sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Santuário de Schoenstatt comemorou 31 anos de vida

Padre Miguel e autora, Helena Valente,  na apresentação do livro


Sinal de que Deus está connosco


Ontem à noite, numa eucaristia celebrada no salão do Centro Tabor, na Colónia Agrícola da Gafanha da Nazaré, foi recordada a inauguração do Santuário de Schoenstatt, que ocorreu em 21 de Outubro de 1979. Presidiu o Padre Miguel Lencastre, um dos principais obreiros da entrada de Schoenstatt em Portugal e, muito concretamente, na Diocese de Aveiro, a partir da paróquia da Gafanha da Nazaré, de que aquele sacerdote foi coadjutor e pároco.
O Padre Miguel Lencastre tem uma forma muito pessoal de recordar vivências e acontecimentos, mas também de fazer uma leitura dos sinais dos tempos que o sensibilizaram ao longo da sua vida.
Desde logo manifestou a sua alegria por se encontrar, em data tão marcante, com a família schoenstattiana, desta vez «um pouco reduzida». A existência do Santuário neste lugar, com todos os sinais que geraram vínculos que perduram, foi motivo de acção de graças e de agradecimentos a todos os que, ao longo dos anos, participaram na sua  história. «Há episódios que são marcas da presença de Deus entre nós», referiu o Padre Miguel, no tom coloquial que lhe é característico. E acrescentou: «Foi a fé que nos trouxe para aqui, até porque a Gafanha não era conhecida.»

Recordou os padres Domingos, Cartaxo e Rubens, que já partiram para Deus e que tanto deram ao Movimento de Schoenstatt. E falou da Colónia Agrícola, o local escolhido e onde o Movimento de Schoenstatt assentou arraiais, na época «um deserto de má fama», mas ainda felicitou as Irmãs de Maria, que «transformaram este recanto num lugar paradisíaco», onde dá gosto estar.
O Padre Miguel evocou a aventura da vinda do altar do Santuário de Santa Maria, Brasil, onde foi construído. Uma semana antes da inauguração do santuário ainda permanecia naquele país irmão, sendo certo que o despacho do mesmo, por avião, seria mais caro do que a sua feitura aqui, em Portugal. E foi o general Galvão de Melo, tio da então Irmã Cristina, que entretanto abandonou a vida consagrada, quem resolveu o problema junto da TAP, assegurando o transporte atempado e gratuito do altar.
Não podia deixar de sublinhar que o santuário foi obra de muita fé e de muito trabalho do povo da Gafanha da Nazaré. «O milagre fez-se com a colaboração de muitos voluntários, como sinal de que Deus está connosco.»

Fernando Martins

NOTA: Depois da Eucaristia foi apresentado o livro "Um sim decisivo Padre Miguel Lencastre e Schoenstatt em Portugal", da autoria de Maria Helena Saraiva e Castro Valente. Deste trabalho falarei brevemente.

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