"O economista defende a criação de mecanismos que impeçam o Governo de tornar a oposição refém e admite nova descida dos salários. Vítor Bento, presidente da Sociedade Interbancária de Serviços (SIBS) e conselheiro de Estado, considera que Durão Barroso foi subalternizado e que perdeu relevância para o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy. A Alemanha, diz, deve apostar na integração europeia para se defender a ela própria." Ler entrevista aqui
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Vítor Bento: “Sou contra a saída do euro, mas devemos discutir esse cenário”
"O economista defende a criação de mecanismos que impeçam o Governo de tornar a oposição refém e admite nova descida dos salários. Vítor Bento, presidente da Sociedade Interbancária de Serviços (SIBS) e conselheiro de Estado, considera que Durão Barroso foi subalternizado e que perdeu relevância para o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy. A Alemanha, diz, deve apostar na integração europeia para se defender a ela própria." Ler entrevista aqui
Prémio para Senos da Fonseca
Recebi hoje a
informação, veiculada por Ana Maria Lopes e já publicada no seu blogue
Marintimidades, de que a Marinha distinguiu a obra Embarcações que tiveram berço na Laguna, do nosso conterrâneo e
amigo Senos da Fonseca, com o prémio “Almirante Sarmento Rodrigues”, referente
ao ano 2011.Trata-se do reconhecimento do
mérito de um ilhavense que, com alguma regularidade, nos vem oferecendo
trabalhos que retratam bem um entusiasmo e um saber que muito honram as nossas
terras e as nossas gentes.
Daqui felicito Senos da
Fonseca, na certeza de que continuará a estudar e a divulgar o nosso património
cultural e o nosso povo, vistos com arte e saber de vários ângulos.
Nota: Sobre este livro, escrevi aqui.
HÁ PALAVRAS QUE NOS MUDAM VIDAS
Deus vem a público
- Entrevistas sobre a transcendência -
«Há palavras que nos mudam vidas, há olhares que nos tocam para sempre. Recordo quando Abbé Pierre me contava o momento em que pedira a um suicida que o ajudasse, antes de pôr termo à vida, a arranjar abrigo para uma mulher desesperada. Por causa disso, o homem decidiu continuar a viver e fundou, com ele, os Companheiros de Emaús. Lembro ainda a expressão do irmão Roger, de Taizé: num tempo em que a Europa se dividia ainda em católicos e protestantes, a avó ensinara-lhe a reconciliar corações fraturados — e, contando isso, demorava a frase, que concluía com o brilho do seu olhar.
Há outras palavras e olhares de alegria, alguns de angústia ou tristeza. O teólogo Hans Küng sentiu a sua suspensão pelo Vaticano como o acontecimento «mais cruel» da sua vida, que o deixou exausto. Leonardo Boff viu-se humilhado quando lhe foi ordenado silêncio público pela segunda vez. Esses sentimentos podem dar lugar à revolta, como no caso de Eugen Drewermann, ou à descoberta de outras missões, como aconteceu com o bispo francês Jacques Gaillot.»
Ver mais aqui
domingo, 18 de dezembro de 2011
ESTÓRIA DE BONS MALANDROS
O Júlio Cirino enviou-me uma estória saborosa que pode ser lida aqui. A vida de cada um está cheia de brincadeiras, muitas delas dignas de registo. Com tantos anos passados, sabe sempre bem revivê-las, não para serem imitadas, mas para as gerações actuais, mais dadas a computadores e a internet, conhecerem outras vivências.
Dia Internacional das Migrações
”Quando se fez ao largo a nave escura,
Na praia, essa
mulher ficou chorando
No doloroso
aspeto figurando
A lacrimosa estátua da amargura!”
Gonçalves Crespo
192 milhões de migrantes legais em todo o mundo
Maria Donzília Almeida
O poeta, em
epígrafe, retrata bem, o drama da separação, quer seja na busca de novos mundos
ao mundo, época dos Descobrimentos, quer seja na ânsia de procurar uma vida
melhor para si e para a família.
As migrações são hoje um fenómeno de dimensão global, com
implicações cada vez mais importantes nos domínios político, económico, social,
cultural e religioso. Factores como a distribuição desigual da riqueza, guerra,
desemprego, fome e degradação ambiental forçam, todos os dias, milhares de
pessoas a abandonar o seu país de origem, em busca de um futuro melhor. Este
fenómeno não é novo mas tem crescido drasticamente: existem hoje 192 milhões de
migrantes legais em todo o mundo, dos quais cinco milhões são portugueses.
Reportando-nos a
estes, os motivos que os levaram a partir, foram as conquistas, as descobertas
e a expansão marítima. Portugal tem sido desde o século XV um país de
emigrantes, facto que acabou por condicionar toda a sua história. Nos séculos
XV e XVI, a emigração dirigiu-se, sobretudo, para as costas do norte de África,
Marrocos, ilhas atlânticas, Açores, Madeira, São Tomé, Cabo Verde, Canárias e
depois da descoberta do caminho marítimo para a Índia-1498, espalha-se pelo
Oriente, mantendo-se muito ativa até finais do século XVIII.
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