
Os ares de outono estão sempre prontos para se manifestarem. Podemos ter dias luminosos entre outros chuvosos, mas o Outono, com todas as suas marcas indeléveis, nunca se esconde.

Os ares de outono estão sempre prontos para se manifestarem. Podemos ter dias luminosos entre outros chuvosos, mas o Outono, com todas as suas marcas indeléveis, nunca se esconde.
Jesus e os discípulos estão nas imediações do templo de Jerusalém, termo da sua caminhada missionária iniciada na Galileia. Conversa sobre a majestade, a beleza e a consistência do que vêem. Estão maravilhados e confiantes. Contemplam a afluência de pessoas devotas que vão lançar as suas ofertas nas caixas do tesouro. Sentem um orgulho compreensível pela história e funcionalidade do centro de peregrinação “nacional”, aonde todos acorrem. Jesus, bom observador e insigne pedagogo, aproveita este cenário para fazer um dos seus ensinamentos mais expressivos sobre o valor do tempo presente, numa perspectiva do futuro definitivo, sobre a atitude fundamental a cultivar na esperança activa e perseverante, sobre os comportamentos corajosos, alicerçados, não na fragilidade humana, mas na convicção consistente de que o Espírito de Jesus estará presente e actuante. Dizem as tradições, que guardo da minha meninice, que não há sábado sem sol, domingo sem missa e segunda feira sem preguiça. As duas primeiras afirmações estão garantidas e a terceira nunca sabemos. Hoje, com sol a brilhar, saí até ao quintal para espairecer e não faltou uma foto com o verde a garantir a esperança que cultivamos. Bom fim-de-semana.