domingo, 21 de dezembro de 2025

António Gedeão - Minha Aldeia


Minha aldeia é todo o mundo.
Todo o mundo me pertence.
Aqui me encontro e confundo
com gente de todo o mundo
que a todo o mundo pertence.

Bate o sol na minha aldeia
com várias inclinações.
Ângulo novo, nova ideia;
outros graus, outras razões.
Que os homens da minha aldeia
são centenas de milhões.

Os homens da minha aldeia
divergem por natureza.
O mesmo sonho os separa,
a mesma fria certeza
os afasta e desampara,
rumorejante seara
onde se odeia em beleza.

Os homens da minha aldeia
formigam raivosamente
com os pés colados ao chão.
Nessa prisão permanente
cada qual é seu irmão.
Valências de fora e dentro
ligam tudo ao mesmo centro
numa inquebrável cadeia.
Longas raízes que emergem,
todos os homens convergem
no centro da minha aldeia.

Anónio Gedeão

sábado, 20 de dezembro de 2025

NATAL: O nascimento de Jesus e a infinita dignidade do Homem

Anselmo Borges
Padre e Professor de Filosofia

A festa do Natal deveria ser infinitamente mais do que o festival do comércio natalício exasperado. Há pessoas que chegam à noite de Natal cansadas e desfeitas, por causa dos presentes. No último instante, ainda tiveram de ir à última loja aberta, por causa de mais uma compra. Há inclusivamente pessoas para as quais o tormento das compras natalícias começa logo no início do novo ano, pouco tempo depois do Natal: o que é que vão dar como presente àquele, àquela, no próximo Natal?!...
Realmente, a festa do Natal é infinitamente mais, e deve sê-lo. Porque o Natal é a visita de Deus aos seres humanos, homens, mulheres, jovens, crianças, bebés. É Deus presente entre os homens. E, ao contrário do que frequentemente fazemos com os nossos presentes, que pretendem ser uma manifestação de ostentação de poder junto dos outros, Deus veio, sem majestade, sem poder. Veio, humilde, na simplicidade. De tal maneira que os mais pobres entre os pobres — os pastores — se não sentiram humilhados ao visitá-lo. Foram os pastores os primeiros que viram Deus visível num rosto de criança. Quem é que imaginaria que Deus, se algum dia viesse, viria assim: simples, pobre, precisamente para que ninguém se sentisse excluído?...

sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

NATAL DE HOJE



Natal de hoje

Naquela noite de breu,
portas trancadas,
corações empedernidos…
só a natureza abriu
e acolheu os deslocados
em busca de lugar
para nascer o Menino.
Abriu-se o Céu em estrelas perenes,
em hinos de glória e anúncio de Paz!
Mudou-se o Mundo!…
A Luz subsiste, emergindo dos destroços
das portas fechadas
do egoísmo,
do rancor e da vingança.
Natal é para sempre;
e a Paz avança nos corações
de quantos escancaram
as suas vidas ao Menino!

Querubim Silva

Publicado no "Correio do Vouga"

quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

Amigos para sempre




Fotografia dos meus arquivos. Andava escondida sem eu compreender a razão. A foto indica a data:1959. Amigos da juventude. Alguns já estão no coração marternal de Deus. Até um dia!

terça-feira, 16 de dezembro de 2025

Bispo de Aveiro e o Natal

D. António Moiteiro convida «cada um a refletir sobre o seu Natal»
e propõe dois gestos «muito simples»

«“O amor pelos pobres é um elemento essencial da história de Deus connosco, e irrompe do próprio coração da Igreja como um apelo contínuo ao coração dos cristãos, tanto das suas comunidades, como de cada um individualmente. Neste Natal, centremos a nossa atenção nos migrantes”, pede D. António Moiteiro, na sua mensagem de Natal, onde salienta que o Papa Francisco recordava que “a missão da Igreja junto aos migrantes e refugiados era ampla”.»
...

“Em cada Natal, celebramos a presença de Deus entre nós. Sempre que construímos o Presépio, fazemos memória do nascimento de Jesus em Belém. É tempo de tomarmos mais consciência do amor que Deus tem por nós, enviando-nos o seu Filho.”


Nota: Ler toda a mensagem aqui 

Bando foge do temporal

 


Olho para o céu à cata de sinais do tempo e lá está o mais evidente. Tempestado no mar, aves em terra..