sábado, 23 de abril de 2016

A Alegria do Amor. 2

Crónica de Anselmo Borges
no Diário de Notícias

Anselmo Borges

«Cada pessoa, independentemente 
da própria orientação sexual, 
deve ser respeitada na sua dignidade»

1 A Exortação A Alegria do Amor, do Papa Francisco, é isso: um hino ao amor. Cita, por exemplo, M. Benedetti: "Se te amo, é porque és/o meu amor, o meu cúmplice e tudo/e na rua, lado a lado,/somos muito mais do que dois." Sobre o prazer erótico no amor, cita J. Pieper: por um momento, "sente-se que a existência humana foi um sucesso". Mas Francisco conhece o coração humano, a sua exaltação e as suas misérias e há as pulsões e o amor e as histórias de cada um. Por isso, aponta ideais, mas conhecendo a realidade e falando para pessoas concretas, criticando os que na Igreja "agem como controladores da graça e não como facilitadores".
À Exortação é devida uma leitura atenta e meditada. Deixo aí apenas algumas questões que concitam mais a atenção.

AMOR, A FORÇA QUE MOVE O MUNDO

Reflexão de Georgino Rocha

«O amor é força criativa 
que move o mundo»

Jesus está a viver os momentos imediatos à saída de Judas, após a ceia de despedida. Tinha-lhe dado o pedaço de pão da fraternidade que havia repartido pelos outros apóstolos. Vê-o abandonar o grupo para ir denunciá-lo e fazer a sua entrega: consumar a traição que, há tempos, amadurecia no coração. Pressente que se aproxima a parte final do seu processo persecutório. E cheio de emoção confiante, confidencia os segredos mais íntimos aos seus apóstolos, agora carinhosamente tratados como “meus filhos”.
Perante o fracasso iminente, Jesus declara ter chegado a hora da sua glorificação. A traição e o assassinato fazem brilhar a paixão de amor criativo que sempre o move na vida. O abandono e a cobardia não cortam os laços de amizade radical como evidencia quando Judas o identifica com o beijo no Jardim das Oliveiras. O seu amor é para sempre, incondicional, para todos. A desolação e o desabafo abrem espaço à manifestação da profunda comunhão com Deus Pai, à confiança filial que dá alento ao seu último suspiro, à exaltação que emerge da cruz ignominiosa.

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Sobre a anedota dos caranguejos

Uma reflexão de Pedro José Lopes Correia



1.“Um pescador andava há horas na orla do mar a recolher caranguejos para um balde. Ao chegar a um café de praia, um homem que ali estava pousou o jornal e perguntou-lhe: – Desculpe, como é possível não lhe fugir nenhum caranguejo, se o senhor vira costas para ir apanhar mais e nunca deixa o balde tapado? – Ora, amigo, não vê que são caranguejos portugueses? Se algum deles tentar subir, os outros juntam-se logo para o deitar abaixo”.

Ler toda a reflexão aqui


Nota: Pedro José Lopes Correia é pároco das Gafanhas da Encarnação e Carmo e vigário paroquial da Gafanha da Nazaré. Escreve num estilo muito pessoal e as suas reflexões, assentes no quotidiano das pessoas e comunidades em que vive e trabalha, têm substância e arte, ou não fosse ele um homem de leituras abrangentes, contudo muito direcionadas para testemunhar a vivência da fé em Jesus Cristo que o anima. É por essas razões que aprecio muito o que escreve e como escreve. 

Poesia ao ar livre

De passagem por uma Estação de Serviço

A Lita lê o poema de amor...
Gosto imenso de poesia e outras artes ao ar livre… Quem passa, se tiver algum sentido de observação e de sensibilidade, não ficará indiferente. 
Numa Estação de Serviço, lá para os lados de Leiria, vimos e lemos há anos este lindíssimo poema de amor do nosso rei e poeta D. Diniz, que foi um monarca extraordinário no seu tempo… Aqui fica como recordação e como exemplo para muitos autarcas. Se não puderem nem souberem dar-nos outras coisas, ao menos brindem-nos com poesia, que até é gratuita!

DIA DA TERRA



O Dia da Terra foi criado pelo norte-americano Gaylord Nelson, no dia 22 de abril de 1970, fundamentalmente para nos levar a tomar consciência dos problemas levantados pela contaminação do mundo em que vivemos. Defendeu a importância da conservação da biodiversidade, promovendo preocupações ambientais aos mais diversos níveis. 
É sabido que, infelizmente, por mais congressos que se promovam e iniciativas que se tomem no sentido da defesa do ambiente, em especial, e do planeta, em geral, sempre com o intuito de manter intacta a biodiversidade, a verdade é que os homens teimam em poluir todos os ecossistemas, caminhando assim a passos largos para a aniquilação dos seres vivos que constituem o todo que é a vida sobre o planeta terra.
Oxalá todos saibamos acordar a tempo para evitar o pior, que é a destruição da vida que todos queremos usufruir.
Aproveitemos este dia para tomarmos consciência da premência da preservação da natureza que nos foi emprestada para vivermos em paz, harmonia  e com saúde.

“Coleção Essencial – Livros RTP”


«Em 1970, e em colaboração com a “Editorial Verbo”, a RTP lançava ao mundo uma coleção de Livros de Bolso, “Biblioteca Básica Verbo – Livros RTP”. Um conjunto de livros com o apoio RTP que representava uma ideia completamente inovadora no mercado cultural português.
Hoje, na mítica livraria Buchholz, em Lisboa, e agora com a Editora LeYa como aliada, assistiu-se ao renascimento da “Coleção Essencial – Livros RTP”.
Os autores mudaram, as capas também e a forma como se divulgam ainda mais. Mas o conceitos mantém-se: Livros RTP é sinónimo de boa literatura a baixos preços.
Gonçalo Reis, Presidente do Conselho de Administração da RTP, mostrou-se orgulhoso com o relançamento de uma iniciativa que “divulga as artes e a cultura”.
O primeiro título lançado é “Ensaio sobre a Cegueira”. Na mesma Coleção, estão mais 24 livros, de autores como Mário Vargas Llosa, Mia Couto, Thomas Mann, entre outros, lançados mensalmente, sempre ao preço de 10€.
A curadoria da coleção é de Zeferino Coelho, um dos mais relevantes editores do mundo de língua portuguesa, editor da Caminho, integrada na LeYa.
As capas da “Coleção Essencial – Livros RTP” foram criadas por Rui Garrido, diretor de arte da LeYa.

Texto: Inês Espojeira
Fotografia: Pedro Pina

Fonte: RTP

NOTA: A título de curiosidade, permitam-me dizer que tenho nas minhas estantes a primeira coleção de livros RTP, intitulada “Biblioteca Básica Verbo – Livros RTP”, constituída por 100 volumes. Aquela coleção terá apresentado, na sua totalidade, obras de qualidade? Na minha modesta opinião, não. Houve livros que nada me disseram e que para ali estão... Ainda tentei voltar a esses volumes, mas já não perco mais tempo com isso. A nova coleção vai ser mais pequena, de 25 livros apenas, alguns dos quais muito conhecidos... 

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Luís Ferreira é o novo Diretor do Centro Cultural de Ílhavo

Centro Cultural da Gafanha da Nazaré
O Executivo Municipal aprovou a contratação de Luís Miguel de Sousa Ferreira como Diretor e Programador dos Centros Culturais de Ílhavo e Gafanha da Nazaré, assumindo também a tarefa de Assessor Cultural do Presidente da Câmara, Fernando Caçoilo.
Luís Ferreira é natural de Tomar, onde nasceu em 1983, e é Licenciado em Design Industrial pela Escola Superior de Arte e Design das Caldas da Rainha. Tem no seu percurso profissional um currículo muito diversificado, pelo que é de esperar um aproveitamento integral das suas capacidades e experiências nos vários espaços que a autarquia concelhia põe à sua disposição para uma dinamização consentânea com as nossas realidades. 
Diz um comunicado da CMI que se revela «fundamental manter, mas sobretudo reforçar a filosofia implementada, assegurando que a gestão e programação destas estruturas municipais (Centros Culturais de Ílhavo e da Gafanha da Nazaré, Centro Sociocultural da Costa Nova e Teatro da Vista Alegre) sejam efetuadas de forma perfeitamente integrada, em articulação com outros espaços do Município e Associações».
Está ainda em curso «uma intervenção de qualificação do Centro Cultural da Gafanha da Nazaré, para o dotar de condições excecionais», tendo em vista a concretização de diversos objetivos, «permitindo assim não só a vinda regular ao Município de relevantes companhias e grupos nacionais, mas também o envolvimento da população e a formação das associações e grupos existentes no território, assim como o incentivo ao surgimento de outras, como tem vindo a acontecer».