quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

Prémio Universidade de Coimbra para Cardeal Tolentino



«O cardeal D. José Tolentino Mendonça é o vencedor do Prémio Universidade de Coimbra (UC) que vai ser entregue a 1 de março, na sessão solene comemorativa do 731.º aniversário da instituição, anunciou hoje o seu reitor, Amílcar Falcão,
“Trata-se de uma figura ímpar, uma pessoa da cultura, com uma visão social, com uma visão inclusiva da humanidade, do mundo, das pessoas, da sociedade, que tocou muito diretamente ao júri, que o nomeou por unanimidade”, refere uma nota enviada hoje à Agência ECCLESIA pela Universidade de Coimbra.
O reitor da UC acrescentou que o cardeal português se destacou dos outros candidatos ao prémio pela “figura inquestionável que é no plano nacional e internacional”.
Amílcar Falcão explica que o Prémio UC mantém o valor de 25 mil euros mas este ano, pela primeira vez, vai ser dividido em duas partes, “10 mil euros para o vencedor e 15 mil euros para uma bolsa de investigação” numa área que vai ser escolhida por D. José Tolentino Mendonça, biblista e arquivista da Santa Sé.
“Acreditamos que será, certamente, de uma área de inclusividade, de resposta às necessidades da sociedade num ano tão difícil como o que estamos a viver e em que a Humanidade, que é o tema da XXIII Semana Cultural da Universidade de Coimbra, fica muito bem representada com um premiado desta qualidade”.»

Li na Ecclesia

Nota: Congratulo-me com mais um reconhecimento púbico das altas qualidades humanas e intelectuais do Cardeal José Tolentino Mendonça, desta vez da mais antiga universidade portuguesa e uma das mais antigas do mundo  ocidental.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

Depois do Covid-19 a vida será diferente

PONTO DE VISTA


Temos vivido, por razões bastante conhecidas, em confinamento, podendo sair de casa somente por razões especiais inerentes ao dia a dia das famílias. Sair, sim, mas tendo em conta as regras decretadas por quem rege os trabalhos e canseiras da luta contra o coronavírus, que já leva quase um ano em todo o mundo.
Famílias em casa, mesmo para quem aprecia algum recolhimento, geram danos de variadíssima ordem que todos vamos sentindo no corpo e no espírito, cabendo aos psicólogos, psiquiatras, sociólogos e dirigentes religiosos, entre outros especialistas, o estudo dos problemas que tal situação não deixará de provocar.
Entretanto, a imaginação e o bom senso de cada família e de cada pessoa também terão uma palavra a dizer, no sentido de ultrapassar alterações no comportamento de cada um e de todos. Importa aceitar as decisões oficiais na esperança de que a pandemia venha a ser vencida, permitindo o regresso à vida normal o mais depressa possível.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

Os patos algarvios

 

As recordações que nos fazem recuar no tempo são preciosidades que expomos cá por casa para nosso regalo. Olhando-as, conseguimos reconstituir passeios ou férias que vivemos quando éramos mais novos, com filhos à solta entretidos nas brincadeiras próprias das idades. Estes patos foram adquiridos num aldeamento de Tavira, perto de um cemitério de âncoras, junta à Praia do Barril. A Lita, quando os viu numa loja para turistas, ficou encantada e tomou a iniciativa de os adquirir. Dito e feito. Vejo-os todos os dias e todos os dias revivo aquelas férias saborosas com um sol de Agosto retemperador de energias. Se pudesse, voltaria com todo o prazer. 

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

Aldeias e Vilas Medievais - Monsanto



É dito que é a “aldeia mais portuguesa de Portugal” e é também uma das povoações com traços medievais mais bonitos do país. Monsanto ergue-se com orgulho nas encostas do monte e tem nas entranhas granito e tradição. O castelo espreita altivo, rodeado numa imensidão de paisagem. O mestre Gualdim Pais e a Ordem dos Templários também por aqui passaram e deixaram a sua marca. A muralha por eles construída confunde-se com os enormes pedregulhos que a sustenta e tornam esta fortaleza inconfundível.

Nota: Proposta de passeio e visita da Via Verde

domingo, 21 de fevereiro de 2021

Igreja doméstica?

Crónica de Bento Domingues 
no PÚBLICO

Precisamos de uma catequese iniciática, evolutiva, que, na situação actual, poderá exercer-se quase apenas no âmbito familiar.

1. Lembro-me, muitas vezes e por vários motivos, do padre João Resina, um homem muito inteligente e verdadeiramente livre. Trabalhámos juntos em alguns projectos e ficámos amigos para sempre. Movia-se, com grande argúcia e rigor, no campo das relações entre ciência, filosofia e teologia. Passou a maior parte do tempo como professor no Instituto Superior Técnico. Só muito tarde lhe entregaram uma paróquia, embora sempre tivesse desejado ser pároco.
A sua preocupação, no campo pastoral, era a catequese. Era ela a grande responsável por ideias e representações tontas que impediam o encontro com o devir cristão, no desenvolvimento humano, emocional, espiritual e cultural de várias gerações com quem contactava.
Sem abandonar as responsabilidades académicas, assumiu a direcção da catequese na paróquia do Campo Grande (Lisboa). Em 2007, numa entrevista [1], A. Marujo observou-lhe que “a ciência toca questões que, para muitos crentes, são vistas como atingindo as bases da sua fé: a criação, o big bang, a evolução, as questões éticas…”. Reagiu imediatamente: “fale-se dessas coisas às crianças antes que se fale no liceu; e que se diga que uma coisa é tudo o que vem de Deus, que é a criação, e outra a maneira como o Universo evoluiu e que não tem nada a ver com religião.”
“Nós dizemos que tudo o que existe depende da vontade de Deus. Como é que isso foi feito, se foi feito mais tarde ou mais cedo, se começou com o big bang ou doutra maneira, isso é da física e não da religião.”

sábado, 20 de fevereiro de 2021

Açores - Um mar tranquilo


Um mar tranquilo na ilha de São Miguel, no dia 5 de Junho de 2016, 15h33. E a sua tranquilidade tem como fruto a povoação lá em baixo, sinal de que o oceano não incomoda ninguém.

Covid-19 e Povo soberano


1.A pandemia do Covid-19 foi reconhecida em 11 de março de 2020, mas começou antes, aí por 20 de fevereiro. Já já vai um ano a marcar as nossas vidas com receios e muitas dúvidas. As vacinas rondam as nossas casas, mas ainda não recebi a ansiada convocatória para meu alimento de esperança.
Passo dias e dias a espreitar o telemóvel. Mas ele, por enquanto, nada me diz. Olho o céu, espraio horizontes, imagino liberdades, sonho com tranquilidades para mim e para os meus, mas apenas predomina uma quietude enfadonha, triste e chuvosa. É inverno aí está no calendário e na vida lutuosa de tantos. Chuva e frio proíbem sorrisos. Contudo, estamos vivos. No fundo, isso é que importa.


2.«Vejam a beleza e a riqueza desta simplicidade com que o povo faz valer a sua opção política, ora escolhendo um partido, ora outro, com naturalidade e determinação. E também com a convicção de que está a fazer o que deve, na hora própria, na certeza de que exerce um direito e de que o seu voto é absolutamente igual ao do Presidente da República ou de qualquer outro responsável.
O povo é soberano em democracia. O povo vota, o povo manifesta o seu contentamento ou descontentamento, o povo diz o que pensa, o povo protesta, o povo apoia, o povo retira o apoio, o povo diz, afinal, o que quer.
Em liberdade e ciente de que tem de ajudar a construir um futuro melhor para todos. Esta beleza e esta riqueza da democracia, que têm de ser mais valorizadas, já que estão em constante construção, precisam da ajuda de todos. Essa tarefa não acaba nas eleições.»

Escrevi isto em Fevereiro de 2005… depois dumas eleições