segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

Valdemar Aveiro - Apelos do Passado

MUSEU MARÍTIMO DE ÍLHAVO
6 de Março
21h30 


Registe na sua agenda: Lançamento de um novo livro de Valdemar Aveiro, com apresentação de Álvaro Garrido.

domingo, 23 de fevereiro de 2020

Primavera a caminho


Não há melhor anúncio da primavera do que o rebento de um arbusto. A estação das flores vem a caminho.

O Sagrado e suas configurações (1)

Crónica de Anselmo Borges 
no Diário de Notícias

Como ficou dito em crónicas anteriores, o Sagrado é o referente último de todas as religiões, o mistério da realidade na sua ultimidade. É o Sagrado ou o Mistério pura e simplesmente. É o Inominável, pois transcende sempre tudo quanto se possa pensar ou dizer dele. Nenhuma religião o possui nem mesmo as religiões todas juntas. 
Na experiência do Sagrado, fonte de sentido último, salvação e felicidade, o Homem está sempre em presença de algo outro e superior, “o tremendo e fascinante”, o Absoluto, inabarcável, inacessível e inefável. 
Esta superioridade do Sagrado manifesta-se em níveis diferentes: o ontológico – infinita riqueza de ser –, o axiológico – realidade sumamente valiosa. Assim, comporta “uma ruptura de nível que aponta para a plenitude de ser e realidade por excelência” (J. Sahagún Lucas). 
Sendo o Inominável, procurou-se, ao longo da História, nomeá-lo. Numa obra recente, Después de Dios..., o teólogo José Ignacio González Faus apresentou várias tentativas, com muitos nomes. Os Upanishades referem-se a ele como “O Incondicionado”; as filosofias mais racionalistas designam-no como “O Absoluto”; Santo Tomás de Aquino disse que o seu melhor nome é precisamente “O Inominável”; Tierno Galván, “a partir do seu agnosticismo despreocupado pelo tema”, designa-o por vezes como “O Fundamento”;

Acabar com o clericalismo

Crónica de Bento Domingues 
no PÚBLICO 

«A liturgia eucarística é obra de toda a comunidade 
e não apenas dos padres e dos bispos»

1. Para acabar com o clericalismo que o papa Francisco tantas vezes tem denunciado, importa desconstruir a eclesiologia que o produz e fundamenta. Sem esse trabalho, a concepção de Igreja do Direito canónico, que vigorou desde 1917 até 1983, desde Pio X até ao Vaticano II, reaparecerá quando menos se espera. Nessa eclesiologia o clero era tudo, tinha a primeira e a última palavra. Ao laicado restava-lhe ouvir, obedecer e sustentar o clero.
Nunca faltaram minorias para contestar esse culto da passividade perante uma hierarquia que se julgava omnisciente e omnipotente em nome de Deus [1].
Sem a desconstrução desse mundo de fantasias e práticas autoritárias, é impossível encontrar o que é essencial, o que é secundário e o que é de rejeitar na caminhada cristã. Sem essa redescoberta, continuaremos a construir sobre a areia, a alimentar ilusões com novas embalagens religiosas de produtos de fraca qualidade.
O Vaticano II iniciou, oficialmente, essa desconstrução, essa tentativa de encontro com o essencial da fé cristã. Ficou muito aquém do que era necessário e ainda nem sequer foi interiorizada a grandeza da sua mudança de perspectiva e de conteúdo.

sábado, 22 de fevereiro de 2020

E aí está o Carnaval...


Embora não seja fã das festas carnavalescas, talvez por uma questão de feitio, não ouso criticar quem leva a sério este período de folia que antecede a Quaresma. Aliás, até compreendo esta maneira de expulsar o stresse de um ano inteiro de trabalhos, canseiras, lutas e competições a tantos níveis... Descarregar energias acumuladas até fará bem à saúde, com ou sem máscaras, que delas estamos fartos no dia a dia... 
Então, que cada um viva o Carnaval à sua maneira. Eu terei outras formas de o fazer à volta de um certo silêncio longe do bulício dos sambas, bailaricos, palhaçadas e piadas, do género de criticar com graça atores da vida pública, na certeza de que a brincar se podem dizer coisas sérias. No Carnaval ninguém leva a mal...  
Boas festas para todos.

F. M.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

Moliceiros


MOLICEIRO: Para manter  viva a memória do rei da laguna aveirense...

Pronto!

Pronto! A questão da eutanásia foi aprovada na AR. Agora vai ser elaborada a lei tendo em conta os diversos projetos postos à votação... Os defensores da eutanásia podem morrer quando quiserem ou o desejarem. Tudo bem. Eu prefiro viver até a natureza decidir. Sem dor, de preferência, claro. 
Se vier o referendo, o povo decidirá... se for votar. Que isto de ir votar tem que se lhe diga. O pessoal diz que é importante, mas abstém-se, normalmente.
Venha outro tema para animar a malta. Futebol… está bem de ver. Que mais poderia ser para todos vivermos alegres e contentes?

F. M. 

As “aparições” de Fátima

Crónica semanal de Anselmo Borges Padre e professor de Filosofia Nota introdutória Em 2017, a célebre revista CONCILIUM, que se publica em ...