17h00 — Inauguração da Avenida 25 de Novembro, nas Agras do Norte;
17h45 — No Edifício Atlas, será lançada a terceira edição dos cadernos de Cultura;
18h00 — No mesmo local, haverá um debate sobre “Aveiro no 25 de Novembro”. Participam no debate a historiadora Maria Inácia Rezola, que é comissária nacional para as comemorações dos 50 anos do 25 de Abril, o investigador Jaime Nogueira Pinto e o jornalista António Marujo, que abordará o papel dos católicos aveirenses durante o “Verão Quente” de 1975.
quarta-feira, 23 de novembro de 2022
Aveiro evoca “25 de Novembro”
O município de Aveiro evoca os acontecimentos do 25 de Novembro de 1975 em três ações, na próxima sexta-feira. Assim:
terça-feira, 22 de novembro de 2022
A Caixa de Correio de Nossa Senhora
Um livro de António Marujo
António Marujo, escritor e jornalista, que os aveirenses bem conhecem, vai estar entre nós na próxima sexta-feira, 25, às 21h30, no edifício Atlas, Bibliotecas Municipal, para falar do seu livro A Caixa do Correio de Nossa Senhora. Antes, às 18h, participará num debate sobre o 25 de Novembro com a historiadora Maria Inácia Rezola, comissária nacional para as comemorações dos 50 anos do 25 de Abril, e com Jaime Nogueira Pinto, investigador.
Quando recebi aquela informação, logo me recordei do livro de António Marujo que saboreei com muito prazer, na altura da sua publicação. Ocorreu-me, então, a ideia de reescrever umas notas com o objetivo de sensibilizar os meus leitores para os eventos referidos.
Quando recebi aquela informação, logo me recordei do livro de António Marujo que saboreei com muito prazer, na altura da sua publicação. Ocorreu-me, então, a ideia de reescrever umas notas com o objetivo de sensibilizar os meus leitores para os eventos referidos.
Ao encontrar, no meu blogue, uma crónica de Bento Domingues, sobre o livro de António Marujo, optei por ela. Sempre é muito mais completa do que as minhas notas.
GATA – Grupo Activo de Teatro Amador
Caía a tarde. Uma tarde calma, sem vento que agitasse os ramos das árvores, sedentas da água que o verão escaldante lhes negava.
Sentados, diante das bebidas que os refrescam, três homens sonham criar um grupo de teatro amador. São eles: Humberto Rocha, Manuel Cruz Caçador e Sargento Padilha.
Tinha havido, no tempo dos nossos pais, algumas experiências nesse campo, mas logo amorteceram com o começo das grandes dificuldades económicas chegadas com o rugir dos canhões da II Grande Guerra. Depois tudo estagnou. Mas nós, que ouvimos falar com tanto entusiasmo alguns desses artistas populares, logo imaginávamos um palco, a cena, o público e os aplausos! E a nossa cabeça deitava “fumo”, como diria a minha saudosa avó.
E a rodada de cerveja que nos serviram nunca mais terminava, porque os pensamentos voavam e o entusiasmo que nos fazia vibrar absorvia-nos por completo. E sonhávamos… e sonhávamos. E desse sonho nasceu o Grupo de Teatro, no ano da graça de 1973, a 27 de Setembro.
Após delinearmos o esquema geral de actuação, decidimos procurar alguém que já tivesse a experiência que nos faltava para ensaiar. E a escolha recaiu no Júlio de Aveiro. Sabíamos que já tinha actuado no seu tempo de menino e moço e, mesmo mais tarde, já homem feito. As referências que lhe faziam, apontavam-no, sem sombra de dúvida, como uma boa aquisição. Pena foi que, algum tempo mais tarde, por motivos de saúde, tivesse de abandonar o Grupo. Entretanto já estava connosco o Sr. Augusto Fernandes, que comungava do nosso entusiasmo e, além disso, tinha conhecimentos da matéria. Foi-lhe atribuído o lugar de ensaiador.
Tinham continuado as adesões com nomes que, mais tarde, se revelariam verdadeiros artistas.
Humberto Rocha
Sentados, diante das bebidas que os refrescam, três homens sonham criar um grupo de teatro amador. São eles: Humberto Rocha, Manuel Cruz Caçador e Sargento Padilha.
Tinha havido, no tempo dos nossos pais, algumas experiências nesse campo, mas logo amorteceram com o começo das grandes dificuldades económicas chegadas com o rugir dos canhões da II Grande Guerra. Depois tudo estagnou. Mas nós, que ouvimos falar com tanto entusiasmo alguns desses artistas populares, logo imaginávamos um palco, a cena, o público e os aplausos! E a nossa cabeça deitava “fumo”, como diria a minha saudosa avó.
E a rodada de cerveja que nos serviram nunca mais terminava, porque os pensamentos voavam e o entusiasmo que nos fazia vibrar absorvia-nos por completo. E sonhávamos… e sonhávamos. E desse sonho nasceu o Grupo de Teatro, no ano da graça de 1973, a 27 de Setembro.
Após delinearmos o esquema geral de actuação, decidimos procurar alguém que já tivesse a experiência que nos faltava para ensaiar. E a escolha recaiu no Júlio de Aveiro. Sabíamos que já tinha actuado no seu tempo de menino e moço e, mesmo mais tarde, já homem feito. As referências que lhe faziam, apontavam-no, sem sombra de dúvida, como uma boa aquisição. Pena foi que, algum tempo mais tarde, por motivos de saúde, tivesse de abandonar o Grupo. Entretanto já estava connosco o Sr. Augusto Fernandes, que comungava do nosso entusiasmo e, além disso, tinha conhecimentos da matéria. Foi-lhe atribuído o lugar de ensaiador.
Tinham continuado as adesões com nomes que, mais tarde, se revelariam verdadeiros artistas.
Humberto Rocha
***
Nota: Texto publicado no meu blogue em 28 de Novembro de 2008.
Um poema de Sophia
As rosas
Quando à noite desfolho e trinco as rosas
É como se prendesse entre os meus dentes
Todo o luar das noites transparentes,
Todo o fulgor das tardes luminosas,
O vento bailador das Primaveras,
A doçura amarga dos poentes,
E a exaltação de todas as esperas.
In "Cem poemas de Sophia"
segunda-feira, 21 de novembro de 2022
O que distingue o homem dos animais

"Descobri finalmente aquilo que distingue o homem dos outros animais: São os problemas de dinheiro"
Jules Renard, novelista francês
(1864-1910)
Dilatar os horizontes
Crónica de Bento Domingues
no PÚBLICO de domingo1. Na crónica anterior, sobre a Jornada Mundial dos Pobres, disse que a Viagem Apostólica do Papa ao Bahrein, para o fórum de diálogo Oriente e Ocidente pela convivência humana, exigia outra crónica. Nesse momento, só tinha em vista o seu famoso discurso no final desse encontro. Entretanto, o próprio Papa veio esclarecer e explicar o sentido dessa sua viagem, na Audiência Geral do passado dia 9, na Praça de S. Pedro [1]. Essa apresentação foi tão incisiva e clarificadora que seria ridículo substituir as palavras do Papa pelas minhas. Com as transcrições que vou recortar nessa apresentação, procuro cumprir a minha promessa, com o título, Dilatar os Horizontes.
Não é meu este título, mas do Papa. Julgo preferível dar-lhe a palavra sobre as razões e motivações que o levaram a acolher a oferta feita pelo rei desta monarquia de dois mares, com a alegria da pequena, mas ecuménica, comunidade cristã.
Ele próprio reconhece que é natural que as pessoas se interroguem: por que quis o Papa visitar esse pequeno país de maioria islâmica? Há muitos países cristãos, por que não vais primeiro a um ou a outro? “Gostaria de responder com três palavras: diálogo, encontro, caminho.”
Ele próprio reconhece que é natural que as pessoas se interroguem: por que quis o Papa visitar esse pequeno país de maioria islâmica? Há muitos países cristãos, por que não vais primeiro a um ou a outro? “Gostaria de responder com três palavras: diálogo, encontro, caminho.”
Dia Mundial da Televisão
Celebra-se hoje, 21 de Novembro, o Dia Mundial da Televisão, proclamado pelas Nações Unidas em Dezembro de 1996.
Em Portugal, começou a funcionar em 1957, a preto de branco, mas a TV a cores só abriu ao povo português no início dos anos 80. Entretanto, a SIC começou a funcionar em 1992 e a TVI em 1993.
Presentemente, a televisão, ou, melhor dizendo, as televisões dominam o mundo com canais sem conta e para todos os gostos.
Há imensa gente interessada pelos mais variados conteúdos televisivos, qual janela aberta a todos os quadrantes. Notícias, entretenimento, música, desporto, cinema, teatro, novelas e áreas para todas as expressões artísticas enriquecem-nos. Mas comovem-nos os dramas provocados pelas guerras, os acidentes de toda a ordem, as calamidades naturais e tantos atrasos ancestrais, perto e longe dos nossos olhares.
A riqueza das ofertas televisivas tornam-nos vizinhos uns dos outros, morando em qualquer recanto do globo. Vale a pena aproveitar o que as TV nos oferecem de bom, recusando o mau que vem misturado.
Em Portugal, começou a funcionar em 1957, a preto de branco, mas a TV a cores só abriu ao povo português no início dos anos 80. Entretanto, a SIC começou a funcionar em 1992 e a TVI em 1993.
Presentemente, a televisão, ou, melhor dizendo, as televisões dominam o mundo com canais sem conta e para todos os gostos.
Há imensa gente interessada pelos mais variados conteúdos televisivos, qual janela aberta a todos os quadrantes. Notícias, entretenimento, música, desporto, cinema, teatro, novelas e áreas para todas as expressões artísticas enriquecem-nos. Mas comovem-nos os dramas provocados pelas guerras, os acidentes de toda a ordem, as calamidades naturais e tantos atrasos ancestrais, perto e longe dos nossos olhares.
A riqueza das ofertas televisivas tornam-nos vizinhos uns dos outros, morando em qualquer recanto do globo. Vale a pena aproveitar o que as TV nos oferecem de bom, recusando o mau que vem misturado.
Subscrever:
Comentários (Atom)




