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segunda-feira, 24 de junho de 2024
Quadras Populares para começar o dia
O estado de solteira
É bonito, bem no sei,
Mas a mulher sem marido
É como um trono sem rei!
Quem diz que o amor custa,
É certo que nunca amou;
Eu amo e sou amada,
Nunca o amor enfadou.
Ó meu amor, ama a graça
Não ames a formosura:
Que a formosura sem graça
É pior que anoite escura!
É bonito, bem no sei,
Mas a mulher sem marido
É como um trono sem rei!
Quem diz que o amor custa,
É certo que nunca amou;
Eu amo e sou amada,
Nunca o amor enfadou.
Ó meu amor, ama a graça
Não ames a formosura:
Que a formosura sem graça
É pior que anoite escura!
Do livro "O amor na quadra popular"
sábado, 22 de junho de 2024
Sem Deus, que futuro?
Concretamente nestes tempos de globalização, torna-se mais claro que não haverá paz entre as nações sem diálogo inter-religioso. Como não se cansou de repetir o teólogo Hans Kung: “Não haverá paz entre as nações sem paz entre as religiões. Não haverá paz entre as religiões sem diálogo entre as religiões. Não haverá diálogo entre as religiões sem critérios éticos globais. Não haverá sobrevivência do nosso globo sem um ethos global, um ethos mundial.”
O diálogo inter-religioso é mais do que simples tolerância religiosa, pois é exigência do próprio Absoluto a que todas as religiões estão referidas. Precisamos de todas as religiões para tentar dizer melhor, embora sempre na gaguez quase muda, o Mistério que sempre transcenderá o que dele possamos pensar e dizer. As religiões estão referidas ao Absoluto, mas não são o Absoluto. Neste sentido, o místico diria: Deus é “nada” de todas as religiões. Mestre Eckhart pedia a Deus que o libertasse de “Deus”, isto é, dos seus conceitos, imagens e representações de Deus.
sexta-feira, 21 de junho de 2024
UMA VIAGEM HUMANISTA

Carlos Patoilo, da Gafanha da Nazaré, e Rafael Anjos, de Ílhavo, conheceram-se na Juventude de Schoenstatt e estudam na Universidade de Aveiro. Rafael é doutorando em Engenharia Civil e Rafael é mestrando em Engenharia Mecânica. Os valores humanistas que partilham levaram-nos a Marrocos, no âmbito do programa humanitário UNIRAID.

Na Revista - CMI
NOTA - Os meus parabéns ao Carlos e ao Rafael pelos valores humanistas que quiseram e souberam pôr em prática. Um forte abraço.
António Rego — Um comunicador das "gentes" e das "ondas"
"O padre António Rego, antigo diretor do Secretariado Nacional das Comunicações Sociais e jornalista em vários órgãos de comunicação nacionais, afirma que autenticidade é o segredo para o comunicador e afirma-se sacerdote “das gentes” e “das ondas”.
“O dever de comunicar nas ondas foi uma experiência muito rica, porque tive sempre de ver, para além das câmaras e das imagens, uma comunidade viva. Não apenas a comunidade eclesial, mas a comunidade humana”, disse em declarações à Agência ECCLESIA."
Participei inúmeras vezes em reuniões e encontros de formação organizados pelo padre António Rego, na sua qualidade de diretor do Secretariado Nacional das Comunicações Sociais. Manifestava claramente os seus conhecimentos humanos e eclesiais, com naturalidade e otimismo. E na vida de comunicador, nas diversas áreas do jornalismo, mostrava a sua cultura multifacetada, onde sobressaía a fé que o animava.
Os meus parabéns ao padre António Rego pela celebração dos seus 60 anos de ordenação sacerdotal.
António Gedeão — Minha Aldeia
Minha aldeia é todo o mundo.
Todo o mundo me pertence.
Aqui me encontro e confundo
com gente de todo o mundo
que a todo o mundo pertence.
Bate o sol na minha aldeia
com várias inclinações.
Ângulo novo, nova ideia;
outros graus, outras razões.
Que os homens da minha aldeia
são centenas de milhões.
Os homens da minha aldeia
divergem por natureza.
O mesmo sonho os separa,
a mesma fria certeza
os afasta e desampara,
rumorejante seara
onde se odeia em beleza.
Os homens da minha aldeia
formigam raivosamente
com os pés colados ao chão.
Nessa prisão permanente
cada qual é seu irmão.
Valências de fora e dentro
ligam tudo ao mesmo centro
numa inquebrável cadeia.
Longas raízes que emergem,
todos os homens convergem
no centro da minha aldeia.
Todo o mundo me pertence.
Aqui me encontro e confundo
com gente de todo o mundo
que a todo o mundo pertence.
Bate o sol na minha aldeia
com várias inclinações.
Ângulo novo, nova ideia;
outros graus, outras razões.
Que os homens da minha aldeia
são centenas de milhões.
Os homens da minha aldeia
divergem por natureza.
O mesmo sonho os separa,
a mesma fria certeza
os afasta e desampara,
rumorejante seara
onde se odeia em beleza.
Os homens da minha aldeia
formigam raivosamente
com os pés colados ao chão.
Nessa prisão permanente
cada qual é seu irmão.
Valências de fora e dentro
ligam tudo ao mesmo centro
numa inquebrável cadeia.
Longas raízes que emergem,
todos os homens convergem
no centro da minha aldeia.
António Gedeão
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