sábado, 12 de março de 2005

GOVERNO com poucas mulheres

Já aqui dissemos que o Governo tem apenas duas ministras, o que não abona nada em favor do primeiro-ministro José Sócrates. É um Governo predominantemente constituído por homens, não obstante o PS pregar a ideia da importância da mulher na política, tanto mais que elas são a maioria em muitos sectores da sociedade portuguesa. Na saúde, na educação e na ciência, entre outros. Afinal, continua a discriminação da mulher, ao fim de tantos anos de luta pela conquista do lugar que lhe pertence na vida, a todos os níveis. Bem prega Frei Tomás. Como consequência disso, as mulheres socialistas não podiam deixar de ficar muito descontentes, como refere o PÚBLICO em manchete. Maria de Belém diz mesmo que “há afunilamento na entrada de mulheres para a política”, Edite Estrela acrescenta que “gostaria que houvesse uma maior representação feminina” e Celeste Correia adianta que “é um retrocesso nos sinais positivos que foram dados”. Quando toda a gente sabe que a sensibilidade feminina é necessária, fundamentalmente para a humanização da política, não se esperava que o Governo ficasse indiferente a esta verdade. A mulher conhece melhor o dia-a-dia da vida e os problemas das famílias, a mulher está mais atenta, pela sua natureza, aos que mais sofrem (não estão elas, em grande maioria, no voluntariado?), a mulher ameniza, com mais facilidade, os conflitos e denota mais capacidade para se identificar com o povo. A meu ver, claro. Por isso, tenho pena que as mulheres continuem relegadas para segundo plano. F.M.

Em Fátima, rezei por ti

Jorge Pires Ferreira,  Diocese de Aveiro Quando era criança, guardei durante anos um bocado de sobreiro envernizado com um bocado de latão ...