domingo, 9 de fevereiro de 2025

Efemérides de Março



Se pensarmos um pouco, descobriremos que uma terra, qualquer que ela seja, tem sempre efemérides que preenchem a sua história. E a Gafanha da Nazaré está carregada de eventos que ouso lembrar de quando em vez. Em março, no dia 12 de 1860, foi iniciada a construção da primeira estrada que atravessou a região da Gafanha até ao Forte e que foi batizada, em data posterior, com o nome de Av. José Estêvão. Contudo, é justo lembrar que esta estrada, bem como outras que se construíram naquela época, se ficou a dever à influência de José Estêvão.
Curioso será imaginar o movimento que esta longa estrada teve, em épocas de veraneio, com destino às praias da Barra e Costa Nova, sobretudo aos fins de semana. Na altura, dizia-se que era a estrada rural com maior trânsito no país. Seria exagero, mas ouvi essa afirmação inúmeras vezes. Também neste mês, no dia 24 de 1862, se iniciou a construção da ponte que ligava Ílhavo à Gafanha. E em março de 1885 iniciou-se a construção do nosso Farol, que foi inaugurado em 31 de agosto de 1893

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2025

Casas Flutuantes


Ter uma casa sobre águas deve ser interessante, mas tem os seus quês. Todavia, há países onde tal é possível, nomeadamente, em Inglaterra ou na Holanda. É claro que não será muito prático para o dia a dia de quem trabalha. Não direi o mesmo para quem está livre de horários. Aliás, os nossos moliceiros viviam nos barcos quando tinham de conjugar o trabalho (apanha do moliço) com as horas das marés. Contudo, vamos admitir que umas férias num  espaço para meditação ou reflexão, uma casa dessas daria jeito.

Minha Mãe

«A minha mãe morreu faz um ano: 7 de Junho de 2009, duas horas da tarde. Desde então, não paro de a recordar, de a reter, de a reaver, de a recuperar, de a restituir, de a reviver, de a reerguer. Estes 12 meses têm sido a serigrafia de um original. Nele, vejo o seu rosto em todas as estações interiores. Vivi este ano como se vivesse o anterior em reverso, em negativo, em ausência. Estou nos lugares que foram dela. Toco os objectos que eram seus. Recordo os acontecimentos que foram nossos. Esse caminho não tem regresso. É por isso que se faz. Repete-se, mas já não é o mesmo. Gasta-se. Gasta-nos.»

José Manuel dos Santos, 
no suplemento Actual do EXPRESSO


Nota: Faço minhas as palavras do autor deste texto.

ABUSOS SEXUAIS: Conhecer Prevenir Agir

 

Prémio - Cultura do Mar



A 7.ª edição do Prémio de Estudos em Cultura do Mar - Octávio Lixa Filgueiras, promovido pelo Município de Ílhavo, através do Museu Marítimo de Ílhavo, tem candidaturas abertas até 31 de maio.
O prémio, com um valor pecuniário de 3.000 euros, distingue autores de dissertações académicas ou de trabalhos de investigação inéditos e realizados no âmbito da cultura marítima-fluvial, nomeadamente nas áreas da História, Antropologia e Etnografia Marítima, Arquitetura Naval, Arqueologia Naval e Subaquática, Patrimónios Marítimos e Museologia.
Pretende-se com este prémio, instituído em 2012 pelo Museu e pela Câmara Municipal de Ílhavo, evocar e divulgar a obra e memória do Professor Arquiteto Octávio Lixa Filgueiras, um dos mais reconhecidos investigadores portugueses em temas de Cultura do Mar.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2025

Arbusto na noite


Na noite escura sobressai a beleza do arbusto.

Figueira da Foz - Recordações - 1


Estou ligado à Figueira da Foz por laços muito especiais. Desde o ano 2000, comecei a frequentar aquela linda cidade com praia extensa e muito acolhedora. Por lá passei com a família inúmeras temporadas, ao sabor dos apetites pessoais e familiares, sem tempo para dar azo a qualquer cansaço.
Nos princípios, sentimos a necessidade de conhecer cada recanto, praça, instituições e muita gente. Além da nossa região, Gafanhas e arredores, passámos a apreciar os ares figueirenses como nossos, também. Mas se o ambiente me agradou, cansou outros, o que é legítimo. E agora, só de passagem, que não é a mesma coisa.