quarta-feira, 27 de agosto de 2014

MAIS UMA VEZ NA FIGUEIRA DA FOZ



De novo na Figueira da Foz com a minha Lita, para cumprirmos a missão de avós. Com prazer, diga-se de passagem. Com infantário encerrado para férias e descanso do pessoal, é preciso ficar com o Dinis, não como guardas, mas como avós e, ainda, como educadores atentos e disponíveis para o ajudar a crescer, tanto física como mental e espiritualmente, indicando-lhe caminhos assentes em valores que fazem parte da nossa matriz.
O ar que por aqui se respira é muito semelhante ao da nossa Gafanha da Nazaré, com mar à vista, vento quanto baste para nos lembrar por vezes as habituais nortadas dos nossos lados, mas também com a luminosidade que nos torna mais alegres.
Reli agora algumas passagens do livro "As Praias de Portugal" de Ramalho Ortigão, recentemente reeditado e com data da primeira edição de 1876, debruçando-me sobre o que diz respeito à Figueira, e cujo retrato feito pelo escritor é bem diferente do que hoje podemos constatar, como é natural. Diz Ramalho que "O passeio predilecto dos banhistas é a Palheiros, pequena povoação de pescadores, a meio caminho de Buarcos, onde se recolhem as redes da sardinha". E acrescenta: "A população dos banhistas na Figueira consta de duas camadas diferentes. No fim de Setembro retiram-se as famílias de Coimbra e algumas de Lisboa, e sucedem-se as dos lavradores da Beira, que vêm para esta praia, depois das colheitas, repousar dos trabalhos do campo." Depois sublinha que "As primeiras destas duas camadas não parece serem muito particularmente simpáticas à população indígena".
Ramalho garante que a população fixa frequenta a Assembleia Figueirense, enquanto a flutuante frequenta a Assembleia Recreativa, não havendo hostilidade, "mas existe uma forte emulação provinciana, que se descarrega muitas vezes em pequenos episódios dignos de Dickens ou de Balzac".
Estas notas de Ramalho fizeram-me lembrar que nas nossas praias da Barra e da Costa Nova havia algo de inédito. Os bairradinos vinham para ares, mar e sol depois das vindimas. E quanto à frequência das praias, a Barra era mais frequentada pelas gentes de Aveiro e a Costa Nova pelas de Ílhavo. Da Assembleia da Barra lembro que estava mais aberta à alta sociedade de Aveiro.

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VIAGEM À TAILÂNDIA: O NORTE DA TRIBOS EXÓTICAS

CRÓNICA DE VIAGEM DE MARIA DONZÍLIA ALMEIDA
Dia 9 de agosto, sábado


Partimos, de manhã, em direção ao norte da Tailândia conhecido pelas tribos exóticas que vivem nas montanhas com visita à aldeia das tribo Yao e Akha. O WaYao, ou Yao, é um dos principais grupos étnicos e linguísticos com base no extremo sul do lago Malawi, que desempenhou um papel importante na história da África Oriental durante os anos de 1800. Os Yaos são predominantemente um grupo de povos muçulmanos de cerca de 2 milhões espalhados por três países, Malawi, Moçambique e Tanzânia e são um dos grupos mais pobres do mundo. O povo Yao tem uma forte identidade cultural, que transcende as fronteiras nacionais.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

JOANA SOEIRO NA ALTA-RODA DO BASQUETEBOL



É preciso acreditar inteiramente 
nos nossos próprios sonhos

Não é todos os dias que nos chega a notícia de uma atleta da nossa terra que salta para a alta-roda do desporto, precisamente nos EUA. Pois foi isso o que aconteceu, há umas semanas, quando nos alertaram para o facto de uma jovem gafanhoa, Joana Soeiro, ter ingressado numa universidade americana para estudar gestão e jogar basquetebol, nos campeonatos universitários.
Na entrevista que nos concedeu, para além de se mostrar realista quanto ao futuro, a nossa conterrânea sublinhou, com sentido de oportunidade, que «Sonhar todos sonham, fazer acontecer é mesmo só para quem acredita inteiramente nos seus próprios sonhos». Daqui lhe enviamos os nossos votos dos melhores êxitos pessoais, académicos e desportivos. Entrevista conduzida, via e-mail, por Fernando Martins.

Como surgiu em ti o gosto pelo desporto, em especial pelo basquetebol?
Comecei a gostar do basquetebol porque o meu irmão se inscreveu para jogar pelo Gafanha e eu como quis seguir as pegadas dele em tudo o que fazia, pedi à minha mãe para jogar basquetebol também.

Como foi o teu percurso de atleta até à tua partida para os EUA?
Felizmente, recordo muito mais os momentos positivos do que os negativos. O meu primeiro título, inesquecível, foi o campeonato distrital contra a ADSanjoanense, ao serviço do Gafanha, há anos atrás; depois, a integração nos CNTs (Centros Nacionais de Treino; um deles no Colégio de Calvão) e consequentes convocatórias à seleção nacional. A estes, junto as subidas e manutenções na divisão A nos campeonatos da Europa (três medalhas de bronze) e, claro, a minha primeira época na Liga Feminina, onde adquiri, a favor do Algés, todos os títulos possíveis à exceção da taça da federação.

Começaste, ao que suponho, no GDG. Foi neste clube que sonhaste chegar ao mais alto possível?
Sim. Tive a sorte de passar pelas mãos de grandes treinadores, incluindo os meus dois anos de centro de treino. Juntando isto ao empenho e dedicação, treino após treino, o sucesso foi chegando e a vontade de ir mais longe também.



GAFANHÕES NA I GRANDE GUERRA


Há tempos tentei descobrir a participação de gafanhões na I Grande Guerra. Foi possível encontrar alguns nomes, mas fiquei com a ideia de que a lista está muito incompleta. Também não consegui saber se algum gafanhão faleceu nessa guerra. Gostaria de recomeçar a busca. Haverá por ai quem possa dar uma ajuda?




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ESCOLARIDADE OBRIGATÓRIA NÃO É GRATUITA

"O Governo devia repensar muito bem o que está a acontecer. Não podemos ter famílias sem rendimentos ou com valores tão baixos a pagar 300 euros em material escolar. São despesas astronómicas. Ao contrário do que se diz, a escolaridade obrigatória em Portugal não é gratuita"

Eugénio da Fonseca, presidente da Cáritas Portuguesa

Li aqui

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domingo, 24 de agosto de 2014

O DESCONTENTE

"Aquele que não se contenta com o que tem, 
não ficará contente com o que quererá ter"

Sócrates,
 filósofo

Li no PÚBLICO de hoje

UM POEMA DE JOSÉ TOLENTINO MENDONÇA





ESPLANADAS

Um sofrimento parecia revelar
a vida ainda mais
a estranha dor de que se perca
o que facilmente se perde
o silêncio as esplanadas da tarde
a confidência dócil de certos arredores
os meses seguidos sem nenhum cálculo

Por vezes é tão criminoso
não percebermos
uma palavra, uma jura, uma alegria