NATAL
Corro as portadas do meu Presépio
Aqui pousado,
Debruçado sobre a ria que lhe corre à porta.
Com os meus vivos já escassos,
Sentados em volta da mesa,
Convido os meus mortos
A entrar.
Há um rio amargo de silêncio
Que corre por todos nós.
A mesa está limpa de manjares;
Apenas as minhas lembranças
Navegam nela.
Verdadeiro maná sagrado de uma vida,
Banquete irreal de iguarias
Que partilho hoje com todos.
Já longa vai a minha jornada,
Nem sei se rasto nela deixo,
Tantas foram as vezes que bati em seixo
Esquecido no leito da estrada.
Deitaram-me à vida...
Não vieram reis, nem magos, nem estrelas
Para adoçar meu caminho magoado
Feito de rumos errantes em mar irado,
E por vezes enevoado.
Apenas me foi dito:
Vai! e sê tu todo, verdadeiro.
Nunca mostres as sombras de que és feito
Os caminhos tropeçam e enganam,
E ainda que os horizontes te pareçam negros
Nunca lhe vires as costas.
A vida é uma dança,
Depois da tempestade vem a bonança.
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Mãe?!... porque é que tu
E todas as «Marias»,
Pariram filhos «adormecidos»,
Sem ao menos os acordar,
E lhes perguntar
Se viver lhes era apetecido...
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