COMPANHEIRA
Se eu largo, para o mar, pescando o pão
No cais deixo um olhar vestindo anseio,
E um coração lanceado p’lo receio
De ser o mar imenso o meu caixão.
E se, às vezes, o mar parece chão,
Onde a Lua nos despe o alvo seio,
Há noites em que o mar nunca tem freio
Mordendo a nossa carne, como um cão.
A mesa onde a família se senta
É que me dita a sina da tormenta
Que me há-de acorrentar a vida inteira.
Nas horas em que a paz é mais ausente
A barca é a minha muda confidente,
Rainha do mar, minha companheira!
Domingos Freire Cardoso
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Se eu largo, para o mar, pescando o pão...
COMPANHEIRA
Se eu largo, para o mar, pescando o pão
No cais deixo um olhar vestindo anseio,
E um coração lanceado p’lo receio
De ser o mar imenso o meu caixão.
E se, às vezes, o mar parece chão,
Onde a Lua nos despe o alvo seio,
Há noites em que o mar nunca tem freio
Mordendo a nossa carne, como um cão.
A mesa onde a família se senta
É que me dita a sina da tormenta
Que me há-de acorrentar a vida inteira.
Nas horas em que a paz é mais ausente
A barca é a minha muda confidente,
Rainha do mar, minha companheira!
Domingos Freire Cardoso
Faleceu Senos da Fonseca
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