quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Comunicação Social: É preciso remar contra a maré


Informar exige esclarecer-se

De quando em quando surgem notícias empoladas que, uma vez esclarecidas, já não encontram disponíveis aqueles que as deram para clarificar ou desmentir, se for o caso. As notícias referentes a casos que podem pôr em causa a Igreja têm nos jornais os jornalistas de serviço que mostram uma especial satisfação em dizer e em “morder”. Todos os dias há gente a reclamar e, quando muito, lá se atira para uma página de letra reduzida um desmentido a uma notícia que mereceu, ao dar-se, lugar de destaque.
No tempo em que as leis se respeitavam, obrigava-se a ser de outra maneira. Mas agora, os directores estão longe, os chefes não querem problemas, os colegas dizem que não é com eles e os tribunais sentenciam que não houve má-fé. Uma figura histórica famosa de França dizia: “Menti, menti, que alguma coisa fica!” E pronto, consciência tranquila e para a frente. Porque, para atrás, o coice já está dado.
Menos mal que não é sempre assim e não falta, na comunicação social, gente séria, correndo riscos, a remar contra esta maré negra.

António Marcelino

REMIND 25 – Exposição de FERNANDO GASPAR

No Museu da Cidade de Aveiro, entre 26 de novembro e 6 de janeiro 

Fernando Gaspar

No próximo dia 26 de novembro, vai ser inaugurada, no Museu da Cidade de Aveiro, a Exposição Individual REMIND 25, de Fernando Gaspar, natural de Vagos, evocativa dos seus 25 anos de carreira. Esta mostra é composta por obras originais e inéditas, subordinadas ao tema “Corpo Humano”. A exposição ocupa a totalidade das salas e os três pisos do Museu da Cidade, desenvolvendo-se através de um percurso. 
Nesta inauguração será apresentado o livro comemorativo, FERNANDO GASPAR - REMIND 25, que integra textos de convidados nacionais e estrangeiros, bem como a reprodução de todas as obras patentes na exposição. Trata-se de uma edição trilingue (português, francês e inglês).

O que é mais importante na relação da Igreja com a Cultura?


Não faz sentido que a Igreja pense 
em evangelizar sem «procurar 
a representação da Beleza»
Zita Seabra

A Igreja teve sempre uma relação privilegiada com a cultura. Ao pensar nos dois mil anos de Cristo, muitas das mais belas obras de arte têm a ver com o cristianismo e com a forma como se representa Deus e a Bíblia através da música, da pintura, da literatura e de todas as formas de expressão de arte. Abandonar a ideia do Belo e da sua busca, transformando a arte apenas num espaço vazio de sentimentos, faz perder a noção de Belo e afasta a Igreja daquilo que em muitos casos ela foi no encontro com as pessoas.
Não faz sentido falar de cultura sem falar da Igreja e não faz sentido que esta pense em evangelizar sem simultaneamente procurar a representação da Beleza. O papa Bento XVI tem falado e escrito sobre este tema, incentivando, tal como aconteceu noutras épocas, que a Igreja na sua liturgia e noutras formas de expressão não esqueça a procura do Belo. Esta demanda não se reduz ao património mas também se exerce nos dias de hoje, não deixando que algum mau gosto e incultura, que por vezes parecem sobrepor-se aos valores culturais inseparáveis dos valores espirituais, deixem abafar esse encontro constante entre Deus e a noção de cultura.
Há referências mundiais na literatura, na música, na arquitetura, na pintura. Não sei se a obra que na minha opinião mais nos aproxima de Deus, a Pietá, de Miguel Ângelo, podia ser feita sem o sentido de espiritualidade que ele coloca naquela escultura que nos espanta profundamente. No tempo atual também encontramos momentos assim, quando a fé e a cultura se juntam.

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Câmaras podem converter iluminações em ajuda a famílias carenciadas



EM ÉVORA 


«A Associação Comercial do Distrito de Évora propõe às Câmaras Municipais trocar as luzes de Natal por ajuda aos mais carenciados. É este o mote da campanha de Natal solidária denominada “Évora Distrito Mágico”. 
O objectivo é que os municípios disponibilizem parte da verba destinada à iluminação de Natal. O dinheiro será convertido em vales e entregue, posteriormente, a famílias necessitadas, que os devem trocar no comércio tradicional. 

Cáritas da Gafanha da Nazaré: Importa saber o que fazer e como fazer



O Grupo Cáritas Paroquial da Gafanha da Nazaré está a organizar uma ação de formação, aberta a todos os voluntários do Grupo Cáritas, amigos, parceiros e interessados na temática do voluntariado. 
Em tempos de crise e de maiores dificuldades, todos nós temos mais responsabilidade e o dever de ajudar ainda mais, ainda melhor. Para isso, é importante saber o que fazer, como fazer, quando fazer. A vontade de ajudar é o mais importante, mas o conhecimento torna-a mais eficaz. 
Por isso mesmo, e porque gostaríamos de poder conhecer os parceiros que partilham esta missão e estas ideias, teríamos muito gosto em recebê-los na Igreja Paroquial da Gafanha da Nazaré para uma aprendizagem conjunta, com o testemunho de alguns convidados, havendo momentos de partilha de experiências. 
A Formação realizar-se-á no dia 10 de dezembro, sábado, a partir das 13.45h no Auditório Priores, na Igreja Paroquial da Gafanha da Nazaré. 
Para mais informações, contactar com o Grupo Cáritas pelo telemóvel (968 800 862) ou por e-mail (gafanhadanazare@caritas.pt).

terça-feira, 22 de novembro de 2011

IGREJA CATÓLICA: O sentir do povo cristão


«Estes sentimentos tomaram ainda mais conta do meu interior por um filme que recentemente e ocasionalmente vi, chamado “Jude”, e que nos relata o conflito interior e com a sociedade e Igreja Instituição, neste caso Protestante, pelo facto de a tradição não ser escrupulosamente cumprida, mesmo que à custa da felicidade das pessoas. O que vivi no crisma e este filme trouxeram ao de cima em mim a incapacidade que continuo a ver na Igreja para repensar e eventualmente alterar muito do que vai propondo como caminho a seguir e preconceitos que continua a alimentar: seja na experiência cristã, seja na moral sexual, seja na concepção do matrimónio, seja em tantos outros campos onde a Igreja persiste em que o Homem do século XXI é o mesmo da Idade média ou do tempo do Império Romano, ou que o Homem da Europa é o mesmo que da Ásia. Igual, só mesmo na dignidade. Claro que me irão contrapor logo que o pensar da Igreja não anda ao sabor de modas. Concordo. Mas ao longo da história da Igreja o “sensus fidei” ou seja o sentir do povo cristão foi muito importante no evoluir do pensamento e da proposta de fé da Igreja. Recordo a título de exemplo o dogma da Imaculada Conceição. A minha questão é se hoje a Igreja, com medo e incapaz de enfrentar o que alguns possam vir a dizer ou fazer, não estará surda para esse dom de Deus que é o sentir do povo cristão. Se o escutássemos, creio que muita coisa, mesmo muita coisa, iria mudar. Pelo menos seríamos portadores e geradores de liberdade.»

Francisco Melo,
Prior da Gafanha da Nazaré

NOTA: Excerto do artigo "Gratidão e Liberdade", última página de o TIMONEIRO

A nossa gente: professor de guitarra clássica João Mónica



Tive o prazer de ouvir e ver, há dias, na apresentação pública da revista EVOLUIR, a que farei referência mais alargada muito em breve, o nosso conterrâneo João Mónica, professor de guitarra clássica, interpretando uma composição de Fernando Sor, clássico-romântico, séc. XIX.
Fico sempre satisfeito quando encontro gente nossa que se dedica à arte, mormente à arte musical. João Mónica, em curta entrevista, disse-me que é formado pelo Conservatório de Música de Aveiro, com o 8.º grau e formação complementar. Está prestes a abrir uma escola, dando aulas, presentemente, em sua casa, na Rua Dona Filipa de Lencastre, a alunos com mais de 50 anos. 
Na sessão de lançamento da revista EVOLUIR, manifestou o seu gosto pelo convite que lhe dirigiram para animar, com a sua guitarra clássica, a leituras de excertos dos textos publicados, disponibilizando-se  para colaborar noutros eventos.