sexta-feira, 5 de setembro de 2025

A foto da semana


NOTA: Das redes sociais - EXPRESSO

Confrontos eternos

Crónica de Guilherme de Oliveira Martins 
no DN

Temos na memória a afirmação de Camilo Castelo Branco: “Eu inclinava o peito crivado de dores sobre uma banca para ganhar, escrevendo e tressudando sangue, o pão de uma família. A luz dos olhos bruxuleava já nas vascas da cegueira. E eu escrevia, escrevia sempre”. Foi ele o primeiro dos nossos profissionais da escrita, deixando-nos milhares de páginas inolvidáveis de pura literatura escritas na universal língua portuguesa. Ele próprio protagonista de uma vida cheia e atribulada, soube tornar o Portugal profundo, pleno de contradições e dúvidas, o principal protagonista da sua obra. Eis por que é difícil registá-lo numa escola ou numa tendência. Não por acaso, encontrando-o na Cadeia da Relação do Porto, onde cumpria uma estranha pena, o rei D. Pedro V, de que Ruben A. disse ser o primeiro homem moderno que houve em Portugal, deixou clara a admiração pelo homem de cultura, desejando vê-lo depressa libertado. Falo de Camilo pela admiração que lhe tenho, mas também pelo facto de não me ter deixado arregimentar em agremiações de devotos. É um romancista maior, a que regressamos sempre com muito gosto e proveito. E o seu vocabulário é algo de extraordinário, o que levou Castilho a dizer: “Que colheita que tenho feito para o Dicionário português nestes seus últimos livros! Se se perdessem todos os nossos clássicos ficando só as obras de V. Exª a vernaculidade nada tinha perdido”. Não há maior elogio, porque Camilo foi, além de grande escritor, um grande leitor, um grande erudito, alguém que soube ouvir como se falava o português vulgar nas paragens mais recônditas.

quinta-feira, 4 de setembro de 2025

Nina solitária e solidária

 
A Nina é minha companheira silenciosa e solidária todos os dias. Dorme quando quer e lhe apetece, 20 horas diárias. De vez em quando gosta de se espreguiçar, olha para confirmar a minha presença e vira-se para o outro lado. Eu sei que os gatos são, por natureza, solitários e solidários. Tudo certo.

terça-feira, 2 de setembro de 2025

Artista de rua

 

A Lita é, por natureza, generosa. Aqui está ela a contribuir para a artista de rua, em Aveiro, junto aos arcos.

segunda-feira, 1 de setembro de 2025

Museu do Caramulo

 


Como estará, presentemente, este museu?

Regata de Moliceiros

 

Regata de Moliceiros? Julgo que impossível. Haveria moliceiros para isso?

domingo, 31 de agosto de 2025

Palmas para o nosso Farol



O nosso Farol, o mais alto de Portugal, faz hoje anos. Não é um número redondo, mas teimamos em divulgar o seu aniversário. Palmas para quem o admira. Foi inaugurado em 31 de Agosto de 1893.